72. SABONETEIRA. Tem suas sementes utilizadas como repelentes de insetos. Saboneteira (Sapindus saponaria L.). Árvore nativa da América Tropical, usada como ornamental, possui nos frutos um efeito inseticida. Para se ter uma idéia de seu poder de ação, vale mencionar que seis frutos bastam para preservar 60 quilos de grãos armazenados. Saboneteira (Sapindus saponaria L, pertencente a família Sapindaceae, também conhecida pelos nomes populares de árvore-do-sabão, fruta-de-sabão, ibaró, jequiri, jequiriti, jequitiguaçu, pau-de-sabão, pau-sabão, sabão-de-macaco, sabão-de-mico, sabão-de-soldado, sabãozinho, saboeiro, saboneteira, saboneteiro, sabonete, salta-martim e saponária, nativa das regiões tropicais da América. É uma árvore nativa, perenifólia ou semidecídua, heliófita, de pequeno porte (até 8m), utilizada em paisagismo e em modelos de recuperação de áreas degradadas. Apresenta copa densa e perfeitamente globosa. As folhas são compostas imparipenadas com sete folíolos glabros de 10- 16cm de comprimento por 3-4cm de largura. Suas flores são brancas, dispostas em panículas. Os frutos têm sementes pretas e esféricas e contêm saponina, sendo utilizados na lavagem de tecidos. As sementes esféricas e duras, conhecidas como “salta-martim”, são utilizadas em artesanato, como “bolas-de-gude” e para tinguizar peixes. Anualmente são produzidas grande quantidade de sementes viáveis. Floresce durante os meses de abril-junho. Seus frutos amadurecem durante os meses de setembro-outubro. A dispersão é barocórica e zoocórica por morcegos frugívoros (Lorenzi, 1992). A ocorrência é da Região Amazônica até Goiás e Mato Grosso, nas florestas pluviais e semidecídua. A madeira é moderadamente pesada, dura, compacta, de baixa durabilidadae natural. A madeira é empregada na construção civil, para confecção de brinquedos, caixotaria, etc. É uma planta rústica e de crescimento moderado, indispensável para a composição de reflorestamento heterogêneos destinados à áreas degradadas de preservação permanente (Pio-Correa, 1984 e Lorenzi, 1992). Receita. Os extratos podem ser feitos dos frutos amassados diretamente em água (uso imediato) ou conservados por extração acetônica e/ou alcoólica. Em ambos os casos, 200 gramas são suficientes para o volume de 20 litros de um pulverizador costal.

73. SAL. [Do lat. sale.] 1. Quím. Substância que se forma na interação entre um ácido e uma base. (2.) Quím. Cloreto de sódio, cristalino, branco, usado na alimentação; sal de cozinha [fórm.: NaCl]. Conhecido como sal comum. O sal é uma substância essencial ao homem e indispensável a todos os tipos de vida animal. Podemos constatar a importância do papel desempenhado pelo sal, através dos registros da história da humanidade. A sua produção e utilização podem ser encontradas em ilustrações e escritos que datam do início da civilização. A salga dos alimentos já era um costume bastante difundido no Egito, cerca de 4.000 anos antes da era Cristã, Os gregos e os Romanos utilizavam o sal também como moeda para suas operações de compra e venda. A palavra latina "salário" deriva do sal, uma vez que em sal se pagava uma parte do ganho das legiões romanas. Ainda hoje um dos principais acessos de Roma se chama "Via Salaria" pois era por esse caminho que chegavam as caravanas trazendo sal para a capital do império. Até o século XVIII, a ordem de precedência dos comensais num banquete era indicada em relação ao saleiro de prata maciça colocado na mesa. À cabeceira, acima do sal, sentavam-se o anfitrião e os convidados mais ilustres. Os menos nobres ficavam abaixo do sal, mais distantes do anfitrião. No final do século XIX e começo do século XX o sal, além de ser usado como condimento e produto medicinal, passou a ser uma das matérias-primas essenciais para a indústria química e têxtil. O seu emprego hoje é extremamente variado. É utilizado para a produção de cloro, soda cáustica, barrilhas, ácido clorídrico, vidro, alumínio, plásticos, borracha, hidrogênio, celulose e outras centenas de produtos das indústrias químicas, metalúrgicas, de alimentos e diversas outras. Desde a Idade Média os Europeus fizeram fortunas com o tempero e introduziram o hábito de consumi-lo no Brasil. A exploração do Sal no Brasil só teve início a partir de 1801. O Sal de qualidade inferior encontrava-se nas praias do Mar Morto, depois de evaporada a água salgada, e bem assim nos outeiros vizinhos. Servia na terra de Canaã e nas regiões adjacentes para temperar a carne dos animais mortos, e preserva-la da corrupção (Jó 6.6). Tudo que se oferecia em sacrifício, segundo a lei, era temperado com sal (Lv 2.13; Ez 43.24). A terra salgada não produz (Jó 39.6). Nas cidades vencidas e condenadas a total ruína, o inimigo semeava sal para evitar que a cultivassem de novo. Assim fez Abimeleque à cidade de Siquem (Jz 9.45). O sal impuro da Síria, quando exposto à chuva e ao sol, ou conservado em lugares úmidos, perdia as suas propriedades boas e para nada mais ficava servindo (Mt 5.13; Lc 14.35). Visto que o sal impede a decomposição, tornou-se símbolo de estabilidade e permanência. Freqüentemente, quando se celebravam pactos, os participantes comiam juntos – consumindo sal juntos – denotando perpétua lealdade e fidelidade mútua na relação pactuada. “Um pacto de sal”, portanto, era considerado de muita obrigação (Nm 18.19). Cristo disse: “Porque cada um tem de ser salgado com fogo”. O contexto aqui indica uma salgadura com o fogo da Geena, no caso de todos os que tropeçam, caindo numa vida de pecado, ou que são responsáveis por fazer outros tropeçarem assim (Mc 9.42-49). Usando esta expressão para transmitir um sentido diferente, o Senhor disse depois: “Tende sal em vós mesmos e mantende a paz entre vós” (Mc 9.50). O apóstolo Paulo usou sal de modo similar, dizendo: “Vossa pronunciação seja sempre com graça, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um” (Cl 4.6). A conduta e a conversa da pessoa sempre devem ser de bom gosto, atenciosas, sadias, e visar preservar a vida dos outros. A Drª e Irmã Rebecca Brown fala em seu livro sobre o sal: “Muitos cristãos envolve-se em rituais de feitiçaria sem o saber. Estes são freqüentemente de “feitiçaria branca” e envolvem a recitação de um salmo ou certos versículos da Escritura, usando ao mesmo tempo uma mistura de óleo e sal. Lembre-se, o sal é usado em um grande número de rituais ocultista. O sal nunca é, na verdade, usado em nenhuma prática bíblica. O sal é citado na Bíblia como um símbolo, mas não é usado para batizar ou ungir, etc. Sal usado assim é sempre ocultista. Em qualquer ocasião que alguém disser a você para usar o sal ou velas de forma ritualística, envolvendo orações ou recitação das Escrituras, cuidado! Ele está envolvendo você em um ritual ocultista, não importa quão inocente isso possa parecer”. (Rebecca Brown, Prepare-se para a Guerra, 1998, p. 159). Na Maçonaria o Sal é símbolo da hospitalidade que devem caracterizar o maçom. (121)
Receita 1. Sal de cozinha: Espalhar o sal nos canteiros. Receita 2. Folhas de Louro, Dentes de Alho, Sal, Folhas de Eucalipto - Todos estes produtos são indicados para o controle de pragas de grãos armazenados. Devem ser misturados com o produto a conservar. No caso do eucalipto usar a variedade citriodora em camadas alternadas. Controla: carunchos, gorgulhos e traças. Receita 3. besouros e passarinhos são seus predadores naturais. Uma boa forma de eliminá-los é usar armadilhas, feitas com isca de cerveja para atraí-los. Faça assim: tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a deixando a abertura no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas e os caracóis caem na lata atraídas pela cerveja e morrem desidratados pelo sal. Receita 4. Preparo da Pasta Sulfocálcica A Fórmula para o preparo da pasta Sulfocálcica é a seguinte: Enxofre...... 1,0 k. Cal......2,0 k Sal comum......0,5 k Inseticida......15 ml. Modo de preparo .Coloque dez litros de água em dois vasilhames separados (cinco litros em cada). Em um deles dissolva o enxofre e no outro a cal. Em dois vasilhames de 1 litro dissolva o sal e o inseticida. Já se formaram 12 litros. Coloque em um vasilhame que possa conter 15 litros, 3 litros de água e vá despejando e misturando as soluções preparadas na seguinte ordem: a) o inseticida (mexer para misturar bem) e em seguida. b) Ao mesmo tempo ir vertendo, alternadamente um pouco do enxofre (mexe) um pouco da cal (mexe) até misturar bem os dez litros das duas soluções. Depois de bem misturadas; c) acrescentar o sal e mexer novamente. Quanto mais mexida, a calda fica melhor para aplicar e sem perigo de causar danos às plantas. O vasilhame a ser utilizado para o preparo da pasta deve ser de plástico, cimento, madeira ou amianto. Não utilizar tambores de ferro, alumínio, ou latão pois reagem com os produtos componentes da pasta. A pasta deve ser aplicada como uma caiação sobre a superfície do tronco e ramos da planta pincelando com trincha ou brocha de pintura de paredes. Não deve ser utilizado em pulverizadores, pois entupiria o bico dos mesmos. Para uma melhor eficiência a pasta deve ser utilizada no mesmo dia de preparo. Se por acaso quiser guardá-la para o dia seguinte, adicionar 28 gramas de açúcar. Não utilizar após 3 dias. Para guardar a calda num vasilhame (por pouco tempo) cobrir com uma fina camada de óleo mineral. O inseticida a ser utilizado pode ser a base de fosforoditioato. Receita 5. Mistura de cinza e sal. Controle: barbas, algas, liquens, musgos e outros parasitas das frutíferas. Ingredientes: cal virgem (600g), cinzas (300g) e água (10 litros). Preparo: Dissolver 600g de cal em 10 litros de água e misturar mais 300g de cinzas. Coar e aplicar sobre as plantas, pincelando ou pulverizando durante a seca, quando as plantas frutíferas estão em dormência.

74. SÁLVIA. Salvia officinalis. Família: Labiadas. Sinônimo: Salva, salva-das-boticas, salva-dos-Jardins, salva-ordinária. Parte Utilizada: Folha. Principais Constituintes: Óleo essencial, princípio amargo, ácidos málico e tânico, amido, matérias resinosas, etc. Propriedades: Estimulante, estomacal, nervina, resolutiva, emenagoga, vulnerária, adstringente, antisséptica, tônica, cicatrizante e emoliente. Indicações: Atonias digestivas, náuseas, dispepsias, menopausa, leucorréias, asma, dermatoses, hipotensão. Externamente o decocto é utilizado como cicatrizante nas úlceras, em gargarejos nas inflamações da boca e garganta. A Salvia divinorum chamada também de ska pastora, ska María, hierba María e hierba de los dioses, é a única entre milhares de espécies do gênero Salvia que apresenta efeitos psicoativos (embora suspeite-se que outras espécies possam conter essas propriedades). Originária do México na Sierra Mazateca, é considerada rara, o que torna difícil a sua obtenção. Dificilmente se reproduz por semente, sendo multiplicada através de cortes enraizados (propagação vegetativa). Seu efeito é extremamente forte, principalmente quando usados extratos potencializados, que nada mais são do que folhas concentradas com a substância psicoativa. É extremamente recomendável que os futuros usuários venham a se informar sobre seus efeitos antes de se aventurarem. Não é uma erva a ser usada em festas, raves ou com multidões, pois exige uma certa discrição da parte do usuário para que ele se sinta à vontade. Não é uma droga recreativa e pode ser traumática quando usada naquelas condições. Até hoje, não existe confirmação de que seu uso seja prejudicial à saúde, não acarreta vício e seu uso tende a não ser frequente. Contudo, estudos estão sendo feitos in vivo e in vitro, e o uso tradicional está garantido por um conhecimento e histórico de uso centenários. É considerada legal na maioria dos países, sendo que a Itália, dois estados dos Estados Unidos e a Austrália já proibiram o uso da planta sem antes fazer um estudo sobre a periculosidade dela. Tal medida mostra a falta de critério científico por parte dos legisladores quanto aos requisitos usados para se proibir uma substância. Acredita-se que essa medida foi tomada devido a algumas notícias de incidentes nos EUA, sendo que nenhum deles foi comprovado ter sido causado pelo consumo da planta. A única alegação neste sentido teria sido da parte da mãe de um usuário que cometeu suicídio inalando gás de cozinha dentro de uma barraca. Apesar de ele não estar sob o efeito de salvia no momento do suicídio, ela afirmou: "Só pode ter sido culpa dessa planta." Tem como pricípio ativo a Salvinorina A, que, no entanto, não se trata de alcaloide, mas de um diterpeno, com ação diferente da maioria das substâncias psicoativas. Pesquisas atuais sobre o efeito da salvinorina no organismo revelaram que esta, além de não ser uma substância que leva à dependência, apresenta propriedades antidepressiva e analgésica, e ainda mostra-se promissora para o desenvolvimento de fármacos para o tratamento da esquizofrenia e dependencia química. É chamada por alguns como o alucinógeno natural mais potente já descoberto, só perdendo para o LSD, que não é encontrado na natureza (é um semissintético). Por isso, pode conduzir a estados alterados de percepção onde não se recomenda interação com máquinas ou eventos sociais. Daí o uso espiritual étnico entre os Mazatecas e bruxos ancestrais. Não devemos usar a Salvia divinorum como vimos acima. ASalvia officinalis é a que usamos, em nossas receitas. Receita 1. Preparado com sálvia - manejo de lagartas da couve, repolho, couve-flor e brócolis. Modo de preparar: derramar 1 litro de água fervente sobre 2 colheres de sopa de folhas secas de sálvia. Tampar o recipiente e deixar em infusão durante 10 minutos. Agitar bem, filtrar e pulverizar imediatamente sobre as plantas para repelir a borboleta branca que coloca os ovos nas folhas das plantas cultivadas, originando as lagartas que comem as folhas. A utilização da sálvia: Afasta a borboleta-da-couve.

75. SAMAMBAIA. O nome samambaia é proveniente do tupi e significa "aquele que se torce em espiral". Seu habitat pode ser tanto um vaso de xaxim como o tronco de uma árvore, uma pedra ou mesmo o próprio solo ou a água, como as samambaias aquáticas. O sucesso no cultivo destas plantas depende da capacidade de reproduzirmos em casa as condições naturais em que estas vivem nas matas. A maior parte das espécies preferem ambientes sombreados. O vento é um dos seus maiores inimigos, causando "queima" das folhas mais jovens e perda de água por evaporação. Samambaias também não gostam de alterações de lugar, pois elas acostumam-se com a luminosidade, temperatura e umidade local, podendo definhar e até morrer caso sejam mudadas. Normalmente são cultivadas em xaxim, que retêm mais a umidade e permitem que as raízes respirem melhor. Os fetos ou samambaias são plantas vasculares que não produzem sementes - reproduzem-se por esporos que dão origem a um indivíduo geralmente insignificante e de vida curta (oprotalo) que produz gâmetas para dar origem a uma nova planta. As plantas totalmente desenvolvidas, são formadas por um caule, normalmente um rizoma e as folhas, chamadas frondes neste grupo, são muitas vezes compostas ou recompostas, ou ainda em forma de língua, e possuem na sua face inferior (ou abaxial) pequenos órgãos chamados soros que contêm os esporos. Esta definição geral inclui, não só as conhecidas samambaias de grandes folhas verdes, mas também vários outros grupos de plantas que tradicionalmente foram classificados na divisão Pteridophyta, mas que atualmente são considerados em várias divisões. Este artigo refere-se às "verdadeiras" samambaias, incluídas num grupo, ainda sem nome científico, os Fetos leptoesporangiados (por partilharem o leptosporângio, ver abaixo). Este é o grupo mais diversificado de plantas verdes depois das espermatófitas, com mais de 12 000 espécies presentes no mundo, principalmente em climas tropicais. O esporófito das samambaias - a planta adultoadulta que normalmente vemos - é formada por: Um rizoma, ou seja, um caule rastejante, em grande parte subterrâneo, sem nós e constituído apenas por tecidos primários (epiderme, parênquima,xilema e floema), embora algumas espécies desenvolvam um tronco vertical - os fetos arbóreos; Rizóides, normalmente finas e resistentes, nascentes nas bases das folhas; Frondes ou folhas verdes (com capacidade fotossintética) formadas por: Um pecíolo, também chamado estipe, cujas características são muitas vezes usadas para classificar os fetos em gêneros e famílias; A lâmina, ou seja, a parte verde da folha, que é muitas vezes composta em pinas ou recomposta em pínulas; o eixo ou nervura central da lâmina tem o nome de raque ráquis; soros que são conjuntos de esporângios, normalmente na página abaxial das frondes - estas, também chamadas folhas ou frondes férteis podem ser diferentes das folhas vegetativas; Samambaias são pteridófitas. Ao contrário das folhas das espermatófitas, que crescem lateralmente, as frondes dos fetos crescem a partir dum meristema apical, na sua extremidade, desenrolando-se à medida que crescem, num processo conhecido por vernação circinada. Receita 1. Masserado de Samambaia: Colocar 500 gramas de folhas frescas ou 100 gramas de folhas secas em um litro de água por dia. Ferver meia hora. Para aplicação diluir um litro deste macerado em dez litros de água. Receita 2. Água de samambaia: Ferva durante 30 minutos, 500 g de folha fresca em 1 litro de água. Deixe esfriar e pulverize nas plantas atacadas por pulgões, ácaros e cochonilhas.

76. SANTA BÁRBARA. Barbarea vulgaris, Barbarea arcuata, Barbarea stricta, Sisymbrium barbarea, Campe barbarea, Crucifera arcuata, Crucifera barbarea, Crucifera stricta ou Campe stricta são os nomes científicos que foram colocados à planta também conhecida como cinamomo, amargoseira, pára-raios, jasmim-de-caiena, jasmim-de-cahorro, jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, agrião-da-terra, erva-de-são-julião, erva-dos-carpinteiros ou erva-de-santa-bárbara. O nome popular "erva-de-santa-bárbara" terá origem, provavelmente, no próprio nome científico da planta (Barbarea) que, por sua vez, talvez tenha origem na região geográfica de Santa Bárbara, na California - apesar de a planta não ser nativa da América do Norte, mas aí introduzida. É uma planta herbácea perene ou bienal, da família das Brassicaceae, a que pertencem também os nabos, couves e mostarda. Há quem as considere como ervas daninhas, mas há também quem utilize as suas folhas para salada - de fato, estas contêm uma quantidade apreciável de vitamina C. É usada também, pela medicina popular, como vulneravel (isto é, para a cicatrização de feridas). É uma árvore asiática (china berry) cultivada no Brasil para fins ornamentais e medicinais como vimos acima, e usada, popularmente, para o combate de pulgas e carrapatos em cães e gatos. Cresce rapidamente, tem folhagem e floração delicada e vistosa, flores de aroma suave. Por essas características é muito usada em paisagismo e arborização urbana. Mas ... Invade florestas, especialmente ambientes ciliares; substitui espécies nativas, reduz diversidade alimentar para fauna, alterando o equilíbrio e a auto-sustentabilidade desses sistemas. Os frutos, de sabor amargo e propriedades venenosas e narcóticas, podem matar suínos, mas vacas e aves não parecem ser suscetíveis. Princípio ativo: saponinas e alcalóides neurotóxicos (azaridina). As sementes são dispersadas por aves e morcegos, o que impossibilita o controle da dispersão de sementes. Por essa razão a espécie não deve ser cultivada e plantas existentes devem ser removidas. Todas as partes da planta são potencialmente tóxicas, as ocorrências são registradas geralmente com frutos. Causa irritação gastrointestinal severa com náusea, vômitos, diarréia intensa, distúrbios do sistema nervoso central, ataxia, torpor, convulsões e coma. Apesar disso não é causa de intoxicações freqüentes. A espécie prefere climas tropicais e úmidos, mais existem variações ecológicas que agüentam 600-1000 mm de precipitação anual. Em climas áridos só com irrigação ou ao lado de cursos d'água. Não é muito exigente em questões de solo, crescendo mesmo em solos salinos. No Paraná observa-se maior agressividade em solos derivados de basalto, especialmente ao longo de cursos d'água. Classificada como espécie invasora aqui e nos EUA também. Santa Barbara ou cinamomo, a Melia azedarach. da família Meliacea. O extrato alcoólico de seus frutos é utilizado para combater pulgões e gafanhotos. A substância encontrada nesta planta, a azadirachtina, inibe o consumo das plantas por estes insetos. Combate de pulgas e carrapatos em cães e gatos.

77. TABACO. Tabaco e nicotina: eles são bons, como pesticida. Bot. Grande erva, molemente tomentosa, da família das solanáceas (Nicotiana tabacum), de origem sul-americana, de folhas amplas, oblongas, acuminadas e macias, flores vistosas, tubulosas e róseas, e que possui nicotina, razão por que a infusão das folhas serve para matar parasitos. Dessecadas, as folhas constituem o fumo ou tabaco. [Sin., bras.: fumo.] erva-santa, fumo, tobacco, tabaco, tabac, tabacco. Tabaco é o nome comum dado às plantas do gênero Nicotiana L (Solanaceae), em particular a N. tabacum, originárias da América do Sul, das quais é extraída a substância chamada nicotina. Os povos indígenas da América acreditavam que o tabaco tinha poderes medicinais e usavam-no em cerimónias. Foi trazido para a Europa pelos espanhóis no início do século XVI. Era mascado, ou então aspirado sob a forma de rapé (depois de secar as suas folhas). O corsário Sir Francis Drake foi o responsável pela introdução do tabaco na Inglaterra em 1585, mas o uso de cachimbo só se generalizou graças a outro navegador, Sir Walter Raleigh. Um diplomata francês, de nome Jean Nicot (de onde deriva o nome da nicotina) aspirava-o moído rapé e percebeu que aliviava suas enxaquecas. Desta forma, enviou uma certa quantidade para que a então rainha da França, Catarina de Médicis, o experimentasse no combate às suas enxaquecas. Com o sucesso deste tratamento, o uso do rapé começou a se popularizar. O hábito de fumar o tabaco como mera demonstração de ostentação se originou na Espanha com a criação daquilo que seria o primeiro charuto. Tal prática foi levada a diversos continentes e, somente por volta de 1840, começaram os relatos do uso de cigarro. Neste ponto, a finalidade terapêutica original do tabaco já havia perdido seu lugar nas sociedades civilizadas para o hábito de fumar por prazer. Embora o uso do cigarro tenha tomado enormes proporções a partir da Primeira Guerra (1914-1918), foi apenas em 1960 que foram publicados os primeiros relatos científicos que relacionavam o cigarro ao adoecimento do fumante. Pesquisas em âmbito mundial a respeito dos perigos do tabagismo são amplamente divulgadas, não cedendo espaço para dúvidas ou más interpretações. Tais pesquisas vêm demonstrar que o significado médico-terapêutico do tabaco caiu por terra há décadas, cedendo lugar ao combate à dependência fisica que as substâncias constantes do cigarro causam. Os maus efeitos à saúde causados pelo fumo de tabaco se referem diretamente à tabagismo assim como à inalação de fumaça ambiente (tabagismo passivo). A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 16% da população brasileira é fumante. A OMS também estima que em países desenvolvidos, 26% das mortes masculinas e 9% das mortes femininas podem ser atribuídas ao tabagismo. Desta forma, o tabagismo é uma importante causa de morte prematura em todo o mundo. Nicotina é o nome de uma substância alcalóide básica, líquida e de cor amarela, que constitui o princípio ativo do tabaco. Seu nome se deve ao diplomata francês Jean Nicot que foi o difusor do tabaco na Europa como vimos acima. Provoca cancor nos pulmões devido à metilização que ocorre no DNA (liga um radical metila, CH3). A pirrolidina (nicotina) sofre reações metabólicas (com NO+), oxidação e abertura do anel transformando-se em 4-(n-metil-n-nitrosamino)-1-(3-piridil)-1-butanona (CETONA) e 4-(n-metil-n-nitrosamino)-4-(3-piridil)-butanal (ALDEÍDO). O nitrosamino possui uma forma de ressonância onde um carbocátion é facilmente doado a uma base nitrogenada do DNA (guanina, citosina, adenina ou timina), causando uma falha de transcrição, levando à possibilidade de desenvolvimento do câncer. Na indústria, é obtida através de toda a planta Nicotina tabacum, e é utilizada como um inseticida respiratório (na agricultura) sob a forma de sulfato de nicotina e vermífugo (na pecuária). Pode ainda ser convertido para o ácido nicotínico e, então, ser usado como suplemento alimentar. O tabaco, usado em pequena escala como pesticida natural e orgânico por centenas de anos, está recebendo atenção científica como uma alternativa potencial de produção em massa aos tradicionais pesticidas comerciais. Esse é o tema de um relatório quinzenal de ACS 'Revista Industrial & Engineering Chemistry Research. Cedric Briens e seus colegas observam que as preocupações sobre os riscos à saúde reduziu a demanda de tabaco e prejudicou agricultores, em algumas partes do mundo. Os cientistas estão à procura de novos usos para o tabaco. Um uso potencial é como um pesticida natural, devido ao teor tóxico da nicotina.

O Tabaco Xamânico. O tabaco aqui citado, não é industrializado, e sim o Tabaco Xamânico, uma planta ancestral. O Tabaco sempre foi considerado pelos índios como uma Planta de Poder, porém caiu em mau uso pelos brancos, perdendo sua força original e seu poder, sendo usado de forma viciante, responsável por terríveis males no organismo. O tabaco selvagem é uma planta muito poderosa e curativa, em seu estado original e na forma correta de sua utilização. O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas do xamanismo. Ele fumado no Cachimbo Ritualístico, carrega as preces para o Universo. É usado para fazer oferenda aos guardiões, ao Grande Mistério, etc. Fumar tabaco (em ritual) é evocar o Plano Espíritual. Desde a aparição da Mulher Búfalo Branco para os nativos norte-americanos, o tabaco é considerado uma planta que traz claridade. Ele é o totem vegetal da Direção Leste, do Elemento Fogo. E, como tudo que é fogo, é ambíguo. Pode elevar, transmutar ou pode destruir. Quando o tabaco é utilizado espiritualmente, traz purificação, centramento, transforma energias negativas em positivas, serve de mensagero. Quando utilizado como vício pode matar. É utilizado no Xamanismo Universal. No Perú é fumado em rituais na Pipa (cachimbo) e na forma de cigarro. Os ayahuasqueiros chegam a dizer que: Sin tabaco! Sin la Ayahuasca! Geralmente o fumo não é tragado (tragar é coisa do vício). No Perú também extraem o mel de tabaco, um poderoso alterador de consciência. Podemos ver nos rituais afros (candomblé, umbanda, etc) a utilização do tabaco pelas entidades, fazendo purificações, passes, exorcismos, oferecer charutos em despachos, etc. No Chanumpa (EUA), para cada pitada de tabaco, convida-se um espírito para participar do ritual. Ele também é ofertado para os espíritos, para o fogo, utilizado para abrir portais da mata, honrar a Criação, confeccionar bolsas medicinais, pacote de preces, etc. Entre os mateiros brasileiros, eles utilizam-se do rapé, para se harmonizarem com os seres da floresta. Compressa para retirar energias negativas. (Bom para dôr-de-cotovêlo, final de caso, etc). Para meio litro de água, coloque 4 colheres de sopa de folhas secas de tabaco (caso não ache, serve fumo-de-corda), levando ao fogo até ferver. Quando ferver, deixe mais 5 minutos em fogo brando e retire deixando em repouso por 15 minutos coberto por um pano branco. Coe. Pegue um pano que cubra toda a area do abdômem. Molhe o pano na infusão do tabaco e coloque em seu abdômem, deixando por 30 minutos. Esta compressa remove energias emocionais estagnadas, formas de pensamentos, quebrantes, etc. Segundo Sangirardi Jr., o caráter religioso da fumaça remonta tempos imemoriais. Desde as cavernas da pré-história, o homem adorava o fogo. O fogo aquecia. Preparava os alimentos. Aclarava as trevas noturnas. Afastava os animais bravios. E passou a afastar também os espiritos inimigos e as forças adversas. Do fogo nasce a fumaça, que passa a participar do mesmo poder de purificar, exorcizar, de evocar os espíritos. Fumado ou ingerido, produz o extase dos curandeiros, colocando-os em contato com forças superiores e invisíveis, que lhes permitem curar doenças, prever o futuro, afastar maus espíritos, purifica e neutraliza forças adversas. Como expansor da consiência, é também usado um mel de tabaco, que é lambido. Também conta-se, que na forma de rapé, é utlizado para harmonização com os sêres espirituais da floresta. Os rituais com cachimbo são utilizados por todos os povos xamânicos de todos os continentes. Também utilizados na forma de charuto, ou na palha do milho, mascados. É utlizado pelos nativos como estimulantes capaz de vencer a fome, a sede e o cansaço. Muitos povos nativos contam a história de uma Mulher Sagrada, que engravidou de gêmeos. Mesmo dentro do útero esses dois gêmeos brigavam. Um representava tudo o que era bom nos humanos, enquanto o outro representava o oposto. Quando chegou o tempo do nascimento, o garoto bom nasceu de maneira tradicional. O outro gêmeo estava tão ansioso para sair do útero, que ele se chutou para fora da mulher, ferindo-a mortalmente. O bom filho permaneceu com a mãe, e com seus extraordinários poderes, sepultou-a conforme suas instruções. Ela lhe contou que mesmo com sua morte, boas coisas viriam para o povo. Ele permaneceu próximo de seu túmulo por alguns dias, conforme seu pedido. Antes que ele fosse embora, viu que de seu corpo nasceram as tres plantas irmãs: milho - feijão e abóbora - que deste momento em diante dariam sustento ao seu povo. De sua fronte nasceu a Planta Sagrada: Tabaco. O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas, por muitos povos nativos. Para os nativos norte americanos, quando fumado no Cachimbo Sagrado, ele carrega as preces para os espíritos. Com frequência, é usado para se fazer oferendas para os Espíritos Guardiões. Fumar tabaco é chamar o plano espiritual para ajudar. Segundo Sun Bear, se alguém fuma por diversão, estará continuamente chamando Espírito para sí com um falso alarme. A maior parte do tabaco comprado em lojas é misturado com material químico, nocivo à saude. Um dos nomes nativo-americano para a mistura do fumo é "kinniknnik”, que pode ser uma erva apenas (uva-ursi) ou uma combinação. O tabaco é uma planta de grande ajuda. Utilizada para defumação ou no Cachimbo Sagrado, ele pode, trazer novos começos para quem quer que o esteja usando ou para quaisquer projetos ou lugares para o qual ele é queimado. Receita 1. Pegue dois punhados de folhas secas (200g) ou de pontas de cigarros. Ferva de 15 a 20 minutos em 2 litros de água. Acrescente sabão, misture e deixe esfriar antes de filtrar. Dilua com 5 litros de água. Aplique uma vez por semana. Eficaz contra a broca das hastes do milho, lagartas, afídeos, moscas e gorgulhos, assim como contra carrapatos nos animais. Receita 2. Ao invés de utilizar produtos químicos, agrotóxicos para combater pulgões e outras pragas no seu jardim, faça uma maceração a frio com 50gr. de tabaco puro, ou fumo-de-rolo picado, durante 24 horas. Leve para a panela, adicionando 20 pimentas, uma colher de sopa de cinzas peneirada, um pedaçõ de sabão de coco e um maço de losna. Deixe cozinhar por 20 minutos. Ao esfriar coe. Para utilizar dilua um copo dessa solução em 3 litros de água. Receita 3. Chá de tabaco é 1 cigarro para 1 litro de água. Deixa-se ferver, coa-se, deixa-se arrefecer e borrifam-se as plantas. Quem usa este chá normalmente borrifa as plantas 2 vezes por semana. (Ver Fumo)

78. TAJUJÁ. A planície alagável do alto Rio Paraná apresenta elevada diversidade de espécies vegetais vasculares e a grande maioria não foi ainda estudada cientificamente. Cayaponia podantha Cogn. (Cucurbitaceae) é uma espécie nativa da região, popularmente conhecida como melãozinho, melanciazinha, taiuá, taiuiá, tajujá e melancia-de-pacu, melancia-brava. Algumas espécies do gênero Cayaponia, têm sido usadas na medicina caseira, como exemplos podemos citar. Algumas espécies do gênero Cayaponia, têm sido usadas na medicina caseira, como exemplos podemos citar C. espelina (diurética, anti-asmática, anti-sifilítica, anti-diarréica, purgativa etc.), C. cabocla (purgativa, depurativa e emenagoga) e C. pilosa (emenagoga, anti-sifilítica e purgativa). Estudos preliminares da atividade biológica de C. podantha demonstraram atividade antiinflamatória e antiprotozoário (anti- Leishmania braziliensis e anti- Trypanosoma cruzi). A pesquisa com espécies vegetais como a C. podantha, evidenciam a importância da preservação da diversidade biológica, para que seja possível o reconhecimento da diversidade química presente na flora nativa, já que é de grande interesse a busca por componentes químicos bioativos. A procura por substâncias seqüestradoras de radicais livres tem sido crescente, devido à participação dos mesmos no estresse oxidativo presente na patogênese de várias doenças. Com o objetivo de contribuir para um maior conhecimento das propriedades biológicas de C. podantha foi avaliado o potencial antioxidante do extrato bruto das folhas e frações pelo método do radical livre DPPH (difenilpicril hidrazil). Receita 1. É uma planta trepadeira cujas folhas são bem parecidas com as da melancia. A raiz é semelhante à da mandioca. Apanha-se esta raiz, corta-se em pedaços de 10 cm e distribui-se na lavoura. A seiva ou líquido existente na raiz atrai insetos, fazendo com que estes não ataquem a planta cultivada. Deve ser renovada regulamente. Controla besouros ("vaquinha").

79. TOMATEIRO contra Pulgões. O tomateiro é uma planta fanerógama, angiosperma e dicotiledônea. Trata-se de um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após a fecundação. Popularmente, no entanto, não há consenso entre sua classificação como ou legume. O tomateiro se dá bem em locais com condições climáticas variadas, porém com pouca chuva. Pode ser encontrado em regiões de clima tropical de altitude, subtropical e temperado. Mas a cultura prefere ambientes com temperatura noturna entre 15 e 19 graus e diurna de 19 a 24 graus. O tomate é rico em licopeno e contém vitamina C. A maioria dos botânicos atribui a origem do cultivo e do consumo (e mesmo a seleção genética) do tomate como alimento à civilização inca do antigo Peru, o que deduzem por ainda persistir, naquela região, uma grande variedade de tomates selvagens e algumas espécies domesticadas (de cor verde) conhecidas apenas ali. Estes acreditam que o tomate da variedade Lycopersicum cerasiforme, que parece ser o ancestral da maioria das espécies comerciais atuais, tenha sido levado do Peru e introduzido pelos povos antigos na América Central, posto que foi encontrado amplamente cultivado no México. Outros estudiosos acreditam que o tomate seja originário da região do atual México, não apenas pelo nome pertencer tipicamente à maioria das línguas locais (náuatles), mas porque as cerâmicas incas não registraram o uso do tomate nos utensílios domésticos, como era costume. Os primeiros contestam tal objeção, pelo fato de que muitas outras frutas e alimentos dos incas também não foram representados nas cerâmicas. Uma guerra de tomates costuma acontecer na Espanha, toda última quarta feira de agosto. Desde 1940, durante a festa, os moradores da cidade de Buñol atiram tomates uns sobre os outros, pintando uns aos outros e as fachadas das casas da cidade com o vermelho da polpa do tomate. Durante a festa, a população desta pequena vila mediterranea quadruplica e participam da Tomatina em torno de 38 000 pessoas, dentre moradores da cidade e turistas de todas as regiões do mundo. A origem do festival vem de uma brincadeira de crianças, quando algumas crianças usaram seus almoços para guerrear na praça da cidade. As folhas e o caule do tomateiro (Lycopersicum esculentum) têm ação inseticida contra diversos insetos, inclusive pulgões. Receita 1. Há duas formas de preparo: ferva as folhas e caules em água e deixe esfriar ou coloque as folhas de molho em água fria por 24 horas. Qualquer uma das misturas deve ser pulverizada sobre as plantas. Receita 2. Folhas e caule têm ação inseticida, eliminam, inclusive, pulgões. Como fazer: Ferva um punhado de folhas e pedacinhss de caule em 1,5 litro de água. Coe e aplique frio.

80. TOMILHO contra lagartas, percevejos e pulgas. Nome Científico: Thymus vulgaris, Nome Popular: Tomilho, Tomilho-de-inverno, erva-urso, Timo, Arçã, Segurelha, Tomilho-ordinário, Tomilho-vulgar, Arçanha, Poejo, Tomilho-de-jardim, Família: Lamiaceae, Divisão: Angiospermae, Origem: Europa, Ciclo de Vida: Perene. O tomilho é uma planta subarbustiva, de textura semi-lenhosa, e amplamente utilizada desde a antiguidade por suas propriedades místicas, anti-sépticas, condimentares e aromáticas. É considerada um dos principais ingredientes do Bouquet Garni, famoso tempero francês. O nome científico da planta - "Thymus" - significa coragem em grego, ou "fumigar, limpar". Por que fumigar? Dado que o tomilho era utilizado para fumigar os templos ou queima de incenso. O tomilho era usado em terras muçulmanas para fumigar casas. Quando as pessoas podiam pagar, incenso de olíbano era acrescentado. Para os gregos o tomilho constituía um símbolo de graça e elegância. Os antigos gregos e romanos acreditavam que a planta os encorajava e motivava, e ramos de tomilho eram utilizados nos banhos e vestimentas dos guerreiros antes das batalhas. Nos tempos medievais, as mulheres costumavam costurar o tomilho nas capas dos cavaleiros como um sinal de bravura. As damas européias bordavam ramos de tomilho que ofereciam aos seus cavaleiros andantes. Já os Romanos da antigüidade tinham por hábito banhar-se com o tomilho antes de irem às batalhas, enquanto que os antigos Escoceses tomavam uma bebida feita com a erva pelos mesmos motivos de bravura. Os Gregos acreditavam ainda que a erva proporcionava força e sabedoria. O tomilho é nativo das encostas ensolaradas do Mediterrâneo, e as colinas da Grécia são cobertas pela erva. As abelhas adoram esta planta, que também produz um excelente mel. Seu uso data de cerca de 3000 a. C, quando os Sumários usavam-no como anti-séptico. Já os Egípcios usavam o tomilho no processo de mumificação. Na Grécia antiga ele era espalhado pelo chão nos grandes banquetes para agir como um afrodisíaco, e também destilado no perfume feminino. O tomilho é uma planta típica da vegetação mediterrânea, com ramagem ramificada, retorcida e recoberta por folhas miúdas, lineares a ovaladas e opostas. Seu porte é baixo, de cerca de 15 a 30 cm de altura com praticamente o dobro de largura, formando um montinho arredondado e bastante compacto. No verão surgem numerosas flores arroxeadas e pequenas, muito atrativas para as abelhas. Há um grande número de variedades de tomilho, com aromas diferenciados, variegações e portes diferentes. Alguns são mais apropriados para usos culinários, enquanto outros são mais específicos para usos industriais ou ornamentais. Esta plantinha de sabor picante e único é indispensável na horta doméstica, podendo ser plantada em vasos e jardineiras, muito embora prefira ser plantada diretamente nos canteiros. Suas folhas pequenas podem ser utilizadas frescas ou desidratadas no tempero de carnes em geral, sopas, pizzas e molhos a base de tomate ou queijo. Sua folhagem de textura delicada e floração abundante, a torna interessante no jardim, onde pode ser aproveitada como bordadura em caminhos ou em densos maciços. Encaixa-se perfeitamente em jardins de estilo italiano e jardins rochosos. Também é utilizada por entusiastas da arte do Bonsai, adquirindo o aspecto de minúscula árvore rapidamente. Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo bem drenável, neutro, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. Não é tolerante a encharcamentos, mas sobrevive bem por curtos períodos de estiagem. Aprecia o clima subtropical. Apesar de perene, o tomilho é conduzido como anual para uso culinário. As podas devem ser realizadas posteriormente à floração. Multiplica-se por sementes, estaquia, alporquia e divisão da ramagem enraizada. Medicinal. Indicações: Diarréias, verminoses, disenteria, cansaço, infecções, afecções da pele, afecções respiratórias, reumatismo. Propriedades: Anti-espasmódica, anti-hemíntica, anti-séptica, digestiva, estimulante, cicatrizante, espectorante, afrodisíaca, anti-reumática, vermífugas, tônico. Partes usadas: Folhas, ramos e flores. Em infusão, é usado no combate a infecções de garganta e pulmonares, na asma e febre dos fenos e na eliminação de parasitas. Externamente, alivia picadas, dores reumáticas e infecções fúngicas. Revigorante e tônico é essencialmente usado como remédio respiratório. Planta que requer pouco cuidado e prefere terrenos secos. O melhor período para plantação é na primavera. A planta gosta de sol e resiste muito bem a tempo seco. O excesso de agua pode queimar as folhas de baixo causando a morte da planta. Por se tratar de uma planta com sabor muito agradável ela é amplamente utilizada na culinária. Combina muito bem com carnes cozidas e molhos. Pode ser utilizada tanto fresca como seca. Após colhida basta lavar e adicionar a comida para a obtenção de um aroma bom. Tomilho: planta medicinal com um forte efeito desinfetante, utilizada contra tossee, bronquites ou dor da garganta. É apresentada sob forma de chá, tintura, cápsulas ou xarope. Observações. O tomilho, com seu cheiro forte e particular, tem um forte poder desinfetante. Em determinados países da África do Norte, são efetuadas desinfecções hospitalares a base de óleo essencial de tomilho como medida de economia. A preparação do tomilho em infusões é muito indicada e eficiente contra a tosse há muito tempo. Uma das ervas mais úteis na cozinha, o tomilho é uma planta muito atraente que tem suas folhas verdes em formato de coração e flores delicadas. Todas as espécies de tomilho são facilmente cultivadas e se desenvolvem bem em um clima ensolarado e solos bem drenados (quando não, secos). Agüentando temperaturas de até 20 graus negativos, o tomilho tem suas hastes bem compactadas, não precisando assim de muito espaço, porém não gostam de crescer ao lado de outras plantas de maior proporção. Na segunda guerra mundial os soldados tomavam seu óleo denominado thymol antes de irem às batalhas. Seus óleos voláteis ajudam principalmente na digestão de gorduras. Estes mesmos óleos pungentes fazem com que o tomilho seja útil no tratamento da asma, e também usado na aromaterapia e outras técnicas de cura para purificar ambientes contra energia negativa. Existem mais de 100 variedades de tomilho, mas na culinária somente 3 espécies são utilizadas: tomilho-limão, tomilho de jardim e tomilho-alcarávia. Estes 3 conseguem temperar muito bem diversos tipos de preparo, inclusive doces. O tomilho-limão (Thymus citridorus) tem um perfume ligeiramente alimoado e é melhor se utilizado fresco. Pode ser usado para perfumar biscoitos, pães e muffins, assim como em pratos salgados a base de peixe e frango. O tomilho-alcarávia (Thymus herba-barona) é mais difícil de encontrar e, portanto menos utilizado, mas combina muito bem com alho, vinho e pratos a base de carne. O tomilho de jardim (Thymus vulgaris) é mais amadeirado e seu aroma funciona melhor quando seco. Suas folhas inteiras e secas ou processadas formando um pó podem ser encontradas facilmente nos mercados durante o ano todo. O tomilho fresco deve ser guardado em um saco plástico muito bem fechado e posto na geladeira ou em um copo de água gelada. Já o tomilho seco deve ser armazenado em recipientes hermeticamente fechados e postos em uma área escura, guardando assim seu perfume por até 6 meses. Para preparar o tomilho fresco para o uso, remova as folhas dos talos passando as mãos de cima para baixo e depois as pique finamente. Seu aroma aparece quando as folhas são amassadas, picadas ou esfregadas entre os dedos. Sendo o tomilho um dos principais componentes do bouquet garni clássico, ele dá vida às sopas, molhos e guisados. Também é muito utilizado quando seco no preparo das ervas de provença, além de combinar muito bem com carnes, vegetais e molhos para salada. O tomilho é uma fonte de vitaminas C, D, e complexo-B, além de conter iodo, sódio, silica e sulfato. As abelhas gostam bastante de tomilho, cujo mel é bastante apreciado. Uso mágico. Travesseiro recheado com tomilho evita pesadelos. Ramo na bolsa ou bolso afasta maus fluidos de ambientes carregados. Aromaterapia. O óleo essencial é usado em congestão nasal, gengivite, afta, verruga, como bactericida e estimulante. Serve como mistura para potpourris aromatizantes de ambientes. Em sachês junto com a sálvia e o alecrim, perfuma as roupas e afasta os insetos. Junto com a arruda, citronela, manjericão e losna, o tomilho pode compor um bom desinfetante doméstico. Ramos de tomilho florido fica lindo em bouquets de flores secas e expelem um aroma vigoroso. Cosmético. Em loções refrescantes e tônicos de limpeza, age como estimulante e suavemente anti-séptico. O vinagre de tomilho é um bom rinse escurescedor para cabelos, e também utilizado para combater piolhos. Utilização de alguns óleos na fabricação de perfumes. Plantado junto ao repolho, o tomilho (Thymus vulgaris) repela a lagarta das folhas. O cheiro repele lepidópteros (pulgas e percevejos), como a borboleta-da-couve, formigas e ratos. Receita 1. Para afugentar percevejos e pulgas, moa as folhas secas e polvilhe-as sobre as plantas e o solo. Pode ser plantada, ainda, como bordadura de lavouras. O tomolho é um bom repelente de mosquitos devido à alta concentração de álcoois e de óleos essenciais (por isso também utilizado na indústria como desinfetante e fungicida). Basta pôr uns raminhos de tomilho nas janelas e nas portas.

81. URTIGA. Combate pulgões, largatas e fungos das plantas. Nome Botânico: Urtica dioica L., Família: Urticaceae, Parte utilizada: Folhas frescas ou secas e raiz. O nome científico da urtiga deriva do verbo latino urere, que significa arder, numa clara alusão ao efeito dos seus pêlos urticantes, e dioica ou “duas casas”, é a designação botânica dada às espécies que apresentam indivíduos exibindo apenas flores masculinas ou femininas. Urtica dioica é uma planta vivaz oriunda das regiões temperadas da Europa, África Austral, Andes e Austrália, atualmente presente em todo o mundo. Desde a Idade Média que as folhas são utilizadas na culinária escocesa. A ação urticante das folhas desaparece após doze horas da planta ter sido colhida, ou após fervura, pelo que as folhas jovens de urtiga podem ser consumidas cruas em salada, em omeletas, em sopas ou simplesmente cozidas, como os restantes legumes. As plantas foram ainda usadas como forragem para o gado, e as fibras extraídas dos seus eixos, à semelhança do que acontece com as fibras de linho, utilizadas para o fabrico de roupas e cordas, nesta região. Coloniza preferencialmente locais húmidos e sombrios, na proximidade de campos cultivados, e chega a atingir 1,5 metros de altura. O caule, de secção quadrada, e as folhas opostas e dentadas, encontram-se completamente cobertos de pêlos urticantes, designados tricomas, e o que queima é um ácido que tem nos pelos das folhas, as suas flores são pequenas e verdes. Antigamente era assim… As propriedades medicinais da urtiga remontam à Grécia Antiga, onde era utilizada para atenuar os sintomas das alergias sazonais e no alívio das dores associadas às inflamações. As folhas, acabadas de colher, em aplicação tópica têm um efeito rubefaciente (causa vermelhidão da pele), e por isso, foram, em tempos, popularmente utilizadas para fustigar suavemente a pele, sobre as articulações afetadas pelo reumatismo. Produzindo-se, desta forma, um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele e que contribui para descongestionar os tecidos internos afetados pelo processo inflamatório. Posteriormente, preparam-se as infusões e cataplasmas para este efeito; atualmente recorre-se à toma de suplementos alimentares. Foram ainda utilizadas, de forma pouco pedagógica, contudo inesquecível, para fustigar os rabinhos das crianças, como modo de evitar que estas se descuidassem na cama. Histórico. A urtiga é uma planta comum, que no passado foi utilizada pela indústria têxtil. Usada também como planta medicinal e como alimento. O seu uso na indústria têxtil, foi abandonado no princípio do século XX. Hoje a urtiga é utilizada como planta medicinal, comestível e fonte de clorofila. Nas folhas encontra-se uma substância histamínica e ácido fórmico. Contém ainda no resto da planta: taninos, mucilagens, vitamina A, C, B2, B5, sais minerais (S, Si, K, Fe, Ca, Na); clorofila, ácidos graxos, fitosterol (ß-sitosterol), carotenóides, flavonóides (glicosídeos da quercetina) e secretina. Indicações: ácido úrico, anemia, asma, brônquicos, buco-faríngeas (infecções), cabelos (caspa, crescimento, opacos, queda), ciática, complemento alimentar, circulação, cravos, depuração do sangue, diabete, diarreia, digestão, dor reumática, espinhas, ferida, gota, hemorragia, manchas, pele (feridas, irritação pós-sol, queimadura, sardas, tecidos danificados, úlceras), próstata (hiperplasia benigna), problemas urinários, reumatismo gotoso, úlcera, etc. Suas propriedades medicinais são bastante conhecidas. Ela é adstringente, anti-radicais livres, anti-seborréica, anti-séptica, antiescorbútica, antioxidante, bactericida, depurativa, estimulante, hemostática, hipoglicémica, revitalizante, revulsiva, tónica, vasoconstritora, tonificante capilar. Efeitos: desintoxicante, antianémico e diurético. As folhas contêm teores elevados de clorofila, molécula vegetal de cor verde, cuja composição química é muito semelhante à da hemoglobina (transportador de oxigénio no nosso sangue) e ferro. Estes constituintes são responsáveis pelas suas propriedades desintoxicantes e antianémicas, uma vez que estimulam a produção de glóbulos vermelhos. São ainda ricas em outros sais minerais como o fósforo, magnésio, cálcio e silício, e vitaminas A, C e K. Os tricomas contêm histamina, acetilcolina e ácido fórmico, substâncias que parecem actuar como anti-inflamatórios. Do ponto de vista terapêutico as folhas possuem uma forte acção diurética, anti-inflamatória e remineralizante, sendo ainda ligeiramente hipoglicemiantes. De uma forma geral, a urtiga ajuda o organismo a eliminar os líquidos em excesso, pelo que uma infusão (1 colher de chá de folhas secas por chávena de água quente, três a quatro vezes ao dia) pode ser útil como tratamento auxiliar em muitas doenças. Artrite, reumatismo e gota: dosagens. Os preparados desta planta são particularmente benéficos no tratamento de infecções geniturinárias e prostatites, uma vez que ao estimular as micções, ajudam a eliminar as bactérias causadoras da infecção. A urtiga tem a capacidade de alcalinizar o sangue, facilitando a eliminação dos resíduos ácidos do metabolismo, sendo igualmente importante no tratamento de casos de artrite, reumatismo e gota. Por outro lado, como é uma boa fonte de quercetina, flavonóide que inibe a libertação de histamina, é utilizada com eficácia na diminuição dos sintomas associados às alergias e à febre-dos-fenos. Em todos estes casos, poderá optar entre a toma de 50 a 100 gotas de tintura (1:10), três vezes ao dia, ou pela ingestão de cápsulas de 250 mg de extracto de folhas, administradas também três vezes ao dia. Folhas: anemia e hemorragia. As folhas são ricas em proteínas (100 gramas de urtigas secas contêm 35 a 40 por cento de proteínas) e em vitaminas e sais minerais, e constituem uma ajuda válida no caso de anemia. Com ação vasoconstritora e hemostática, as folhas ajudam também a estancar hemorragias nasais e a aliviar menstruações abundantes, contribuindo ainda para diminuir os níveis de açúcar no sangue. É igualmente recomendada nas afecções crónicas da pele, em especial no tratamento de eczemas, erupções e acne, contra a queda do cabelo, e para limpar e purificar a pele, normalmente sob a forma de loções ou tónicos, cuja acção pode e deve ser complementada pela toma oral de suplementos à base de urtiga. Raízes: doses recomendadas em caso de hipertrofia da próstata. As raízes têm um efeito anti-inflamatório sobre o adenoma prostático, podendo ajudar a retardar o hipertrofismo da próstata. Os seus -reductase, envolvida na conversão daextractos actuam inibindo a enzima 5- hormona testosterona em dihidro-testosterona, substância responsável pelo crescimento da glândula prostática nos homens com hiperplasia begnina da próstata. Recomenda-se a toma de 250 mg de extrato de raiz, duas vezes por dia, em combinação com 160 mg de extracto de palmeto (Serenoa repens). Segurança e contra-indicações. Em geral, a urtiga é considerada segura, existindo apenas o risco de reação alérgica. Salienta-se contudo, que pacientes com hipertensão, cardiopatias, diabetes ou insuficiência renal, podem sofrer descompensações, devido aos efeitos diuréticos da planta, pelo que a toma de extratos desta planta deve ser supervisionada por técnicos de saúde. Indicação - planta empregada na agricultura orgânica, principalmente na horticultura para aumentar a resistência e no combate a pulgões. Receita 1. Macerado curtido de urtiga. Colocar 500 gramas de folhas frescas ou 100 gramas de folhas secas em um litro de água e deixar dois dias. Para aplicação diluir em 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas ou no solo. Controla pulgões e lagartas (aplicado no solo). Receita 2. Macerado de urtiga. Ingredientes: 11 litros de água. 100 g de folhas frescas de urtiga (use luvas para manusear a planta, pois ela causa irritações na pele). Modo de fazer: Misture as folhas de urtiga em um litro de água. Deixe a infusão agir por 3 dias, mantendo-a em um local seco e à meia-sombra. Coe e dilua o extrato em 10 litros de água. Este preparado pode ser armazenado por alguns dias (em local seco e arejado) para pulverizações, sobre as partes das plantas atacadas por largatas e pulgões. Preventivas nas plantas a cada 15 dias. Receita 3. Preparado com urtiga – nutrição, estimulante de vigor e resistência, manejo de pulgões. Modo de preparar: deixar de molho por duas semanas 1kg de folhas verdes ou 200g de folhas secas em 2 litros de água. Diluir em 20 litros de água e pulverizar nas plantas e solo no final da tarde (Deffune, 2000). Receita 4. Ingredientes: 500 g de urtiga fresca ou 100g de urtiga seca e 10 litros de água. Preparo: Colocar 500 gramas de urtiga fresca ou 100 gramas de urtiga seca em 10 litros de água por dois dias ou então deixar curtir por quinze dias. Aplicação: a primeira forma de preparo para aplicação imediata sobre as plantas atacadas. A segunda, deve ser diluída, sendo uma parte da solução concentrada para 10 partes de água.
82. XIXI DE VACA. Repelente de Insetos. VACA. [Do lat. vacca.] 1. Zool. A fêmea do touro. Reino: Animália, Filo: Chordata, Classe: Mammalia, Ordem: Artiodactyla, Família: Bovinae, Género: Bos, Espécie: B. taurus. A vaca é talvez o animal mais representativo da quinta. É também aquele que, por norma, mais interesse desperta. Os agricultores que criam vacas fazem-no com duas intenções, produzir leite e, posteriormente, aproveitar os animais para a produção de carne. Como vivem. As vacas vivem geralmente num local que se chama vacaria, aqui dormem e comem o feno e as rações. Na hora da ordenha, também é neste espaço, ou noutro imediatamente contíguo, que esta operação é realizada. A vaca é um mamífero com úbere, que tem quatro tetas, por aí é extraído o leite. Atualmente, quase toda a ordenha é feita mecanicamente, embora algumas pessoas, as que têm poucas cabeças de gado, o façam geralmente da forma tradicional, à mão. Durante o dia, se estiver bom tempo, as vacas vão até ao pasto, para tranquilamente pastarem alguma erva e fazerem um pouco de exercício. As vacas são ruminantes, o que significa que têm um estômago com quatro cavidades. Numa primeira fase, a vaca come sem mastigar e toda essa comida é enviada para uma cavidade própria. Passadas algumas horas, essa comida é regurgitada para a boca da vaca, onde é então lentamente mastigada e novamente engolida, para então, sim, ser feita a digestão. Urina de vaca em lactação - manejo de pragas, doenças e nutrição. Indicada para hortaliças em geral e para o abacaxi, pois contém catecol, substância que aumenta a resistência das plantas ao ataque de pragas e doenças. No abacaxi, a urina é eficiente no controle de fusariose. Na batata, tomate e pimentão é eficiente no controle da pinta preta, fungo que ataca a folhagem. Serve também como fonte de macro e micronutrientes (Fonte: Gadela et al., 2002). Coleta e preparo: coletar a urina e colocá-la em recipiente plástico fechado durante 3 dias, que é o tempo necessário para que a uréia se transforme em amônia. Pode ser guardada por 1 ano em vasilha fechada. Receita 1. A coleta da urina é simples e deve ser feita na hora de tirar o leite, pois ao ter as pernas amarradas para a ordenha é normal o animal urinar. Dosagem e aplicação: para cada 100L de água usar 1L de urina de vaca em lactação. Pulverizar sobre a planta a cada 15 dias. Recomendações: toda pulverização com solução de urina deve ser aplicada nas horas frescas do dia. Evitar o uso em hortaliças folhosas e em hortaliças-frutos próximo à colheita devido ao forte odor. A urina de cabra também pode ser utilizada, mas como possui maior concentração de nitrogênio, deve ser colocado meio litro de urina para cada 100L de água. Dar preferência à urina de vacas em lactação porque tem mais substâncias (fenóis e hormônios) que as outras. O cheiro forte após a aplicação permanece durante 3 dias, agindo nesse período como repelente de insetos. Receita 2. Por possuir vários nutrientes, a urina é útil como fertilizante e, por causa do cheiro forte, atua como replente de insetos. Como fertilizante a urina precisa ser diluída 1% (1 litro de urina para 100 litrosde água) e fazer pulverizações semanais em hortaliças ou a cada 15 dias em frutíferas. Ou, ainda, no solo, junto ao pé da planta, diluída a 5% (5 litros de urina para 100 litros de água). A urina deve ser recolhida em um balde e guardada por três dias em um vasilhame fechado antes de ser usada. Pode ser guardada por um ano em vasilhame fechado.
Shalom Adonai para todos.