segunda-feira, 8 de agosto de 2011

MÁFIA BRASILEIRA

A ORIGEM DA MÁFIA. A Máfia é uma organização criminosa cujas atividades estão submetidas a uma direção colegial oculta e que repousa numa estratégia de infiltração da sociedade civil e das instituições. Pode-se também falar de sistema mafioso. Os membros são chamados mafiosi (no singular: mafioso). O termo máfia é freqüentemente utilizado para designar toda e qualquer organização criminosa; mas a Máfia é antes de tudo italiana. A Máfia surgiu no sul da Itália na época medieval. Seus membros eram lavradores arrendatários de terras pertencentes a poderosos senhores feudais. Mas eles pretendiam dividir essas terras e, para isso, começaram a depredar o gado e as plantações. Quem quisesse evitar esse vandalismo deveria fazer um acordo com a máfia. Da Itália, a indústria da "proteção forçada" se espalhou para o mundo inteiro, em especial para os Estados Unidos. Sobre a origem do nome, tem-se especulado muito; a versão mais corrente é de que a atual designação teria surgido durante a ocupação do reino de Napóles pela casa de Bourbon, aparentada com a casa real francesa: ter-se-ia feito ouvir o grito «Morte ala Francia, Itália anela!» (ou seja, «Morte à França, Itália avante!»). Da junção das primeiras letras de cada palavra num acrónimo teria resultado a palavra Máfia. Na Itália existem diversas máfias, sendo mais conhecida a "Cosa Nostra" (em português "nosso assunto" ou "nossa coisa"), de origem siciliana. A Camorra, napolitana, e a N'drangheta, da Calábria são outras conhecidas associações mafiosas.

OPERAÇÃO "MÃOS LIMPAS".
Em meados dos anos 80, a Máfia atuava até mesmo na esfera pública italiana. Empresários, políticos de diversos cargos e achacadores compunham um sistema sólido, ao qual resistir implicava sérios riscos. Mas a sociedade italiana não se deixaria dominar pelo crime organizado por tanto tempo. O sistema Penal e Judiciário foram modificados e dotados de instrumentos mais duros de combate ao crime organizado. Durante a Operação "Mãos Limpas", centenas de mafiosos foram presos, levados a julgamento e condenados. Até mesmo o primeiro-ministro Giulio Andreotti foi acusado de envolvimento com mafiosos. A reação destes não tardou: 24 juízes e promotores foram assassinados enquanto a Máfia era investigada. Embora ela não desaparecesse por completo, perdeu muito poder embora sua aura ainda seja preservada em filmes e histórias. Seu declínio é uma prova categórica da teoria defendida por muitos – a de que o crime organizado só é neutralizado mediante enérgicas ações do Estado e da sociedade. Algo muito diferente do que ocorre, por exemplo, com os traficantes de drogas do Comando Vermelho, no Rio de Janeiro.

Apesar do sucesso da operação Mãos Limpas no combate a máfia italiana, sabe-se contudo que a principal motivação desta operação foi a de desviar a atenção da opinião pública das graves denúncias que o dissidente Vladimir Bukovski trouxe dos Arquivos de Moscou.
Houve diversos membros de máfias que se destacaram na história. Os famosos Dons e Capos, como eram conhecidos os pais das famílias. Em sua maioria eram de origem italiana. Entre eles se destacam: Al Capone ou ScarFace, Don Saro, Tomaso Buscetta, Don Rigotto, Don Manzi. Durante os séculos 18 e 19, os vigorosos rufiões desses exércitos particulares se organizaram e se tornaram tão poderosos que se voltaram contra os donos de terra e viram a única lei em muitas propriedades, extorquindo dinheiro de donos de terra em troca de proteção de suas plantações” (The New Encyclopaedia Britânnica). Extorquir dinheiro em troca de proteção virou seu modus operandi.Eles levaram seus métodos para os Estados Unidos, onde se infiltraram no jogo, na chantagem trabalhista, na agiotagem, no narcotráfico, nas redes de proteção, e na prostituição e outros mais novos como nas áreas de saúde, educação, prefeituras etc., o homem é muito inteligente e organiza o crime em tudo que dê muito lucro. “A senha maçônica da mão aberta era característica dos ILUMINATI e foi também adotada por Giuseppi Mazzini, um franco-maçom da Itália que fundou uma organização secreta terrorista que ficou famosa em todo mundo pelos seus métodos violentos: a Máfia.
O próprio nome Máfia é na realidade um acrostico da frase: Mazzini Autorizza Furti, Incendi, Avvelenamenti, que significa Mazzini autoriza roubos, incêndios e envenenamentos. Um dos símbolos da Máfia é uma mão negra espalmada deixada impressa na parede nos locais dos atentados”.

MÁFIA ATUAL (CENÁRIO MUNDIAL). A máfia, talvez por causa de lendas criadas ao longo da história, incentivou várias outras ao redor do mundo. Como bom exemplo, temos as máfias Japonesas, Alemãs, e recentemente foi descoberta as máfias Brasileiras. Mas a grande diferença desta, para as outras é que elas trabalham de forma conjunta, com apoios e reuniões. Até agora não se sabe muito sobre os objetivos das mesmas. Nomes: Don Vincenzo, Lord Walker e Kaiser Hepp. Assim a máfia chegou até nós, hoje em todos os lugares existem vários tipos de máfia para tristeza minha bati de frente com uma delas através dessa enfermidade em Mário.

Alguns tipos de máfia principalmente no Brasil. Infelizmente o nosso país desenvolve a máfia desde os primórdios tempos do descobrimento deu início com a exploração e roubo do pau brasil, a tráfico e escravização dos índios e dos africanos, o plantio da cana de açúcar e a produção do açúcar, a exploração e roubo do ouro e das pedras preciosas e muito mais até a sofisticada máfia da atualidade dessa forma o brasileiro por formação tem o caráter mafioso não generalizando, mais essa é a realidade e continua na política, no estado, na saúde, na educação, na prostituição, no tráfico das drogas, nos jogos e muitas outras.

As entidades que atuam através do Vampirismo elas não só roubam ou sugam o sangue, a energia mais tudo, até mesmo os bens materiais como já foi explicado, eles destroem uma nação, uma cidade, uma família tudo. E o Brasil é uma dessas nações desde o início roubaram o que puderam.

Vamos ver como isso aconteceu sem muito nos aprofundarmos na História:

OS PRIMORDIOS DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL. O termo Descobrimento do Brasil se refere à chegada, no ano de 1500, da esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral ao território onde hoje se encontra o Brasil e a tomada de posse do território pelo reino de Portugal. No dia 22 de Abril, acidente de percurso ou missão secreta de legitimação de posse, avistava-se “terra chão, com grandes arvoredos: ao monte”. Ao grande monte, Pedro Álvares Cabral batizou de Monte Pascal e à terra deu o nome de Ilha da Vera Cruz pensando ser uma ilha, depois que descobriram ser um continente denominaram-na de Terra de Santa Cruz hoje denominado Porto Seguro, no estado da Bahia. Aproveitando os alísios, a esquadra bordeja a costa baiana em direção ao norte, à procura de uma enseada, achada afinal pouco antes do pôr-do-sol do dia 24 de abril, em local que viria a ser denominada baía Cabrália. Ali permaneceram até 02 de maio, quando rumaram para a Índia, cumprindo seu objetivo formal de viagem e deixando dois degredados e dois grumetes que desertaram. Estava iniciada a ocupação do Brasil por europeus.

Assim nasceu a nossa nação, juntamente com os índios.

Durante as duas primeiras décadas, desinteressada de colonizar a terra descoberta por Cabral, a Coroa portuguesa acabou por transformá-la numa imensa fazenda de pau-brasil, logo arrendada à iniciativa privada. Dessa forma a árvore que ajudou a dar nome ao país começaria a se tornas também a mais perfeita metáfora vegetal do Brasil - mais do que a borracha, o açúcar e o café. O pau-brasil (Caesalpinia echinata) tingia linhos, sedas e algodões, concedendo-lhes um "suntuoso tom carmesim ou purpúreo": a cor dos reis e dos nobres. Uma espécie semelhante, a Caesalpinia sappan, nativa de Sumatra, já era conhecida na Europa desde os primórdios da Idade Média. A partir do século 17, porém todos os tecidos produzidos em Flandres e na Inglaterra passaram a ser coloridos com o "pau-de-tinta" brasileiro. Nesta época, a indústria têxtil já começara a se tornar o motor da economia européia. Depois de anos de contrição e andrajos, as mulheres do continente descobriam, enfim, os requintes da moda. Abria-se assim enorme mercado para as roupas realçadas pela polpa da árvore extraída aos milhões de litoral da Bahia e Pernambuco. A operação era realizada por centenas de traficantes espanhóis, ingleses e sobre tudo franceses. Eles foram os primeiros e genuínos "brasileiros" - e os únicos de fato merecedores desse nome.

Desde o início do descobrimento do Brasil os portugueses deram origem ao Trafego.

Começou com a exploração do pau-brasil que os índios o chamavam de “ibirapitanga” e “arabutã”. Nome científico, “caesalpinia echinata”. A árvore chega a 10 ou 15 metros de altura, com o tronco de 1 metro de diâmetro na base. A comercialização do pau-brasil já era feita na Europa, pois ele era extraído das florestas africanas, era utilizado como corante, principalmente de tecido.

O PAU-BRASIL. No Brasil, apartir das primeiras expedições exploradoras, principalmente com a expedição da Nau Bretoa, organizada por comerciantes portugueses e depois pela concessão real de exploração, concedida a Fernão de Noronha, o pau-brasil passou a ser explorado de uma forma predatória, ao logo de quase toda a costa brasileira.A exploração era feita rudimentar trazendo grande destruição das matas. Os traficantes geralmente contavam com a ajuda dos índios. A Portugal pertencia o monopólio da extração, concedeu do arrendamento a particulares, mediante o pagamento do quinto. Tal monopólio somente foi extinto em 1859.

Por conseguinte o início da atividade de extrativa, extremamente predatória, os traficantes geralmente contavam com os índios. Eles cortavam a madeira e a levavam até os navios, a mão de obra utilizada era livre, mediante a prática do “escambo” ou “escâmbio” que no latim “escambiu” significa “cambio”, “troca”. Troca do trabalho de corte, transporte e embarque em troca recebiam como pagamento espelhos, contas coloridas, pecas de tecidos, roupas, canivetes, facas; raramente, serras e machados. Os índios eram enganados com objetos sem muito valor e que não trouxesse perigo para os portugueses. Os pontos de armazenamento da madeira eram as feituras que de fato, não provocaram o povoamento e a colonização da terra, já que o extrativismo era uma atividade itinerante. Dessa maneira começou o trafego no Brasil, o engano o trabalho sem remuneração devida. Infelizmente não parou aí. Além do pau-brasil, outras atividades de modelo extrativista predominaram nessa época, como a coleta de “drogas do sertão”. Desde os tempos remotos já era conhecida como drogas, para confirmar a máfia existente nos tempos primórdios do desenvolvimento do Brasil. Depois do pau-brasil outros foram traficados como: os índios, os negros, os minerais sendo o mais importante o ouro, as pedras preciosas, na pecuária, os vegetais o açúcar, a cachaça, o café, a mandioca, o feijão, o milho, o algodão o tabaco e outros.

OS ÍNDIOS. Com a instituição das capitanias, iniciou-se na economia colonial o Círculo da cana de açúcar que sucedeu ao Círculo do pau-brasil. O açúcar era produzido no Oriente antes do Brasil e era uma das especiarias de maior valor no mercado europeu, desde os últimos séculos da Idade Média. Trazido para o Brasil, por Martim Afonso de Souza em 1530 quando fundou a Vila de São Vicente hoje São Paulo, pois a região era favorável ao plantio da cana de açúcar e assim fixando os colonos na terra. O índio não se adaptou ao trabalho na lavoura por falta de costume no trabalho braçal e no cumprimento do horário. Com a rebeldia dos indígenas a situação começou a se agravar os índios não conheciam a escrita, o uso dos metais e a escravidão. O contato com o homem branco foi sempre prejudicial às tribos desde que os portugueses adentram no interior do Brasil, aprisionando e matando milhares de índios, torturando e estrupando as índias, dessa maneira exterminando tribos completamente.

Assim deu-se início a escravidão e trafego dos índios. Eles resistiram, mas apesar da superioridade numérica, eram mortos pela superioridade das armas de fogo dos colonos. Em 1570, uma Carta Régia autorizava a escravização dos índios ou promovida contra índios presos em guerra justa, isto é, iniciada pelos índios ou promovida contra tribos que se negassem a submeter-se aos colonos. O rei simplesmente legalizava a escravidão dos índios sob pretexto de defendê-los. Sabemos que isso não era verdade eles queriam a mão de obra sem nenhum custo. Como em nossos dias os patrões não querem pagar aos funcionários o que lhe é devido. As bandeiras eram expedições que foram organizadas para caçar os índios fugitivos que se embrenhavam na mata com isso eles chegaram às minas de ouro no século XVI.

Com essa atitude houve constante empobrecimento cultural e lingüístico e quantitativo: a população indígena brasileira vem sendo invariavelmente exterminada, em conseqüência de massacres, expulsão de suas terras, o alcoolismo e doenças contraídas através “dos civilizados”. Assim, dos dois milhões que habitavam o Brasil na época do descobrimento resta atualmente cem mil índios. Varias tribos dessas foram destruídas completamente. Começo dos assassinatos, muito sangue inocente derramado no solo brasileiro, o solo clama por salvação. Com a rebelião dos índios deu-se o início a outro tipo de tráfego e escravização pior e indecente à humanidade, a escravização dos africanos. Os portugueses não contavam com a mão de obra dos indígenas e já conhecendo em Portugal a mão de obra escrava dos africanos usados nos trabalhos domésticos e nas ilhas do Atlântico, para o trabalho agrícola.

Não se sabe ao certo quando chegaram os primeiros escravos africanos. Sabe-se que em 1550, comércio regular de escravos da África. Mas mesmo com a chegada dos escravos africanos, os índios ainda eram escravizados, pois o custo para adquirir um escravo africano era mais alto do que o escravo indígena. Assim sendo a sua introdução na agricultura foi lenta.

AFRICANOS NO BRASIL. Esse alto custo era por conta das condições de viagem da África para o Brasil. Os negros eram trazidos do seu país de origem e vinham nos chamados “navios negreiros” amontoados, acorrentados e mal alimentados. Muitos nem chegavam aos seus destinos, pois morriam na viagem por causa das más condições de sobrevivência principalmente as higiênicas, a fome e as enfermidades adquiridas por falta das condições para um ser humano sobreviver. Quando morriam eram jogados alguns ainda vivos no mar. Durante esse período que foi longo o mar serviu de cemitério dos escravos ou todos que participavam dessa operação porque muitas embarcações afundaram, e essas águas também clamam por salvação. Foi palco das atrocidades feitas nesta época. Os que conseguiam sobreviver e chegavam ao Brasil eram vendidos como mercadorias. Muita crueldade era realizada nesta época. Por conseguinte os escravos africanos também se rebelaram e passavam por punições horríveis como: espancados no tronco, em que o negro, preso pelas canelas, era açoitado com o bacalhau = chicote que abria fendas, nas quais se punham sal; o viramundo = instrumento de ferro que prendia as mãos e os pés; a gargalheira, colar de ferro com vários braços em forma de gancho. Faltas mais graves podiam merecer penas mais cruéis ainda, como a castração, amputação de seios, quebra de dentes a marteladas e emparedamento vivo. Os escravos resistiam de varias maneiras. Tinham os que se suicidavam ou matavam os feitores. Os que fugiam e eram caçados como animais pelos capitães-do-mato, profissionais que recebiam certa quantia por quando conseguiam capturar vivo ou morto um escravo fugitivo. Muitos se refugiavam nos quilombos sendo o mais importante o de Palmares.

Também foram trazidos de Portugal para morar no Brasil a escorea do povo português pois ninguém queria vir residir aqui então foi trazido os bandidos, marginais todo tipo de prisioneiro, caráter totalmente contaminado, comrrompido com essas qualidades negativas o Brasil foi formado com esses tipos de pessoas. Deu-se a missigenação e também a origem a uma nação totalmente contaminada, corrompida destruída e falida. A fome e a opressão também começaram nesse período. Pois os portugueses levavam tudo do Brasil e não traziam nada para repor. A política já era contraria a nação desde esta época. Portugal deixou o Brasil na banca routa levou tudo o que pode até surgir os movimentos de libertação e mais mortes aconteceram através das guerras até a libertação de Portugal. Mas infelizmente o povo brasileiro até hoje sofre a conseqüência deste período macabro doloroso e vergonhoso para nós.

Vejamos atuações das entidades na atualidade: A Bahia por ser o útero brasileiro gera tudo isso até os nossos dias. Na irmandade satânica diz: Por ser o Brasil e em especial a Bahia, um a região portuária, representa o início da colonização brasileira. Tem a ver com os deuses cultuados e com domínio do próprio Leviathan principado do Brasil. Aquele que é um povo com muita facilidade de absorver influencia satânica. Os espíritos que atuam na região já dominaram praticamente em cem por cento o lugar. O evangelho tem uma dificuldade enorme em penetrar em todo Nordeste, por causa disso. No entanto, a Umbanda, o Candomblé, a Quimbanda e toda a miscigenação afro imperam. O Catolicismo, o culto a Maria principalmente a padroeira do Brasil, a Aparecida e outras e a todo tipo de imagens também. A sensualidade aflora com vigor, fruto claro da Idolatria. A Base Satânica da Irmandade no Brasil é na Bahia. E a Base influenciará ainda mais a tudo isso com grande empenho. Pois Leviathan sendo um principado marinho e os orixás baianos também marinhos como Yemanja, Oxum, Nana, Iara e Oxumaré e outros como vimos no (capítulo 04) à destruição vai ser grande.

A Bahia possui um clima quente em conseqüência o povo anda com pouca roupa, a nudez, a sensualidade, a fornicação junto com a idolatria, feitiçaria, as festas religiosas, a pervessão sexual e o carnaval contribuem para o caus total do povo brasileiro. Com o derramamento do sangue que hoje também acontecem nesta cidade não esquecendo também dos sacrifícios dos animais e humanos também estão ligados a uma história desde os primeiros mortos no início do descobrimento do Brasil através as escravizações, as lutas, guerras, luta contra invasão francesa; morte dos pastores huguenotes e muitos outros. O sangue dos inocentes derramados poluiu e contaminou a terra, desde então, Satanás construiu a sua fortaleza nas regiões celestiais e ele exige os seus sacrifícios. Os meninos brasileirros. Os primeiros que habitaram esta nação depois do descobrimento no período dos bandeirantes, eram bastardos resultados do cruzamento dos bandeirantes, dos bandidos como também dos senhores das regiões com as índias e as escravas africanas no geral a missigenação durante o início do descobrimento do Brasil. A nossa nação foi povoada com mamelucos sem pais dando origem aos menores abandonados, aos meninos de ruas que têm pais mais não vivem com eles às vezes nem os conhecem. Hoje ainda vivenciamos o drama dos meninos de rua, que vivem em todas as capitais do Brasil, que vivem sem pai... filhos bastardos. As terras brasileiras foram colonizadas por esses tipos de homens, dessa forma criaram uma sociedade, uma família totalmente babelizada e falida.

A irmã Valnice Milhomes trás em seu livro O Jejum e a Redenção do Brasil uma outra visão de Joel 1.4 que diz: “O que a locusta cortadora deixou, a voadora o comeu; e o que a voadora deixou, a devoradora comeu; e o que a devoradora deixou, a destruidora comeu”. Os grandes problemas da nação são as locustas ou gafanhotos. Quatro tipos são citados: a cortadora, a voadora, a devoradora, a destruidora. Essas locustas são tipos de maldições que têm assolado a vida da nação.

1. A Locusta cortadora. Cortar é ceifar, e o primeiro grande problema dentro da nação, no seu passado e no seu presente, é esta locusta cortadora que ceifa vidas inocentes. Quando os portugueses vieram para o Brasil, em suas conquistas, e mesmo os bandeirantes, deixaram atrás de si um rastro de sangue inocente. Quando a vida dos habitantes da Terra foi ceifada, sangue inocente manchou o solo brasileiro, e não parou aí. A nação ainda hoje sofre as investidas desta locusta cortadora, que continua a ceifar vidas. É a violência, a mortalidade infantil, aborto, que é um crime, é o ceifar de uma vida inocente. Nosso País está sofrendo por causa desta locusta cortadora. Milhares e milhares de vidas que o Brasil viu nascer, foram ceifadas inocentemente, para que a terra fosse manchada de sangue e o seu clamor subisse até o Céu. Quando dizemos que a redenção do Brasil custará um alto preço, é porque os seus pecados são tão grandes, que a única coisa que podemos atrair é a ira de Deus. É, pois, necessário que a Igreja se levante, por uma verdadeira revolução espiritual, um verdadeiro avivamento, um verdadeiro quebrantamento, como veremos dentro de Joel, para clamar: “Poupa Senhor, o Teu povo”. Se olharmos para os pecados da nação, podemos até esmorecer em nosso clamor. Certo dia estava orando e considerando seus pecados e os meus olhos se depararam com as Palavras do Senhor Deus: “Ainda que estivessem no meio delas estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça, livrariam apenas a sua própria vida, diz o Senhor” (Ezequiel 14.14).[...]

2. A Locusta Voadora. Ou em outra tradução, migradora, que vai para outro lugar. E esta locusta fala dos males da transferência das riquezas da nação para outras nações. Desde o início da colonização, o ouro brasileiro foi transferido, às toneladas, para Portugal. As riquezas voaram da nação, mas a locusta voadora não deixou de operar. A classe que controla as riquezas do País, que é uma assombrosa minoria, continua fazendo voar as divisas nacionais para bancos estrangeiros. Sessenta milhões de brasileiros, no nível de pobreza, miseráveis, enquanto um grupo nada em dinheiro e faz voar as riquezas da nação para fora! É a locusta que esta minando nossa economia nacional e destruindo a nação. E não pára por aí.

3. A Locusta Devoradora. Esta é a locusta que devora o salário do trabalhador e provoca o desemprego, a fome, a inflação.Os fundamentos da nação criaram uma cultura de exploração ao trabalhador, desde os senhores de engenho no Nordeste. Metade da nação, do povo com capacidade de trabalho, recebem menos dois salários mínimos e este é corroído pelo abusivo aumento de preços. A miséria domina a nação. Há brasileiros que morrem de fome. Não precisa ir para África ou para Índia a fim de ver-se miséria. Ela campeia em nossas praças, nossas cidades, nossos campos. Há devoradores em todo lado. Os ricos estão cada vez mais ricos, mas os pobres estão cada vez mais pobres. O numero da classe média está cada vez menor e a miséria grass a nação. São locusta que devoram. O eco das palavras de Tiago soam aos nossos ouvidos: “Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Tiago 5.4).

4. A Locusta Destruidora. Esta destrói as coisas mais essenciais da vida, como a dignidade humana, a segurança e os valores morais. A família está esfacelada, as escolas não educam: moral e cívica desapareceu das escolas, não existe uma brasilidade ou uma consciência de cidadania, ou mesmo de patriotismo. Os valores morais da própria família desapareceram. Não precisamos ir longe. A começar pelos mais altos postos de comando da nação, a moralidade em muitos desapareceu.

Quando um chefe da nação se porta sem dignidade esperada de um homem de Estado; quando um ministro da Justiça aparece em praça pública embriagado; quando congressistas gastam o dinheiro do povo em motéis e com amantes, esta nação está destruída em seus valores éticos e morais. Faltam o senso de dignidade, de ética, e de moralidade. Vêmos muita demonstração de falta de pudor, de vergonha. Há marcas da sensualidade generalizada, do culto à carne, à pornografia e à imoralidade; a nudez e a pornografia são exibidas, em praças públicas, em feriados nacionais. Não é esta a nação que Deus projetou, mas é o que estamos vendo nos nossos dias. Numa situação dessa temos que ouvir o profeta: Ai dos que se levantam cedo para correrem atrás da bebida forte e continuam até à noite, até que o vinho os esquente! Tem harpas e alaúdes, tamboris e pífaros, e vinho nos seus banquetes; porém não olham para a obra do Senhor, nem consideram as obras das mãos dEle. Portanto o Meu povo é levado cativo por falta de entendimento...(Isaías 5.11-13a). Ou ainda o sábio: “Ai de ti, ó terra, quando o teu rei é criança, e quando os teus príncipes banqueteiam de manhã! Bem-aventurada tu, ó terra, quando teu rei é filho de nobres e quando os teus príncipes comem a tempo, para refazerem as forças, e não para bebedice!” (Eclesiastes 10.16, 17).

A Palavra aqui não fala simplesmente de criança em termos de idade, mas quando não há maturidade. Ai da Terra quando os seus líderes não têm maturidade emocional e moral; ai da Terra quando os seus príncipes vivem em banquetes, orgias, adultérios, prostituições e infidelidade conjugal! Este é o quadro da nossa nação”. (30)

A nossa ESPERANÇA é à volta do Senhor para estabelecer o Seu Reino Terrestre. “O Milênio!” Mais em uma nova terra, restaurada, limpa dessa corrupção, dessa máfia nojenta, podre, que somos obrigados a conviver ainda bem que não somos obrigados a participar diretamente, porque indiretamente convivemos com ela. Sabemos o mundo é do maligno, vivemos nele mais não participamos desse tipo de atitudes.E não sou conivente com ninquém que aje dessa maneira.

Que o Senhor Yeshúa Ha Mashíach tenha misericórdia da sua Igreja e da Humanidade. (COUTO, Valmira Magna Souto) Maranata ora vem, o Senhor dos senhores, o Rei dos reis!

Shalom Adonai para todos.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

FERIADOS JUNINOS NA ROÇA EM ITANAGRA

Seguimos todos para a roça no dia 22.06.11 e só voltamos 26.06.11. As crianças se divertiram com: Caminhada na mata fechada e chegaram exaustos, Leo faz trilha até a pé pela mata, todos os dias a fogueirinha acesa para eles brincarem com os fogos e assarmos os milhos colhidos no quintal e também esquentar pois estava muito frio. Fizemos mingau de milho, milho cozido, assado, amendoim também colhido no quintal, passeio na praia de Massarandupió, muitos passeios de carro pelas trilhas locais. Foi legal ter todos os netos juntos é muito trabalhoso mais prazeroso. Como mãe e avó. Vejam algumas fotos.

OBS: Estou me recuperando de um tratamento que me deixou muito lenta, mais estou preparando uma pesquisa sobre a Polinização. Vai demorar um pouco mais vai sair.

Shalom Adonai para todos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

MAR BRAVIO

Quando fiz a gravação do mar revolto não tinha essa idéia, lendo a Bíblia me clareou mais ainda essa visão que os homens imorais eram representados pelo mar bravio e suas espumas, achei interessante e mergulhei. Interessante vejam:

Homens Imorais. Judas, irmão de Tiago, adverte os concristãos a respeito do grande perigo de homens iníquos que se introduzem sorrateiramente na congregação, com o objetivo de causar aviltamento moral. Ele os chama de “ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias causas para vergonha”. (Ju 4-13) Judas talvez pensasse numa expressão anterior de Isaías 57:20, e talvez descrevesse figurativamente e veemente e temerária desconsideração das leis de Deus por tais homens, e que eles, no seu proceder degradante e libidinoso, avançam impetuosamente contra as barreiras de moral, divinamente constituídas. Conforme observa o Commentary (Comentário) de Cook sobre Judas 13: “Eles lançam, diante da vista pública, a lama e a sujeira de seus excessos... Assim, tais homens espumam seus próprios atos vergonhosos, e os lançam à vista de todos os homens, e, desse modo, fazem que se culpe a Igreja pelas más ações destes professos”. Outro comentador diz: “O que eles transmitem é tão sem substância e tão sem valor como a espuma das ondas do oceano, e o resultado é, efetivamente, uma proclamação de sua própria vergonha”. – Barnes’ Notes on the New Testament (Notas Sobre o Novo Testamento, de Barnes), 1974; compare isso com a descrição de tais homens por Pedro em 2Pe 2.10-22. A total falta de caráter moral dos ímpios também foi descrita com estes termos: não receando blasfemar das dignidades” (v.10), em suas acusações blasfemas, “diante do Senhor” (v.11), blasfemando quanto a doutrinas essenciais, que eles não entendem (v.12), embora sejam nódoas e máculas “deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco” (v.13). Embora seja verdade que seus olhos estão “cheios de adultério”, eles engodam as “almas inconstantes” (v.14), serão julgados no tempo determinado pelo Altíssimo, sendo levados ao devido castigo por causa de suas ações. Devemos começar a fazer uma reflexão urgente. Já está chegando hora do acerto de contar. Guero que estejam todos preparados.

O ser humano cada dia que passa se auto destrói consciente ou inconsciente vemos isso claramente, muitos não querem nem ouvir fala do Senhor dos Senhores YESHÚA!

Shalom Adonai, para todos


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segunda-feira, 13 de junho de 2011

ILHA DE ITAPARICA

No dia 08 de maio de 2011, fui passar o dia na Ilha de Itaparica onde minha mãe tem uma casa e estava passando uns dias lá. Fui bem cedinho, peguei a lancha Anita Garibalde, na travessia marítima do Sistema Salvador-Mar Grande tem fluxo normal de passageiros, sem filas para embarque nos terminais hidroviários de Vera Cruz, na ilha de Itaparica, e no Náutico da Bahia, no Comércio. De acordo com a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia, o sistema conta com oito lanchas em tráfego e quatro em reserva, com horários de meia em meia hora. As condições de navegação na Baía de Todos os Santos são boas e as lanchas estão fazendo o percurso entre Salvador e Mar Grande em tempo médio de 40 minutos. Uma experiência nova, pois sempre vou pelo sistema de Ferry Boat.
Assim que começamos a na lancha percebi que o tempo estava mudando. Demos início a viagem quando derrepente muito vento, chuva a lancha subia e descia fortemente, o comandante reduziu bem a velocidade e fomos lentamente vencendo a tormenta, mesma assim a água tanto a do mar como a da chuva entravam na lancha e eu estava na parte superior da lancha. Foi uma experiência nunca vivida, não fiquei com medo, apenas em alerta geral, mesmo assim desde o início registrei tudo, mesmo perdendo algumas fotos pois os sacolavancos eram grandes, foi bom pois treinei bastante, esperando o momento certo de clicar. O mar estava muito revolto e escuro. Veja! Foi magnífica a experiência. Desembarquei em Mar Grande e segui para Itaparica de carro. Também chovia bastante. A Ilha é muito grande é dividida por cidades de beleza estonteante. Na Ilha a minha mãe nasceu e cresceu quando jovem veio para Salvador onde casou-se lógico com meu pai. Mas tinham habito de sempre passar as férias de fim de ano na Ilha me lembro como hoje, que belas férias. Atualmente também casada levei os filhos e agora também os netos.
Vamos conhecer mais sobre a Ilha de Itaparica, pois é um roteiro turístico de Salvador imperdível: A Ilha de Itaparica está localizada na baía de Todos os Santos, no litoral do Estado da Bahia, no Brasil. Abriga dois municípios: Itaparica e Vera Cruz. Tem mais de trinta e seis quilômetros de comprimento, 146 km² de superfície, sendo habitada por 55 mil pessoas, distribuídas em 35 localidades, constituindo dois municípios.

Em língua tupi, a expressão "itaparica" significa "cerca de pedra". A ilha foi descoberta em 1º de novembro de 1501 por Américo Vespúcio, juntamente com a Baía de Todos os Santos. A sua ocupação deu-se a partir de um pequeno núcleo de povoamento fundado por jesuítas na contra-costa em 1560, onde hoje se localiza a vila de Baiacu – então denominada como Vila do Senhor da Vera Cruz. Nesse período foi nela iniciada a primeira plantação de cana-de-açúcar, assim como a cultura do trigo, tendo recebido os primeiros exemplares de gado bovino. Foi ainda em Baiacu que aqueles religiosos fizeram erguer a primeira obra de engenharia hidráulica da colônia: uma barragem para o suprimento de água potável e para os serviços da povoação. A riqueza gerada nesse curto espaço de tempo levou a que Corsários ingleses atacassem a ilha já em 1597. Entre os anos de 1600 e 1647 foi invadida pelos holandeses. Durante a última destas invasões os holandeses chegaram a construir um forte, na cidade de Itaparica, denominado Forte de São Lourenço na Ilha de Itaparica.
Itaparica foi palco também de importante batalha durante as lutas de Independência da Bahia, entre 1821 e 1823. Foi em Itaparica que se assentou a primeira máquina a vapor em terras brasileiras, no engenho de Ingá-Açu.A ilha foi emancipada de Salvador em 8 de Agosto de 1833 e elevada a cidade em 30 de julho de 1962. Posteriormente o município foi desmembrado em dois: o de Itaparica e o de Vera Cruz.
Itaparica é uma das mais belas ilhas do litoral Brasileiro. Sua costa, em grande extensão, é cercada por recifes de corais, denominados “Recifes das Pinaúnas”, que se prolonga de Bom Despacho até a Ponta de Aratuba. Foi constituída, através do decreto lei 467 de 20 de outubro de 1997, a Área de Preservação Ambiental (APA) de Área de Preservação Ambiental Pinaúnas. A Ilha de Itaparica fica a 45 minutos de Salvador pelo sistema de transporte Ferry Boat, ou pelo sistema de transporte marítimo de Mar Grande; e está ligada ao continente, no extremo sudeste (Estreito do Funil), pela ponte João das Botas via BA-001.

A cidade de Itaparica é a única estância hidromineral à beira mar das Américas, possuindo uma água com características medicinais inigualáveis e únicas em palatabilidade. Ela é carbonatada e sulfatada com boa dose de ácido carbônico, teor de radiatividade na fonte a 20 graus centígrados de 0.82 maches. Tem excepcional poder digestivo e diurético sendo recomendada especialmente para pacientes com problemas no fígado e baço.
Além da importância histórica e singularidade geográfica, a Ilha de Itaparica possui um conjunto histórico e arquitetônico dos mais aprazíveis, praias de águas mornas, folclore diversificado, artesanato próprio e culinária das mais apreciadas em todo o Brasil.
Os registros históricos sobre a ilha são riquíssimos, destacando-se a vinda, em 1510, do navegador português Diogo Álvaro Correia, o “Caramuru” que, enamorado da princesa tupinambá “Paraguaçu”, filha do cacique Taparica, desposou-a, fundamentando, a partir desta união, a junção das raças européia e indígena, formando então a primeira família genuinamente brasileira.
Os afamados estaleiros da Ilha de Itaparica eram também empório de construções navais da colônia: ali se armou à primeira quilha da Marinha de Guerra no Brasil. Nesta época também existiam 5 destilarias de aguardente, além das fábricas de cal (nove, em meados do século XIX). Porém, a maior atividade econômica da Ilha foi à pesca da baleia, sobretudo durante os séculos XVII e XVIII, por este fato, antes de chamar-se de Itaparica era conhecida como Arraial da Ponta das Baleias. A ilha dispõe e oferecem serviços de qualidade em todos os níveis – restaurantes com deliciosos frutos do mar, passeios de barco, pára-quedismo, mergulho e uma infinidade de opções de entretenimentos.

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A palavra Mar: Vem [Do lat. mare.]. (1.) A massa de águas salgadas do globo terrestre; oceano. (2.) Cada uma das porções em que está dividido o oceano. (3.) Grande massa de água salgada situada no interior de um continente. O Mar tem e terá uma grande importância na Visão Escatológica ou seja nos Últimos acontecimentos da terra. O que a Bíblia nos diz. Vejamos: Quando João vê esse mar em Apocalipse 4.6 “E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal, e, no meio do trono e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos por diante e por detrás”. Faz-nos lembrar da bacia e do mar de fundição do passado, mas com algumas diferenças como vimos acima. Todas as pessoas que estarão diante do trono serão privilegiadas, pois foram limpas, purificadas e santificadas pela Palavra do Altíssimo. Por isto o mar é de vidro, não é preciso água. E quem são essas pessoas? a Igreja e todos os que aceitaram ao Senhor Yeshúa como salvador de suas vidas durante todos esses séculos, não importando sexo, cor ou nação pois nós sabemos que o Senhor do senhores não faz acepção de pessoas.
O Rei dos reis ama a todos os seus. Ainda: (1.) No mar celestial encontramos o fato de que não há tal contaminação, já que o Senhor foi sacrificado uma vez por todas. (2.) O mar de vidro, semelhante ao cristal mostra santidade e a pureza do que está sentado no trono. (3.) O mar de vidro é o próprio piso da sala do trono do Altíssimo. Não há mais necessidade de água para purificação do templo pois o Altíssimo é eternamente e totalmente Santo. Vamos agora ver quem são esses animais que guardam o trono do Altíssimo: São os “Anjos”, “Seres viventes”, “Criaturas viventes” e ainda “Bestas” (Ap 4.6-8; 5.11, 12).

Os quatros animais ou seres viventes ao redor do trono completam o quadro. A palavra grega traduzida por seres viventes possui também o sentido de “bestas” como aparece em algumas versões. Contudo a besta aqui mencionada é diferente das narradas noutras passagens, tal como (Ap 13.1). Eles são cheios de olhos por diante e por detrás representando: Inteligência, prontidão, entendimento e consciência do que acontece em todos os lugares. Estes quatros seres viventes provavelmente representam a totalidade da criação vivente. Todas as criaturas viventes do Altíssimo o glorificarão e o adorarão e serão libertas da maldição do pecado. É “onividente”, no mesmo sentido que “onipresente ou onisciente (2 Cr 16.9). Todas as criaturas juntas indicam que toda natureza se junta na adoração a Altíssimo. Indicam também, ao honrar aquele que estava sobre o trono, que o Pai é soberano sobre toda sua criação. Os quatros seres viventes são os querubins da Primeira Aliança os tributos judiciais e autoridade do Altíssimo (Ez 1.5-26). São apresentados como possuidores de perfeita sabedoria. Proclamam a santidade daquele que está assentado no trono e adoram ao criador.

As Criaturas que João viu representam toda a criação do Altíssimo. O Leão = como rei dos animais selvagens; O Boi = como principal animal domesticado daqueles dias; O Homem = como criado à imagem do Altíssimo; A Águia = como rainha das aves. Simbolicamente, no rosto dos seres viventes, Yeshúa é apresentado como Leão = Rei: onipotência e majestade (Ap 5.5); Bezerro = Servo: serviço em favor dos homens (Lv 9.2-8); Homem = Homem inteligência e compaixão (1 Tm 2.5); Águia = Senhor: visão, penetrante e ação repentina (Is 40.31). Consideramos também o paralelo entre os quatros seres viventes com a ênfase que se faz a cada evangelho: (Agostinho mais ou menos em 400 d.C.). Leão = monarquia e reino de Yeshúa [Mateus] (Mt 3.2); Bezerro = serviço de Yeshúa [Marcos] (Mc 1.32-34); Homem = humanidade de Yeshúa [Lucas ] (Lc 3.38); Águia = voando divindade de Yeshúa [João] (Jo 1.1)


1/3 do mar destruído como um grande monte ardendo em fogo. “E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar. E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus.” (Ap. 8:8-9) UM GRANDE MONTE ARDENDO EM FOGO. Isto pode ser um grande meteorito ou um grande asteróide ardente, que cai no mar, mata uma terça parte da vida marítima e destrói muitos navios, por causa de grandes ondas. A sentença é sobre o mar e seu efeito será de grande destruição. As perdas materiais e humanas ocasionada serão enormes. Depois do fogo haver atingido a terra, o segundo anjo toca a sua trombeta, e alguma coisa como “um grande monte ardente em fogo” aparece. A semelhança da aparição do sangue, da saraiva de fogo, esta massa ardente materializa-se nos céus para ser lançada ao mar. Isto especula alguns; pode ser um asteróide do espaço, que se decomporá ao atingir a atmosfera da terra. Contudo, se isto for um simples fenômeno, não há de ser acidental, pois é o Altíssimo quem aciona o tal fenômeno. E este só se manifesta quando o anjo toca a segunda trombeta. Seu poderoso impacto sacode a terra; todos os sentirão. Logo de início, uma terceira parte do mar torna-se sangue. As pragas do Egito em Êxodo 7.17-21, onde o Nilo transforma-se em sangue. Alguns crêem que esta passagem significa que as águas são transformadas pelo poder criativo de Deus em sangue real. Como vimos acima. Outros pensam que seja o sangue de animais marinhos que leva o mar a ficar em tal estado. Outros ainda relacionam esse sangue a uma tintura vermelha (causada por uma explosão de certas plantas microscópica, algumas vezes tóxicas) que ocorre alguma regularidade nos mares atualmente. Com a terça parte do mar transformado em sangue, o resultado é que um terço dos peixes, baleias e outras criaturas do mar também perecerão. De igual modo, um terço de todas as embarcações destruídas. Pode ser que o impacto dessa massa rochosa cause imensas ondas, (tsunami) afundando navios no mar e destruindo os que se acharem ancorados. Isto terá um efeito desastroso sobre o suprimento de alimentos do mundo e sobre o comércio. A destruição dos navios causará enormes prejuízos à humanidade. 


“E o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu no mar toda alma vivente”. (Ap. 16.3) O derramamento da segunda taça traz uma segunda praga.

Assim como aconteceu quando dos “julgamentos das trombetas” (AP 8), mais uma vez a água, tão importante para o sustento da vida, é afetada. Desta vez, porem, o seu juízo é muito mais abrangente: faz o mar tornar-se como “o sangue de um homem morto”. É possível que o sangue, aqui, não se refira ao sangue no sentido literal, mas figurativo, simbolizando a corrupção moral. É como se o sangue de um defunto coagulasse e apodrecesse a céu aberto. Que triste diferença entre este sangue e aquele que, sob a lei, representava a vida (Lv 17.11)! Nesse caso, o sangue fala de juízo e morte! Esta praga é similar à primeira enviada ao Egito, quando Moisés, levantando a sua vara, feriu as águas do Nilo (Ex 7.20-25). O mar fica tão contaminado que toda criatura vivente dentro dele morre, e sua cor poluída parece sangue. Ocasionará a morte de todo ser vivente que há no mar por causa da terrível poluição. “Ser vivente” é o mesmo termo traduzido como “criatura vivente” em Gênesis 1.21,24. O termo é usado para designar peixes, animais e pessoas, pois cada um destes possui vida física e individualidade. “Alma” (usada em algumas versões) é empregada, nessa passagem, num sentido do Antigo Testamento, e não com uma conotação teológica. Alguns intérpretes querem limitar “o mar”, neste versículo, ao Mediterrâneo. Tendo em vista, porém, o fato de que estas últimas sete pragas são ilimitadas, a palavra “mar” tem de ser encarada num sentido geral: toda criatura, em todos os oceanos e mares do mundo, hão de morrer. Outros intérpretes tratam esta praga como algo simbólica. Dizem que o “mar” representa as nações em geral. Entretanto, se seguirmos esta linha de pensamento, concluiremos todas as pessoas que estiverem vivendo no mundo, nessa ocasião, hão de ser mortas pela praga. Este flagelo, pois, tem significado literal: a praga afetará de fato os oceanos e mares do mundo, ocasionando a morte da vida marinha. É muito complicado mesmo para os cristãos muitos nem têm conhecimento, mais é bom sempre lermos e aprender, o Espirito santo faz a obra em cada coração.

Shalom Adonai para todos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

SERÁ UM MISTÉRIO

Tenho dois tipos de pimenta de cheiro a roxa1 e roxa2. Vejam as fotos.
Algum tempo atrás mostrei uma pimenta de cheiro que nascia verde, passava para roxo e madura fica vermelha. Veja a foto.
Agora nasceu outra pimenteira, o fruto nasce roxo e maduro fica laranja é uma coisa linda. Veja a foto. Detalhes não têm outras pimentas ao redor para dizer que houve hibridismo de outras pimenteiras. E essa nasceu por si deve ter descido com as chuvas do pé da roxa1. Esta fica em cima e a outra a roxa2 plantei na parte de baixo da roça.
Quem quiser me ajudar a desvendar o mistério envie comentários. Vou gostar.
"Dai graças ao SENHOR; invocai o seu nome; fazei conhecidos os seus feitos entre os povos".
(Salmos 105.1)

Shalom Adonai, Magna Couto

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

RECEITAS CASEIRAS DE PESTICIDAS NATURAIS PARA PIMENTEIRAS (III PARTE)

61. PASTA DE ARGILA. Argila [Do gr. árgilos, pelo lat. argilla.]. (1.) Min. Designação comum a silicatos de alumínio hidratados, que constituem os minerais ditos argilosos. (2.) Petr. Sedimento clássico predominantemente constituído por fragmentos inferiores a dois micra de diâmetro, e que, conforme o mineral argiloso existente, pode ser plástico; barro. [Cf., nesta acepç., greda.]. (3.) Essa argila que, quando fofa e gordurosa, pode ser amassada com água e modelada, donde seu uso por escultores e ceramistas; barro. (4.) Fig. Fragilidade. A argila é um material proveniente da decomposição, durante milhões de anos, das rochas feldspáticas, muito abundantes na crosta terrestre. As argilas se classificam em duas categorias: Argilas Primárias e Argilas Secundárias ou Sedimentares. As primeiras são formadas no mesmo local da rocha mãe e têm sido pouco atacadas pelos agentes atmosféricos. Possuem partículas mais grossas e coloração mais clara, são pouco plásticas, porém de grande pureza e possuem alto nível de fusão. O caulim é uma das argilas deste tipo. Argilas secundárias ou sedimentares são as que têm sido transportadas para mais longe da rocha mãe pela água, pelo vento e incluindo ainda o desgelo. A água especialmente tritura a argila em partículas de diferentes tamanhos, fazendo com que as mais pesadas se depositem primeiro, as outras vão de depositando de acordo com seu peso pelo decorrer do caminho, sendo que as mais leves se depositam onde a água pára. As secundárias são mais finas e plásticas que as primárias, podendo, no entanto conter impurezas ao se misturarem com outras matérias orgânicas. O mineral básico das argilas é a caolinita. A argila é um silicato de alumínio hidratado, composto por alumínio (óxido de alumínio), sílica (óxido de silício) e água. Uma partícula de argila é formada por uma molécula de alumínio - que contém dois átomos de alumínio e três de oxigênio, duas moléculas de sílica - que contém um átomo de silício e dois de oxigênio, e duas moléculas de água - com dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Argilas e caulins são rochas. A composição química mais comum é: 2SiO, ALO, 2H O, silicato aluminoso hidratado. São espalhados pela superfície da terra chegando a basicamente 75% das rochas sedimentares do planeta. Há uma grande variedade de materiais possíveis de classificação neste grupo, quase todos possuem composição semelhante, mas há pequenas variações. As argilas derivam em geral de rochas base do tipo cristalina e eruptiva como os feldspatos, granitos e basaltos que em um processo longo e lento de decomposição por efeito de agentes geológicos como vento, chuvas, temperaturas frias e quentes e a erosão pelas partículas de areia que carregadas pelo vento causam a fragmentação da rocha maciça em grãos de vários tamanhos. Argilas e caulins são materiais plásticos pois têm a propriedade de quando misturados com água em devidas proporções, apresentarem a possibilidade de serem amassados e trabalhados mantendo a forma que se quer. Quando secos ainda crus basta adicionar água para que voltem ao estado de plasticidade. Receita 1. Pasta de Argila, esterco, areia fina e chá de camomila. Misturar partes iguais de argila (barro), esterco, areia fina e chá de camomila, de modo a formar uma pasta. Usar para proteger os cortes feitos por podas e também ramos ou troncos doentes durante o outono após a queda das folhas e antes da floração e brotação. Receita 2. Pasta para Pincelamento do Tronco em citros. Enxofre Ventilado 1kg; Cal Hidratada 2kg; Sal de cozinha 0,5kg; Inseticida fosforado, em 1/4 da dosagem recomendada para cochonilhas; Água 15 litros. Indicado para o pincelamento de troncos e base dos ramos principais, na prevenção de brocas e cochonilhas em citros. Receita 3. Pasta Cicatrizante. 1/3 de argila, 1/3 de pasta de dente branca, 1/3 de graxa de sapato preta. A argila tem a função de selante para tamponar a área cortada. Também dá consistência e cor a ajuda a secar rápido. A pasta de dente tem função de ser bactericida devido ao cloro, precisa ser uma pasta com fluor (acho que hoje todas são). A graxa de sapato é impermeabilizante e dá consitência moldável e cor. Observações: A argila pode ser barro de brejo, úmida, de várias cores ou o barro vermelho de barranco que também é argila. Ë importante não conter areia ou silte que a torne arenosa ou ásapera durante a manipulação. Uma boa argila vermelha de barranco dá uma boa cor marron ao ser misturada com a graxa preta e a pasta de dente branca. A pasta de dente deve ser branca pois dá um tom mais opaco mais realista, mais próximo da cor de casca de árvore. Não recomendo cremes tipo gel transparentes e muito coloridos. A graxa de sapato preta com o creme dental branco dá a mistura de cor acinzentada opaca desejada. Recomendo preparar na hora os três ingredientes e pode-se variar as proporções de modo a ficar mais próximo da cor do tronco. Lembrar que ao secar a cor sempre clareia e fica mais neutra. Colocando mais argila que graxa dá-se um tom mais avermelhado. Colocando-se mais creme dental dá se um tom mais claro, acinzentado, etc... Devido a argila e ao creme dental com o tempo a mistura tende a ressecar. Se for um trabalho longo de poda e aramação e a mistura começar a secar é só adicionar um pouco de água e ela volta a ter a fluidez necessária. Para cicatrizar ponta de galhos finos podados deve-se diluir bem com água pois facilita a aplicação. Para o preparo sugiro um pequeno recipiente raso ou uma placa para se manipular a mistura com uma pequena espátula, que pode ser usada para a aplicação. Uma bisnaga de creme dental e uma lata de graxa de sapato custam pouco e dá para preparar muita pasta (a argila é de graça). 62. PIMENTA. A pimenta é um ótimo repelente contra insetos, pulgões, vaquinhas, fungos, lagartas, afídeos e formigas cortadeiras. O termo pimenta vem do latim pigmentum, que significa pintar. Seu sentido original era o de matéria corante que no espanhol virou pimienta, passando depois ao entendimento contemporâneo de 'especiaria aromática', para finalmente designar o fruto de piper nigrum – a popularmente conhecida pimenta-do-reino. Hoje, no entanto, em muitos lugares é usado indistintamente tanto para designar a pimenta-do-reino quanto para as pimentas de gênero Capsicum. Registros arqueológicos indicam que a pimenta já era utilizada 9 mil anos atrás no México e 2.500 anos antes de Cristo no Peru. Hipócrates, célebre médico e filósofo da Grécia Antiga, encontrava na pimenta um poderoso princípio curativo. Pode-se dizer que Colombo foi um dos responsáveis por essa confusão de nomenclatura. Em 1492, quando se lançou à procura de novas rotas para as ilhas das especiarias, ele estava em busca da pimenta-do-reino. Mas não somente errou o destino, indo parar na Ilha de San Salvador, no Caribe, como também entendeu que a picância presente nos pratos locais devia-se ao uso da pimenta-do-reino. Só com o tempo, percebeu-se que os frutos responsáveis pela agradável picância das receitas locais eram de outro tipo, mas aí a denominação de “pimenta” já estava difundida para designar também as variedades do gênero Capsicum, hoje chamadas de pimentas hortícolas. Já a palavra chilli, de origem asteca, serve para nomear os frutos do gênero Capsicum em vários países, entre os quais os Estados Unidos. Da mesma forma, o termo AJI é usado, nos países andinos, para designar uma variedade, enquanto, no Brasil, consagrou-se o termo Pimenta; em Portugal, malagueta; e na Hungria, páprica. Os afro-brasileiros no candomblé a chama de “ataré” a pimenta da costa a nossa pimenta malagueta, os indos maués a chama de “mucê-mucê” = pimenta e a pimenta malagueta “mucê-terin”, no vocabulário uaurá/ vaurá = “aipiu’na e aisa’palu” pimenta ají pepper, os franceses a chama de “le poivre”. As pimentas são originárias das Américas e foi no tempo do Descobrimento que elas foram introduzidas no resto do mundo: Europa, Ásia e África. Os espanhóis e portugueses foram os primeiros, fora os nativos, que mantiveram contato com esta planta e daí em diante levaram para todos os lugares, adquirindo características e nomes próprios em cada um deles, fazendo parte de cada cultura. Os índios das Américas já utilizavam as pimentas de forma contínua em sua alimentação, os europeus iniciaram sua domesticação. Os pontos "quentes" no mundo das comidas picantes são: México, Guatemala, a maior parte do Caribe e África, parte da América do Sul, Índia, Indonésia, Malásia, Coréia, Tailândia, sudoeste da China, os Balcãs e América do Norte. A culinária é uma das mais características e menos complicadas expressões da cultura de um povo. Os nativos destas regiões quentes eram acostumados a comer comidas condimentadas e a nova planta foi logo bem vinda. A pimenta não é só utilizada na culinária, ela tem outras utilidades: como adorno, arma (gás lacrimogêneo), e como pesticida natural. Pimenta Malagueta Indicação: a pimenta (vermelha ou malagueta) pode ser empregada como um defensivo natural em pequenas hortas e pomares. Tem boa eficiência quando concentrada e misturada com outros defensivos naturais, no combate a pulgões, vaquinhas, grilos e lagartas. Obedecer um período de carência mínima de 12 dias da colheita, para evitar obter frutos com forte odores. Receita 1 - ingredientes: 50 g de fumo de rolo, picado + 1 punhado de pimenta vermelha + 1 litro de álcool + 250 g de sabão em pó. Preparo: dentro de 1 litro de álcool, coloque o fumo e a pimenta, deixando essa mistura curtir durante 7 dias. Para usar essa solução, dilua o conteúdo em 10 litros de água contendo 250 gramas de sabão em pó dissolvido ou então, detergente, de modo que o inseto grude nas folhas e nos frutos. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita. Receita 2 - ingredientes: 500 g de pimenta vermelha (malagueta) + 4 litros de água + 5 colheres (sopa) de sabão de coco em pó. Preparo: bater as pimentas em um liquidificador com 2 litros de água até a maceração total. Coar o preparado e misturar com 5 colheres (sopa) de sabão de coco em pó, acrescentando então os 2 litros de água restantes. Aplicação: pulverizar sobre as plantas atacadas. Receita 3. Pimenta-malagueta. Pique uma xícara (chávena) de pimenta-malagueta (cuidado para não esfregar os olhos!) Acrescente 2 litros de água. Deixe de molho na água por 2 ou 3 dias ou ferva por 15 minutos. Acrescente sabão em pó ou lascas de sabão, misture e filtre. Durante a estação seca, aplique uma vez por semana. Durante a estação das chuvas, aplique três vezes por semana. Eficaz contra as lagartas, os afídeos e as formigas. Receita 4. Suco de Pimenta contra pragas em geral. Coloque a pimenta numa vasilha e soque-a até triturar bem. Cubra com água e deixe descansar de um dia para o outro. No dia seguinte, mexa bem e coe em um pano ralo ou coador para não entupir o pulverizador. Controla formigas cortadeiras. Receita 5. Formigas. Para árvores frutíferas, pode-se usar, também, um pano embebido com suco de pimenta-malagueta amarrado ao tronco. Receita 6. Para controle de pulgão, formiga, vaquinha e fungo. Ingredientes: alho, pimenta cuminho, pimenta malagueta, pimenta cumarim, vinagre, açúcar mascavo, água e cachaça. Como preparar: Bater no liquidificador 200 g de alho, 50 g de pimenta cuminho, 50 g de pimenta malagueta, 50 g de pimenta cumarim e 2 litros de cachaça. Deixar a mistura repousar por 20 dias. Como usar: diluir 50 ml da mistura em 10 litros de água, acrescentando 35 ml de vinagre e 20 g de açúcar mascavo. Pulverizar sobre as partes das plantas atacadas.
63. PIMENTA-DO-REINO. Piper niger, da família Piperaceae. De seus frutos se extrai uma substância que inibe o consumo das plantas por diversos insetos. A pimenta-do-reino (Piper nigrum L.) é uma planta trepadeira originária da Índia. É a mais importante especiaria comercializada mundialmente e é usada em larga escala como condimento, e também em indústrias de carnes e conservas. O Brasil é um dos maiores produtores de pimenta-do-reino, oscilando entre a segunda e terceira posição no mercado mundial. Das 50 mil toneladas por ano, o País exporta 45 mil, principalmente para a Europa e para os Estados Unidos. O clima mais adequado para pimenta-do-reino é o quente e úmido, com precipitação pluviométrica acima de 1500 mm chuvas bem distribuídas durante a maioria dos meses do ano, temperatura média de 25°C e umidade relativa em torno de 80%. O solo deve ser de textura mediana bem drenado com relevo plano ou levemente inclinado. As variedades mais recomendadas são: Cingapura; Bragantina e Guajarina. A pimenta-do-reino é propagada comercialmente por via vegetativa pelo método de estaquia. As hastes para estaquia devem ser retiradas ramos de crescimento, provenientes de plantas jovens, vigorosas e sadias. É recomendável utilizar estacas de coloração verde, com 1 cm de diâmetro com 2 a 3 nós. As estacas devem ser mergulhadas em solução de Benlate a 0,1% (10 g/ l0 litros de água) durante 10 minutos e a seguir colocadas para enraizar em vasos de polietileno. Manter as mudas enviveiradas por 3 a 4 meses e irrigar diariamente no período seco. Receita 1. Extrato de pimenta do reino, alho e sabão: Adquirir 100 g de pimenta do reino, 2 lt de álcool, 100 g de alho, 50 g de sabão neutro, Prepara-se uma garrafa com 100 g de pimenta do reino e 1 lt de álcool. Deixar por uma semana. Ao mesmo tempo, fazer outra garrafa com 100 g de alho e 1 lt de álcool. Passada esta semana, dissolver 50 g de sabão neutro em 1 lt de água quente. Apenas na hora de aplicação, juntar as três partes na seguinte proporção: 200 ml da garrafada de pimenta + 100 ml de garrafada de alho e toda solução de sabão podem ser diluídos em 20 lt de água (um pulverizador costal). A aplicação deve ser feita nas horas mais frescas do dia. Indicação: Pragas da batatinha, tomate, pimentão e berinjela. Receita 2. Pimenta-do-reino e alho fresco. Coloque 50 g de pimenta do reino e 50 g de alho de molho em 450 ml de água por 24 horas. Coe em peneira fina ou papel filtro e você terá um extrato contra pulgões. Receita 3. Pimenta-do-reino - Também indicada para controle do caruncho do feijão. Coloca-se o feijão em uma lata limpa, adiciona-se um pouco de pimenta-do-reino e fecha-se bem a lata. Diluída em água, pode ser pulverizada sobre as plantas para o controle de pulgões.
64. PIRETRO. Controle de Insetos, ácaros, como pulgões, cigarrinhas, afídeos, vaquinhas, as moscas brancas e as cochonilhas. O piretro é um inseticida natural obtido da trituração das flores de algumas plantas pertencentes à família Compositae, gênero Chrysanthemum (Pyrethrum) e espécie cinerariaefolium, um dos mais antigos inseticidas conhecidos pelo homem. Por suas vantagens, os piretros foram sintetizados e denominados piretróides e, o ácido crisantêmico foi o primeiro dos cinco componentes do éster natural a ser sintetizado. A síntese do ácido crisantêmico abriu novos caminhos para a obtenção de piretróides sintéticos, sendo a aletrina o principal piretróide sintético produzido comercialmente. Os piretróides foram descobertos a partir de estudos que procuravam modificar a estrutura química das piretrinas naturais, e, uma vez que apresentavam maior capacidade letal para os insetos, propriedades físicas e químicas muito superiores, maior estabilidade à luz e calor e menor volatilidade, despertaram o interesse dos cientistas. Apesar de suas inúmeras vantagens podem causar intoxicações em indivíduos potencialmente expostos às suas diversas apresentações (espirais, sprays ou vaporizadores). Foram introduzidos no mercado em 1976 e, ainda que sejam mais caros por unidade de peso em relação aos outros praguicidas, os piretróides têm sido bastante empregados na área da Saúde e na Agricultura. Isto ocorre devido à alta eficiência, sendo necessárias menores quantidades de produto ativo, resultando em menor contaminação nas aplicações. Com isso, vêm ocupando rapidamente o lugar dos organofosforados. Outra vantagem destes praguicidas é que eles admitem a sinergia, ou seja, a potencialização pela adição de um sinergista, dando lugar a um aumento da eficácia. Utilizado na Agropecuária (controle de insetos em plantações, grãos armazenados, silos); na Veterinária (controle de ectoparasitas, principalmente carrapaticidas) em grandes ou pequenos animais; nas Campanhas de Saúde Pública (combate ao vetor da dengue) e em ambientes domésticos, na desinsetização de residências, sendo as formulações freqüentemente mais elevadas. Para erradicação de vetores ou insetos domiciliares, seu uso está restrito aos aplicadores profissionais. Receita 1. Seque meio quilo de flores recém abertas. Esmigalhe as flores secas. Ferva de 15 a 20 minutos em 2 litros de água. Acrescente sabão, misture e filtre antes de usar. Eficaz contra os afídeos, as moscas brancas e as cochonilhas. Você também pode fazer pó de piretro, triturando as flores secas. Polvilhe pela casa, para matar pulgas e percevejos. Receita 2. Solução de Piretro. 300 gramas de flores de piretro. 1 litro de ácool etílico. água para diluir. Misture o álcool com as flores e deixe descansar por 48 horas em um vidro bem fechado. Após este período a solução pode ser coada e utilizada diluída na proporção de 1:20, isto é 1 parte de solução para 20 partes de água. O piretro contém grandes concentrações de piretróide, o principal constituinte dos inseticidas domésticos. Indicada contra insetos e ácaros, como pulgões, cigarrinhas. Receita 3. Ingredientes: 300 gramas de flores de piretro moídas; 1 litro de querosene; 10 gotas de óleo essêncial de eucalipto. Modo de Preparo: Deixar as flores de piretro secas e moídas durante 10 dias junto ao querosene. Filtrar em pano ou filtro de papel. Adicionar em seguida o eucalipto para minimizar o cheiro de querosene. Aplicar com pulverizador nas áreas afetadas, no final da tarde. Este inseticida não é tóxico para os seres humanos nem para animais de sangue quente. Receita 4. Seque meio quilo de flores recém abertas. Esmigalhe as flores secas. Ferva de 15 a 20 minutos em 2 litros de água. Acrescente sabão, misture e filtre antes de usar. Eficaz contra os afídeos, as moscas brancas e as cochonilhas. Você também pode fazer pó de piretro, triturando as flores secas. Polvilhe pela casa, para matar pulgas e percevejos. O piretro é original da Europa do Sul, mas nos nosso dias medra bem nas terras altas subtropicais. O seu princípio ativo concentra-se nas flores, que se moem finamente depois de secas. O pó obtido é espalhado diretamente sobre as plantas ou misturado com querosene e depois pulverizado ou salpicado (o que pode ser feito com a ajuda de uma escova, barbas de milho ou um tufo de erva). Como o piretro é sensível à luz solar, a sua eficácia diminui rapidamente se aplicado quando o sol é muito forte, devendo portanto aplicar-se ao fim da tarde. Em caso de forte infestação é necessário repetir a aplicação e renovar o tratamento.
65. PURUNGO. A Cabaça ou Porongo (Lagenaria vulgaris) é uma planta trepadeira, da familia das Cucurbitaceae presente no norte e nordeste do Brasil, e plantada em quase todo o território português. É também chamada em algumas regiões brasileiras de cuitê ou cuité, cabaça-amargosa, cabeça-de-romeiro, cabaça-purunga, cabaço-amargoso, cocombro, Cuia e taquera. Destaque-se que em algumas zonas de Portugal (especialmente no Minho) utiliza-se a palavra cabaça para designar a abobora. Suas folhas são parecidas com as da abóbora. O fruto da cabaça é colhido mais cedo ou mais tarde segundo o tamanho da vasilha que se queira fazer. Depois de retirado o miolo, lava-se bem e deixa-se secar. A vasilha era usada para as mais variadas finalidades e estava presente na vida cotidiana dos indigenas e seu uso foi assimilado pelos colonizadores portugueses e espanhois. Era usada como recipiente para água e alimentos, também como vaso, entre outros usos, como para fazer um berimbau, por exemplo. No nordeste brasileiro, a cuia também é medida de capacidade para secos, que corresponde a 1/32 de um Alqueire. As regiões brasileiras que tiveram influência dos índios tupis conhecem a cabaça como cuieira e o fruto como (Ku ' ya). Até hoje a cuia é usada no sul do Brasil pelos gaúchos no hábito de tomar Chimarrão, função para a qual a cuia é cuidadosamente escolhida por sua forma (a aparentar o seio de uma mulher), e depois é ricamente lavrada e ornada em ouro, prata e outros metais. Na imagística católica, o apóstolo São Tiago é apresentado com uma cabaça (seca, supostamente para transportar água) presa a um bordão: referência à vida de peregrino. Receita. Quando está verde, o fruto cortado ao meio atrai insetos, devendo ser espalhado na lavoura, como o tajujá. Controla besouros ("patriota").
66. QUÁSSIA ou Pau-amargo. [Do tax. Quassia < tenente =""> Fortalecedor hepático, aparelho digestivo, cólica hepáticas, debilidade em geral, diarréia, dietas de emagrecimento, distúrbios gastrintestinais, infecções (com febre), má digestão (pela diminuição da secreção gástrica), parasitas intestinais, aumenta secreção gastrintestinal, tônico, aperiente, constipação e anemia. Coloque 2 colheres de sopa para um litro de água. Deixe cozinhar por cerca de 10 minutos a partir do momento em que se inicia a ebulição, após esse tempo, retire do fogo e deixe repousando, tampada, por 10 minutos. Coe e está pronto para o uso. Quassia amara L. Outros nomes populares: cuasia, cássia, marapuá, marubá, marupaúba, simaruba pau-amargo, pau-de-surinã, pau-quassia, pau-tenente, quássia, quássia-amargosa, quássia-da-jamaica, quássia-do-suriname, Surinam wood, quassia. Receita. Arbusto alto, nativo da América Central, com ação inseticida especialmente contra moscas, mosquitos e piolhos, pelo alto teor de substâncias amargas na casca e madeira. Estas partes podem ser usadas em pó ou extrato acetônico-alcoólico, assim como os ramos e folhas, variando apenas a concentração: 200 gramas de cascas ou madeira moída.
67. QUEROSENE. [Do ingl. kerosene <>
68. RAIZ FORTE. Armoracia (por vezes designada como armorácia) é o gênero botânico a que pertence a raiz-forte, espécie representativa do gênero e que é também conhecida pelo nome de rábano-bastardo, rábano-de-cavalo, rábano-picante, rábano-rústico, rábano-silvestre, rábano-silvestre-maior, rabão-silvestre, rabão-rústico, rabiça-brava, rabo-de-cavalo ou saramago-maior, cujo nome científico é Armoracia rusticana (ou Cochlearia armoracia, Armoracia lapathifolia, Nasturtium armoracia, Radicula armoracia ou Rorippa armoracia). Outros idiomas: Horseradish (inglês), raifort (francês), raíz picante (espanhol), rafano (italiano), meeretich (alemão), wasabi (japonês). É uma planta perene, herbácea, da família das Brassicaceae (a que também pertence o nabo, a couve e a mostarda). As folhas radicais (junto à raiz) são grandes e oblongas. As folhas caulinares são lanceoladas. Tem flores brancas, com quatro pétalas inteiras. O fruto é uma silíqua pequena, de cerca de 4 mm de comprimento. Segundo alguns autores, é nativa do norte temperado da Europa. Segundo outros, do Sudoeste da Ásia. Cresce até 1,5 metros de altura. As suas raízes, tuberosas e pontiagudas, são apreciadas como condimento picante e são ricas em vitamina C, mas as folhas também são comestíveis. Algumas comunidades judaicas utilizam-na ou utilizaram-na como "erva-amarga" durante a comemoração do Pessach. A planta é cultivada desde a antiguidade. Catão discute a planta nos seus tratados sobre agricultura. Um mural em Pompeia, onde a planta está representada, sobreviveu até à actualidade. É, provavelmente, a planta que Plínio o Velho menciona na sua Naturalis História, sob o nome de Armoracia, onde a recomenda pelas suas qualidades medicinais. É provável, também, que seja o rabanete silvestre referido pelos antigos gregos como raphanos agrios. Tanto as raízes como as folhas foram usadas em todo o mundo com intuitos medicinais durante a Idade Média, e como condimento, principalmente na Dinamarca e Alemanha. Antes do uso generalizado da pimenta e do piri-piri, a raiz-forte e a mostarda eram as únicas especiarias picantes utilizadas na Europa. William Turner (não o pintor, mas o botânico, 1508?-1568) menciona a planta como Red Cole no seu "Herbal" (1551-1568), mas não a refere como condimento. No "The Herball, or Generall Historie of Plantes" (1597), Jonh Gerard descreve-a sob a designação de raphanus rusticanus, já que a planta é espontânea em diversas partes de Inglaterra. Depois de indicar as suas propriedades medicinais, este autor refere que os alemães a usavam, juntamente com vinagre, para acompanhar peixe, tal como os ingleses usavam a mostarda. É também ainda muito usado na culinária judaica, num molho agridoce, designado como chrain, que acompanha o gefile fish. Existem duas variedades de chrain— chrain vermelho e chrain branco, isto é, misturado, ou não, com beterraba vermelha. A raiz-forte é comumente usada na preparação do falso wasabi, mesmo no Japão. É também utilizado na preparação de molhos para acompanhar carne guisada, salsichas ou peixe defumado. É usado como sucedâneo do wasabi - sendo, para esse efeito, tingido com corante alimentar verde. A raiz, por si mesma, não tem grande sabor, contudo, quando é cortada ou ralada, algumas enzimas das células danificadas da planta desdobram sinigrina, por hidrólise, de forma a produzir alil-isotiocianato (ou óleo de mostarda) - irritante para os seios da face e para os olhos. Quando se rala a raiz-forte, esta deve ser usada imediatamente ou misturada com vinagre, já que a raiz, exposta ao ar e ao calor, escurece e perde o sabor, tornando-se asperamente amarga. Em Portugal é cultivada na região de Vila Nova de Milfontes, mas é amplamente utilizada no resto do mundo. Acredita-se que cerca de dois terços da produção mundial desta planta seja produzida na pequena região de Collinsville, no Illinois, Estados Unidos da América, que se auto-intitula "Capital Mundial da Raiz-forte", até porque se exporta daí, como produto de luxo, até para locais onde o consumo da planta é mais habitual. A raiz-forte contém potássio, cálcio, magnésio e fósforo, bem como óleos voláteis, como o óleo de mostarda, que tem propriedades antibióticas e anti-séptica, antiescorbútica, digestiva, estimulante e laxativa. Fresca, a planta tem 177,9 mg/100 g de vitamina C e A. A enzima peroxidase, encontrada na planta, é muito usada em biologia molecular, por exemplo, para a detecção da ligação de um antígeno a um anticorpos (ver ensaio LISA). Usos. É usada para temperar carnes, embutidos, verduras, ovos, molhos, marinados, vinagres aromáticos e iguarias orientais, como sushi. É contra-indicado para pessoas com problemas de estômago ou intestino. Forma de venda. É vendido fresco ou em pó. Receita. Chá de raiz forte. Derramar água quente sobre folhas novas da raiz forte e deixar em infusão por 15 minutos. Diluir 1 litro da infusão em 2 litros de água e pulverizar a planta toda. Controla podridão parda das frutíferas.
69. SABÃO. [Do lat. sapone.]. A palavra portuguesa "sabão" provém do latim sapo ("sabão"). O termo latino, por sua vez, tem origem no germânico *saipo. O latim sapo é cognato com a forma latina sebum, "sebo". (1.) Quím. Sal metálico de ácido graxo. (2.) Restr. Produto detergente constituído de sais de sódio e de potássio, de ácidos graxos, e que serve para limpeza em geral. O sabão é um produto tensoativo usado em conjunto com água para lavar e limpar. Sua apresentação é variada, desde barras sólidas até líquidos viscosos. Tradicionalmente, o sabão é produzido por uma reação entre gordura e hidróxido de sódio e de potássio e carbonato de sódio, todos álcalis (bases) historicamente lixiviados das cinzas de madeiras de lei. A reação química que produz o sabão é conhecida como saponificação. A gordura e as bases são hidrolisadas em água; os gliceróis livres ligam-se com grupos livres de hidroxila para formar glicerina, e as moléculas livres de sódio ligam-se com ácidos graxos para formar o sabão. Muitos produtos de limpeza atuais não são tecnicamente sabões, mas detergentes, de produção mais barata e simples. Primórdios. Os vestígios mais antigos da produção de materiais semelhantes ao sabão datam de cerca de 2800 a.C, na antiga Babilônia. Conhece-se uma tábua de argila datada de 2200 a.C na qual foi escrita uma fórmula de sabão contendo água, álcali e óleo de canela-da-china (Cinnamomum aromaticum). O Papiro de Ebers (Egito, 1550 a.C.) indica que os antigos egípcios se banhavam regularmente e combinavam óleos animais e vegetais com sais alcalinos para criar uma substância semelhante ao sabão. Os documentos egípcios mencionam o uso de uma substância saponácea na preparação da lã para a tecelagem. Roma antiga. Os antigos romanos em geral ignoravam as propriedades detergentes do sabão. Para limpar a pele, usavam o estrígil para raspar do corpo a sujeira e o suor. A palavra "sabão" (sapo, em latim) aparece pela primeira vez na Naturalis História, de Plínio, o Velho, ao discutir a produção de sabão a partir de sebo e cinzas, mas o único uso que registra para o produto é numa pomada para o cabelo; em tom de desaprovação, menciona que entre os gauleses e germanos os homens costumavam utilizá-lo mais do que as mulheres. O alegado achado de restos de uma fábrica de sabão nas ruínas de Pompéia é visto hoje como equivocado. Era moderna. Propaganda de revista do sabão Palmolive em 1922. O sabão vegetal (sem gordura animal) começou a ser produzido na Europa a partir do século XVI. Nos tempos modernos, o uso do sabão generalizou-se nos países industrializados, devido a uma compreensão maior da importância da higiene na redução dos agentes patogênicos. As primeiras barras manufaturadas de sabão surgiram no final do século, quando campanhas publicitárias nos Estados Unidos da América e na Europa conscientizaram a população para a relação entre limpeza e saúde. Produção comercial. Até o advento da Revolução Industrial, a produção de sabão mantinha-se em pequena escala e o produto era grosseiro. Andrew Pears iniciou a produção de sabão transparente e de alta qualidade em 1789, em Londres. Com seu neto, Francis Pears, abriu uma fábrica em Isleworth em 1862. William Gossage produzia sabão de boa qualidade e preço baixo a partir dos anos 1850. Robert Spear Hudson passou a produzir um tipo de sabão em pó em 1837, socando o sabão com pilão. William Hesketh Lever e seu irmão James compraram uma pequena fábrica de sabão em Warrington (Inglaterra), em 1885, fundando o que ainda é hoje um dos maiores negócios de sabão do mundo, a Unilever. Estes produtores foram os primeiros a empregar campanhas publicitárias em larga escala. Os diversos preparados em que se emprega o sabão apresentam indicações para o controle de lagartas, cochonilhas, tripes, pulgões, ácaros e mosca branca. Alguns são preparados exclusivamente com sabão enquanto que em outros, recomenda-se associação com querosene. De modo geral não apresentam restrições, porém, após seu emprego, aconselha-se respeitar um intervalo de aproximadamente duas semanas para se proceder à colheita. Sabão e suas Misturas. Indicação: o sabão (não detergente) tem efeito inseticida e quando acrescentado em outros defensivos naturais pode aumentar a sua efetividade. O sabão sozinho tem bom efeito sobre muitos insetos de corpo mole como: pulgão, lagartas e mosca branca. A emulsão de sabão e querosene é um inseticida de contato, que foi muito empregado no passado, contra insetos sugadores, sendo indicada para combate aos pulgões, ácaros e cochonilhas. Receita 1. Características de emprego: o preparo mais comum consiste em dissolver, mexendo bem, 50 gramas de sabão (picado) para 2 até 5 litros de água quente. A solução feita com sabão tem boa adesividade na planta e no inseto praga. Pulverizar sobre as folhagens e pragas. Nas plantas delicadas e árvores novas, no verão ou períodos quentes, utiliza-se a solução de sabão e querosene bem diluída, ou seja, uma parte para 50 a 60 partes de água. Depois de preparada a emulsão deve ser aplicada dentro de um ou dois dias, para evitar a separação do querosene, o que acarretaria queimaduras nas folhagens. No inverno, em plantas caducas, utiliza-se dosagens mais concentradas, assim como a pincelagem do tronco contra cochonilhas. Receita 2. Calda de Sabão. O preparo mais comum é feito através da solução de 50 gr de sabão (de preferência de coco, mas também podendo ser do comum) em 5 litros d’água quente, que depois de fria e bem misturada, deve ser pulverizada sobre as plantas. Controla pulgões, cochonilhas e lagartas. Receita 3. Para aumentar a eficiência contra insetos sugadores, como ácaros e cochonilhas, é indicada a mistura com 20 ml de querosene na fórmula anterior, sendo que neste caso é indispensável a aplicação imediata da mistura. A pulverização é a forma mais eficiente de aplicação, mas na falta desse equipamento, pode ser usado também o regador. Receita 4. Outro preparado: 1:100 g de sabão neutro e 10 litros de água. Dissolver o sabão neutro em ½ litro de água quente e para a aplicação. Dissolver novamente o preparado em 9 ½ litros de água, visando pragas como tripes, pulgões, cochonilhas e lagartas. Receita 5. Sabão e Fumo controle de Cochonilas. São insetos sugadopes com ou sem carapaça, que retiram os açúcares da seiva. Vivem em colônias e não tem asas. Pulverize com sabão e fumo ou regue sob pressão. Em casos de ataques muito fortes, utilize a calda de sabão e fumo acrescida de óleo mineral. Se forem poucas as plantas atacadas, lave as partes afetadas com bucha, água e sabão ou detergente. Receita 6. A calda de sabão pode ser preparada da seguinte forma: Dilua 50 g de sabão neutro raspado em 5 litros de água quente. Esfrie, coe e pulverize. Receita 7. Para o controle de cochonilhas e lagartas. Ingredientes: 50 g de sabão de coco em pó + 5 litros de água. Preparo: Coloque 50 g de sabão de coco em pó em 5 litros de água fervente. Aplicação: essa solução deve ser pulverizada freqüentemente no verão e na primavera. Receita 8 - para o combate de pulgões, cochonilhas e lagartas. Ingredientes: 1 colher (sopa) de sabão caseiro + 5 litros de água. Preparo: utilize uma colher (sopa) de sabão caseiro raspado e misture em 5 litros de água agitando bem até dissolver o mesmo. Aplicação: essa calda deve ser aplicada sobre as plantas com o auxílio de pulverizador ou regador. Receita 9. Para o combate a pulgões, ácaros, brocas, moscas da fruta e formigas. Ingredientes: 1 kg de sabão picado + 3 litros de querosene + 3 litros de água. Preparo: derreta o sabão picado numa panela com água. Quando estiver completamente derretido, desligue o fogo e acrescente o querosene mexendo bem a mistura. Aplicação: em seguida, para a sua utilização, dissolva 1 litro dessa emulsão em 15 litros de água, repetindo a aplicação com intervalos de 7 dias. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita. Receita 10. Como inseticida de contato para sugadores: ácaros, pulgões e cochonilhas. Ingredientes: 500 g de sabão + 8 litros de querosene + 4 litros de água. Preparo a quente: ferver e dissolver o sabão picado em 4 litros de água. Retirar do fogo e dissolver vigorosamente 8 litros de querosene, com a mistura ainda quente. Mexer vigorosamente a mistura quente, até formar uma emulsão perfeita. Aplicação: diluir para cada parte do produto 10 a 60 partes de água. Receita 11. (Indicado para Tripes, Pulgões, Cochonilas, Lagartas). Ingredientes: 100 gramas de sabão neutro. 10 litros de água. Modo de Preparo: Dissolva o sabão neutro em 1/2 litro de água quente. Para a aplicação, dissolva novamente o preparado em 9 1/2 litros de água e aplique sobre as plantas atacadas. Receita 12. Mistura de sabão, macerado de fumo e enxofre. Misturar em 10 litros de água morna, meia barra de sabão, um litro de macerado de fumo e um kg de enxofre. Deixar esfriar e pulverizar sobre as plantas. Controla ácaros.
70. SABÃO EM PÓ. História. O Omo foi uma das primeiras marcas de sabão em pó no Brasil, surgindo no mercado nacional depois da marca Rinso, também fabricado pela Unilever, que foi seu concorrente por muitos anos. Omo foi o primeiro sabão em pó na cor azul. Antes, as brasileiras tinham o hábito de usar anil para realçar o branco das roupas. Na Inglaterra existia desde 1940, e no Brasil surgiu em 1957. Atualmente são fabricadas, no Brasil, em média 1,6 milhões de embalagens/dia. Antigamente, eram feitos comerciais com testes em público, depoimentos de donas de casa e crianças brincando. Haviam variações como Omo Dupla Ação e Omo Total , sendo que esta última foi extinta e a primeira hoje equivale ao Omo Multiação. A pesquisa Top of Mind, realizada anualmente pelo jornal Folha de S. Paulo, consagrou Omo como a marca mais lembrada em seu segmento e em todas as categorias de produto, desde 1991. No Brasil o produto é fabricado na unidade de Indaiatuba, que também é a maior fábrica de detergente em pó do mundo, com produção anual de 700.000 toneladas. A marca vende 1,6 milhões de embalagens de Omo por dia no Brasil (dados do ano 2009) e comercializa seus produtos em mais 28 países ao redor do mundo, com forte presença na Europa, América Latina e Ásia. O Omo é uma das marcas mais rentáveis e fortes da Unilever, faturando anualmente mais de US$ 3 bilhões. O sabão surgiu em 1935/38, num dos campos de concentração de Adolfinho. Ele resolveu humilhar tanto os que não eram emos que pegavam a gordura dos cadaveres e faziam sabão, horrivel, mas hoje temos a prova!! O sabão OMO, modificado hoje em dia antes se chamava omi (homem). Isto mesmo meus amigos, Omi era o sabão feito de gente pelos emos no periodo da 2ª grande guerra mundial. O omi já fez coisas muito macabras, e era introduzido para fazer com que as pessoas que o usassem se tornasem emos brancos! Receita 1. (Indicado para Pulgões, Ácaros, Cochonilas). Ingredientes: 50 gramas de fumo de rolo. 1 punhado de pimenta malagueta. 1 litro de álcool. 250 gramas de sabão em pó. Modo de Preparo: Dentro de 1 litro de alcool, coloque o fumo e a pimenta picados, deixando esta mistura curtir durante uma semana. Para usar esse preparado contra as pragas, dilua o conteúdo em 10 litros de água contendo 50 gramas de sabão em pó ou detergente dissolvido. Receita 2. (Indicado para Lagartas e Cochonilas). Ingredientes: 50 gramas de sabão de coco em pó. 5 litros de água. Modo de Preparo: Coloque 50 gramas de sabão de coco em pó em 5 litros de água fervente. Deixe esfriar e pulverize frequentemente sobre as plantas, no verão e na primavera, visando o controle destas pragas.
71. SABUGUEIRO. Sabugueiro [De sabugo + -eiro]. Bot. (1.) Arbusto ornamental, da família das caprifoliáceas (Sambucus nigra), originário da Europa e cultivado em jardins, que tem folhas imparipenadas, e cujas flores, alvas e minutas, se reúnem em vastas inflorescências que, dessecadas, constituem droga clássica como sudorífero; sabugo. Sabugueiro ou sabugueirinho (Sambucus nigra L, Sambucus ebulus L., Sambucus australis Cham e Schlt) do gênero Sambucus, família Adoxaceae (Caprifoliaceae na classificação anterior), é uma planta encontrada em algumas regiões do Brasil como Rio Grande do Sul. O descobrimento por parte do ser humano data da Antiguidade, com diversos usos. É nativa da Europa e do norte da África e disseminou-se facilmente pelo mundo todo, sendo inclusive objeto de muitas lendas, folclore e superstição. Dizia a lenda que, de sua madeira foi feita a cruz onde Cristo morreu. Isso porque ao espremer o fruto do sabugueiro escorre um suco de cor vermelho-sangue. Dizia-se dar azar cortar um sabugueiro. Planta arbustiva, de 2 a 4 metros. Flores pequenas, muito brancas. Exalam perfume agradável. Também é chamada de mestre-joão. O sabugueiro (Sambucus nigra), pertence à família das Caprifoliáceas. Encontra-se quase sempre na forma de arbusto ou árvore pequena, de três a seis metros de altura. O tronco possui uma casca parda e acinzentada, quebradiça, nodosa, de odor desagradável. As ramas, redondas, aos pares, uma em frente da outra, estão cheias de uma polpa espessa e branca. Os frutos são bagas de cor negra, violeta, redondas; contêm suco negro violeta ou vermelho, duas ou três sementes ovais e pardas. Os cimos cortam-se à tesoura e colocam-se em cestos, estendendo-se depois numa só camada, no chão de um desvão ventilado e sombrio para secarem. Isto não se deve fazer muito devagar, se quiser evitar o descolorido, sempre indesejável. Depois de bem secas, as flores apresentam um tom de marfim e desprendem um forte aroma. Separam-se então dos talos. Deve-se guardar as flores em recipientes isolados do ar, porque absorvem com facilidade a umidade e apodrecem. Cortam-se todos os cimos com as bagas maduras, à tesoura, e separam-se as bagas em casa com um garfo. Se não se consumirem frescas, deixá-las secar, durante alguns dias, numa única camada expondo-as depois ao calor artificial (mas não a um forno muito quente). As bagas secas guardam-se em saquinhos dependurados ao ar ou em latas fechadas. Colhem-se as folhinhas dos talos, evitando toda a pressão. Estendem-se numa única camada para secar, num lugar bem ventilado. Guardam-se em saquinhos. Deve-se colher só o que for necessário para o consumo. Composição -- Nas folhas, encontra-se na proporção de até 0, 1 % o glicósido samburigina-amigdalina (e emulsina), o qual dá lugar a glicose, óleo de amêndoas amargas (benzaldeído) e ácido cianídrico (HCN). As flores têm, além disso, pequenas quantidades de amigdalina, saponinas, um óleo essencial e éter. Na casca encontra-se uma resina de efeito drástico e nas bagas pretas tirosinas com abundância de vitaminas A, D e C. São mais ricas em vitaminas B do que qualquer outra variedade. As bagas contêm, além disso, ácidos málico tartárico, valeriânico, tânico, óleo essencial, simburigrina-amigdalina, solina, resinas, hidratos de carbono, glicose e um pouco de albumina. USO MEDICINAL. Geralmente, utiliza-se flores de Sabugueiro para fins terapêuticos. Esse maravilhoso arbusto ajuda nas inflamações, é anti diarreico, ótimo para crianças com doenças como o sarampo e a catapora, pois abaixa a temperatura do corpo e é anti febrífugo, é indicado para tratamentos com os órgãos femininos, pois é um auxiliar maravilhoso para a artemísia. A folha do sabugueiro é boa para gripes, resfriados, tosse. Também atua nos reumatismos, na purificação dos rins, e provoca o suor. Indicado para afecções pulmonares, bronquite, dor de garganta e como expectorante. Também utilizado para inflamações nos olhos, purificador do sangue. Como planta curativa, já de há muito se sabe que o sabugueiro fomenta a formação-de urina, suor e leite, o que se deve à presença do óleo essencial. Também se recomenda para resfriamentos, rouquidão, tosse, espirros, catarros do peito e bronquial, dores dos molares, nevralgias, dores de ouvidos e de cabeça e inflamação da laringe e da garganta. Um cozimento de folhas, raízes e cascas frescas e verdes que se encontram debaixo da casca exterior, atua energicamente na expulsão de água e melhora extraordinariamente a secreção de sucos gástricos, embora provoque facilmente, se tomar em grandes doses, vômitos, pelo que temos de estar precavidos. Só se deve consumir uma xícara diária (com uma colher das de sopa cheia de infusão) no caso de catarro gástrico crônico, doenças de urina e hidropisia. Pelas suas características depurativas de sangue, hematopoética, diurética e sudorífera, as bagas tornam-se valiosas e o seu xarope é próprio para fazer uma cura de limpeza do sangue. Também limpará todos os restantes órgãos. Por causa do elevado conteúdo de vitamina B, não há que ficar surpreendido com o êxito dos seus sucos nas inflamações do sistema nervoso. As bagas secas são um remédio excelente contra a diarréia: mastigar dez bagas, três vezes por dia. O efeito sudorífero das flores de sabugueiro fica reforçado se lhe juntarmos uma metade de flor de tília e se acrescentarmos à infusão duas colherinhas de suco de limão. Quando se deseja uma positiva transpiração, como em casos de gripe, pneumonias incipientes, bronquite, reumatismo articular febril, etc., tomar a infusão várias vezes por dia. USO ENERGÉTICO. O sabugueiro é indicado para pessoas que estão sempre temendo perder o controle das situações. Para quem tem movimentos involuntários de origem nervosa. O sabugueiro reconstitui o EU, traz confiança, e amplia os sentidos. É ótimo para pessoas que se sentem embotadas, sem conseguir agir, vendo toda sua vida através de um esquema nebuloso. É indicado para mulheres, juntamente com a Artemísia e a tanchagem, pois atua na reconstituição da auto estima, do respeito próximo e ajuda a colocar limites. Tem uma atuação perfeita para as mulheres que se queixam que fizeram a opção errada, que estão presas dentro de suas casas com seus filhos, mas não sabem muito bem como resolver sua angústia. Ajuda a posicionar o que está fora e o que está dentro de nós. O que vale a pena ser mexido, e o que nós temos que nos conformar e trabalhar para amenizar.
USO CULINÁRIO. Como alimento, o sabugueiro é muito apropriado para sobremesas e compotas e pode conservar-se como suco, geléia e seco. As flores de sabugueiro são as coisas mais lindas e perfumadas que existem. Servem para enfeitar saladas, doces, sempre usadas cruas e frescas. O Sabugueiro produz pequenos frutos de cor violeta escuro, comestíveis, porém, o sabor é mais aceito após cozimento. Geleia De Ervas E Sabugueiro: 2 K de maçãs ácidas, preparadas conforme foi ensinado na geleia de rosas. 1 ramo de flores de sabugueiro, 1 galhinho de alecrim, galhinhos de Melissa, 1 galho de manjericão, pétalas de rosa branca. Cozinhe as maçãs e forme um creme conforme o indicado. Coloque o creme novamente na panela com o buquê de ervas previamente lavadas. Deixe cozinhar por mais 20 minutos, e coe novamente. Acrescente, para cada kilo de creme, 5oo g de açúcar mascavo ou mel a gosto, recoloque na panela e deixe dar ponto com uma pitada de cravo e canela em pó. Bebida de Flores de Sabugueiro: 2 L de água. 500 g de açúcar. Sumo e raspa de um limão. Ferva a água com o açúcar, deixe esfriar, coloque o sumo e as raspas de limão e as flores de sabugueiro. Deixe descansar por 24 h, coberto com um pano de linho ou uma fralda. Coloque em um vidro de 3 l de boca larga, ou um recipiente que possa ser hermeticamente fechado. Acrescente 1 l de vinho branco ou cidra e deixe descansar por duas semanas. Essa bebida mágica pode ser servida como suco, e inclusive misturada com frutas e água. OUTROS USOS. No passado, a loção feita com flores de Sabugueiro era muito utilizada pelas mulheres para deixar a pele mais branca, suave e livre de manchas. É muito comum, até nos dias de hoje, colocar flores de Sabugueiro na água da banheira, para relaxamento e pele cansada. Não existe nada mais maravilhoso que um banho de imersão com flores de sabugueiro. Seu período menstrual se aproxima e com ele as cólicas? faça banhos de assento com flores e folhas de sabugueiro. O sabugueiro pode ser encontrado em tintura mãe. O chá de flores de sabugueiro é do outro mundo, no sentido literal e figurado, pois limpa a aura e prepara para coisas novas e criativas. Os antigos achavam que dentro de cada sabugueiro morava uma curandeira que tinha sido morta na inquisição de forma injusta. Receita 1. Chá de Sabugueiro. Ferver 300g de folha em 1 litro de água. Pulverizar. Controla pulgões.
72. SABONETEIRA. Tem suas sementes utilizadas como repelentes de insetos. Saboneteira (Sapindus saponaria L.). Árvore nativa da América Tropical, usada como ornamental, possui nos frutos um efeito inseticida. Para se ter uma idéia de seu poder de ação, vale mencionar que seis frutos bastam para preservar 60 quilos de grãos armazenados. Saboneteira (Sapindus saponaria L, pertencente a família Sapindaceae, também conhecida pelos nomes populares de árvore-do-sabão, fruta-de-sabão, ibaró, jequiri, jequiriti, jequitiguaçu, pau-de-sabão, pau-sabão, sabão-de-macaco, sabão-de-mico, sabão-de-soldado, sabãozinho, saboeiro, saboneteira, saboneteiro, sabonete, salta-martim e saponária, nativa das regiões tropicais da América. É uma árvore nativa, perenifólia ou semidecídua, heliófita, de pequeno porte (até 8m), utilizada em paisagismo e em modelos de recuperação de áreas degradadas. Apresenta copa densa e perfeitamente globosa. As folhas são compostas imparipenadas com sete folíolos glabros de 10- 16cm de comprimento por 3-4cm de largura. Suas flores são brancas, dispostas em panículas. Os frutos têm sementes pretas e esféricas e contêm saponina, sendo utilizados na lavagem de tecidos. As sementes esféricas e duras, conhecidas como “salta-martim”, são utilizadas em artesanato, como “bolas-de-gude” e para tinguizar peixes. Anualmente são produzidas grande quantidade de sementes viáveis. Floresce durante os meses de abril-junho. Seus frutos amadurecem durante os meses de setembro-outubro. A dispersão é barocórica e zoocórica por morcegos frugívoros (Lorenzi, 1992). A ocorrência é da Região Amazônica até Goiás e Mato Grosso, nas florestas pluviais e semidecídua. A madeira é moderadamente pesada, dura, compacta, de baixa durabilidadae natural. A madeira é empregada na construção civil, para confecção de brinquedos, caixotaria, etc. É uma planta rústica e de crescimento moderado, indispensável para a composição de reflorestamento heterogêneos destinados à áreas degradadas de preservação permanente (Pio-Correa, 1984 e Lorenzi, 1992). Receita. Os extratos podem ser feitos dos frutos amassados diretamente em água (uso imediato) ou conservados por extração acetônica e/ou alcoólica. Em ambos os casos, 200 gramas são suficientes para o volume de 20 litros de um pulverizador costal.
73. SAL. [Do lat. sale.] 1. Quím. Substância que se forma na interação entre um ácido e uma base. (2.) Quím. Cloreto de sódio, cristalino, branco, usado na alimentação; sal de cozinha [fórm.: NaCl]. Conhecido como sal comum. O sal é uma substância essencial ao homem e indispensável a todos os tipos de vida animal. Podemos constatar a importância do papel desempenhado pelo sal, através dos registros da história da humanidade. A sua produção e utilização podem ser encontradas em ilustrações e escritos que datam do início da civilização. A salga dos alimentos já era um costume bastante difundido no Egito, cerca de 4.000 anos antes da era Cristã, Os gregos e os Romanos utilizavam o sal também como moeda para suas operações de compra e venda. A palavra latina "salário" deriva do sal, uma vez que em sal se pagava uma parte do ganho das legiões romanas. Ainda hoje um dos principais acessos de Roma se chama "Via Salaria" pois era por esse caminho que chegavam as caravanas trazendo sal para a capital do império. Até o século XVIII, a ordem de precedência dos comensais num banquete era indicada em relação ao saleiro de prata maciça colocado na mesa. À cabeceira, acima do sal, sentavam-se o anfitrião e os convidados mais ilustres. Os menos nobres ficavam abaixo do sal, mais distantes do anfitrião. No final do século XIX e começo do século XX o sal, além de ser usado como condimento e produto medicinal, passou a ser uma das matérias-primas essenciais para a indústria química e têxtil. O seu emprego hoje é extremamente variado. É utilizado para a produção de cloro, soda cáustica, barrilhas, ácido clorídrico, vidro, alumínio, plásticos, borracha, hidrogênio, celulose e outras centenas de produtos das indústrias químicas, metalúrgicas, de alimentos e diversas outras. Desde a Idade Média os Europeus fizeram fortunas com o tempero e introduziram o hábito de consumi-lo no Brasil. A exploração do Sal no Brasil só teve início a partir de 1801. O Sal de qualidade inferior encontrava-se nas praias do Mar Morto, depois de evaporada a água salgada, e bem assim nos outeiros vizinhos. Servia na terra de Canaã e nas regiões adjacentes para temperar a carne dos animais mortos, e preserva-la da corrupção (Jó 6.6). Tudo que se oferecia em sacrifício, segundo a lei, era temperado com sal (Lv 2.13; Ez 43.24). A terra salgada não produz (Jó 39.6). Nas cidades vencidas e condenadas a total ruína, o inimigo semeava sal para evitar que a cultivassem de novo. Assim fez Abimeleque à cidade de Siquem (Jz 9.45). O sal impuro da Síria, quando exposto à chuva e ao sol, ou conservado em lugares úmidos, perdia as suas propriedades boas e para nada mais ficava servindo (Mt 5.13; Lc 14.35). Visto que o sal impede a decomposição, tornou-se símbolo de estabilidade e permanência. Freqüentemente, quando se celebravam pactos, os participantes comiam juntos – consumindo sal juntos – denotando perpétua lealdade e fidelidade mútua na relação pactuada. “Um pacto de sal”, portanto, era considerado de muita obrigação (Nm 18.19). Cristo disse: “Porque cada um tem de ser salgado com fogo”. O contexto aqui indica uma salgadura com o fogo da Geena, no caso de todos os que tropeçam, caindo numa vida de pecado, ou que são responsáveis por fazer outros tropeçarem assim (Mc 9.42-49). Usando esta expressão para transmitir um sentido diferente, o Senhor disse depois: “Tende sal em vós mesmos e mantende a paz entre vós” (Mc 9.50). O apóstolo Paulo usou sal de modo similar, dizendo: “Vossa pronunciação seja sempre com graça, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um” (Cl 4.6). A conduta e a conversa da pessoa sempre devem ser de bom gosto, atenciosas, sadias, e visar preservar a vida dos outros. A Drª e Irmã Rebecca Brown fala em seu livro sobre o sal: “Muitos cristãos envolve-se em rituais de feitiçaria sem o saber. Estes são freqüentemente de “feitiçaria branca” e envolvem a recitação de um salmo ou certos versículos da Escritura, usando ao mesmo tempo uma mistura de óleo e sal. Lembre-se, o sal é usado em um grande número de rituais ocultista. O sal nunca é, na verdade, usado em nenhuma prática bíblica. O sal é citado na Bíblia como um símbolo, mas não é usado para batizar ou ungir, etc. Sal usado assim é sempre ocultista. Em qualquer ocasião que alguém disser a você para usar o sal ou velas de forma ritualística, envolvendo orações ou recitação das Escrituras, cuidado! Ele está envolvendo você em um ritual ocultista, não importa quão inocente isso possa parecer”. (Rebecca Brown, Prepare-se para a Guerra, 1998, p. 159). Na Maçonaria o Sal é símbolo da hospitalidade que devem caracterizar o maçom. (121)
Receita 1. Sal de cozinha: Espalhar o sal nos canteiros. Receita 2. Folhas de Louro, Dentes de Alho, Sal, Folhas de Eucalipto - Todos estes produtos são indicados para o controle de pragas de grãos armazenados. Devem ser misturados com o produto a conservar. No caso do eucalipto usar a variedade citriodora em camadas alternadas. Controla: carunchos, gorgulhos e traças. Receita 3. besouros e passarinhos são seus predadores naturais. Uma boa forma de eliminá-los é usar armadilhas, feitas com isca de cerveja para atraí-los. Faça assim: tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a deixando a abertura no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas e os caracóis caem na lata atraídas pela cerveja e morrem desidratados pelo sal. Receita 4. Preparo da Pasta Sulfocálcica A Fórmula para o preparo da pasta Sulfocálcica é a seguinte: Enxofre...... 1,0 k. Cal......2,0 k Sal comum......0,5 k Inseticida......15 ml. Modo de preparo .Coloque dez litros de água em dois vasilhames separados (cinco litros em cada). Em um deles dissolva o enxofre e no outro a cal. Em dois vasilhames de 1 litro dissolva o sal e o inseticida. Já se formaram 12 litros. Coloque em um vasilhame que possa conter 15 litros, 3 litros de água e vá despejando e misturando as soluções preparadas na seguinte ordem: a) o inseticida (mexer para misturar bem) e em seguida. b) Ao mesmo tempo ir vertendo, alternadamente um pouco do enxofre (mexe) um pouco da cal (mexe) até misturar bem os dez litros das duas soluções. Depois de bem misturadas; c) acrescentar o sal e mexer novamente. Quanto mais mexida, a calda fica melhor para aplicar e sem perigo de causar danos às plantas. O vasilhame a ser utilizado para o preparo da pasta deve ser de plástico, cimento, madeira ou amianto. Não utilizar tambores de ferro, alumínio, ou latão pois reagem com os produtos componentes da pasta. A pasta deve ser aplicada como uma caiação sobre a superfície do tronco e ramos da planta pincelando com trincha ou brocha de pintura de paredes. Não deve ser utilizado em pulverizadores, pois entupiria o bico dos mesmos. Para uma melhor eficiência a pasta deve ser utilizada no mesmo dia de preparo. Se por acaso quiser guardá-la para o dia seguinte, adicionar 28 gramas de açúcar. Não utilizar após 3 dias. Para guardar a calda num vasilhame (por pouco tempo) cobrir com uma fina camada de óleo mineral. O inseticida a ser utilizado pode ser a base de fosforoditioato. Receita 5. Mistura de cinza e sal. Controle: barbas, algas, liquens, musgos e outros parasitas das frutíferas. Ingredientes: cal virgem (600g), cinzas (300g) e água (10 litros). Preparo: Dissolver 600g de cal em 10 litros de água e misturar mais 300g de cinzas. Coar e aplicar sobre as plantas, pincelando ou pulverizando durante a seca, quando as plantas frutíferas estão em dormência.
74. SÁLVIA. Salvia officinalis. Família: Labiadas. Sinônimo: Salva, salva-das-boticas, salva-dos-Jardins, salva-ordinária. Parte Utilizada: Folha. Principais Constituintes: Óleo essencial, princípio amargo, ácidos málico e tânico, amido, matérias resinosas, etc. Propriedades: Estimulante, estomacal, nervina, resolutiva, emenagoga, vulnerária, adstringente, antisséptica, tônica, cicatrizante e emoliente. Indicações: Atonias digestivas, náuseas, dispepsias, menopausa, leucorréias, asma, dermatoses, hipotensão. Externamente o decocto é utilizado como cicatrizante nas úlceras, em gargarejos nas inflamações da boca e garganta. A Salvia divinorum chamada também de ska pastora, ska María, hierba María e hierba de los dioses, é a única entre milhares de espécies do gênero Salvia que apresenta efeitos psicoativos (embora suspeite-se que outras espécies possam conter essas propriedades). Originária do México na Sierra Mazateca, é considerada rara, o que torna difícil a sua obtenção. Dificilmente se reproduz por semente, sendo multiplicada através de cortes enraizados (propagação vegetativa). Seu efeito é extremamente forte, principalmente quando usados extratos potencializados, que nada mais são do que folhas concentradas com a substância psicoativa. É extremamente recomendável que os futuros usuários venham a se informar sobre seus efeitos antes de se aventurarem. Não é uma erva a ser usada em festas, raves ou com multidões, pois exige uma certa discrição da parte do usuário para que ele se sinta à vontade. Não é uma droga recreativa e pode ser traumática quando usada naquelas condições. Até hoje, não existe confirmação de que seu uso seja prejudicial à saúde, não acarreta vício e seu uso tende a não ser frequente. Contudo, estudos estão sendo feitos in vivo e in vitro, e o uso tradicional está garantido por um conhecimento e histórico de uso centenários. É considerada legal na maioria dos países, sendo que a Itália, dois estados dos Estados Unidos e a Austrália já proibiram o uso da planta sem antes fazer um estudo sobre a periculosidade dela. Tal medida mostra a falta de critério científico por parte dos legisladores quanto aos requisitos usados para se proibir uma substância. Acredita-se que essa medida foi tomada devido a algumas notícias de incidentes nos EUA, sendo que nenhum deles foi comprovado ter sido causado pelo consumo da planta. A única alegação neste sentido teria sido da parte da mãe de um usuário que cometeu suicídio inalando gás de cozinha dentro de uma barraca. Apesar de ele não estar sob o efeito de salvia no momento do suicídio, ela afirmou: "Só pode ter sido culpa dessa planta." Tem como pricípio ativo a Salvinorina A, que, no entanto, não se trata de alcaloide, mas de um diterpeno, com ação diferente da maioria das substâncias psicoativas. Pesquisas atuais sobre o efeito da salvinorina no organismo revelaram que esta, além de não ser uma substância que leva à dependência, apresenta propriedades antidepressiva e analgésica, e ainda mostra-se promissora para o desenvolvimento de fármacos para o tratamento da esquizofrenia e dependencia química. É chamada por alguns como o alucinógeno natural mais potente já descoberto, só perdendo para o LSD, que não é encontrado na natureza (é um semissintético). Por isso, pode conduzir a estados alterados de percepção onde não se recomenda interação com máquinas ou eventos sociais. Daí o uso espiritual étnico entre os Mazatecas e bruxos ancestrais. Não devemos usar a Salvia divinorum como vimos acima. ASalvia officinalis é a que usamos, em nossas receitas. Receita 1. Preparado com sálvia - manejo de lagartas da couve, repolho, couve-flor e brócolis. Modo de preparar: derramar 1 litro de água fervente sobre 2 colheres de sopa de folhas secas de sálvia. Tampar o recipiente e deixar em infusão durante 10 minutos. Agitar bem, filtrar e pulverizar imediatamente sobre as plantas para repelir a borboleta branca que coloca os ovos nas folhas das plantas cultivadas, originando as lagartas que comem as folhas. A utilização da sálvia: Afasta a borboleta-da-couve.
75. SAMAMBAIA. O nome samambaia é proveniente do tupi e significa "aquele que se torce em espiral". Seu habitat pode ser tanto um vaso de xaxim como o tronco de uma árvore, uma pedra ou mesmo o próprio solo ou a água, como as samambaias aquáticas. O sucesso no cultivo destas plantas depende da capacidade de reproduzirmos em casa as condições naturais em que estas vivem nas matas. A maior parte das espécies preferem ambientes sombreados. O vento é um dos seus maiores inimigos, causando "queima" das folhas mais jovens e perda de água por evaporação. Samambaias também não gostam de alterações de lugar, pois elas acostumam-se com a luminosidade, temperatura e umidade local, podendo definhar e até morrer caso sejam mudadas. Normalmente são cultivadas em xaxim, que retêm mais a umidade e permitem que as raízes respirem melhor. Os fetos ou samambaias são plantas vasculares que não produzem sementes - reproduzem-se por esporos que dão origem a um indivíduo geralmente insignificante e de vida curta (oprotalo) que produz gâmetas para dar origem a uma nova planta. As plantas totalmente desenvolvidas, são formadas por um caule, normalmente um rizoma e as folhas, chamadas frondes neste grupo, são muitas vezes compostas ou recompostas, ou ainda em forma de língua, e possuem na sua face inferior (ou abaxial) pequenos órgãos chamados soros que contêm os esporos. Esta definição geral inclui, não só as conhecidas samambaias de grandes folhas verdes, mas também vários outros grupos de plantas que tradicionalmente foram classificados na divisão Pteridophyta, mas que atualmente são considerados em várias divisões. Este artigo refere-se às "verdadeiras" samambaias, incluídas num grupo, ainda sem nome científico, os Fetos leptoesporangiados (por partilharem o leptosporângio, ver abaixo). Este é o grupo mais diversificado de plantas verdes depois das espermatófitas, com mais de 12 000 espécies presentes no mundo, principalmente em climas tropicais. O esporófito das samambaias - a planta adultoadulta que normalmente vemos - é formada por: Um rizoma, ou seja, um caule rastejante, em grande parte subterrâneo, sem nós e constituído apenas por tecidos primários (epiderme, parênquima,xilema e floema), embora algumas espécies desenvolvam um tronco vertical - os fetos arbóreos; Rizóides, normalmente finas e resistentes, nascentes nas bases das folhas; Frondes ou folhas verdes (com capacidade fotossintética) formadas por: Um pecíolo, também chamado estipe, cujas características são muitas vezes usadas para classificar os fetos em gêneros e famílias; A lâmina, ou seja, a parte verde da folha, que é muitas vezes composta em pinas ou recomposta em pínulas; o eixo ou nervura central da lâmina tem o nome de raque ráquis; soros que são conjuntos de esporângios, normalmente na página abaxial das frondes - estas, também chamadas folhas ou frondes férteis podem ser diferentes das folhas vegetativas; Samambaias são pteridófitas. Ao contrário das folhas das espermatófitas, que crescem lateralmente, as frondes dos fetos crescem a partir dum meristema apical, na sua extremidade, desenrolando-se à medida que crescem, num processo conhecido por vernação circinada. Receita 1. Masserado de Samambaia: Colocar 500 gramas de folhas frescas ou 100 gramas de folhas secas em um litro de água por dia. Ferver meia hora. Para aplicação diluir um litro deste macerado em dez litros de água. Receita 2. Água de samambaia: Ferva durante 30 minutos, 500 g de folha fresca em 1 litro de água. Deixe esfriar e pulverize nas plantas atacadas por pulgões, ácaros e cochonilhas.
76. SANTA BÁRBARA. Barbarea vulgaris, Barbarea arcuata, Barbarea stricta, Sisymbrium barbarea, Campe barbarea, Crucifera arcuata, Crucifera barbarea, Crucifera stricta ou Campe stricta são os nomes científicos que foram colocados à planta também conhecida como cinamomo, amargoseira, pára-raios, jasmim-de-caiena, jasmim-de-cahorro, jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, agrião-da-terra, erva-de-são-julião, erva-dos-carpinteiros ou erva-de-santa-bárbara. O nome popular "erva-de-santa-bárbara" terá origem, provavelmente, no próprio nome científico da planta (Barbarea) que, por sua vez, talvez tenha origem na região geográfica de Santa Bárbara, na California - apesar de a planta não ser nativa da América do Norte, mas aí introduzida. É uma planta herbácea perene ou bienal, da família das Brassicaceae, a que pertencem também os nabos, couves e mostarda. Há quem as considere como ervas daninhas, mas há também quem utilize as suas folhas para salada - de fato, estas contêm uma quantidade apreciável de vitamina C. É usada também, pela medicina popular, como vulneravel (isto é, para a cicatrização de feridas). É uma árvore asiática (china berry) cultivada no Brasil para fins ornamentais e medicinais como vimos acima, e usada, popularmente, para o combate de pulgas e carrapatos em cães e gatos. Cresce rapidamente, tem folhagem e floração delicada e vistosa, flores de aroma suave. Por essas características é muito usada em paisagismo e arborização urbana. Mas ... Invade florestas, especialmente ambientes ciliares; substitui espécies nativas, reduz diversidade alimentar para fauna, alterando o equilíbrio e a auto-sustentabilidade desses sistemas. Os frutos, de sabor amargo e propriedades venenosas e narcóticas, podem matar suínos, mas vacas e aves não parecem ser suscetíveis. Princípio ativo: saponinas e alcalóides neurotóxicos (azaridina). As sementes são dispersadas por aves e morcegos, o que impossibilita o controle da dispersão de sementes. Por essa razão a espécie não deve ser cultivada e plantas existentes devem ser removidas. Todas as partes da planta são potencialmente tóxicas, as ocorrências são registradas geralmente com frutos. Causa irritação gastrointestinal severa com náusea, vômitos, diarréia intensa, distúrbios do sistema nervoso central, ataxia, torpor, convulsões e coma. Apesar disso não é causa de intoxicações freqüentes. A espécie prefere climas tropicais e úmidos, mais existem variações ecológicas que agüentam 600-1000 mm de precipitação anual. Em climas áridos só com irrigação ou ao lado de cursos d'água. Não é muito exigente em questões de solo, crescendo mesmo em solos salinos. No Paraná observa-se maior agressividade em solos derivados de basalto, especialmente ao longo de cursos d'água. Classificada como espécie invasora aqui e nos EUA também. Santa Barbara ou cinamomo, a Melia azedarach. da família Meliacea. O extrato alcoólico de seus frutos é utilizado para combater pulgões e gafanhotos. A substância encontrada nesta planta, a azadirachtina, inibe o consumo das plantas por estes insetos. Combate de pulgas e carrapatos em cães e gatos.
77. TABACO. Tabaco e nicotina: eles são bons, como pesticida. Bot. Grande erva, molemente tomentosa, da família das solanáceas (Nicotiana tabacum), de origem sul-americana, de folhas amplas, oblongas, acuminadas e macias, flores vistosas, tubulosas e róseas, e que possui nicotina, razão por que a infusão das folhas serve para matar parasitos. Dessecadas, as folhas constituem o fumo ou tabaco. [Sin., bras.: fumo.] erva-santa, fumo, tobacco, tabaco, tabac, tabacco. Tabaco é o nome comum dado às plantas do gênero Nicotiana L (Solanaceae), em particular a N. tabacum, originárias da América do Sul, das quais é extraída a substância chamada nicotina. Os povos indígenas da América acreditavam que o tabaco tinha poderes medicinais e usavam-no em cerimónias. Foi trazido para a Europa pelos espanhóis no início do século XVI. Era mascado, ou então aspirado sob a forma de rapé (depois de secar as suas folhas). O corsário Sir Francis Drake foi o responsável pela introdução do tabaco na Inglaterra em 1585, mas o uso de cachimbo só se generalizou graças a outro navegador, Sir Walter Raleigh. Um diplomata francês, de nome Jean Nicot (de onde deriva o nome da nicotina) aspirava-o moído rapé e percebeu que aliviava suas enxaquecas. Desta forma, enviou uma certa quantidade para que a então rainha da França, Catarina de Médicis, o experimentasse no combate às suas enxaquecas. Com o sucesso deste tratamento, o uso do rapé começou a se popularizar. O hábito de fumar o tabaco como mera demonstração de ostentação se originou na Espanha com a criação daquilo que seria o primeiro charuto. Tal prática foi levada a diversos continentes e, somente por volta de 1840, começaram os relatos do uso de cigarro. Neste ponto, a finalidade terapêutica original do tabaco já havia perdido seu lugar nas sociedades civilizadas para o hábito de fumar por prazer. Embora o uso do cigarro tenha tomado enormes proporções a partir da Primeira Guerra (1914-1918), foi apenas em 1960 que foram publicados os primeiros relatos científicos que relacionavam o cigarro ao adoecimento do fumante. Pesquisas em âmbito mundial a respeito dos perigos do tabagismo são amplamente divulgadas, não cedendo espaço para dúvidas ou más interpretações. Tais pesquisas vêm demonstrar que o significado médico-terapêutico do tabaco caiu por terra há décadas, cedendo lugar ao combate à dependência fisica que as substâncias constantes do cigarro causam. Os maus efeitos à saúde causados pelo fumo de tabaco se referem diretamente à tabagismo assim como à inalação de fumaça ambiente (tabagismo passivo). A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 16% da população brasileira é fumante. A OMS também estima que em países desenvolvidos, 26% das mortes masculinas e 9% das mortes femininas podem ser atribuídas ao tabagismo. Desta forma, o tabagismo é uma importante causa de morte prematura em todo o mundo. Nicotina é o nome de uma substância alcalóide básica, líquida e de cor amarela, que constitui o princípio ativo do tabaco. Seu nome se deve ao diplomata francês Jean Nicot que foi o difusor do tabaco na Europa como vimos acima. Provoca cancor nos pulmões devido à metilização que ocorre no DNA (liga um radical metila, CH3). A pirrolidina (nicotina) sofre reações metabólicas (com NO+), oxidação e abertura do anel transformando-se em 4-(n-metil-n-nitrosamino)-1-(3-piridil)-1-butanona (CETONA) e 4-(n-metil-n-nitrosamino)-4-(3-piridil)-butanal (ALDEÍDO). O nitrosamino possui uma forma de ressonância onde um carbocátion é facilmente doado a uma base nitrogenada do DNA (guanina, citosina, adenina ou timina), causando uma falha de transcrição, levando à possibilidade de desenvolvimento do câncer. Na indústria, é obtida através de toda a planta Nicotina tabacum, e é utilizada como um inseticida respiratório (na agricultura) sob a forma de sulfato de nicotina e vermífugo (na pecuária). Pode ainda ser convertido para o ácido nicotínico e, então, ser usado como suplemento alimentar. O tabaco, usado em pequena escala como pesticida natural e orgânico por centenas de anos, está recebendo atenção científica como uma alternativa potencial de produção em massa aos tradicionais pesticidas comerciais. Esse é o tema de um relatório quinzenal de ACS 'Revista Industrial & Engineering Chemistry Research. Cedric Briens e seus colegas observam que as preocupações sobre os riscos à saúde reduziu a demanda de tabaco e prejudicou agricultores, em algumas partes do mundo. Os cientistas estão à procura de novos usos para o tabaco. Um uso potencial é como um pesticida natural, devido ao teor tóxico da nicotina.
O Tabaco Xamânico. O tabaco aqui citado, não é industrializado, e sim o Tabaco Xamânico, uma planta ancestral. O Tabaco sempre foi considerado pelos índios como uma Planta de Poder, porém caiu em mau uso pelos brancos, perdendo sua força original e seu poder, sendo usado de forma viciante, responsável por terríveis males no organismo. O tabaco selvagem é uma planta muito poderosa e curativa, em seu estado original e na forma correta de sua utilização. O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas do xamanismo. Ele fumado no Cachimbo Ritualístico, carrega as preces para o Universo. É usado para fazer oferenda aos guardiões, ao Grande Mistério, etc. Fumar tabaco (em ritual) é evocar o Plano Espíritual. Desde a aparição da Mulher Búfalo Branco para os nativos norte-americanos, o tabaco é considerado uma planta que traz claridade. Ele é o totem vegetal da Direção Leste, do Elemento Fogo. E, como tudo que é fogo, é ambíguo. Pode elevar, transmutar ou pode destruir. Quando o tabaco é utilizado espiritualmente, traz purificação, centramento, transforma energias negativas em positivas, serve de mensagero. Quando utilizado como vício pode matar. É utilizado no Xamanismo Universal. No Perú é fumado em rituais na Pipa (cachimbo) e na forma de cigarro. Os ayahuasqueiros chegam a dizer que: Sin tabaco! Sin la Ayahuasca! Geralmente o fumo não é tragado (tragar é coisa do vício). No Perú também extraem o mel de tabaco, um poderoso alterador de consciência. Podemos ver nos rituais afros (candomblé, umbanda, etc) a utilização do tabaco pelas entidades, fazendo purificações, passes, exorcismos, oferecer charutos em despachos, etc. No Chanumpa (EUA), para cada pitada de tabaco, convida-se um espírito para participar do ritual. Ele também é ofertado para os espíritos, para o fogo, utilizado para abrir portais da mata, honrar a Criação, confeccionar bolsas medicinais, pacote de preces, etc. Entre os mateiros brasileiros, eles utilizam-se do rapé, para se harmonizarem com os seres da floresta. Compressa para retirar energias negativas. (Bom para dôr-de-cotovêlo, final de caso, etc). Para meio litro de água, coloque 4 colheres de sopa de folhas secas de tabaco (caso não ache, serve fumo-de-corda), levando ao fogo até ferver. Quando ferver, deixe mais 5 minutos em fogo brando e retire deixando em repouso por 15 minutos coberto por um pano branco. Coe. Pegue um pano que cubra toda a area do abdômem. Molhe o pano na infusão do tabaco e coloque em seu abdômem, deixando por 30 minutos. Esta compressa remove energias emocionais estagnadas, formas de pensamentos, quebrantes, etc. Segundo Sangirardi Jr., o caráter religioso da fumaça remonta tempos imemoriais. Desde as cavernas da pré-história, o homem adorava o fogo. O fogo aquecia. Preparava os alimentos. Aclarava as trevas noturnas. Afastava os animais bravios. E passou a afastar também os espiritos inimigos e as forças adversas. Do fogo nasce a fumaça, que passa a participar do mesmo poder de purificar, exorcizar, de evocar os espíritos. Fumado ou ingerido, produz o extase dos curandeiros, colocando-os em contato com forças superiores e invisíveis, que lhes permitem curar doenças, prever o futuro, afastar maus espíritos, purifica e neutraliza forças adversas. Como expansor da consiência, é também usado um mel de tabaco, que é lambido. Também conta-se, que na forma de rapé, é utlizado para harmonização com os sêres espirituais da floresta. Os rituais com cachimbo são utilizados por todos os povos xamânicos de todos os continentes. Também utilizados na forma de charuto, ou na palha do milho, mascados. É utlizado pelos nativos como estimulantes capaz de vencer a fome, a sede e o cansaço. Muitos povos nativos contam a história de uma Mulher Sagrada, que engravidou de gêmeos. Mesmo dentro do útero esses dois gêmeos brigavam. Um representava tudo o que era bom nos humanos, enquanto o outro representava o oposto. Quando chegou o tempo do nascimento, o garoto bom nasceu de maneira tradicional. O outro gêmeo estava tão ansioso para sair do útero, que ele se chutou para fora da mulher, ferindo-a mortalmente. O bom filho permaneceu com a mãe, e com seus extraordinários poderes, sepultou-a conforme suas instruções. Ela lhe contou que mesmo com sua morte, boas coisas viriam para o povo. Ele permaneceu próximo de seu túmulo por alguns dias, conforme seu pedido. Antes que ele fosse embora, viu que de seu corpo nasceram as tres plantas irmãs: milho - feijão e abóbora - que deste momento em diante dariam sustento ao seu povo. De sua fronte nasceu a Planta Sagrada: Tabaco. O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas, por muitos povos nativos. Para os nativos norte americanos, quando fumado no Cachimbo Sagrado, ele carrega as preces para os espíritos. Com frequência, é usado para se fazer oferendas para os Espíritos Guardiões. Fumar tabaco é chamar o plano espiritual para ajudar. Segundo Sun Bear, se alguém fuma por diversão, estará continuamente chamando Espírito para sí com um falso alarme. A maior parte do tabaco comprado em lojas é misturado com material químico, nocivo à saude. Um dos nomes nativo-americano para a mistura do fumo é "kinniknnik”, que pode ser uma erva apenas (uva-ursi) ou uma combinação. O tabaco é uma planta de grande ajuda. Utilizada para defumação ou no Cachimbo Sagrado, ele pode, trazer novos começos para quem quer que o esteja usando ou para quaisquer projetos ou lugares para o qual ele é queimado. Receita 1. Pegue dois punhados de folhas secas (200g) ou de pontas de cigarros. Ferva de 15 a 20 minutos em 2 litros de água. Acrescente sabão, misture e deixe esfriar antes de filtrar. Dilua com 5 litros de água. Aplique uma vez por semana. Eficaz contra a broca das hastes do milho, lagartas, afídeos, moscas e gorgulhos, assim como contra carrapatos nos animais. Receita 2. Ao invés de utilizar produtos químicos, agrotóxicos para combater pulgões e outras pragas no seu jardim, faça uma maceração a frio com 50gr. de tabaco puro, ou fumo-de-rolo picado, durante 24 horas. Leve para a panela, adicionando 20 pimentas, uma colher de sopa de cinzas peneirada, um pedaçõ de sabão de coco e um maço de losna. Deixe cozinhar por 20 minutos. Ao esfriar coe. Para utilizar dilua um copo dessa solução em 3 litros de água. Receita 3. Chá de tabaco é 1 cigarro para 1 litro de água. Deixa-se ferver, coa-se, deixa-se arrefecer e borrifam-se as plantas. Quem usa este chá normalmente borrifa as plantas 2 vezes por semana. (Ver Fumo) 78. TAJUJÁ. A planície alagável do alto Rio Paraná apresenta elevada diversidade de espécies vegetais vasculares e a grande maioria não foi ainda estudada cientificamente. Cayaponia podantha Cogn. (Cucurbitaceae) é uma espécie nativa da região, popularmente conhecida como melãozinho, melanciazinha, taiuá, taiuiá, tajujá e melancia-de-pacu, melancia-brava. Algumas espécies do gênero Cayaponia, têm sido usadas na medicina caseira, como exemplos podemos citar. Algumas espécies do gênero Cayaponia, têm sido usadas na medicina caseira, como exemplos podemos citar C. espelina (diurética, anti-asmática, anti-sifilítica, anti-diarréica, purgativa etc.), C. cabocla (purgativa, depurativa e emenagoga) e C. pilosa (emenagoga, anti-sifilítica e purgativa). Estudos preliminares da atividade biológica de C. podantha demonstraram atividade antiinflamatória e antiprotozoário (anti- Leishmania braziliensis e anti- Trypanosoma cruzi). A pesquisa com espécies vegetais como a C. podantha, evidenciam a importância da preservação da diversidade biológica, para que seja possível o reconhecimento da diversidade química presente na flora nativa, já que é de grande interesse a busca por componentes químicos bioativos. A procura por substâncias seqüestradoras de radicais livres tem sido crescente, devido à participação dos mesmos no estresse oxidativo presente na patogênese de várias doenças. Com o objetivo de contribuir para um maior conhecimento das propriedades biológicas de C. podantha foi avaliado o potencial antioxidante do extrato bruto das folhas e frações pelo método do radical livre DPPH (difenilpicril hidrazil). Receita 1. É uma planta trepadeira cujas folhas são bem parecidas com as da melancia. A raiz é semelhante à da mandioca. Apanha-se esta raiz, corta-se em pedaços de 10 cm e distribui-se na lavoura. A seiva ou líquido existente na raiz atrai insetos, fazendo com que estes não ataquem a planta cultivada. Deve ser renovada regulamente. Controla besouros ("vaquinha"). 79. TOMATEIRO contra Pulgões. O tomateiro é uma planta fanerógama, angiosperma e dicotiledônea. Trata-se de um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após a fecundação. Popularmente, no entanto, não há consenso entre sua classificação como ou legume. O tomateiro se dá bem em locais com condições climáticas variadas, porém com pouca chuva. Pode ser encontrado em regiões de clima tropical de altitude, subtropical e temperado. Mas a cultura prefere ambientes com temperatura noturna entre 15 e 19 graus e diurna de 19 a 24 graus. O tomate é rico em licopeno e contém vitamina C. A maioria dos botânicos atribui a origem do cultivo e do consumo (e mesmo a seleção genética) do tomate como alimento à civilização inca do antigo Peru, o que deduzem por ainda persistir, naquela região, uma grande variedade de tomates selvagens e algumas espécies domesticadas (de cor verde) conhecidas apenas ali. Estes acreditam que o tomate da variedade Lycopersicum cerasiforme, que parece ser o ancestral da maioria das espécies comerciais atuais, tenha sido levado do Peru e introduzido pelos povos antigos na América Central, posto que foi encontrado amplamente cultivado no México. Outros estudiosos acreditam que o tomate seja originário da região do atual México, não apenas pelo nome pertencer tipicamente à maioria das línguas locais (náuatles), mas porque as cerâmicas incas não registraram o uso do tomate nos utensílios domésticos, como era costume. Os primeiros contestam tal objeção, pelo fato de que muitas outras frutas e alimentos dos incas também não foram representados nas cerâmicas. Uma guerra de tomates costuma acontecer na Espanha, toda última quarta feira de agosto. Desde 1940, durante a festa, os moradores da cidade de Buñol atiram tomates uns sobre os outros, pintando uns aos outros e as fachadas das casas da cidade com o vermelho da polpa do tomate. Durante a festa, a população desta pequena vila mediterranea quadruplica e participam da Tomatina em torno de 38 000 pessoas, dentre moradores da cidade e turistas de todas as regiões do mundo. A origem do festival vem de uma brincadeira de crianças, quando algumas crianças usaram seus almoços para guerrear na praça da cidade. As folhas e o caule do tomateiro (Lycopersicum esculentum) têm ação inseticida contra diversos insetos, inclusive pulgões. Receita 1. Há duas formas de preparo: ferva as folhas e caules em água e deixe esfriar ou coloque as folhas de molho em água fria por 24 horas. Qualquer uma das misturas deve ser pulverizada sobre as plantas. Receita 2. Folhas e caule têm ação inseticida, eliminam, inclusive, pulgões. Como fazer: Ferva um punhado de folhas e pedacinhss de caule em 1,5 litro de água. Coe e aplique frio.
80. TOMILHO contra lagartas, percevejos e pulgas. Nome Científico: Thymus vulgaris, Nome Popular: Tomilho, Tomilho-de-inverno, erva-urso, Timo, Arçã, Segurelha, Tomilho-ordinário, Tomilho-vulgar, Arçanha, Poejo, Tomilho-de-jardim, Família: Lamiaceae, Divisão: Angiospermae, Origem: Europa, Ciclo de Vida: Perene. O tomilho é uma planta subarbustiva, de textura semi-lenhosa, e amplamente utilizada desde a antiguidade por suas propriedades místicas, anti-sépticas, condimentares e aromáticas. É considerada um dos principais ingredientes do Bouquet Garni, famoso tempero francês. O nome científico da planta - "Thymus" - significa coragem em grego, ou "fumigar, limpar". Por que fumigar? Dado que o tomilho era utilizado para fumigar os templos ou queima de incenso. O tomilho era usado em terras muçulmanas para fumigar casas. Quando as pessoas podiam pagar, incenso de olíbano era acrescentado. Para os gregos o tomilho constituía um símbolo de graça e elegância. Os antigos gregos e romanos acreditavam que a planta os encorajava e motivava, e ramos de tomilho eram utilizados nos banhos e vestimentas dos guerreiros antes das batalhas. Nos tempos medievais, as mulheres costumavam costurar o tomilho nas capas dos cavaleiros como um sinal de bravura. As damas européias bordavam ramos de tomilho que ofereciam aos seus cavaleiros andantes. Já os Romanos da antigüidade tinham por hábito banhar-se com o tomilho antes de irem às batalhas, enquanto que os antigos Escoceses tomavam uma bebida feita com a erva pelos mesmos motivos de bravura. Os Gregos acreditavam ainda que a erva proporcionava força e sabedoria. O tomilho é nativo das encostas ensolaradas do Mediterrâneo, e as colinas da Grécia são cobertas pela erva. As abelhas adoram esta planta, que também produz um excelente mel. Seu uso data de cerca de 3000 a. C, quando os Sumários usavam-no como anti-séptico. Já os Egípcios usavam o tomilho no processo de mumificação. Na Grécia antiga ele era espalhado pelo chão nos grandes banquetes para agir como um afrodisíaco, e também destilado no perfume feminino. O tomilho é uma planta típica da vegetação mediterrânea, com ramagem ramificada, retorcida e recoberta por folhas miúdas, lineares a ovaladas e opostas. Seu porte é baixo, de cerca de 15 a 30 cm de altura com praticamente o dobro de largura, formando um montinho arredondado e bastante compacto. No verão surgem numerosas flores arroxeadas e pequenas, muito atrativas para as abelhas. Há um grande número de variedades de tomilho, com aromas diferenciados, variegações e portes diferentes. Alguns são mais apropriados para usos culinários, enquanto outros são mais específicos para usos industriais ou ornamentais. Esta plantinha de sabor picante e único é indispensável na horta doméstica, podendo ser plantada em vasos e jardineiras, muito embora prefira ser plantada diretamente nos canteiros. Suas folhas pequenas podem ser utilizadas frescas ou desidratadas no tempero de carnes em geral, sopas, pizzas e molhos a base de tomate ou queijo. Sua folhagem de textura delicada e floração abundante, a torna interessante no jardim, onde pode ser aproveitada como bordadura em caminhos ou em densos maciços. Encaixa-se perfeitamente em jardins de estilo italiano e jardins rochosos. Também é utilizada por entusiastas da arte do Bonsai, adquirindo o aspecto de minúscula árvore rapidamente. Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo bem drenável, neutro, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. Não é tolerante a encharcamentos, mas sobrevive bem por curtos períodos de estiagem. Aprecia o clima subtropical. Apesar de perene, o tomilho é conduzido como anual para uso culinário. As podas devem ser realizadas posteriormente à floração. Multiplica-se por sementes, estaquia, alporquia e divisão da ramagem enraizada. Medicinal. Indicações: Diarréias, verminoses, disenteria, cansaço, infecções, afecções da pele, afecções respiratórias, reumatismo. Propriedades: Anti-espasmódica, anti-hemíntica, anti-séptica, digestiva, estimulante, cicatrizante, espectorante, afrodisíaca, anti-reumática, vermífugas, tônico. Partes usadas: Folhas, ramos e flores. Em infusão, é usado no combate a infecções de garganta e pulmonares, na asma e febre dos fenos e na eliminação de parasitas. Externamente, alivia picadas, dores reumáticas e infecções fúngicas. Revigorante e tônico é essencialmente usado como remédio respiratório. Planta que requer pouco cuidado e prefere terrenos secos. O melhor período para plantação é na primavera. A planta gosta de sol e resiste muito bem a tempo seco. O excesso de agua pode queimar as folhas de baixo causando a morte da planta. Por se tratar de uma planta com sabor muito agradável ela é amplamente utilizada na culinária. Combina muito bem com carnes cozidas e molhos. Pode ser utilizada tanto fresca como seca. Após colhida basta lavar e adicionar a comida para a obtenção de um aroma bom. Tomilho: planta medicinal com um forte efeito desinfetante, utilizada contra tossee, bronquites ou dor da garganta. É apresentada sob forma de chá, tintura, cápsulas ou xarope. Observações. O tomilho, com seu cheiro forte e particular, tem um forte poder desinfetante. Em determinados países da África do Norte, são efetuadas desinfecções hospitalares a base de óleo essencial de tomilho como medida de economia. A preparação do tomilho em infusões é muito indicada e eficiente contra a tosse há muito tempo. Uma das ervas mais úteis na cozinha, o tomilho é uma planta muito atraente que tem suas folhas verdes em formato de coração e flores delicadas. Todas as espécies de tomilho são facilmente cultivadas e se desenvolvem bem em um clima ensolarado e solos bem drenados (quando não, secos). Agüentando temperaturas de até 20 graus negativos, o tomilho tem suas hastes bem compactadas, não precisando assim de muito espaço, porém não gostam de crescer ao lado de outras plantas de maior proporção. Na segunda guerra mundial os soldados tomavam seu óleo denominado thymol antes de irem às batalhas. Seus óleos voláteis ajudam principalmente na digestão de gorduras. Estes mesmos óleos pungentes fazem com que o tomilho seja útil no tratamento da asma, e também usado na aromaterapia e outras técnicas de cura para purificar ambientes contra energia negativa. Existem mais de 100 variedades de tomilho, mas na culinária somente 3 espécies são utilizadas: tomilho-limão, tomilho de jardim e tomilho-alcarávia. Estes 3 conseguem temperar muito bem diversos tipos de preparo, inclusive doces. O tomilho-limão (Thymus citridorus) tem um perfume ligeiramente alimoado e é melhor se utilizado fresco. Pode ser usado para perfumar biscoitos, pães e muffins, assim como em pratos salgados a base de peixe e frango. O tomilho-alcarávia (Thymus herba-barona) é mais difícil de encontrar e, portanto menos utilizado, mas combina muito bem com alho, vinho e pratos a base de carne. O tomilho de jardim (Thymus vulgaris) é mais amadeirado e seu aroma funciona melhor quando seco. Suas folhas inteiras e secas ou processadas formando um pó podem ser encontradas facilmente nos mercados durante o ano todo. O tomilho fresco deve ser guardado em um saco plástico muito bem fechado e posto na geladeira ou em um copo de água gelada. Já o tomilho seco deve ser armazenado em recipientes hermeticamente fechados e postos em uma área escura, guardando assim seu perfume por até 6 meses. Para preparar o tomilho fresco para o uso, remova as folhas dos talos passando as mãos de cima para baixo e depois as pique finamente. Seu aroma aparece quando as folhas são amassadas, picadas ou esfregadas entre os dedos. Sendo o tomilho um dos principais componentes do bouquet garni clássico, ele dá vida às sopas, molhos e guisados. Também é muito utilizado quando seco no preparo das ervas de provença, além de combinar muito bem com carnes, vegetais e molhos para salada. O tomilho é uma fonte de vitaminas C, D, e complexo-B, além de conter iodo, sódio, silica e sulfato. As abelhas gostam bastante de tomilho, cujo mel é bastante apreciado. Uso mágico. Travesseiro recheado com tomilho evita pesadelos. Ramo na bolsa ou bolso afasta maus fluidos de ambientes carregados. Aromaterapia. O óleo essencial é usado em congestão nasal, gengivite, afta, verruga, como bactericida e estimulante. Serve como mistura para potpourris aromatizantes de ambientes. Em sachês junto com a sálvia e o alecrim, perfuma as roupas e afasta os insetos. Junto com a arruda, citronela, manjericão e losna, o tomilho pode compor um bom desinfetante doméstico. Ramos de tomilho florido fica lindo em bouquets de flores secas e expelem um aroma vigoroso. Cosmético. Em loções refrescantes e tônicos de limpeza, age como estimulante e suavemente anti-séptico. O vinagre de tomilho é um bom rinse escurescedor para cabelos, e também utilizado para combater piolhos. Utilização de alguns óleos na fabricação de perfumes. Plantado junto ao repolho, o tomilho (Thymus vulgaris) repela a lagarta das folhas. O cheiro repele lepidópteros (pulgas e percevejos), como a borboleta-da-couve, formigas e ratos. Receita 1. Para afugentar percevejos e pulgas, moa as folhas secas e polvilhe-as sobre as plantas e o solo. Pode ser plantada, ainda, como bordadura de lavouras. O tomolho é um bom repelente de mosquitos devido à alta concentração de álcoois e de óleos essenciais (por isso também utilizado na indústria como desinfetante e fungicida). Basta pôr uns raminhos de tomilho nas janelas e nas portas.
81. URTIGA. Combate pulgões, largatas e fungos das plantas. Nome Botânico: Urtica dioica L., Família: Urticaceae, Parte utilizada: Folhas frescas ou secas e raiz. O nome científico da urtiga deriva do verbo latino urere, que significa arder, numa clara alusão ao efeito dos seus pêlos urticantes, e dioica ou “duas casas”, é a designação botânica dada às espécies que apresentam indivíduos exibindo apenas flores masculinas ou femininas. Urtica dioica é uma planta vivaz oriunda das regiões temperadas da Europa, África Austral, Andes e Austrália, atualmente presente em todo o mundo. Desde a Idade Média que as folhas são utilizadas na culinária escocesa. A ação urticante das folhas desaparece após doze horas da planta ter sido colhida, ou após fervura, pelo que as folhas jovens de urtiga podem ser consumidas cruas em salada, em omeletas, em sopas ou simplesmente cozidas, como os restantes legumes. As plantas foram ainda usadas como forragem para o gado, e as fibras extraídas dos seus eixos, à semelhança do que acontece com as fibras de linho, utilizadas para o fabrico de roupas e cordas, nesta região. Coloniza preferencialmente locais húmidos e sombrios, na proximidade de campos cultivados, e chega a atingir 1,5 metros de altura. O caule, de secção quadrada, e as folhas opostas e dentadas, encontram-se completamente cobertos de pêlos urticantes, designados tricomas, e o que queima é um ácido que tem nos pelos das folhas, as suas flores são pequenas e verdes. Antigamente era assim… As propriedades medicinais da urtiga remontam à Grécia Antiga, onde era utilizada para atenuar os sintomas das alergias sazonais e no alívio das dores associadas às inflamações. As folhas, acabadas de colher, em aplicação tópica têm um efeito rubefaciente (causa vermelhidão da pele), e por isso, foram, em tempos, popularmente utilizadas para fustigar suavemente a pele, sobre as articulações afetadas pelo reumatismo. Produzindo-se, desta forma, um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele e que contribui para descongestionar os tecidos internos afetados pelo processo inflamatório. Posteriormente, preparam-se as infusões e cataplasmas para este efeito; atualmente recorre-se à toma de suplementos alimentares. Foram ainda utilizadas, de forma pouco pedagógica, contudo inesquecível, para fustigar os rabinhos das crianças, como modo de evitar que estas se descuidassem na cama. Histórico. A urtiga é uma planta comum, que no passado foi utilizada pela indústria têxtil. Usada também como planta medicinal e como alimento. O seu uso na indústria têxtil, foi abandonado no princípio do século XX. Hoje a urtiga é utilizada como planta medicinal, comestível e fonte de clorofila. Nas folhas encontra-se uma substância histamínica e ácido fórmico. Contém ainda no resto da planta: taninos, mucilagens, vitamina A, C, B2, B5, sais minerais (S, Si, K, Fe, Ca, Na); clorofila, ácidos graxos, fitosterol (ß-sitosterol), carotenóides, flavonóides (glicosídeos da quercetina) e secretina. Indicações: ácido úrico, anemia, asma, brônquicos, buco-faríngeas (infecções), cabelos (caspa, crescimento, opacos, queda), ciática, complemento alimentar, circulação, cravos, depuração do sangue, diabete, diarreia, digestão, dor reumática, espinhas, ferida, gota, hemorragia, manchas, pele (feridas, irritação pós-sol, queimadura, sardas, tecidos danificados, úlceras), próstata (hiperplasia benigna), problemas urinários, reumatismo gotoso, úlcera, etc. Suas propriedades medicinais são bastante conhecidas. Ela é adstringente, anti-radicais livres, anti-seborréica, anti-séptica, antiescorbútica, antioxidante, bactericida, depurativa, estimulante, hemostática, hipoglicémica, revitalizante, revulsiva, tónica, vasoconstritora, tonificante capilar. Efeitos: desintoxicante, antianémico e diurético. As folhas contêm teores elevados de clorofila, molécula vegetal de cor verde, cuja composição química é muito semelhante à da hemoglobina (transportador de oxigénio no nosso sangue) e ferro. Estes constituintes são responsáveis pelas suas propriedades desintoxicantes e antianémicas, uma vez que estimulam a produção de glóbulos vermelhos. São ainda ricas em outros sais minerais como o fósforo, magnésio, cálcio e silício, e vitaminas A, C e K. Os tricomas contêm histamina, acetilcolina e ácido fórmico, substâncias que parecem actuar como anti-inflamatórios. Do ponto de vista terapêutico as folhas possuem uma forte acção diurética, anti-inflamatória e remineralizante, sendo ainda ligeiramente hipoglicemiantes. De uma forma geral, a urtiga ajuda o organismo a eliminar os líquidos em excesso, pelo que uma infusão (1 colher de chá de folhas secas por chávena de água quente, três a quatro vezes ao dia) pode ser útil como tratamento auxiliar em muitas doenças. Artrite, reumatismo e gota: dosagens. Os preparados desta planta são particularmente benéficos no tratamento de infecções geniturinárias e prostatites, uma vez que ao estimular as micções, ajudam a eliminar as bactérias causadoras da infecção. A urtiga tem a capacidade de alcalinizar o sangue, facilitando a eliminação dos resíduos ácidos do metabolismo, sendo igualmente importante no tratamento de casos de artrite, reumatismo e gota. Por outro lado, como é uma boa fonte de quercetina, flavonóide que inibe a libertação de histamina, é utilizada com eficácia na diminuição dos sintomas associados às alergias e à febre-dos-fenos. Em todos estes casos, poderá optar entre a toma de 50 a 100 gotas de tintura (1:10), três vezes ao dia, ou pela ingestão de cápsulas de 250 mg de extracto de folhas, administradas também três vezes ao dia. Folhas: anemia e hemorragia. As folhas são ricas em proteínas (100 gramas de urtigas secas contêm 35 a 40 por cento de proteínas) e em vitaminas e sais minerais, e constituem uma ajuda válida no caso de anemia. Com ação vasoconstritora e hemostática, as folhas ajudam também a estancar hemorragias nasais e a aliviar menstruações abundantes, contribuindo ainda para diminuir os níveis de açúcar no sangue. É igualmente recomendada nas afecções crónicas da pele, em especial no tratamento de eczemas, erupções e acne, contra a queda do cabelo, e para limpar e purificar a pele, normalmente sob a forma de loções ou tónicos, cuja acção pode e deve ser complementada pela toma oral de suplementos à base de urtiga. Raízes: doses recomendadas em caso de hipertrofia da próstata. As raízes têm um efeito anti-inflamatório sobre o adenoma prostático, podendo ajudar a retardar o hipertrofismo da próstata. Os seus -reductase, envolvida na conversão daextractos actuam inibindo a enzima 5- hormona testosterona em dihidro-testosterona, substância responsável pelo crescimento da glândula prostática nos homens com hiperplasia begnina da próstata. Recomenda-se a toma de 250 mg de extrato de raiz, duas vezes por dia, em combinação com 160 mg de extracto de palmeto (Serenoa repens). Segurança e contra-indicações. Em geral, a urtiga é considerada segura, existindo apenas o risco de reação alérgica. Salienta-se contudo, que pacientes com hipertensão, cardiopatias, diabetes ou insuficiência renal, podem sofrer descompensações, devido aos efeitos diuréticos da planta, pelo que a toma de extratos desta planta deve ser supervisionada por técnicos de saúde. Indicação - planta empregada na agricultura orgânica, principalmente na horticultura para aumentar a resistência e no combate a pulgões. Receita 1. Macerado curtido de urtiga. Colocar 500 gramas de folhas frescas ou 100 gramas de folhas secas em um litro de água e deixar dois dias. Para aplicação diluir em 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas ou no solo. Controla pulgões e lagartas (aplicado no solo). Receita 2. Macerado de urtiga. Ingredientes: 11 litros de água. 100 g de folhas frescas de urtiga (use luvas para manusear a planta, pois ela causa irritações na pele). Modo de fazer: Misture as folhas de urtiga em um litro de água. Deixe a infusão agir por 3 dias, mantendo-a em um local seco e à meia-sombra. Coe e dilua o extrato em 10 litros de água. Este preparado pode ser armazenado por alguns dias (em local seco e arejado) para pulverizações, sobre as partes das plantas atacadas por largatas e pulgões. Preventivas nas plantas a cada 15 dias. Receita 3. Preparado com urtiga – nutrição, estimulante de vigor e resistência, manejo de pulgões. Modo de preparar: deixar de molho por duas semanas 1kg de folhas verdes ou 200g de folhas secas em 2 litros de água. Diluir em 20 litros de água e pulverizar nas plantas e solo no final da tarde (Deffune, 2000). Receita 4. Ingredientes: 500 g de urtiga fresca ou 100g de urtiga seca e 10 litros de água. Preparo: Colocar 500 gramas de urtiga fresca ou 100 gramas de urtiga seca em 10 litros de água por dois dias ou então deixar curtir por quinze dias. Aplicação: a primeira forma de preparo para aplicação imediata sobre as plantas atacadas. A segunda, deve ser diluída, sendo uma parte da solução concentrada para 10 partes de água. 82. XIXI DE VACA. Repelente de Insetos. VACA. [Do lat. vacca.] 1. Zool. A fêmea do touro. Reino: Animália, Filo: Chordata, Classe: Mammalia, Ordem: Artiodactyla, Família: Bovinae, Género: Bos, Espécie: B. taurus. A vaca é talvez o animal mais representativo da quinta. É também aquele que, por norma, mais interesse desperta. Os agricultores que criam vacas fazem-no com duas intenções, produzir leite e, posteriormente, aproveitar os animais para a produção de carne. Como vivem. As vacas vivem geralmente num local que se chama vacaria, aqui dormem e comem o feno e as rações. Na hora da ordenha, também é neste espaço, ou noutro imediatamente contíguo, que esta operação é realizada. A vaca é um mamífero com úbere, que tem quatro tetas, por aí é extraído o leite. Atualmente, quase toda a ordenha é feita mecanicamente, embora algumas pessoas, as que têm poucas cabeças de gado, o façam geralmente da forma tradicional, à mão. Durante o dia, se estiver bom tempo, as vacas vão até ao pasto, para tranquilamente pastarem alguma erva e fazerem um pouco de exercício. As vacas são ruminantes, o que significa que têm um estômago com quatro cavidades. Numa primeira fase, a vaca come sem mastigar e toda essa comida é enviada para uma cavidade própria. Passadas algumas horas, essa comida é regurgitada para a boca da vaca, onde é então lentamente mastigada e novamente engolida, para então, sim, ser feita a digestão. Urina de vaca em lactação - manejo de pragas, doenças e nutrição. Indicada para hortaliças em geral e para o abacaxi, pois contém catecol, substância que aumenta a resistência das plantas ao ataque de pragas e doenças. No abacaxi, a urina é eficiente no controle de fusariose. Na batata, tomate e pimentão é eficiente no controle da pinta preta, fungo que ataca a folhagem. Serve também como fonte de macro e micronutrientes (Fonte: Gadela et al., 2002). Coleta e preparo: coletar a urina e colocá-la em recipiente plástico fechado durante 3 dias, que é o tempo necessário para que a uréia se transforme em amônia. Pode ser guardada por 1 ano em vasilha fechada. Receita 1. A coleta da urina é simples e deve ser feita na hora de tirar o leite, pois ao ter as pernas amarradas para a ordenha é normal o animal urinar. Dosagem e aplicação: para cada 100L de água usar 1L de urina de vaca em lactação. Pulverizar sobre a planta a cada 15 dias. Recomendações: toda pulverização com solução de urina deve ser aplicada nas horas frescas do dia. Evitar o uso em hortaliças folhosas e em hortaliças-frutos próximo à colheita devido ao forte odor. A urina de cabra também pode ser utilizada, mas como possui maior concentração de nitrogênio, deve ser colocado meio litro de urina para cada 100L de água. Dar preferência à urina de vacas em lactação porque tem mais substâncias (fenóis e hormônios) que as outras. O cheiro forte após a aplicação permanece durante 3 dias, agindo nesse período como repelente de insetos. Receita 2. Por possuir vários nutrientes, a urina é útil como fertilizante e, por causa do cheiro forte, atua como replente de insetos. Como fertilizante a urina precisa ser diluída 1% (1 litro de urina para 100 litrosde água) e fazer pulverizações semanais em hortaliças ou a cada 15 dias em frutíferas. Ou, ainda, no solo, junto ao pé da planta, diluída a 5% (5 litros de urina para 100 litros de água). A urina deve ser recolhida em um balde e guardada por três dias em um vasilhame fechado antes de ser usada. Pode ser guardada por um ano em vasilhame fechado.

Fontes:
Dicionário Aurélio
http://www.pimentacpo.blogspot.com
http:// wikpedia.com.br
Revista Natureza
Viveiro Sakura
Programa Globo Rural
Coordenadoria de Assistência Técnica - CATI
www.agrorganica.com.br - autor Eng. Agr. Silvio Roberto Penteado
(Publicado no URTIGA 154 - janeiro/fevereiro 2003 - pág. 7)
(Publicado no Urtiga 136 - jan/fev 2000 - pág. 2)
(In Diário Insular) Etiquetas: biofábrica, Ceratitis capitata, David Horta Lopes, esterilização por radiação gama, Félix Rodrigues, Praga
http://www.isca.com.br/novo/isca_com.php?menu=1504&page_id=33
http://www.jardineiro.net/br/geral/pragas.php
http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=29439
www.jardimdeflores.com.br
Compilado a partir de informações do Dr. Mulowayi Katembwe, AMAVIC, BP 140, Goma, República Democrática do Congo, e do Presbyterian Rural Training Centre (PRTC), Kumba, Camarões. Isabel Carter
http://www.biocontrole.com.br/?area=armadilhas&id=8
http://www.scribd.com/doc/16340369/Cartilha-Caldas-e-Biofertilizantes
http://pimentacpo.blogspot.com/search?q=fertilizantes
http://www.unitins.br/ates/arquivos/Agricultura/Agroecologia%20&%20Cia/Defensivos%20Alternativos%20-%20Receitas.doc.
http://my.opera.com/wickedlizard/blog/do-meu-curso-de-ervanaria
www.waterfarm.com.br/receitas.htm
Proceda sempre com cuidado ao manipular produtos químicos.
Fonte: STOLL (1989), SABILLÓN & BUSTAMANTE (1996)
Fonte: Normas da AAO
ABREU JUNIOR, H. de (coord.) Práticas alternativas de controle de pragas e doenças na agricultura: coletânea de receitas. Campinas: EMOPI, 1998. 115 p.
Manual de horticultura orgânica / Jacimar Luis de Souza. - 2.ed. atual. e ampl. - Viçosa, MG: Aprenda Fácil, 2006
Enciclopédia das Ervas e Plantas Medicinais, René Morgan. Editora Hemus, 1994.
O totum em Fitoterapia, Jean-Luc Sallé. Editora Robe, 1996.
http://www.agronomianet.com.br/receitas_da_vovo_tabelas2.htm
http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1189634475It015
e outros ...

“Vós sois o sal da terra; mas se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens”. (Mt 5.13)
Shalom Adonai para todos.