sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PRAGAS E DOENÇAS NAS PIMENTEIRAS

PRAGA . (1.) Abundância de coisas nocivas ou desagradáveis. (2.) Designação comum aos insetos e moléstias que atacam as plantas e os animais. (3.) Bot. Bras. Erva daninha. Designa-se como praga o surto de determinadas espécie nocivas ao desenvolvimento agrícola ou que destroem a propriedade humana, perturbam os ecossistemas, ou que provocam doenças epidémicas no homem ou noutros animais.
Embora se refira, geralmente, a animais (insetos e ratos, principalmente), também se pode aplicar a erva daninhas, consideradas invasoras, prejudiciais à biodiversidade de alguns ambientes ou à produção agrícola. No primeiro caso, temos, por exemplo, os gafanhotos que nas suas migrações podem devastar campos; no segundo, o caso das acácias ou do eucalipto, que se propagam facilmente, não permitindo a existência de outras espécies de árvore.
O conceito oficial de praga é estabelecido pela FAO como sendo: "qualquer espécie, raça ou biótipo de vegetais, animais ou agentes patogênicos, nocivos aos vegetais ou produtos vegetais". Portanto, o termo praga compreende animais (insetos, ácaros e nematóides).

DOENÇA [Do lat. dolentia.] (1.) Med. Denominação genérica de qualquer desvio do estado normal. (2.) Med. Conjunto de sinais e/ou sintomas que têm uma só causa; moléstia. Na plantação a doenças é (causadas por fungos, bactérias, vírus e viróides). A maneira mais usada atualmente para combater as pragas na agricultura são os agrotóxicos, produtos químicos que têm a finalidade de exterminar pragas ou doenças que ataquem as culturas agrícolas. Entre eles, podemos encontrar os inseticidas, herbicidas, fungicidas, raticidas e outros. Além de serem tóxicas, essas substâncias se mantêm no solo por muitos anos e, pela cadeia alimentar, vão se acumulando no corpo dos animais e do ser humano, causando doenças graves até a morte. Uma forma alternativa é a utilização de controle biológico.
Principais insetos e ácaros que causam danos à PIMENTEIRA
Os artrópodes associados à cultura da pimenteira podem causar danos indiretos, como os pulgões e tripes, vetores de viroses, e danos diretos, como besouros, lagartas, minadores de folhas, percevejos, cochonilhas e ácaros.
Mas não vamos só falar sobre pragas e doenças da pimenteira como achei pouca coisa sobre esse assunto, farei no geral e cada um tira o necessário para a sua plantação. Ia colocar algumas receitas, mas farei um artigo só sobre as receitas caseiras para controle nas pragas depois.
UMA RECEITA DE INSETICIDA CASEIRO. A calda de fumo pode ser preparada em casa e combate muitas pragas, como pulgões, cochinilhas sem carapaça, lagartas, entre outros. É fácil de fazer: Aquecer um litro de água, acrescentando 50 gramas de fumo de corda picado e deixar ferver por cinco minutos. Desligar o fogo, deixar esfriar e coar. Como aplicar: dissolver a mistura em dois litros de água e pulverizar a planta, de preferência no fim da tarde, não regando logo após esta aplicação.
Dicas: Podem-se acrescentar pimentas malaguetas esmagadas, para aumentar o efeito de controle. A adição de um pouco de sabão na mistura facilita a aderência deste produto na planta. Mas atenção: para consumir as plantas nas quais a calda foi aplicada, deve se esperar pelo menos 24 horas!
QUAL A MELHOR FORMA DE COMBATER AS PRAGAS? A agricultura e a pecuária são das principais atividades humanas na produção de recursos alimentares. Estas remontam ao tempo em que o Homem se tornou sedentário, sendo que teve de ir desenvolvendo técnicas para conseguir um aumento da quantidade e qualidade da produção. Um dos principais problemas com que logo se deparou foi a questão das pragas. Qualquer espécie indesejável para o ser humano é considerada uma praga. Estas podem afetar a diversos níveis, tal como, ao competirem pelos nutrientes, transmitirem doenças ou ao se alimentarem das colheitas. Para se combaterem estes problemas, foram criados todo o tipo de pesticidas. Durante muitos anos, as empresas responsáveis pelo desenvolvimento das tecnologias agroquímicas que foram utilizadas nos últimos anos, prometiam que esses desenvolvimentos iriam permitir acabar com a fome mundial, ao aumentarem bastante a produção. Contudo, tal não sucedeu e, além disso, estas técnicas apresentavam vários problemas, entre os quais, a sua toxicidade, que afetava muitas espécies além da pretendida, o fato de acelerarem o processo evolutivo das espécies, tornando-as mais resistentes (já existem indivíduos naturalmente protegidos contra o tóxico, pelo que esses sobrevivem e transmitem essa proteção à sua descendência), e serem causadores de poluição e ameaças à saúde pública (segundo a OMS, milhões de pessoas são envenenadas todos os anos, morrendo cerca de 200 mil). São substâncias persistentes, que contaminam os solos, águas e seres vivos durante muito tempo.
Atualmente, já existem técnicas mais evoluídas, que tentam evitar as desvantagens acima referidas. A técnica mais conhecida atualmente, tem a ver com a produção de OGM's (organismos geneticamente modificados). Com o desenvolvimento das tecnologias de manipulação do DNA, já é possível produzir plantas com resistência a determinados seres vivos (sejam eles insetos, fungos, bactérias, vírus) ou produtos, como herbicidas. Devida à sua recente utilização, esta ainda é controversa, já que muitas pessoas receiam os perigos de se manipular algo tão complexo e importante como o código genético.












Outra maneira de controlar as pragas pode ser através do uso de hormonas que interfiram no ciclo de vida dos insetos e impeçam o seu desenvolvimento. Também podem ser usadas feromonas para os guiar para armadilhas ou atrair os seus predadores naturais. Esses predadores também podem ser introduzidos pelo Homem de forma a regularem naturalmente as populações de espécies consideradas como pragas. Um bom exemplo disso é a utilização de joaninhas no combate aos pulgões, técnica já amplamente utilizada em vários países. Repelentes naturais também têm vindo a ser desenvolvidos. O alho, que, segundo a lenda, serve para afastar vampiros, é, segundo estudos da Universidade da Califórnia, um bom repelente contra muitos tipos de bactérias prejudiciais.
Contudo, todas estas técnicas utilizadas para substituir os pesticidas têm muitas desvantagens, sendo a principal a sua menor eficácia. Por outro lado, não são tão invasivas e não afetam o ambiente. Também não induzem a seleção natural das espécies e, por isso, não cria super espécies resistentes a pesticidas. Atualmente, a agricultura biológica tem ganhado cada vez mais adeptos. Ela pretende aumentar a produção através do controlo da época e quantidade de colheitas (por exemplo, a realização da policultura pode permitir a menor utilização de adubos, já que as culturas necessitam de diferentes nutrientes, e atrai diferentes tipos de pragas, que podem competir entre si e reduzir os danos). Estas técnicas não têm uma grande eficácia, mas ao serem combinados com as outras já referidas, podem tornar-se na melhor solução a longo prazo.Contudo, continua a existir uma grande controvérsia à volta desta questão, em grande parte devido aos interesses econômicos. Por exemplo, aproximadamente 90% destes químicos são produzidos por 3 empresas (Beyer, Monsanto, Syngenta) que, como é óbvio, tentam evitar o decréscimo da venda de pesticidas e, por isso esforçam-se por refutar estas teses que apóiam técnicas alternativas. De um ponto de vista responsável, a abordagem correta deveria ser utilizar a menor quantidade possível de pesticidas, tentando controlar as pragas naturalmente. Mas talvez este modelo ideal nunca venha a ser possível de implantar à grande escala, visto que devido à explosão demográfica, cada vez mais há a necessidade de produzir mais alimentos, por isso a produtividade agrícola tem de se manter alta. Nos países em desenvolvimento é necessário fazer um esforço ainda maior no controlo demográfico, enquanto nos países desenvolvidos é urgente uma maior poupança dos recursos. Caso contrário, será cada vez mais difícil produzir quantidades suficientes de alimento, agravando, assim, os problemas ambientais.Apesar de todos estes esforços, é imprescindível apostar forte na investigação tecnológica e educar as pessoas para que compreendam e aceitem as novas técnicas.Externato C. da Benedita, Alcobaça, Portugal.
MANEJO DE PRAGAS E DOENÇAS EM HORTAS. O ataque de pragas e doenças é um dos maiores problemas enfrentados por pequenos ou grandes produtores de hortaliças. Algumas plantas podem ser atacadas por dezenas ou até uma centena de doenças. Da mesma forma, algumas pragas podem atacar dezenas ou até centenas de espécies de plantas. O uso de agrotóxicos para combater doenças e pragas nem sempre é a melhor opção, principalmente em pequenas áreas. Afinal, além de custarem caro, a aplicação errada desses produtos pode representar riscos de contaminação ao aplicador, aos alimentos e ao ambiente.
As doenças podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematóides. Essas criaturinhas são chamadas pelos cientistas de patógenos e só podem ser vistas com o uso de microscópio. Mas os estragos que elas causam nas raízes, no caule, nas folhas e nos frutos das plantas são bem conhecidos pelo produtor. Mas não são apenas esses patógenos que causam as doenças. A falta ou o excesso de luz, de água e de adubação também podem prejudicar a saúde das hortaliças.
Muitas vezes, os sintomas das doenças são parecidos e o produtor tem dificuldade para saber o que está afetando sua plantação. Sem o diagnóstico correto, o agricultor não saberá quais as medidas necessárias para enfrentar o problema. Por isso, ele deve buscar informações em livros e na assistência técnica de sua região.
No caso das pragas, é preciso dividi-las em dois tipos: aquelas que transmitem doenças para as plantas, como a mosca-branca, tripes e pulgão, e aquelas que danificam e impedem o crescimento das hortaliças, como a vaquinha, as lagartas e as formigas. Mas nem todo inseto é praga. Há também aqueles que são amigos do produtor, pois comem as ovas e os insetos que fazem mal à planta.
Em áreas pequenas, o produtor pode controlar pragas como a vaquinha com a catação manual. Para isso, ele deve colocar os insetos em um recipiente e depois fechar. No caso de outras pragas que deixam ovas nas folhas, como o pulgão, o agricultor pode fazer o esmagamento com o dedo.
Francisco Vilela Resende, pesquisador da Embrapa Hortaliças participa do programa e, entre outras orientações, explica que o produtor deve, primeiro, escolher bem o local da horta. “O produtor deve colocar a horta em local que tenha bastante luz e evitar áreas encharcáveis”. Outro cuidado diz respeito à irrigação. “O produtor deve evitar o excesso de irrigação que é um dos principais facilitadores dos ataques de várias doenças e pragas”, explica Resende.
As mudas merecem um cuidado especial. Mais frágeis, elas são mais suscetíveis ao ataque de pragas que as plantas adultas. Além disso, uma muda contaminada pode levar doenças ao campo quando transplantada. Por isso, as mudas devem ser produzidas em ambiente controlado, que pode ser sofisticado, como uma casa de vegetação, ou bem simples, como uma gaiola montada com pedaços de madeira e uma tela apropriada para conter insetos, que pode ser comprada em casas agropecuárias.
Tipos de Pragas e Doenças que atacam as plantas: Aves, Ácaros, Besouros, Brocas, Brocas do Ponteiro, Burrinhos, Caramujos, Cochonilhas, Ferrugem, Formigas, Fungos, Lagartas, Lagarta Rosca, Largata Minador, Lesmas, Mosca Branca, Moscas do Mediterrâneo, Minadores de Folhas, Nematóides, percevejos, Pulgões, Raspador, Tatuzinho, Tripés, Vetores de veroses, Vírus.
TIPOS DE PRAGAS E DOENÇAS:

AVES. Os pardais. [De or. incerta; poss. do gr. párdolos, 'certo pássaro' (<>ÁCAROS. [Do tax. Acarus Classificação científica. Domínio: Eukariota, Reino: Animal. Subreino: Metazoa. Filo: Arthropoda. Subfilo: Chelicerata. Classe: Arachnida. Ordem: Acarina. São parecidos com carrapatos, só que bem menores, podendo ser enxergados somente com o auxílio de uma lupa. Os principais são os ácaros vermelhos, os ácaros brancos e os rajados. Considerando ciclo biológico de uma semana, a ausência de controle natural e a produção de 50 fêmeas, em quatro semanas cada ácaro (fêmea) pode dar origem a mais de seis milhões de ácaros. O que são. Ácaro é o nome comum de aproximadamente 30.000 espécies de aracnídeos diminutos, semelhantes a carrapatos, possuindo a cabeça, tórax e abdômen unidos num corpo segmentado, porém, com tamanho muito inferior e impossível de ser visto a olho nu. Corpo. Ainda na forma de larva, os ácaros podem possuir três pares de patas, já na fase adulta, este número aumenta para quatro. Possui estrutura bucal adaptada para perfuração. Como a maioria dos aracnídeos, os ácaros respiram através de traquéias (pequenos tubos que se abrem na camada superficial do corpo) e vivem tanto em ambiente terrestre quanto em ambiente aquático. Tipos de ácaros. Entre os ácaros mais importantes se encontra o ácaro vermelho e o ácaro da sarna. Há também os ácaros do folículo, que infectam os folículos pilosos e as glândulas sebáceas humanas. Ácaro rajado (Tetranychus urticae) (Koch, 1836) (Acari: Tetranychidae), estes artrópodos são de tamanho bastante reduzidos, apresentando na sua fase adulta quatro pares de pernas. Tem como característica principal duas manchas escurecidas na face dorsal do corpo. Localizam-se na face inferior dos folíolos e tecem considerável quantidade de teia, em altas infestações migram para o ponteiro da planta para dispersão. As injúrias são muito parecidas com as causadas por tripes. Durante a alimentação introduzem seus estiletes nas células das folhas e sugam o conteúdo celular extravasado. As plantas geralmente apresentam as folhas cloróticas, e com a evolução do ataque tornam-se bronzeadas, podendo cair. Ácaro vermelho (Tetranychus evansi) (Baker & Pritchard, 1960) (Acari: Tetranychidae), morfologicamente estes ácaros são muito parecidos com o ácaro rajado, porém apresentam coloração vermelha intensa. Os sintomas são os mesmos do ácaro rajado, ou seja, formação de teia e clorose nos folíolos. Os ácaros não são tão importantes como praga do amendoinzeiro em condições normais, entretanto quando da ocorrência de veranico (alta temperatura e baixa unidade) podem se tornar problema sério, pois nestas condições seu desenvolvimento populacional é bastante acelerado. Entre os animais pode-se citar os ácaros dos pássaros, que infectam a pele destes animais, o das galinhas, que atacam as aves domésticas, podendo, inclusive, produzir dermatite nos seres humanos. Com relação aos ácaros que vivem em ambiente aquático, existem nos rios e nos lagos, espécies de água doce. Entre outros ácaros comuns se encontram as conhecidas aranhas vermelhas ou ácaros aranha, que formam teias, alimentam-se de folhas e destroem muitos tipos de plantas. Causador de alergia. Os corpos dos ácaros mortos e seus excrementos ficam misturados com a poeira dentro das casas. Este material pode provocar alergias nos seres humanos, quando inalado ou até mesmo em contato com a pele. CONTROLE. Os ácaros geralmente causam prejuízos em duas situações: (1) a combinação de fatores climáticos como a alta temperatura, baixa umidade e ausência de chuvas favorecem o crescimento populacional; (2) o desequilíbrio ambiental provocado pelo uso constante de inseticidas e fungicidas nas lavouras, que favorecem o crescimento populacional da praga. As espécies economicamente mais importantes são o ácaro rajado Tetranyuchus urticae e os ácaros vermelhos T. evansi e T. marianae (Acarina, Tetranychidae); o ácaro branco Polyphagotarsonemus latus (Acarina, Tarsonemidae) e ácaro plano Brevipalpus phoenicis (Acarina, Tenuipalpidae). Por serem muito pequenos, difíceis de se ver a olho nu, uma das maneiras de identificar a espécie é através da descrição da sintomatologia dos danos. O ácaro-rajado apresenta-se nas cores branca, verde, alaranjada e vermelha, e tem duas manchas pretas em seu dorso. O ácaro-vermelho possui coloração vermelha muito intensa, que o distingue facilmente dos outros ácaros. Ambos localizam-se na face inferior das folhas independente da idade destas, causando danos caracterizados pelos seguintes sintomas: (1.) clorose generalizada das folhas, sendo que as nervuras mantêm-se mais verdes; (2.) aparecimento de teia envolvendo uma ou mais folhas; (3.) queda acentuada das folhas e morte das plantas. O ácaro-branco localiza-se preferencialmente na parte apical das plantas, nos brotos terminais. Seus danos tornam as folhas endurecidas (‘coriáceas’), com os bordos recurvados ventralmente e de coloração bronzeada. O ácaro-plano localiza-se nas hastes e folhas mais tenras da planta e têm coloração amarelada. As plantas podem apresentar aparência bronzeada ou manchas cloróticas nas folhas.É feito através da aplicação de acaricidas específicos (ácaros vermelho, rajado e branco) ou enxofre, no caso do ácaro plano.Pode aplicar a calda de fumo com sabão - basta adicionar sabão à calda de fumo comum e pulveriza na folhagem.

BACTÉRIAS. [Do gr. bakteríon, 'pequeno bastão'; tax. Bacterium.] Biol. (1.) Microorganismo unicelular, desprovido de núcleo individualizado, pertencente ao grupo que abrange todos os organismos procariotos, à exceção das cianofíceas. [Cf. micróbio. F. paral.: bactério.]Bactérias são organismos unicelulares, procariontes (não possuem envoltório nuclear, nem organelas membranosas). Podem ser encontrados na forma isolada ou em colônias e pertencem ao domínio homônimo bactéria. Podem viver na presença de ar (aeróbias), na ausência de ar (anaeróbias), ou ainda serem anaeróbias facultativas.As bactérias são um dos organismo mais antigos, com evidência encontrada em rochas de 3,8 bilhões de anos. Segundo a Teoria da Endossimbiose, dois organelos celurares, as mitocôndrias e os cloroplastos teriam derivado de uma bactéria endossimbionte, provavelmente autotróficas, antepassada das atuais cianobactérias.As bactérias são geralmente microscópicas ou submicroscópicas (detectáveis apenas com uso de um microscópio eletrônico). Suas dimensões variam de 0,5 a 5 micrómetros. Excepções são as bactérias Epulopiscium fishelsoni isolada no tubo digestivo de um peixe, com um comprimento compreendido em 0,2 e 0,7 mm e Thiomargaritanamibiensis, isolada de sedimentos oceânicos, que atinge até 0,75 mm de comprimento. AGROBACTERIUM. Os grandes crescimentos destas raízes são galhas induzidas por Agrobacterium sp. Tumefaciens causa a doença galha da coroa das plantas.São tumores - sintomas hiperplásicos em plantas - incitados por espécies de Agrobacterium sp. sempre exerceram fascínio sobre fitopatologistas desde o início do Século XX, quando Erwin Smith e colaboradores demonstraram serem eles de etiologia bacteriana. No início, imaginava-se que os tumores eram decorrentes de alterações hormonais na planta provocadas pela bactéria. Contudo, até recentemente, a microbiologia e a biologia molecular não eram suficientemente avançadas para que os cientistas pudessem compreender e deduzir a forma através da qual o patógeno incitava os tumores. Demorou quase um século para que se deslindassem os complexos mecanismos bioquímicos, genéticos e fi­siológicos através dos quais o patógeno transforma a planta, inserindo no genoma desta uma região de seu megaplasmídeo de modo a criar para si mesmo um nicho ecológico espe­cífico. XANTHOMONAS CAMPESTRIS é uma espécie bacteriana que causa uma variedade de doenças de plantas. Disponível a partir do NCPPB e outras coleções internacionais Cultura como ICMP, ATCC e LMG em uma forma purificada, é utilizada na produção comercial de um polissacarídeo de alto peso molecular - goma xantana - que é um viscosifier eficiente da água e que tem muitos usos importantes, especialmente na indústria de alimentos. Xanthomonas axonopodis pv. Citri. A agricultura brasileira e mundial é bastante afetada por várias doenças ocasionadas por espécies do gênero Xanthomonas, provocando assim, perdas substancias em várias culturas de grande importância econômica. Esse gênero contém uma ampla variedade de espécies, linhagens, e hospedeiros (124 monocotiledôneas e 286 dicotiledôneas) (LEYNS et al., 1984) e representa o maior grupo de bactérias fitopatogênicas, o qual apresenta uma extraordinária diversidade patogênica e importância econômica (VAUTERIN et al., 2000; VICENTE et al., 2001). Além disso, a Xac, agente etiológico do cancro cítrico, está entre as Xanthomonas, como a bactéria que causa maior impacto na agricultura mundial (SCHUBERT et al., 2001). Bactérias do gênero Xanthomonas são cosmopolitas, com duas características morfológicas comumentes presentes: (1.) devido à produção de goma xantana (exopolissacarídeo que auxilia na dispersão e sobrevivência do patógeno, além de ser uma importante matéria prima nas indústrias de alimentos e petrolífera), suas colônias possuem aspecto mucóide e (2.) possuem cor amarela devido à produção de pigmentos, principalmente xantomonadina, quando cultivadas em meio Nutriente Ágar, após 2 ou 3 dias de incubação a 28 oC (BEBENDO, 1995, VAUTERIN et al., 1996). O cancro cítrico é uma doença causada pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv. citri.Vauterin et al., sendo disseminada principalmente pelo homem, também podendo ocorrer pela ação da natureza e pelo plantio de mudas contaminadas. Suas lesões são encontradas nos ramos, folhas e frutos, porém sua disseminação no pomar pode ocorrer em plantas vizinhas ou não, podendo também contaminar toda a área cultivada em poucos meses, sem os cuidados adequados. CONTROLE. Não existe controle para o cancro cítrico, porém, existem alguns métodos para diminuir perdas econômicas, como por exemplo, erradicar a planta infectada e as demais em um raio de 30 metros, queimando-as no próprio local de maneira que não ocorra uma maior contaminação no restante do pomar.BESOUROS. Bras. Zool. Designação comum aos insetos coleópteros, holometabólicos, cujas asas anteriores são córneas. O aparelho bucal é mastigador. [Sin.: cascudo.] Diversos coleópteros danificam a pimenteira, como o burrinho, Epicauta suturalis (Coleoptera, Meloidae), crisomelídeos conhecidos como ‘vaquinha’ Diabrotica speciosa (Coleoptera, Chrysomelidae) que são as espécies mais importantes, além de ‘bicudos ou carunchos’ como Helipodus destructor e Faustinus cubae (Coleoptera, Curculionidae). O nome científico deste besouro é Epicauta adspersa (Coleoptera: Meloidae), conhecido popularmente como "burrinho" justamente pela coloração acizentada. Adultos e larvas se alimentam em plantas da família Solanácea, a mesma do tomate. (Ver Burrinho) Os coleópteros, mais conhecidos como besouros ou escaravelhos são insetos pertencentes à ordem Coleoptera. Estes animais são caracterizados principalmente pelo par de asas anterior endurecido, conhecidas como élitros. A ordem Coleoptera é a que tem maior número de espécies dentre todos os seres vivos - cerca de 350 mil - sendo portanto o grupo animal mais diverso que existe. Dentre os seus representantes mais conhecidos estão as joaninhas, os rola-bosta, os gorgulhos, os besouros serra-pau e os vaga-lumes. A maior família dentro da ordem coleoptera é a família curculionidae. São os coleópteros providos de rostro. As antenas são genículo-clavadas ou genículo capitadas. São importantes pragas de culturas, como é o caso do bicudo do algodoeiro, Anthonomus grandis, e as pragas de grãos armazenados do gênero Sithophilus sp.Besouro desfolhador. Um pequeno besouro de cor marrom escuro coberto por um pó amarelo (Lytostilus juvencus) se alimenta de folhas de pimenteiras provocando grandes orifícios irregulares na lâmina foliar. Uma folha danificada pode ter grande porção da margem irregularmente destruída e em casos de ataque severo as folhas ficam reduzidas a uma faixa estreita de tecido próxima da nervura central. CONTROLE. O inseto tem sido controlado com aplicações do inseticida à base de carbaryl, na dose de 225 mL/100 litros de água. (2.) O agrônomo da Coopermota, José Roberto Massud, insiste no método cultural para controle dos besouros do coró. Ele recomenda que os agricultores façam armadilhas com vasilhas de água próximas de lâmpadas. Atraídos pela luz, os insetos caem na água e podem ser recolhidos e destruídos momentos depois ou no dia seguinte. A medida pode ser em princípio estranha e sem muito efeito, mas a médio e longo prazo pode produzir resultados surpreendentes. (Ver Coros) BICHO FURÃO. Ecdytolopha aurantiana - é uma mariposa que deposita ovos em frutos, provocando o seu apodrecimento e queda. Quando a infestação é precoce, os frutos verdes também podem ser atacados. A praga ganhou o nome de bicho furão porque na sua fase de lagarta fura o fruto, penetra e ali se desenvolve, só saindo para se transformar em pupa, na qual emerge o adulto, a pequena mariposa de coloração negra. Ocorrência. Foi descrito pela primeira vez no Brasil em 1915. Ocorre na maioria dos Estados produtores de citros do Brasil.Ciclo de Vida. Dura de 32 a 60 dias e é mais rápido em regiões quentes; uma temperatura média de 30oC é a ideal para seu desenvolvimento. O inseto ataca os pomares mais intensamente entre os meses de novembro e março. (1.) A fêmea da mariposa coloca os ovos em frutos maduros ou verdes que estão entre um a dois metros do chão. Costumam colocar apenas um ovo por fruto, geralmente ao entardecer, entre 17 h e 20 h - período ideal para o controle. (2.) Cada fêmea chega a colocar até 200 ovos durante o ciclo. (3.) Dos ovos, saem lagartas de cabeça escura, que medem cerca de 5 mm. Elas furam a casca e penetram nos frutos, onde se desenvolvem até chegarem a cerca de 18 mm. Durante o seu desenvolvimento no fruto, que pode durar de 14 a 30 dias, dependendo da temperatura, a lagarta se alimenta da polpa e joga excrementos e restos de sua alimentação para fora - esse material fica endurecido e preso à casca. Essa característica ajuda a identificar a presença do bicho furão no pomar. (4.) Antes que o fruto caia, as lagartas tecem um fio para descer ao solo, onde passam para a fase de pupa. Algumas vezes, a pupação pode ocorrer no fruto. CONTROLE. Podem ser utilizados inseticidas químicos, biológicos ou reguladores de crescimento de insetos. (1.) Hora certa - qualquer método de controle escolhido deve ser realizado ao entardecer (a partir das 17 h), horário em que a praga acasala e coloca os ovos. (2.) Quando pulverizar - As pulverizações devem ser feitas somente nos talhões que atingirem o nível de controle (pelo menos seis machos por armadilha a cada semana). (3.) Produtos - O controle pode ser feito com produtos biológicos ou químicos. O primeiro é indicado para infestações baixas (média de seis machos/armadilha/semana). O segundo para baixas e altas infestações. (4.) Controle biológico - A pulverização deve ser por cobertura, na planta toda. Deve-se espalhar de sete a dezoito dias após a contagem da armadilha atingir o nível de controle. O objetivo é esperar a postura e fazer o controle antes que a lagarta penetre no fruto.Os inseticidas biológicos, à base de Bacillus thuringiensis, são eficientes no controle do bicho furão por até 60 dias. A primeira aplicação deve ser feita logo que constatada a existência de mais de seis machos por armadilha. A segunda aplicação é feita 20 a 30 dias mais tarde. Esses inseticidas agem por mais tempo quando misturados com óleo vegetal ou mineral. (5.) Controle fisiológico - Os produtos fisiológicos interferem na troca e formação quitina ("pele") dos insetos, inibindo ou acelerando seu crescimento. A aceleração faz com que haja mal formação da "pele" do inseto, o que mata a lagarta. Os inseticidas fisiológicos têm efeito por até 30 dias. A vantagem destes produtos é que eles são mais seletivos em relação aos inimigos naturais do bicho furão, preservando aranhas, formigas, ácaros e outros predadores. (6.) Controle químico - Inseticidas químicos de largo espectro de ação podem ser usados nos focos iniciais da praga. Durante dois a três dias após a pulverização, as lagartas podem se contaminar ao contato com o defensivo.Recomendação - Se a escolha for pelo controle de adulto, é recomendável realizar a pulverização tão logo seja atingido o nível de controle. Atenção: Antes da aplicação dos defensivos, solicite a orientação de um agrônomo para conhecer as doses corretas, a garantia de registro, seletividade aos inimigos naturais e uso de equipamentos de proteção. BICUDO. O Bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) é um besouro da família dos curculionídeos, originário da América Central, de coloração cinzenta ou castanha e mandíbulas afiadas, utilizadas para perfurar o botão floral e a maçã dos algodoeiros. É tido como uma importante praga agrícola nos E.U.A., e a espécie foi introduzida no Brasil em 1983, causando prejuízos nas plantações de algodão do Nordeste. O adulto: É considerado a principal praga dos algodoeiros nas Américas. É um besouro de 7 mm de comprimento, coloração cinza ou castanha, com o rosto bastante alongado, correspondendo à metade do comprimento do corpo. Apresenta dois espinhos no fêmur do primeiro par de pernas. Às larvas: são brancas, ápodas, com 5 mm de comprimento. As pupas: são de coloração branca. Os primeiros adultos migram para a cultura por ocasião do florescimento e atacam inicialmente os botões florais os quais, após o ataque, apresentam brácteas abertas e posteriormente caem. As flores atacadas ficam com o aspecto de ''balão'' devido a não abertura normal das pétalas. O fruto apresenta perfurações externas, decorrentes do hábito de alimentação e oviposição do inseto, sendo que internamente as fibras e sementes são destruídas pelas larvas, que impedem a sua abertura normal, deixando-as enegrecidas. O adulto oviposita preferivelmente botões florais, flores e frutos. Para a postura, a fêmea coloca um ovo por orifício, feito através do seu rosto, sendo a cavidade posteriormente fechada por uma secreção gelatinosa, que permite a diferenciação dos orifícios de alimentação do inseto. O período de incubação é de 3 a 4 dias, sendo que as larvas passam à fase de pupa após 7 a 12 dias, em câmaras construídas nas próprias estruturas atacadas. As pupas após 3 a 5 dias transformam-se em adultos. Estes adultos tem uma longevidade de 20 a 40 dias, durante o ciclo do algodão, colocando em média de 100 a 300 ovos. Terminado o ciclo da cultura, parte da produção migra para abrigos naturais e aí permanecem em diapausa, por períodos variáveis de 150 a 180 dias até um novo ciclo da cultura. CONTROLE. Principais ações de combate ao bicudo: (1.) Destruição de soqueiras imediatamente após a colheita, com prazo máximo até 31 de agosto. (2.) Armadilhamento nas bordaduras aproximadamente 60 dias antes do início do plantio. (3.) Plantio concentrado em um período curto. (4.) Controle químico de bordaduras (início na segunda folha verdadeira). (5.) Aplicações de inseticida no início da emissão de botões florais (uma a três aplicações espaçadas de cinco dias, conforme amostragens nas armadilhas). (6.) Controle do bicudo com índices inferiores a 5% de botões atacados. (7.) Bateria de aplicações de inseticidas no início de abertura de capulho. (8.) Aplicação de inseticidas juntamente com o desfolhante. (9.) Além de outras ações complementares.As aplicações de inseticidas na fase de botão floral são muito importantes, pois os adultos que sobraram em refúgios e que escaparam das aplicações de bordadura, caso não forem controlados na fase inicial, começarão a se reproduzir nos botões florais e a aumentar sua população rapidamente, podendo acarretar sérios danos, com gasto de defensivos e quebra de produtividade. Inseticidas de boa eficácia nesta fase são fundamentais, porque um bom controle evita altas populações nas fases seguintes. Devem, também, ser utilizados produtos com modos de ação diferentes para evitar possível seleção de indivíduos resistentes. Evitar produtos que possam desequilibrar o ambiente, aumentando o problema de outras pragas, como, por exemplo, os ácaros, também é um fator a ser levado em conta. Dentre as opções de produtos que podem ser utilizados nesta fase inicial da cultura, o Marshal Star encaixa-se neste segmento. A Círculo Verde Pesquisa testou o produto Marshal Star em seu campo experimental, para verificar sua ação no controle do bicudo. Foi comprovada sua boa performance sobre esta praga, equivalendo-se aos produtos-padrão utilizados. Além do bom controle do bicudo, o Marshal Star apresenta outras vantagens, como o excelente controle do pulgão e supressão de algumas espécies de lagartas nos primeiros instantes que ocorrem nesta fase. BROCA. Nome Popular Broca, broca-da-raiz, besouro, capitão, lagarta-rosca. Ordem: Coleoptera e Lepidóptera. Filo: Arthropoda. Partes Afetadas: Raízes, colo, caule, pseudobulbos, ramos, tubérculos, rizomas e bulbos. Sintomas: Enfraquecimento, tombamento, subdesenvolvimento, morte repentina, apodrecimento de ramos. Recebem a denominação popular de brocas, os estágios larvais de besouros, mariposas e borboletas que não ficam expostos na parte aérea das plantas. Desta maneira, as brocas são geralmente de cores claras, como o branco, o amarelo, o creme e o verde, pois como ficam escondidas, não precisam de proteção contra a luz do sol. Também na maioria das vezes elas não possuem pelos urticantes como algumas lagartas. Quando às encontramos, elas se enrolam rapidamente. Estas larvas são muito vorazes e seu efeito expoliativo nas plantas são sentidos rapidamente, principalmente em plantas de pequeno porte, como em hortas. Elas escavam galerias nos órgãos de reserva da planta, deixando galerias com excrementos. Quando estão bem alimentadas e crescidas entram no estágio de pupa, para então realizarem a metamorfose que em pouco tempo às transformará em insetos adultos, aptos a reprodução. Os adultos de besouros também danificam as plantas, devorando folhas e brotos; já as mariposas e borboletas normalmente têm uma vida curta. Após o acasalamento, as fêmeas adultas procuram novas plantas para a postura dos ovos e o reinício do ciclo. Além do prejuízo direto à diversas culturas, as brocas propiciam a entrada de microrganismos como fungos, bactérias e vírus, e insetos secundários capazes de provocar novos danos. Além disso, muitas são vetores de nematóides, outra importante praga. (Ver Nematóides) CONTROLE desta praga não é nada fácil, pois as brocas estão sempre bem protegidas, dificilmente predadores e inseticidas conseguem chegar até elas. Em pequenos jardins, a catação é ainda o melhor método para plantas pequenas. Em árvores, aplique calda de fumo nos orifícios abertos pela brocas e tape-os com cera derretida. Em hortas, lavouras e pomares, a combinação de métodos é mais eficiente. O diagnóstico da praga é importante para que se possa destruir os ramos, raízes ou plantas afetadas. Restos culturais também devem ser destruídos pois atraem os adultos. Estuda-se a utilização de controle biológico com nematóides (Steinernema sp e Heterihabtidis sp) e microorganismos (Bacillus thuringiensis e Beauveria bassiana). A rotação de culturas acaba muitas vezes com este problema, principalmente quando às espécies de plantas escolhidas são bem diferentes. Jatos com soluções inseticidas, dirigidos às partes afetadas, são eficientes no controle da broca, mas só devem ser utilizadas em último caso, pois também prejudicam insetos benéficos às plantas. Em pomares, podas de limpeza são úteis e pode-se aproveitar a oportunidade para examinar as plantas e diagnosticar outros problemas. Atualmente, iscas impregnadas com feromônios atrativos e alimentos servem para aprisionar os adultos e monitorar a presença da broca em diversos cultivos.







BROCAS DO PONTEIRO e dos frutos da pimenteira - Conotrachelus denieri. Os adultos são pequenos besouros que medem entre 3 a 5 mm de comprimento, apresentando uma coloração ocre, com manchas claro-cinza sobre os élitros. Os adultos se alimentam perfurando as partes tenras e brotações das plantas, fazem orifícios na casca ao redor da parte terminal do caule, onde colocam os ovos. Nas maçãs perfuram a epiderme para depositar os ovos recobrindo-os com uma espécie de cera. De um modo geral os ovos são colocados na base das maçãs e entre os espaços intercapelares, podendo-se encontrar de 3 a 4 larvas por estrutura. Os ovos são de cor branca e inseridos nas cascas do caule, ramos, botões florais e maçãs. As larvas de cor branco-cremosa são ápodas, apresentando entre 5 a 7 mm de comprimento quando desenvolvidas. Após a eclosão as larvas penetram no interior do caule, e a partir do ápice constroem galerias através da medula no sentido descendente. As larvas passam por 4 estádios de crescimento, a seguir caem e penetram no solo onde se transformam em pupa de cor branco-amarelada. Nas condições de verão, o ciclo da espécie pode durar cerca de 25 a 30 dias. As três primeiras gerações ocorrem no caule e ramos e, geralmente a 4ª e 5ª gerações, no interior das maçãs. Na ausência do algodoeiro outras plantas hospedeiras suprem as necessidades alimentares e de reprodução da espécie. A partir das áreas de refúgio os adultos penetram nas lavouras logo após à emergência das plantas. Inicialmente as infestações concentram-se nas bordaduras, com os adultos destruindo, plantas recém-nascidas. As plantas com mais de 15 dias de idade podem sobreviver, permanecendo com o crescimento temporariamente paralisado, apresentando entre nós curtos e super brotamento. A ocorrência de grande pressões populacionais reduzem significamente o estande, necessitando na maioria das vezes o replantio parcial ou total dos talhões. Nas fases de frutificação as maçãs são atacadas determinando prejuízos na produção. CONTROLE. (1.) Destruir os frutos encontrados sob as plantas para se evitar novas infestações; (2.) A aplicação de inseticidas realizadas ao entardecer proporciona eficiente controle destas espécies, podendo reduzir os danos em até 80%; (3.) Não utilizar inseticidas granulados sistêmicos no solo por ocasião do transplante visando o controle deste inseto (esta prática não apresenta bons resultados).Em função das dificuldades de se realizar estimativas, mesmo que aproximadas, de possíveis ataques das brocas, todas as medidas adotadas para o controle destas pragas deverão ser sempre preventivas. O histórico da região ou da área a ser cultivada, será o melhor indicador sobre o potencial de infestação das brocas. O controle cultural é básico para um manejo efetivo destas brocas. A destruição adequada das soqueiras, e em tempo hábil, é o fator mais importante para o controle das brocas. A antecipação das operações de preparo do solo em pelo menos 40 dias, eliminando refúgios e desalojando os adultos das brocas, favorecem o manejo das mesmas. A identificação dos locais de abrigo e o mapeamento dos pontos iniciais de ataque destes insetos nas propriedades favorecem a localização das faixas de plantio isca, como também determinam os focos de infestação. Os adultos das brocas sobreviventes de entre safra são fortemente atraídos pelas primeiras plantas que emergem nas áreas de cultivo, assim sendo será uma boa estratégia a instalação do plantio isca para atração e combate das brocas. As faixas de plantio isca com aproximadamente 500 m2 deverão ser instaladas nas bordaduras e proximidades de áreas permanentemente vegetadas que abrigam as brocas, antecedendo entre 10 a 15 dias ao estabelecimento definitivo da lavoura. As sementes utilizadas nestas faixas iscas deverão ser tratadas com inseticidas e fungicidas. A partir da emergência das plantas, entre 3 a 5 dias, deve-se iniciar as aplicações de inseticidas, com reaplicação a cada 7 ou 10 dias, até os 40 dias de idade das plantas. As faixas de plantio isca são indicadoras da ocorrência e sinalizam o potencial de infestação de brocas para as lavouras. As plantas com entrenós curtos, sintoma do ataque da broca do ponteiro, deverão ser arrancadas e destruídas, evitando-se a formação da segunda geração da praga na cultura. A instalação de faixas iscas em diferentes pontos da área toma maior importância no sistema de plantio direto do algodoeiro, pois as plantas iscas estabelecidas nas periferias dos talhões, indicariam a ocorrência e atrairiam as brocas para fora da área cultivada. O uso de inseticidas na época da dessecação, torna-se imprescindível para redução populacional das brocas no interior da área. O plantio deverá ser realizado dentro da época recomendada para cada região. A semeadura antecipada é desaconselhável pois normalmente propiciará maiores infestações. As lavouras deverão ser implantadas com inseticidas sistêmicos aplicados nas sementes e ou solo, que oferecem uma proteção entre 30 a 70% de controle das brocas dependendo do produto a ser utilizado e das condições de umidade do solo. Mas a eficiência de controle das brocas é complementado com a aplicação aérea de inseticidas a partir da emergência até os 30 dias de idade das plantas. O inseticida mais tradicionalmente aplicado para o controle da broca da raiz tem sido o paratiom-metil, mas outros produtos como: clorpirifós, triazophós, monocrotofós e cloridrato são também recomendados para o controle da praga. Todas as técnicas indicadas para o manejo da broca da raiz deverão ser também recomendadas para o controle da broca do ponteiro. (Ver Broca do Pnteiro) Contudo deve-se considerar que a partir dos 80 dias a Conotrachelus denieri ataca as maçãs, quando deve-se aplicar medidas de controle semelhantes àquelas designadas para o bicudo.
BURRINHO - Epicauta suturalis e E. attomaria. Em entomologia, o termo burrinho é a designação comum a diversas espécies de besouro do gênero Epicauta e da família dos meloídeos. Possuem corpo afilado, bem distribuídos no Brasil em plantações de batatinha, tomateiro e outras solanáceas. Expelem um líquido amarelo que causa bolhas ao contato com a pele. A forma adulta é destruidora de folhagem, enquanto as larvas se alimentam de ovos de outros insetos. Também são conhecidos pelos nomes de caga-fogo, caga-pimenta, cantárida, papa-pimenta, pimenta, potó, potó-grande, potó-pimenta e vaquinha. (Ver Vaquinha) Os adultos são besouros polífagos, negros, revestidos de densa pilosidade cinza na cabeça, élitros e patas, medindo 8-17 mm de comprimento. As fêmeas ovipositam geralmente no solo, podendo alcançar 400-500 ovos durante sua existência. Os ovos eclodem após 10 dias, e deles originam-se larvas que são ativas, fortes e predadoras de outros insetos. O adulto é a única fase desta espécie que é prejudicial às plantas, porque se alimenta das folhas, ramos tenros e brotações da pimenteira e outras solanáceas. Trata-se de um inseto que aparece raramente, em razão do elevado uso de inseticidas na cultura. Mas, com um maior uso do controle biológico, é possível que ocorra um aumento populacional, por causa de suas características migratórias – em bando, o Burrinho coloniza a cultura em grupos de até 4000 indivíduos – e pela elevada capacidade consumidora de folhas. O inseto ataca em reboleiras, deixando apenas as hastes e frutos da planta. É um besouro de até 2 cm de comprimento, de cor negra e coberto de fina penugem de cor branca. CONTROLE. (1.) Práticas culturais como rotação de culturas, aração e gradagem do solo, pousio e queima dos restos culturais reduzem populações de burrinhos e vaquinhas; (2.) Inseticidas com ação de contato e ingestão são em geral eficientes para controlar estes insetos. (3.) O controle é feito pulverizando-se inseticidas piretróides sintéticos apenas nas regiões atacadas.






















CARAMUJOS, [Do esp. escaramujo, 'roseira silvestre de fruto edule'; 'caramujo', com aférese, poss.] (1.) Zool. Designação comum aos moluscos gastrópodes, aquáticos, providos de brânquias, concha grossa, pesada e muito forte. [Sin. (lus.): cornetinha.]Caramujo ou Burrié é um molusco gastrópode de água doce. Tem a concha em espiral, com as voltas ou giros no mesmo plano, recebendo por isso a denominação de planorbídeo. Os caramujos ou planorbídeos criam-se e vivem na água doce de corrégos, riachos, valas, alagados, brejos, açudes, represas ou outros locais onde haja pouca correnteza.Os caramujos jovens alimentam-se de vegetais em decomposição e folhas verdes. Existem caramujos nocivos e caramujos inofensivos ao homem. Entre os tipos nocivos encontram-se o Biomphalaria tenagophila, B. glabrata e B. straminea que podem transmitir a esquistossomose.Nome Popular Caramujo-africano, acatina, caracol-africano, caracol-gigante, caracol-gigante-africano, caramujo-gigante, caramujo-gigante-africano, rainha-da-áfrica, falso-escargot. Nome Científico: Achatina fulica. Família: Helicidae. Filo: Mollusca. Partes Afetadas: Folhas, flores, frutos, caule. Sintomas: Partes das plantas roídas, rastros de secreção sobre as plantas e vasos.O caramujo-africano é uma espécie considerada praga em diversos países no mundo todo. Foi introduzido ilegalmente no Brasil na década de 80, com o intuito de oferecer um substituto mais interessante economicamente e de maior peso que o escargot verdadeiro (Helix aspersa). Em pouco tempo de criação se verificou que o animal não tinha boa aceitação pelo mercado consumidor brasileiro, o que provocou a desistência da maioria dos criadores, que se desfizeram dos animais de forma errônea: liberando os caramujos em jardins, matas ou simplesmente colocando-os no lixo. Estes caramujos não encontraram predadores naturais à sua altura e se multiplicaram rapidamente, invadindo diversos tipos de ecossistemas brasileiros. Como são hermafroditas (possuem os dois sexos em um mesmo animal) e realizam a auto fecundação, basta apenas um indivíduo para que a praga se alastre, afinal são cerca de 400 ovos ano ao por caramujo. O caramujo-africano é um molusco grande e escuro, com até 15 cm de comprimento e 200 gramas de peso. Sua concha é alongada e cônica, com manchas claras. Ele não deve ser confundido com os moluscos brasileiros. Os nativos aruás-do-mato (Megalobulimus sp) têm importante papel ecológico, além de servirem de alimento e como matéria prima no artesanato dos índios. Eles têm a borda da abertura da concha espessa, enquanto que o caramujo-africano tem esta borda cortante. Os caramujos-africanos são conhecidos por serem hospedeiros de duas espécies de verminoses que acometem os seres humanos. A angiostrongilíase meningoencefálica, causada pelo Angiostrongylus cantonensis e angiostrongilíase abdominal, cujo agente é o Angiostrongylus costaricensis. Apesar da angiostrongilíase abdominal ser ocasionalmente diagnosticada no Brasil, geralmente ela está relacionada com outros hospedeiros, entre caracóis e lesmas, que não incluem o caramujo-africano. No entanto, estas doenças são bons argumentos para que o controle do caramujo-africano seja mais efetivo. A invasão do caramujo-africano é atualmente muito mais relevante no aspecto ecológico do que no agrícola ou sanitário. Este caramujo está invadindo ecossistemas e ocupando um lugar que não é seu. Reduzindo assim a diversidade de espécies. Além de devorar folhas, flores e frutos, causando um enorme estrago em plantas de importância agrícola, ornamental e ecológica ele também é canibal, alimentando-se de ovos e jovens caracóis de sua mesma espécie, como forma de obter cálcio para sua concha em ambientes com escassez deste elemento.Este caramujo é resistente a períodos de seca, além de ser bastante ativo no inverno. Como outros caracóis, ele aprecia a umidade e a sombra, se locomovendo e se alimentando mais à noite e em dias nublados e chuvosos. É capaz de escalar muros e árvores e desta forma transpor de um terreno a outro. Ao se depararem com infestações de caramujo-africano, as pessoas logo pensam em venenos para controlá-los. Infelizmente os caracóis e lesmas em geral são muito resistentes a venenos e os únicos produtos comerciais disponíveis que se mostram um pouco eficientes (metaldeídos), demonstram elevada toxicidade para os seres humanos e outros animais, de forma que a utilização de pesticidas não é o método de controle atual mais indicado para estes moluscos. (Ver Lesmas) As pesquisas de substâncias eficientes têm se revelado muito importantes neste sentido. A cafeína por exemplo, estudada pelos americanos Robert Hollingsworth, Jonhn Armstrong e Earl Campbel apresenta resultados interessantes. Assim como o látex da coroa-de-cristo (Euphorbia splendens hislopii), que está sendo testado no combate ao caramujo-gigante-africano pela equipe coordenada pelo pesquisador Maurício Vasconcellos. CONTROLE do caramujo-africano consiste na catação e destruição dos caramujos. Jamais coloque-os no lixo, pois estará disseminando o problema. Também não coloque sal nos animais pois assim contaminará o solo. O preconizado é o seguinte: Utilize luvas descartáveis para pegar e manusear os animais. Proteja a pele e as mucosas: não coma, fume ou beba durante o manuseio do caramujo. Coloque os caramujos em dois sacos plásticos e quebre suas conchas, pisando em cima. Enterre-os em valas com pelo menos 80 cm de profundidade, longe de cisternas, poços artesianos ou do lençol freático. Aplique cal virgem sobre os caramujos quebrados (cuidado, a cal queima a pele). Feche a vala com terra. Retire as luvas e lave muito bem as mãos após isso. É possível também utilizar iscas atrativas, que facilitam a catação. Papas de farelo de trigo com cerveja atraem caramujos a metros de distânica. Cascas de frutas e legumes, estopas embebidas em cerveja ou leite, assim como simples pedaços podres de madeira que lhes servem de abrigo. Verifique as iscas diariamente e não esqueça de protegê-las da chuva e do sol. Coloque-as em locais úmidos e frescos. Preferencialmente sobre a terra. Manter o jardim limpo de folhas mortas e frutos caídos também irá afastar os bichos, e desta forma ainda estará prevenindo outras doenças e pragas, como podridões de origem fúngica e bacteriana, moscas-das-frutas, etc. Não esqueça: as pragas só vivem e se multiplicam onde lhes é oferecido abrigo, comida e água. É muito comum a confusão entre caramujos e caracóis, na verdade são animais que muito embora de aparência externa muito parecida, são bem diferentes. Os caramujos são animais aquáticos e respiram por um sistema semelhante aos peixes, enquanto os caracóis são animais terrestres e dotados de 1 pulmão, portanto se um caracol for lançado à água ele morrerá afogado, mesmo porque sua anatomia não permite que o mesmo nade. No artigo inicial desta página cita-se os caramujos como animais de água doce, porem também são encontrados em água salgada. CIGARRINHA. Empoasca kraemeri. As cigarrinhas são insetos sugadores que, durante o período da seca, permanecem na pastagem na fase de ovo. São os chamados ovos em diapausa. Estes só dão origem ÀS NINFAS (formas jovens das cigarrinhas) quando do início do período chuvoso. Além do calor, as cigarrinhas dependem, para o seu desenvolvimento, de muita umidade. Isto é facilmente notado, uma vez que as ninfas, geralmente localizadas na base das plantas, vivem no interior de massas de espuma secretadas pelas mesmas. Nesta fase do desenvolvimento, as cigarrinhas causam algum dano, no entanto, os maiores prejuízos são causados pelas cigarrinhas adultas. Estas, ao se alimentarem, injetam substâncias de dois tipos: umas que se coagulam no interior dos tecidos da folha, possivelmente desorganizando o transporte da seiva; e outras solúveis, que se translocam nas folhas, predominantemente no sentido apical, determinando a morte dos tecidos. Em geral, as folhas atacadas pelas cigarrinhas morrem a partir das pontas, apresentando, posteriormente, um aspecto retorcido. Exceto no que se refere às plantas muito jovens, as cigarrinhas não matam as touceiras, que rebrotam e se recuperam com o tempo. Quando em altas populações, as cigarrinhas reduzem drasticamente o crescimento das gramíneas, diminuindo a produção das pastagens. Cumpre lembrar que as pastagens severamente atacadas pelas cigarrinhas podem apresentar menores teores de proteína e fósforo, além de um teor mais elevado de fibra. Portanto, tem-se, além de uma reduzida produção, pastos de menor qualidade. Nestas condições, a pastagem tem sua capacidade de suporte reduzida. CONTROLE. Pelas características extensivas da nossa bovinocultura de corte, o controle destes insetos não é tarefa fácil. Pastagens são consideradas culturas de baixo valor por unidade de área. Neste caso, o controle químico, comum em outras culturas de maior valor por unidade de área como o algodão e a soja, por exemplo, torna-se, na maioria das vezes, antieconômico.Há casos em que o controle químico poderá ser utilizado como, por exemplo, em áreas destinadas à produção de sementes, ou em outras a critério do produtor. O importante é que este controle seja feito somente com produtos inseticidas registrados para o controle das cigarrinhas, e apenas nos locais e momentos adequados. Alerta-se para um aspecto de interesse. É comum o produtor, após constatar a pastagem amarelecida, pensar em adotar o controle químico. Através de resultados de pesquisas, verificou-se que os sintomas de danos demoram ao redor de três semanas para se manifestarem plenamente. Entretanto, como os adultos das cigarrinhas vivem em média dez dias, ao se constatar as pastagens amarelecidas, a maior parte da população que ocasionou estes danos já morreu, não justificando, portanto, a adoção de controle naquele momento. Dadas as características do sistema de produção e também pelas dificuldades práticas de se definir momentos adequados de adoção de medidas curativas, o controle das cigarrinhas deve ter um enfoque preventivo. A principal recomendação é que o produtor, dentro do possível, diversifique a sua propriedade incluindo no sistema de produção gramíneas resistentes às cigarrinhas-das-pastagens. Atualmente, as gramíneas Brachiaria brizantha cv. Marandu e Andropogon gayanus cv. Planaltina são as melhores alternativas. Presentemente, no Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte (CNPGC) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), estão sendo conduzidas avaliações em centenas de novas introduções do gênero Brachiaria e também da espécie Panicum maximum, visando, entre outros objetivos, a identificação de gramíneas resistentes às cigarrinhas. Uma recomendação complementar refere-se ao manejo das pastagens. O produtor deve procurar adequar a carga animal de modo a evitar sobra de pasto (evitando, é claro, o superpastejo). A sobra de pasto resulta, ao longo do tempo, em maior quantidade de palha acumulada ao nível do solo. Verificou-se que esta palha propicia microclima favorável ao desenvolvimento das cigarrinhas, garantindo maior sobrevivência, resultando em maiores populações. COCHONILHAS. [Var. de cochinilha, do esp. cochinilla.]. Bras. Zool. Inseto coccídeo, diminuto, que parasita vegetais, alimentando-se de seiva, e cujas fêmeas segregam substâncias cerosas, que lembram a laca (1), com que se protegem, e aos ovos e larvas. Os machos adultos têm duas asas, e as fêmeas são ápteras; constituem pragas para a lavoura. [Sin.: escama, piolho-de-planta, piolho-dos-vegetais.] São pontinhos brancos ou avermelhados, que sugam as folhas e talos das plantas até acabar com a seiva. Nome Popular Cochonilha. Ordem: Hemíptera. Filo: Arthropoda. Partes Afetadas: Toda a planta, principalmente folhas, ramos e raízes. Sintomas: Enrolamento e enrugamento das folhas, subdesenvolvimento da planta, casquinhas sobre as folhas, caule, brotações, frutos e raízes.São denominadas cochonilhas, os pequenos insetos pertencentes à superfamília Coccoidea. Eles têm aspecto bastante diferente de outros insetos e são muito importantes, devido às grandes perdas agrícolas que porporcionam. No entanto, apesar de muitas cochonilhas serem consideradas pragas, algumas espécies se destacam na produção de verniz (Llaveia axin), laca (Laccifer lacca), cêra (Ceroplastes ceriferus), medicamentos (Ceroplastes ceriferus) e corante carmim (Dactylopius coccus). Muitas também produzem uma secreção adocicada que, quando coletada e processada pelas abelhas (Apis mellifera) compõe o honeydew, um mel muito valioso e especial.As espécies de cochonilhas podem ter aparência muito distinta umas das outras. Elas podem ser algodonosas, de cor branca e aspecto farinhento, ou cerosas, de colorações variadas, como laranja, vermelho, verde, marrom, perolado, cinza, etc. As formas também são variadas, como cabeças de prego, conchas de ostras, bolinhas, escamas, etc.As fêmeas adultas são as pragas propriamente ditas. Elas são imóveis e com aparelho bucal sugador muito desenvolvido, capaz de sugar a seiva diretamente dos sistema vascular das plantas. Após a fixação, elas produzem cera, que forma a carapaça, recobrindo seu corpo como um escudo e que serve de proteção contra os inimigos naturais e os inseticidas. Os machos adultos são muito diferentes das fêmeas e têm vida efêmera, durando cerca de 2 dias. Eles nunca se alimentam, possuem asas, filamentos de cauda e se assemelham a pequenos mosquitos ou moscas. As cochonilhas podem se reproduzir sexualmente e por sete tipos diferentes de partenogênese, de acordo com a espécie. As fêmeas adultas põem ovos que eclodem dando origem a ninfas, que são móveis, possuem patas e antenas. Desta forma as fêmeas jovens podem se locomover, buscando encontrar um bom lugar para se fixarem. Após a primeira muda, suas patas se atrofiam e elas se tornam imóveis, passando a sugar ininterruptamente a seiva da planta. Os machos jovens são como as fêmeas jovens, mas no estágio final, produzem asas. As cochonilhas podem ser encontradas em ramos, folhas, frutos e raízes das mais diversas plantas. Muitas apresentam associação com formigas, que as protegem em troca da secreção adocicada que produzem. Esta secreção também propicia o surgimento da fumagina (Meliola sp e Capnodium sp), fungos de micélio escuro, que recobre as partes da planta, impedindo a fotossíntese. CONTROLE. As cochonilhas apresentam difícil controle através de inseticidas, principalmente as que têm espessa carapaça. A carapaça impede o contato dos produtos com o corpo do inseto e, desta forma o inseticida acaba afetando apenas os estágios de ninfas e os machos. No entanto o controle com pulverizações de emulsões de sabão e óleo mineral é efetivo, pois resulta em uma camada impermeável sobre o inseto, impedindo-o de respirar, matando assim por sufocamento. Combinações com calda de fumo também podem auxiliar na eliminação da praga. O controle biológico é muito importante no controle e é realizado por joaninhas e algumas espécies de vespas. Estes insetos agem predando as cochonilhas e outras pragas como pulgões. Portanto deve-se evitar ao máximo o uso de inseticidas sobre plantas afetadas, pois podemos estar matando os importantes predadores e outros insetos benéficos, como abelhas polinizadoras, sem no entanto afetar cochonilhas mais resistentes.
Emulsão de óleo: leve 1 kg de sabão picado, 8 litros de óleo mineral e 2 litros de água ao fogo até levantar fervura. Mexa até virar uma pasta, que pode ser armazenada para futuras aplicações. Na hora de pulverizar a emulsão, dissolva a pasta em água morna e misture o equivalente a 300 gramas para cada 20 litros de água fria.

CORÓS. Os corós (Coleoptera, Melolonthidae) são larvas de solo de insetos que apresentam desenvolvimento holometabólico. Apresentam o corpo em forma de “C”, de cor esbranquiçada com a cabeça e os três pares de pernas mais escuros. As espécies associadas ao trigo são nativas e sua importância econômica cresceu a partir dos anos 80. A espécie Diloboderus abderus (Sturm, 1826) é citada como praga de trigo desde a década de 1950, enquanto que Phyllophaga triticophaga Moron & Salvadori, 1998, foi registrada mais recentemente.Os corós constituem problema dos mais sérios para o trigo, no extremo sul do Brasil. Embora a semelhança das larvas possa levar a alguma dificuldade de identificação, estas espécies são facilmente reconhecidas e distinguidas quanto a aspectos morfológicos e biológicos. Os adultos (besouros) diferem claramente no tamanho e na cor, e as larvas (corós) podem ser distinguidas pelo tamanho, se comparadas no mesmo instar (fase larval), cor da cabeça e pela disposição dos pelos e dos espinhos na região ventral do último segmento abdominal.Os adultos de D. abderus são besouros de coloração quase preta, medindo em torno de 1,3 cm de largura e 2,5 cm de comprimento. Os machos não voam e apresentam um apêndice cefálico na forma de chifre, que se projeta para trás e outro apêndice torácico, bifurcado e mais curto que o anterior, que funcionam como instrumentos de defesa. O ciclo da espécie é anual. Adultos podem ser encontrados de novembro a abril, e a postura é feita nesse período, com mais freqüência em janeiro e fevereiro. Para oviposição, as fêmeas preferem locais com abundância de palha que é utilizada na proteção dos ovos e serve de alimento para as larvas pequenas. Cada fêmea coloca, em média, 14 ovos. A incubação dos ovos dura entre uma e duas semanas. As larvas duram em torno de sete meses, e passam por três instares até empuparem, geralmente a partir de outubro; em seu tamanho máximo atingem 4,0-5,0 cm de comprimento por 1,1 cm de largura, vivem a uma profundidade variável (geralmente entre 10 e 20 cm) e duram cerca de cinco meses, dentro de uma galeria vertical que lhe serve de abrigo. Os adultos de P. triticophaga são besouros de coloração marrom avermelhada brilhante, com pêlos dourados. Medem cerca de 1,8 cm de comprimento e 0,8 cm de largura. O ciclo desta espécie é bianual. De maneira mais intensa no mês de outubro e início de novembro, à noite, os adultos deixam o solo e vêem à superfície para acasalamento e dispersão. Os ovos são encontrados de novembro a dezembro. A fase larval ocorre desde o final deste primeiro ano, prolonga-se durante todo o ano seguinte e vai até janeiro-fevereiro do terceiro ano, entretanto, a alimentação é interrompida geralmente em novembro. A larva apresenta três instares e atinge 3,0-4,0 cm de comprimento por 0,8 cm de largura; não constrói galerias e vive muito próximo à superfície do solo (concentrando-se nos primeiros 10 cm de profundidade). As pupas são encontradas nos meses de janeiro a abril e a partir de março se transformam em adultos, forma na qual sobrevivem ao inverno, enterrados e sem se alimentarem.Ambas as espécies alimenta-se na fase larval, consumindo sementes, raízes e plantas que puxam para dentro do solo, após consumirem o sistema radicular. Um único coró, em atividade plena e em seu tamanho máximo, é capaz de consumir em torno de 2 plântulas de trigo em uma semana. Por serem polífagas podem atacar diversas espécies de plantas cultivadas ou não, incluindo plantas daninhas. Todavia, devido a coincidência fenológica, ocasionam maiores danos em culturas de inverno, embora também possam danificar culturas de verão semeadas precocemente (especialmente milho) ou em final de ciclo (especialmente P. triticophaga em soja). Em qualquer caso, os ataques iniciam em manchas, podendo evoluir para áreas maiores. A ocorrência de corós na cultura do trigo não está generalizada em todas as regiões produtoras. Além disso, numa mesma área, as populações flutuam naturalmente. O não revolvimento do solo para fins de plantio das culturas favorece a sobrevivência dos corós. A crescente adoção de sistemas conservacionistas de manejo do solo, como o plantio direto e o preparo reduzido, apesar de todas as demais vantagens que apresentam, têm contribuído para o aumento da incidência de corós. O coró-das-pastagens está amplamente disseminado no Rio Grande do Sul e em algumas áreas de Santa Catarina, claramente associado ao não revolvimento do solo. O coró-do-trigo ocorre no norte do Rio Grande do Sul, nas regiões do Planalto Médio, Alto Uruguai, Campos de Cima da Serra e Missões, assim como em Santa Catarina, tanto em plantio direto como em solos preparados convencionalmente para semeadura. Maiores danos às culturas podem ocorrer anualmente, no caso do coró-das-pastagens, ou em anos alternados, no caso do coró-do-trigo. Em função do tamanho e da capacidade de consumo das larvas de terceiro instar, o período mais crítico para as culturas vai de maio a outubro, e às vezes, a novembro. Os danos de corós em trigo são potencialmente grandes, e decorrem da morte de plantas nas fases de emergência e de perfilhamento e da redução da capacidade de produção das plantas que sobrevivem ao ataque.Outras espécies de corós têm sido relatadas na cultura do trigo, embora também não sejam pragas específicas. No estado do Paraná, Phyllophaga cuyabana, denominado coró-da-soja pode causar danos em trigo. Em Mato Grosso do Sul, Lyogenis suturalis, conhecido pelo nome comum de coró-do-milho também pode ser praga na cultura de trigo. CONTROLE. Sugere-se, para o controle de corós na cultura de cevada, o inseticida. O dano do coró do trigo é semelhante ao das pastagens, se alimenta principalmente do sistema radicular e a base das plântulas. Porem o seu controle se torna mais difícil na questão em que este coró não faz galerias no solo, dificultando e muito o seu controle por meio de pulverização aérea. O método mais eficaz no controle do coró do trigo se da no tratamento de sementes da cultura a ser implantada. Principalmente nas culturas de inverno, onde o espaçamento é reduzido, o percentual de controle aumenta devido a maior concentração de produto químico por m². Em áreas onde não foi realizado tratamento de sementes em culturas para cobertura de solo, podemos recorrer ao tratamento aéreo, que não é o mais eficaz, mas ajuda no controle dos corós que realizam galerias no solo. Além disso, não é recomendado plantar trigo em áreas infestadas com níveis superiores a 5 larvas/m² sem o uso do tratamento de sementes com inseticidas. Em algumas situações, a aveia preta tem mostrado maior tolerância aos danos de corós, podendo ser uma alternativa quando plantada no cedo e manejada até o final de agosto, para fins de cobertura de solo, pastejo e produção de palha, mas não deixando de lado o tratamento de sementes para fins de diminuir a população dos mesmos. O ciclo biológico do coró das pastagens é anual, onde os adultos podem ser encontrados de dezembro a abril, e a postura é feita com mais freqüência em janeiro e fevereiro e, após um período de incubação de uma a duas semanas, eclodem as larvas que passam por três instares até empuparem, a partir de outubro.
FERRUGEM. Nome Popular: Ferrugem, ferrugem-da-folha, ferrugem-do-colmo, ferrugem-amarela, ferrugem branca, ferrugem asiática, ferrugem polisora. Nome Científico: Hemileia vastatrix, Puccinia horiana, Phakopsora pachyrhizi, Physopella zea, Puccinia coronata, Puccinia cymbopogonis, Puccinia graminis, Puccinia melanocephala, Puccinea polysora, Puccinia recondita, Puccinia sorghi, Sphenospora kevorkianii, Tranzschelia discolor, Uredo behnickiana. Classe: Urediniomycetes. Filo: Basidiomycota Reino: Fungi. Partes Afetadas: Folhas, caules, flores e colmos. Sintomas: Lesões de coloração amarela a vermelha e em alguns casos branca, de formato arredondado a oblongo. Presença de esporos pulverulentos semelhantes à ferrugem.Muitas espécies de plantas são atacadas pela doença mais conhecida como ferrugem, mas embora o nome seja o mesmo, muitas vezes o agente causador da ferrugem não é o mesmo em se tratando de plantas distintas. Por exemplo, a ferrugem branca do crisântemo é causada pelo fungo Puccinia horiana e a ferrugem das orquídeas pelo Sphenospora kevorkianii. Entre as grandes culturas alimentícias destaca-se a ferrugem-do-colmo do trigo, causada por Puccinia graminis, e a ferrugem asiática da soja, causada por Phakopsora pachyrhizi, entretanto existem outras espécies de fungos que causam ferrugens em café, roseira, milho, capim-limão, pessegueiro, goiabeira, macieira e jabuticabeira, entre tantos outros.As ferrugens são assim denominadas devido à lesão com massa de esporos pulverulenta de coloração amarela a avermelhada. Os esporos são estruturas de dispersão dos fungos, semelhantes às sementes das plantas. Seu tamanho é diminuto e cada lesão pode conter milhões de esporos sendo que, para haver nova infecção, basta que um único esporo germine em condições ideais de temperatura e umidade. No entanto a viabilidade germinativa dos esporos é restrita e nem todos os produzidos acabam por gerar novas infecções. O principal mecanismo de dispersão dos esporos é o vento, que pode carregá-los por milhares de quilômetros. As ferrugens geralmente se beneficiam de climas amenos, com temperaturas moderadas e alta precipitação. Observa-se maiores incidências em anos chuvosos e propensos a formação de orvalho sobre as folhas. Estes fatores se relacionam com a necessidade de haver molhamento das folhas para que o esporo germine. Por isso, irrigação mal manejada pode favorecer aparecimento de ferrugem, o ideal é irrigar o solo ou substrato e evitar molhar em demasia as folhas, principalmente se há histórico da doença no local. CONTROLE. Os danos causados às plantas são irreparáveis partindo do ponto de que os tecidos vegetais afetados não têm capacidade regenerativa. Em ornamentais o ideal é destruir as plantas atacadas para evitar que outras plantas sejam afetadas. Em grandes culturas, o uso de fungicidas pode minimizar o impacto negativo sobre a produção que é o objetivo dos cultivos. Infelizmente, não existem produtos fungicidas curativos, apenas preventivos, por isso as doenças são um sério problema. Existe uma receita de fungicida caseiro fácil de preparar e muito utilizada na agricultura, trata-se da Calda Bordalesa. Consiste na mistura de sulfato de cobre, cal hidratada ou cal virgem e água. Esta calda tem eficácia comprovada sobre muitas espécies de fungos e bactérias em muitas plantas, sejam ornamentais, frutíferas, produtoras de grãos ou hortaliças. As aplicações devem ser feitas preventivamente, como a Calda Bordalesa age por contato, após alguns dias ou após uma chuva de média intensidade, deve ser feita nova aplicação. Não aplicar diretamente sobre todas as plantas, deve-se testar em poucas folhas e averiguar se não há toxidez, pode diluir ou concentrar a calda caso necessário. Vale ressaltar que a sanidade das plantas deve sempre ser averiguada no momento da compra, muitas doenças são transmitidas via substrato contaminado ou plantas doentes. Portanto, muito cuidado na hora de comprar, certamente este é o melhor método de prevenção não só da ferrugem, mas de outras doenças. FORMIGAS. [Do lat. formica, por via popular.]. Zool. Designação comum a todos os insetos himenópteros, formicídeos, caracterizados por terem o hipopígio do macho em espinho voltado para cima. As fêmeas são dimórficas, as operárias ápteras, com suturas torácicas ausentes ou muito reduzidas, e as formas férteis com suturas presentes. Vivem em colônias. Nome Popular Formiga, formiga-cortadeira. Ordem: Formicidae. Filo: Arthropoda.Partes Afetadas: Folhas verdes ou secas, casca de caules, caules verdes, frutos e flores.Sintomas: Enfraquecimento, tombamento, morte repentina, apodrecimento de ramos, queda de flores e frutos. As formigas são insetos conhecidos por todos. Vivem nos mais diversos ambientes e estão sempre atentas a qualquer pedaço de alimento que esqueçamos em algum lugar. O estudo das formigas denomina-se mirmecologia. Nem todas as espécies de formigas utilizam partes vegetais; as que atacam plantas são, principalmente, as Saúvas (Atta spp.) e as Quenquéns (Acromyrmex spp.). Essas espécies de formigas são conhecidas como cortadeiras, pois cortam as plantas e carregam os pedaços para dentro dos ninhos. Ao contrário do que muitos pensam, os pedaços vegetais carregados não servem para alimentação da colônia, mas sim, para alimentar uma espécie de fungo que, por sua vez, será o alimento das formigas. Outra forma de as formigas prejudicarem as plantas é protegendo outras espécies de pragas, como pulgões e cochonilhas. As formigas protegem esses animais da ação de predadores para obter alguma substância nutritiva em “troca”. De forma geral, as formigas consideradas pragas que não são cortadeiras são chamadas de domésticas (Camponotus spp., Crematogaster spp., Wasmannia spp., etc). Manter os ambientes limpos é a principal forma de evitar o “ataque” de formigas domésticas, uma vez que seu controle é extremamente difícil. Elas instalam-se em frestas e rachaduras das construções e podem facilmente dividir a colônia em colônias menores. Dica: o cravo-da-índia é repelente desse tipo de formiga.
As cortadeiras saúvas têm o hábito de deixar trilhas nos locais onde coletam os vegetais, de forma que é simples seguir e descobrir onde está a colônia. No entanto, as quenquéns além de buscar “suprimentos” durante a noite, não deixam trilhas e por isso a sua localização e controle é mais difícil. CONTROLE. Dentre os principais métodos de controle, o uso de iscas formicidas e inseticidas em pó são os que mais se destacam. Dica: o gergelim e o agave são tóxicos para o fungo que serve de alimento às formigas. Colocar gergelim próximo aos ninhos pode ajudar no combate a essas pragas. Talvez o mais terrível inimigo da horta, a formiga saúva e em certos lugares a formiga quemquém. Estas duas formigas cortadeiras, são eficientemente combatidas com uma série de formicidas: sulfureto de carbono, brometo de metila e outros que se encontram no comércio e cujas bulas, que acompanham o produto, explicam o modo de usar. Para pequenas áreas, o melhor remédio é fazer o controle preventivo, com meios mecânicos, impedindo que as formigas cheguem até as folhas das plantas.Formiga saúva. [Var. de saúba, do tupi.] Bras. Zool. Designação comum aos insetos himenópteros, formicídeos, gênero Atta, distribuído por todo o Brasil. As saúvas são cortadeiras e carregadeiras, utilizando as folhas cortadas e outras substâncias para cultivarem o fungo com que se alimentam. São consideradas a mais importante das pragas agrícolas do Brasil. São sociais, e vivem em formigueiros subterrâneos, formados de várias panelas, canais e olheiros. [Sin.: formiga-cortadeira, formiga-carregadeira, formiga-de-mandioca, formiga-cabeçuda, formiga-de-roça, lavradeira, roceira, cabeçuda, caçapó, cortadeira, maniuara.] Formiga quenquém [Voc. onom.]. Bras. Zool. Inseto himenóptero, formicídeo, gênero Acromyrmex, cujos ninhos se restringem a uma única panela. Algumas espécies constroem ninhos subterrâneos, em cuja boca depositam fragmentos de vegetais. Podem causar grandes prejuízos à lavoura. [Sin.: carrieira, chanchã, formiga-carregadeira, formiga-cortadeira, formiga-de-monte, formiga-mineira, formiga-quenquém, quenquém-de-monte.] Formiga lava-pé, designação comum aos insetos himenópteros, formicídeos, sobretudo às espécies do gênero Solenopsis, sendo a mais comum a S. saevissima, cujos ninhos subterrâneos são protegidos na entrada por um amontoado de pequenas partículas de terra bastante finas; formiga-de-fogo, formiga-de-novato, novato, formiga-malagueta, formiga-ruiva, lava-pé, lava-pés, jiquitaia, mordedeira, tacibura, tacipitanga, taçuíra, taxi.A Formiga lava-pé, pequena e de cor vermelha, apesar de não atacar as hortaliças, é perigosa para as crianças pois pica ferozmente causando dor e irritação. Elas mudarão de endereço, se localizarmos seu ninho e jogarmos água fervendo no buraco deste ninho. Já no caso da formiga quen-quen, o único controle é a aplicação de produto químico, sendo necessário consultar uma cooperativa ou engenheiro agrônomo. Formigas Saúva (cabeçuda): Para combater esta formiga, existe no mercado uma série de formicidas. Mas o mais prático e que não exige equipamento para aplicação é o formicida granulado (em grãos). Você deve ter o máximo cuidado de não tocar as mãos no formicida, porque as formigas notariam o cheiro humano e não o levariam para o formigueiro. A melhor hora para colocar o formicida no canteiro das formigas é a tardinha, pois à noite elas o carregam para o formigueiro. Você deve ter cuidado para não colocar o formicida em lugares úmidos e nem aplicar quando estiver ameaçando chuva. O formicida não deve ser deixado ao alcance de crianças nem de animais, porque é altamente perigoso e pode provocar até morte. Outros tipos de Formiga (lava-pés, quem-quem, cupim etc.): Usar uma solução de creolina, feita com 1 (um) copo de creolina para cada 10 (dez) litros de água. Uso correto: Localizar o formigueiro. Remover a terra com a enxada. Encharcar o local com a solução de creolina. Se você tem horta ou jardim em casa, deve tomar cuidado com as formigas, que atacam as plantas. Elas podem ser um pesadelo. Vivem numa sociedade organizada. E não têm medo do trabalho. Você não vai espantar com este dado: são mais de 7.500 espécies de formigas no mundo, distribuídas em quase todas regiões do Planeta. Elas só não existem nos pólos e em algumas ilhas oceânicas. Na natureza, os inimigos se encarregam do equilíbrio ecológico: rãs, sapos e galinhas comem formigas. Além, é claro, do falado tamanduá, no Cerrado brasileiro. Já nas áreas cultivadas, elas têm comida à vontade e não têm inimigo natural. Aí proliferam demais. Vale lembrar que formigas têm papel importante na natureza: quando escavam o chão, para construir formigueiros, elas afofam a terra. Trazendo folhas picadas para seu ninho, contribuem para a fertilização do solo. Carregando sementes, podem ajudar a espalhar espécies nativas.Tem mais: algumas espécies de formigas protegem determinadas plantas, espantando animais herbívoros, em troca de alimento e moradia. O problema é o desequilíbrio ecológico. Se elas estiverem impedindo o desenvolvimento da horta ou jardim, há receitas caseiras para combatê-las. O importante é não usar produto tóxico. Cultivar gergelim bravo próximo ao formigueiro é uma boa dica para eliminar o inseto voraz. Também dá para, simplesmente, espalhar sementes desta planta no caminho das formigas. Mudas de hortelã-pimenta, calêndula e batata-doce, distribuídas pelo local atacado pelas formigas é outra boa saída. Elas também fogem da lavanda, manjerona, cravo-da-india e alho. Amarrar na planta um saquinho de gaze, ou outro tecido, cheio de pimenta vermelha, também é um jeitinho muito usado.Se as formigas estão atacando suas árvores, a dica é enrolar uma faixa melada com graxa ao redor dos troncos. Será um obstáculo intransponível. Em vez da faixa, dá para usar uma lata, com graxa na parte interna.Se o problema for formigas na cozinha, é simples espantá-las. Coloque um pouco de enxofre num saquinho de pano e deixe nas gavetas e prateleiras. Há quem prefira manter um ramo de salsa num copo com água. Na horta ou jardim, a formiga cortadeira é a mais temida. É a famosa saúva (gênero Atta). Ela ataca as folhas de vegetais como beterraba e pimentão. Para resolver este drama, basta preparar uma isca. Conheça a receita. (Isca contra saúvas) (1.) Bata no liquidificador algumas folhas de angico com água. Deixe o preparado descansando por dez dias. O cheiro é forte. Depois, coe a mistura e junte bagaço de laranja. Para completar adicione farinha de trigo, fazendo bolinhas bem pequenas com esta massa, para que as formigas possam carregar. Espalhe estas pequenas armadilhas pela trilha das cortadeiras. A formiga de solo, ou lavadeira, é mais fácil de combater. Esta espécie ataca rabanete, beterraba e cenoura, penetrando no solo e retirando as partes comestíveis. Isso forma inúmeras feridas na hortaliça. Para que mudem de endereço, misture uma porção de cal virgem para cinco de água, jogue na toca e tampe. Lembre: as formigas vivem numa sociedade hierárquica, com o soldado, o carregador, o obreiro e o ceifador. Os pedaços de folhas, vegetais e restos de comida que elas carregam, servem para alimentar uma colônia de fungos, chamados Rhozites gongylophora. Eles vivem dentro do formigueiro e são a comida delas. Na verdade tanto os inseticidas caseiros como o plantio de gergelim não matam diretamente a formiga. Eles destroem o fungo. Sem alimento, a formiga não sobrevive. FUNGOS. [Do lat. fungu.]. Biol. Organismo pertencente ao Reino Fungi (q. v.), e que pode existir ou como célula única, ou formar um corpo multicelular dito micélio, que consiste em filamentos denominados hifas. Os fungos são encontrados, ger., em condições terrestres úmidas e, devido à ausência de clorofila, são ou parasíticos, ou saprofíticos, em relação a outros organismos. Invisíveis a olho nu, certos fungos provocam doenças nas hortaliças. O que se percebe é o surgimento de manchas, brancas ou amarelas, nas folhas. Todo cuidado é pouco, para a doença não se espalhar: devem-se arrancar todas as folhas atacadas. Os fungos (Fungi) são um vasto grupo de organismos heterotróficos classificados como um reino pertencente ao Domínio Eukaryota. Estão incluídos neste grupo organismos de dimensões consideráveis, como os cogumelos, mas também muitas formas microscópicas, como bolores e leveduras. Foram já descritas umas 70.000 espécies, mas talvez existam até 1,5 milhões de espécies, sendo que a maioria ainda está a ser identificada e descrita pelos micologista (Hawksworth, 1991; Hawksworth et al., 1995). O Reino Fungi sofreu mudanças substanciais no arranjo dos vários filos nas últimas décadas, especialmente a partir do momento em que técnicas para comparar características bioquímicas (tais como RNA ribossômico e DNA) se foram tornando mais sofisticadas. A filogenia apresentada aqui segue a de Bruns et al. (1991, 1993) para os Eumycota' (fungos verdadeiros) e reconhece quatro divisões: os Chytridiomycota, Zigomycota, Ascomycota e Basidiomycota. Os fungos ocorrem em todos os ambientes do planeta e incluem importantes decompositores e parasitas. Fungos parasitas infectam animais, incluindo humanos, outros mamíferos, pássaros e insetos, com resultados variando de uma suave comichão à morte. Outros fungos parasitas infectam plantas, causando doenças como o apodrecimento de troncos e aumentando o risco de queda das árvores. A grande maioria das plantas vasculares têm associações simbióticas com fungos, a nível da raiz, ao que se dá o nome de micorrizas. Esta associação ajuda as raízes na absorção de água e nutrientes. Alguns fungos, tais como: Shiitake, Porto Bello, Champignon, shimeji, Maitake e Mexican Corn Smut, são utilizados como alimento; outros são extremamente venenosos. Por muito tempo os fungos foram considerados vegetais mas a partir de 1969, foram classificados em um reino à parte, o Reino Fungi (TRABULSI et al., 1999). São também conhecidos como bolores, mofos ou cogumelos, estão interferindo constantemente em nossas atividades diárias. Características. Os fungos constituem um grupo de organismos em que não ocorre clorofila (são heterótrofos). São geralmente filamentosos e multicelulares. O crescimento é em geral apical, mas normalmente qualquer fragmento hifálico pode dar origem a outra formação micelial quando destacado e colocado em meio apropriado. As estruturas reprodutivas são diferenciadas das vegetativas, o que constitui a base sistemática dos fungos (PUTZKE e PUTZKE, 1998). Alguns podem ser microscópicos em tamanho, enquanto outros são muito maiores, como os cogumelos e fungos que crescem em madeira úmida ou solo. Os fungos formam esporos, que são dispersos por correntes de ar (PELCZAR et al., 1996), encontrando-se no solo, na água, nos vegetais, em animais, no homem e em detritos, em geral (TRABULSI e TOLEDO, 1996).
O Reino Fungi é dividido em cinco filos: Oomycota que compreende os fungos aquáticos: Zygomycota os fungos terestres; Ascomycota as trufas, bolores verdes, amarelos e vermelhos; Basidiomycota os cogumelos, ferrugens e carvões; Deuteromycota fungos do tipo Penicillium. Reprodução. Os fungos se reproduzem em ciclos assexuais, sexuais e parassexuais. A reprodução assexuada ocorre através de brotamento, fragmentação e produção de conídios. A reprodução sexuada culmina na produção de basidiósporos, no caso de basidiomicetos. A reprodução parassexuada consiste na fusão de hifas e formação de um heterocarion que contém núcleos haplóides. Apesar de ser raro, o ciclo parassexual é importante na evolução de alguns fungos (PELCZAR et al.., 1996). Nutrição. De acordo com a nutrição, os fungos são classificados em duas categorias: saprófitas (ou sapróbios) e parasitas. Os saprófitas se alimentam de matéria orgânica animal ou vegetal morta e os parasitas vivem dentro de ou sobre organismos vivos (animais ou vegetais), deles retirando seus alimentos, absorvem nutrientes em vez de ingeri-los, secretando enzimas digestivas no substrato onde se desenvolvem. Essas enzimas catalisam a quebra de moléculas grandes em moléculas suficientemente menores para serem absorvidas pela célula fúngica. Por essa razão, os fungos crescem dentro ou sobre os alimentos (RAVEM, 2001). Desenvolve-se geralmente em meios contendo um pH baixo, uma fonte de carbono uma fonte de nitrogênio orgânico ou inorgânico e alguns minerais. Alguns necessitam de vitaminas. (PELCZAR et al., 1996). Utilização. Os fungos são muito utilizados industrialmente como o Penicillium utilizado na fabricação da penicilina e o Aspergillius niger na fabricação da progesterona e ácido cítrico, na obtenção de exopolissacarídeos com potencial terapêutico (ROSADO et al., 2003; WISBECK et al., 2002; FAN et al., 2001; MAZIERO et al., 1998; BURNS et al., 1994), como integradores e aromatizadores de alimentos como sopas e cremes (SOLOMONS, 1975), na maturação de queijos do tipo roque fort e camembert, e na fabricação do saque vinho de arroz pelo fungo Aspergillus orysae. Oídio é o nome genérico dado a um elevado número de fungos unicelulares pertencentes à família dos erisifáceos. Por extensão, dá-se o nome de oídio às doenças das plantas provocadas por aqueles fungos. Uma das doenças mais comuns e de maior importância econômica causadas por este grupo de fungos é o oídio tuckeri da videira, provocado pelo anamorfo da espécie Uncinula necator (Schw.) Burrill. Os fungos também são causadores de muitas doenças como,micoses na pele ou nas unhas, rinites, bronquites, asma e nas plantações de café, milho e feijão causam a ferrugem que é uma praga que pode destruir plantações. O oídio é provocado pelo fungo Uncinula necator e os seus efeitos são visíveis nas folhas, nos pâmpanos novos e sobretudo nos cachos. O tempo nublado e o ar com elevada umidade relativa são as condições favoráveis para o desenvolvimento do oídio. No Inverno o oídio refugia-se no interior dos gomos sob a forma de micélio ou sob a forma de cleistotecas nas folhas e varas que se encontram no solo. Na Primavera o micélio nos gomos germina e liberta conídios. As cleistotecas rebentam libertando os ascos com os ascósporos. Os conídios e os ascósporos chegam aos órgãos receptivos da videira através da ação do vento e germinam. O micélio desenvolve-se sobre a planta formando conidióforos que libertam conídios. Estes conídios ao caírem sobre a planta germinam formando filamento miceliano e novos conidióforos que libertam conídios que vão produzir novas infecções. Estes ciclos sucedem-se durante todo o período vegetativo. Todos os órgãos verdes da videira podem ser infectados.Folhas: (1.) Ligeiro frisado nos bordos. (2.) Pequenas manchas amarelas na página superior e na zona correspondente da página inferior, pequenos riscos que correspondem a células mortas. (3.) Formação de frutificações cinzentas. CONTROLE. Deverá ser realizada uma seleção cuidada das castas (se possível escolher aquelas que são mais resistentes ao oídio), porta-enxertos e do sistema de condução a implementar. Além disso, a poda deve permitir o arejamento e exposição à luz e se for necessário deverão ser realizadas intervenções como a desfolha ou a despampa. Na poda de Inverno as varas com cleistotecas visíveis devem ser eliminadas. Luta química: (1.) Fungicidas de contacto: inibem a formação de conídios e a formação dos haustórios antes da contaminação. (2.) Enxofre (na variante molhável ou em pó) e dinocape. (3.) Sistémicos do tipo IBE (inibidor da biossintese do ergoesterol) (espiroxamida, fenarimol, fenebuconazol, flusilazol, hexaconazol, miclobutanil, penconazol, propiconazol, tebuconazol e tetraconazol). (4.) Sistémicos estrobilurinas: azoxistrobina, cresoxime-metilo e trifloxistrubina. (5.) Outros: quinoxifena. GAFANHOTOS. Os gafanhotos são os insetos pertencentes à subordem Caelifera da ordem Orthoptera, caracterizados por terem o fémur das pernas posteriores muito grandes e fortes, o que lhes permite deslocarem-se aos saltos. Algumas espécies formam enormes enxames que podem devastar grandes áreas de cultura; no entanto, essas pragas são utilizadas por alguns povos como fonte de proteínas. Os gafanhotos são polífagos, se alimentam de folhas de vários tipos de plantas tais como: citros, arroz, soja, pastagens, alfafa, eucalopto e outras. A palavra Gafanhoto significa inseto dos acridídeos ou dos locustídeos de antenas curtas, especialmente os que migram em grandes nuvens. Dentre as diversas palavras hebraicas traduzidas “gafanhoto”, “‘ar.béh” e da grega “a.krís”, aparece mais freqüentemente e é entendida como se referindo ao gafanhoto (locusta) migratório, o inseto no estágio alado, plenamente desenvolvido, andam em bando e se estendem sobre a terra. A Tradução da palavra hebraica “Gob” e “Gobay”, inseto que saem da terra (Na 3.17), e que devoram a erva (Am 7.2). Com certeza, um inceto da família dos gafanhotos e de espécie desconhecida.A palavra brugo, locusta e gafanhoto tradução da palavra hebaica “Salam”, devorador. Uma espécie desconhecida de gafanhoto (Lv 11.22). Classificação Científica: Reino: Animália. Filo: Arthropoda. Classe: Insecta Subclasse: Pterygota. Divisão: Neoptera. Ordem: Orthoptera. Subordem: Caelifera. Informações Importantes. Os gafanhotos são insetos que podem ser encontrados em diversas partes do mundo: América, Europa, Ásia Ocidental e região norte da África. Embora tenham hábitos solitários, costumam formar grupos em grandes quantidades (nuvens de gafanhotos) para atacar plantações. Alimentam-se de folhas de diversos tipos de árvores ou plantas. Possuem um par de pequenas antenas. Emitem um som ao esfregarem as pernas traseiras. As pernas traseiras são grandes e fortes, possibilitando a estes insetos saltos a grande distância. O acasalamento dos gafanhotos ocorrem durante o verão. A fêmea do gafanhoto costuma botar de 50 a 100 ovos de uma única vez. As larvas costumam nascer na época do inverno. Características Principais. Cor: marrom claro e verde. Comprimento: 3 a 5 cm (macho) e 6 a 8 cm (fêmea). Peso: de 10 a 30 gramas. O gafanhoto é considerado uma das piores pragas da agricultura brasileira. Pois pode chegar a causar danos em áreas muito grande, as áreas de plantio é um de seus habitat favoritos. Além de gregário, já que só anda em bandos, esse inseto é capaz de comer o correspondente a seu peso por dia se alimentam desde gramíneas e pastagens até roupas e móveis e, por esse motivo, não é à toa que o governo brasileiro gasta anualmente cerca de um milhão de dólares em inseticidas químicos para controlar o gafanhoto. CONTROLE. Ataques de gafanhotos, deve-se observar os locais de postura dos ovos, que geralmente são solos sem vegetação e demarca-los sem removê-los. Assim que os "mosquitos" se espalhem, aplicam-se as iscas ou inseticidas, que podem ser adquiridas em lojas de produtos agropecuários. LAGARTAS. [Do lat. *lacarta, por lacerta.]. Zool. Designação comum às larvas dos insetos lepidópteros, cujo tipo é eruciforme. São polípodes, e têm o corpo vermicular alongado e mole, três pares de patas verdadeiras no tórax, e pernas abdominais do tipo reduzido, sob a forma de protuberâncias.
Proliferam-se com rapidez e se alimentam das partes aéreas da planta. Para combatê-las, recomenda-se a remoção manual ou com uma pinça. No caso de não conseguir localizá-las, basta revolver a terra em volta da planta para que fiquem expostas ao sol. Na linguagem vulgar, chama-se lagarta ao primeiro estágio larval dos insetos da ordem lepidoptera. Têm o aspecto de vermes, por vezes segmentados e com os rudimentos dos três pares de patas característicos dos adultos. O estado seguinte chama-se pupa e geralmente forma-se dentro dum casulo. Geralmente, as lagartas alimentam-se vorazmente e podem atingir tamanhos de mais de 10 cm, embora o inseto adulto raramente chegue a essas dimensões. Algumas alimentam-se de folhas de plantas e podem constituir uma praga nas culturas e jardins. Outras desenvolvem-se dentro de frutos em maturação – a mãe coloca os ovos dentro do ovário da flor e a larva alimenta-se do pericarpo ou mesmo da semente. Noutros casos, os ovos podem ser colocados por baixo da pele dum animal vivo e as lagartas parasitam-no. As lagartas das moscas alimentam-se de animais mortos ou de dejectos – são detritívoras. Há no Brasil lagartas, denominadas taturanas assassinas, cujo veneno pode levar à morte. No entanto, nem todas as lagartas são prejudiciais – quer ao homem, quer aos ecossistemas. O bicho-da-seda, por exemplo, é a larva que, ao passar a pupa, constrói o seu casulo com seda. Muitas lagartas fazem parte da alimentação de vários povos. À medida que cresce, a lagarta muda de pele algumas vezes. O período entre duas mudas é chamado instar. A lagarta deixa de se alimentar no último instar, esvazia o estômago, fixa-se e sofre a última muda, da qual surge a pupa ou crisálidaPor se moverem de forma semelhante, chamam-se lagartas às cintas metálicas (ou "esteiras") que unem as rodas dos veículos que requerem alta capacidade de tração, como por exemplo os tratores utilizados na construção de estradas e terraplenagem, certos veículos militares como os tanques, etc. CONTROLE - pulverizar a planta infectada - Dissolver 10 gramas de fumo de rolo e 100 gramas de sabão de coco em 20 litros de água fervente. Deixe descansar por 12 horas e pulverize os locais afetados.Podem também aparecer lagartas: as mais comuns são as "curuquerê", que comem folhas de couve e rúcula. Quando em pequena quantidade pode-se fazer a retirada manual destas lagartas. Porém, se a quantidade for grande, vamos utilizar a calda de fumo. A boa dica, neste caso, é separar algumas lagartas, construir com as crianças uma casinha para elas (garrafa pet cortada ao meio, fechada com gaze, com folhas e um chumaço algodão úmido dentro, para proporcionar alimentação), observando seu desenvolvimento até virarem mariposas.

Lagartas. Vários tipos de larvas de mariposas e borboletas estão associadas a solanáceas em geral, porém apenas as espécies Neoleucinodes elegantalis (Lepidoptera, Pyraustidae), Tuta absoluta e Gnorimoschema barsaniella (Lepidoptera, Gelechiidae), Agrotis ipsilon e Prodenia spp. (Lepidoptera, Noctuidae) causam danos de importância econômica, por serem mais abundantes e de distribuição generalizada nas culturas. Outras espécies como: Helicoverpa zea (Lepidoptera, Noctuidae), Manduca sexta (Lepidoptera, Sphingidae) e Mechanitis lysimnia (Lepidoptera, Danaidae) são de ocorrência ocasional e não merecem medidas de controle químico especiais. LAGARTA ROSCA – Bras. Zool. Designação comum às lagartas dos insetos lepidópteros, noctuídeos, especialmente os da subfamília dos agrotíneos. Atacam o coleto das plantas durante a noite, enterrando-se no solo durante o dia. Quando tocadas, enrolam-se rapidamente, permanecendo certo tempo como se estivessem mortas. Atacam o fumo, o algodoeiro, hortaliças, batatinha e plantas de jardim. [Sin., nesta acepç.: lagarta-rosca.] Lagarta rosca (Agrotis ipsilon) (Hufnagel, 1767) (Lepidoptera: Noctuidae). A coloração da lagarta varia de cinza-escuro a verde-escuro, tem o hábito de quando tocada enrolar-se rapidamente. O adulto é uma mariposa de coloração marrom. Esta praga corta o coleto da planta em nível de solo. O ataque intenso reduz significativamente o estande de plantas. Lagarta Rosca - Agrotis ipsilon e Prodenia spp. Estas duas espécies são as mais comuns e os mais importantes tipos de lagartas denominadas ‘roscas’ que são encontradas nas lavouras. São confundidas erroneamente com algumas espécies do gênero Spodoptera, que também têm o hábito de se enroscarem ao serem tocadas. Os adultos da lagarta-rosca são mariposas grandes, de envergadura aproximada de 50 mm de comprimento e apresentam asas anteriores escuras e posteriores brancas ou cinzentas. As fêmeas podem fazer postura de até 1000 ovos, que são depositados em folhas e caules das plantas, isoladamente ou em massas. As lagartas possuem o hábito de cortar as plantas ao nível do solo durante a noite e, durante o dia, as lagartas podem ser encontradas a pouca profundidade do solo, bem próximo às plantas cortadas anteriormente. O prejuízo causado pela lagarta-rosca tem como conseqüência a redução do número de plantas, sendo que em alguns casos há exigência de replantio em até 50% da área. O período em que este inseto torna-se mais prejudicial à pimenteira é logo após o transplantio, quando as plantas estão em fase de pegamento, o que as tornam mais sensíveis. No entanto, mesmo com o crescimento das plantas e, conseqüentemente, com o aumento do diâmetro e da dureza do caule, os danos da lagarta-rosca podem ser observados, através do corte dos ponteiros, que são tenros e não oferecem resistência às suas mandíbulas. Por isso, o acompanhamento da cultura é fundamental para se evitar prejuízos em épocas onde o replantio já não é mais viável. CONTROLE. (1.) Fazer uma aração profunda três a seis semanas antes do plantio, mantendo neste período a área livre de ervas daninhas e restos culturais; (2.) Após o transplante, procurar manter a cultura limpa, evitando-se o uso de cobertura morta, restos culturais ou restos de capinas na área da cultura, que servem de abrigo para as lagartas, protegendo-as de eventuais predadores ou outras medidas de controle; (3.) Fazer as pulverizações com inseticidas ao entardecer, dirigidas à base e na projeção da copa das plantas.Encontradas embaixo do solo a uns 10 cm de profundidade, elas podem ser pegas com uma isca bem fácil de fazer. Isca: misture 100 gramas de açúcar, 100 gramas de pó de arroz e 5 gramas de inseticida DIPEL (biológico). Vá adicionando água até criar flóculos. Aí é só espalhar a isca em volta da planta atacada. LAGARTA MINADORA - Nome Popular Lagarta-minadora, minadora, minador, larva-minadora. Ordem: Lepidóptera. Filo: Arthropoda. Partes Afetadas: Brotações, tecidos tenros e folhas verdes. Sintomas: Enfraquecimento, formação de galerias em folhas e brotações novas.A lagarta-minadora é um tipo muito peculiar de inseto, ao menos em se tratando de sua forma de atacar as plantas. É chamada de minadora porque a fase larval desenvolve-se sob a primeira camada de tecido foliar, formando galerias por onde passa. Os gêneros mais comuns infestando as plantas são Phyllocnistis e Liriomyza. (Ver Minador de folhas)Essa praga ataca brotações e folhas de diversas plantas como: tomateiro, citros diversos, couve e muitas espécies de plantas ornamentais.O inseto adulto é bem conhecido, trata-se de uma pequena mariposa de no máximo 1 cm de comprimento que coloca os ovos sobre as folhas das plantas e, quando esses eclodem, a lagarta penetra e alimenta-se de tecido vegetal. Esse ciclo leva de 8 a 20 dias para completar-se, fazendo com que a infestação cresça rapidamente. Além do dano causado por si, a minadora ainda facilita a entrada de microorganismos que causam doenças nas plantas como fungos e bactérias. Ocorre durante o ano todo, principalmente no período mais seco, quase desaparecendo em períodos chuvosos. A irrigação derruba os ovos e as larvas que não penetraram nas folhas ou ramos, o que pode diminuir a incidência da praga. CONTROLE. Em condições naturais, a praga é controlada por parasitóides dos gêneros Diglyphus, Chrysocharis e Halticoptera e por predadores de pupas como as formigas. O controle químico é o mais usado, porém, tem efeito satisfatório apenas nos adultos ou em larvas recém eclodidas, nas lagartas que estão minando, o tecido vegetal acaba por proteger a minadora. Arrancar folhas com a praga e destruí-las também é importante para controlar a população. LESMAS, [Do lat. limace, poss. por uma var. dialetal itálica *lemex, icis, com metátese.] Zool. Designação comum aos moluscos gastrópodes limacídeos, de concha muito reduzida e oculta sob o manto, e dos vaginulídeos, desprovidos de concha. Vivem em lugares úmidos, e alimentam-se exclusivamente de vegetais. [Sin.: tintureiro-das-pedras e cumbé.]. Zool. Planária.Classe: Gastropoda. Família: Várias. Nome vulgar: Lesma. Tamanho: Variável. Coloração marrom e acizentada. Reprodução Sexuada. Alimentação: Plantas diversasAs lesmas são moluscos gastrópodes da sub-ordem Stylommatophora, que possuem respiração cutânea. Distinguem-se dos restantes gastrópodes, em particular dos caracóis, pela inexistência de concha externa proeminente. O corpo das lesmas é constituído por manto, pé e cabeça com um par de tentáculos ópticos e um par de tentáculos sensoriais, ambos retráteis. São bastante sensíveis à desidratação e algumas também são sensíveis à luz. As lesmas são seres hermafroditas. Caracterizam-se pelo fato de que, durante o seu desenvolvimento, a massa visceral sofre uma torção de 180 graus (característica dos moluscos gastrópodes), enrolando-se sobre si mesma. Assim, adotam a forma espiral tão característica da concha dos caracóis. As lesmas são um problema sério em várias culturas, hortas, pomares e jardins. Alimentam-se de uma grande variedade de plantas, devorando tanto as raízes quanto a parte aérea, sempre no período da noite. Sabe-se que o local está infestado por lesmas pela observação dos rastros de muco que ficam no chão cimentado e muros.Desidratação. Como animal muito sensível à desidratação, a lesma pode morrer ao se jogar sal sobre ela. Tal fenômeno é devido à osmose, já que a concentração salina fora de seu corpo é muito maior. Popularmente isto é visto como um "derretimento". Biologia. Estes animais costumam aparecer quando o tempo está fresco (não ensolarado) e úmido. Quando estas circunstâncias permanecem, a população de lesma pode aumentar. A maioria das espécies de lesmas são adultos quando o inverno acaba, colocando seus ovos no começo da primavera. Os ovos são colocados no solo e chocam em aproximadamente 12 dias, e no começo, as lesmas se alimentam de parte do próprio ovo, de depois se move para as plantas. O sucesso destes estágios determinará o tamanho da população no verão. Quando as circunstâncias estiverem frescas e úmidas, os mais jovens sobreviverão, pois tem poucos predadores naturais. O seu habitat: Jardins, Sob folhas, Hortas. PREVENÇÃO E CONTROLE. Colocar cascas de legumes e folhas de verdura sobre um jornal ao anoitecer. Durante a noite as lesmas serão atraídas para o alimento e logo ao nascer do sol deve-se retirar o jornal com as lesmas e matá-las; Pano ou estopa embebidos em cerveja também são um bom atrativo para lesmas. O procedimento é o mesmo do jornal com legumes e verduras. Realizar catação manual. Para controle residencial existem vários produtos de venda livre encontrados no comércio em geral. Manejo. Para evitar que as larvas se multipliquem, o controle deve ser iniciado com as primeiras chuvas. A detecção da presença das lesmas, ou mesmo o controle na área de cultivo ou nas regiões circunvizinhas, antes do plantio, pode ser feito com armadilhas confeccionadas com sacos de aniagem. Esses sacos devem ser umedecidos e embebidos em diferentes substâncias que atraem as lesmas, como cerveja, leite, suco de folhagem de rabanete e melaço mais cerveja. Em pequenas áreas, a eliminação das lesmas à noite, fazendo uso de uma estaca de madeira pontiaguda, pode diminuir significativamente a população, uma vez que elas saem nesse período para se alimentarem - a maior atividade de deslocamento dos moluscos em busca de alimento ocorre nas primeiras horas da noite. Nas áreas infestadas, a manutenção das bordas do campo livre de ervas daninhas e de restos culturais e a dessecação com antecedência são medidas que dificultam a sobrevivência das lesmas, pela redução do grau de umidade do ar, baixo teor de água na superfície do solo e pela falta de alimento. A drenagem dos campos também é recomendada. Iscas granulares à base de metaldeído são eficientes no controle de lesmas, mas não devem ser aplicadas quando o solo estiver seco, porque nessa condição a lesma não sai para alimentar. Pulverizações foliares com inseticidas não controlam bem as lesmas e os inseticidas granulares aplicados ao solo são menos eficientes que as iscas. O controle de lesmas deve ser realizado quando for observada 1 lesma/m2. Foram identificados vários inimigos naturais das lesmas como protozoários, platelmintos, nematelmintos e insetos. MINADORES DE FOLHAS. Minador é um termo técnico utilizado na agricultura e biologia que identificam larvas de insetos que vivem no interior dos tecidos das folhas. A maioria dos minadores são nocivos, causando danos nas plantas. As espécies Liriomyza huidobrensis, Liriomyza sativae e Liriomyza spp. (Diptera, Agromyzidae) não são pragas em condições naturais ou onde hortaliças não são continuamente pulverizadas com pesticidas devido à ação eficiente de diversos parasitas e predadores. Estas espécies causam danos econômicos quando inseticidas são utilizados exageradamente, ocasionando assim a eliminação de seus inimigos naturais, as vespinhas e formigas. Os adultos são moscas muito pequenas e apresentam coloração geral amarelo-brilhante e parte do tórax de cor preta lustrosa. As fêmeas utilizam o ovipositor para auxiliar a alimentação e postura. A inserção do ovipositor no limbo foliar inicialmente libera o exsudato da planta do qual a fêmea se alimenta. Favorece também a postura e a proteção dos ovos de condições climáticas adversas e de inimigos naturais. Durante seu ciclo de vida as fêmeas colocam 300-700 ovos, viáveis na sua maioria.As larvas completam seu ciclo entre 9-12 dias após a postura e, durante este período, escavam galerias no parênquima foliar, que causam a morte das folhas, reduzindo a capacidade da planta em proceder à fotossíntese. Larvas no terceiro instar e pupas medem até 3 mm de comprimento e são de cor amarela. CONTROLE. Práticas culturais como o uso de ‘mulching’ e cobertura morta tendem a favorecer a ação de insetos como formigas, tesourinhas e besouros, que são eficientes predadores de pupas do minador de folhas;Deve-se evitar a aplicação indiscriminada de inseticidas, principalmente aqueles de largo espectro, pois estes produtos eliminam os inimigos naturais do minador-de-folhas. MOSCA BRANCA. (ô). [Do lat. musca.]. Bras. Zool. Designação comum a todos os insetos dípteros, ciclorrafos, esquizóforos, entre os quais se inclui a mosca-doméstica (q. v.). Constituem a grande maioria dos dípteros, cujo número de espécies ultrapassa hoje os 85.000.A mosca-branca nas plantações. Nome Popular: Mosca-branca. Nome Científico: Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii. Ordem: Hemíptera. Filo: Arthropoda. Partes Afetadas: Toda a planta, principalmente folhas e botões. Sintomas: Folhas enrugadas com coloração amareladas, amadurecimento irregular de frutos, presença de fumagina. Redução de floração. A mosca-branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas. Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns. Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas. Existem duas espécies bastante conhecidas como pragas, Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii. A segunda é conhecida por ser mais destrutiva e resistente a certos inseticidas. A mosca-branca é muito pequena, medindo de 1 a 2 milímetros e tem coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto. Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade. Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, o deposito de toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais. Ainda, assim como os pulgões, a mosca-branca também secreta uma substância açucarada que permite o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas. Outro dano, talvez o mais importante em algumas culturas, é o fato de esta praga ser transmissora dos vírus Begomovírus e do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro). A mosca branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja, brócolis e diversas ornamentais. Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais. CONTROLE de mosca-branca em grande escala é realizado via aplicação de inseticidas, principalmente em culturas como soja e feijão. Em áreas menores como de hortaliças e ornamentais sugere-se o controle preventivo. A aquisição de mudas sadias, erradicação rápida de plantas doentes e restos culturais são ações que evitam a infestação por mosca branca. Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local. Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca, são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Há, ainda, espécies de parasitóides dos gêneros Encarsia, Erectomecerus e Amitus. Realizando prevenção e/ou controle químico racional, podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais de mosca branca. Pelo fato de a mosca-branca ser transmissora do VMDF, não existe nível de controle estabelecido para essa praga, e o seu manejo deve ser realizado de acordo com a época de plantio do feijoeiro. Em áreas com histórico de alta incidência do mosaico dourado e no plantio do feijão da "seca", de janeiro a abril, desde que a mosca-branca esteja presente na área amostrada, seu controle deve ser feito desde o plantio até o estágio de florescimento, com tratamento de sementes e complementado com pulverizações semanais. Normalmente, quatro ou cinco pulverizações são suficientes. O período que vai da germinação até o florescimento é a fase em que a planta é mais suscetível ao VMDF e, conseqüentemente, quando são observadas as maiores perdas na produção. Após o florescimento do feijoeiro, não há necessidade de fazer o controle da mosca-branca, pois os danos causados pelo VMDF são pouco significativos, não justificando o controle do vetor. No plantio das "águas", de agosto a dezembro, e de "inverno", de maio a agosto, recomenda-se somente o tratamento de sementes, não havendo necessidade de pulverizações, pois a incidência da mosca-branca e do VMDF é menos intensa. Nessas épocas de plantio, as populações da mosca-branca geralmente são menores, pois não há cultivos de soja e algodão, que favorecem a multiplicação dessa praga, ou as lavouras não estão no final de ciclo. A semeadura em épocas menos propícias à disseminação do vírus, isto é, quando a população do vetor é mais baixa, é uma prática cultural importantíssima para o controle do VMDF. A definição de épocas de plantio e/ou a regionalização da época de semeadura do feijoeiro têm reduzido significativamente as perdas devidas à transmissão do VMDF pela mosca-branca. As joaninhas Cycloneda sanguinea, Coleomegilla maculata, Eriopis connexa e uma espécie de Chrysoperla têm sido observadas predando ninfas e adultos de B. tabaci em campos de feijão. No campo, também tem sido verificada a ocorrência de parasitismo em ninfas de B. tabaci por microhimenopteros, principalmente em plantas daninhas hospedeiras da mosca-branca. Ao avaliar o parasitismo de Encarsia sp. em B. tabaci, em casa de vegetação e no campo, foram encontrados 85,4% e 45,7% de insetos parasitados, respectivamente. Em certas condições, alguns dos controles naturais mais efetivos da mosca-branca são os fungos entomopatogênicos, sendo Paecilomyces fumosoroseus, Verticillium lecanii e Ashersonia spp os mais comumente encontrados em Bemisia e outras espécies de mosca-branca.MOSCA-DO-MEDITERRÂNEO. Ceratitis dentre os quatro gêneros de importância econômica é o único exótico. É representado por apenas uma espécie: Ceratitis capitata, conhecida como mosca-do-mediterrâneo. A mosca-do-mediterrâneo Ceratitis capitata é praga de diversas fruteiras e em geral está associada à cultura da pimenta a partir do início da frutificação. Os ovos são colocados diretamente sobre os frutos e as larvas se alimentam de sementes e da polpa de frutos verdes e pequenos, até frutos grandes e maduros sendo comum encontrar até 12 larvas por fruto. A pupação ocorre em geral no solo. Frutos danificados pela mosca-do-mediterrâneo podem ser aproveitados para produção de páprica, pois não caem das plantas, desde que não contaminados por bactérias. Perdas atribuídas à associação do inseto com a bactéria são estimadas entre 12-18%. CONTROLE. Usar armadilhas tipo Jackson com isca de feromônio sexual Trimedilure;Utilizar isca tóxica com uma mistura de substância atrativa, como proteína hidrolisada 5% ou melaço 10%, com inseticidas.NEMATÓIDES: [De nemat(o)- + -óide.]. Adj. 2 g. 1. Fino e alongado como um fio de linha. São “parentes” das lombrigas e atacam pelo solo. As plantas afetadas apresentam raízes grossas e cheias de fendas. Num ataque intenso, provocam a morte do sistema radicular e, conseqüentemente, da planta. Algumas plantas dão sinais em sua parte aérea, mostrando sintomas do ataque de nematóides: as dálias, por exemplo, podem apresentar áreas mortas, de coloração marrom, nas folhas mais velhas. Nome Popular Nematóide, Nematóide-das-galhas. Nome Científico: Meloidogyne sp, Pratylenchus sp, Radopholus similis, Aphelenchoides sp. Filo: Nematoda. Partes Afetadas: Folhas, flores, caule, raízes, tubérculos e bulbos. Sintomas: Tamanho reduzido de órgãos vegetais, necrose de folhas, raízes e flores, bulbos e tubérculos mal formados. Os nematóides são minúsculos organismos que vivem em diversos ecossistemas, ocorrendo em quase todas as regiões do mundo. Podem ser vida livre, não causando danos a outras espécies; podem alimentar-se de restos de outros animais ou plantas, sendo chamados de saprófitas; e podem ser parasitas de animais ou plantas. Um exemplo prático desses animais são as conhecidas lombrigas que parasitam os seres humanos. Já os nematóides que parasitam plantas, são encontrados nas raízes e no solo. São pragas importantes em grandes culturas como a soja em diversos estados brasileiros. Também é grande causador de perdas em plantas ornamentais, seja na produção em larga escala ou em jardins domésticos. Um estudo da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária, em 2004, mostrou que mais de 40% das helicônias e 80% das musáceas do estado estavam infectadas por nematóides. Os danos causados pelos nematóides são principalmente: redução no desenvolvimento das plantas que ficam com todos os órgãos com tamanho reduzido, necrose nas folhas e raízes, tubérculos e bulbos mal formados, coloração anormal em folhas e flores. Além disso, deprecia o valor econômico dos vegetais. Os nematóides parasitas de plantas mais comuns são: Meloidogyne sp, Pratylenchus sp, Radopholus similis e Aphelenchoides sp. Os nematóides não têm grande mobilidade, movimentando-se alguns poucos metros durante seu ciclo de vida. As formas mais comuns de disseminação a longas distâncias são: erosão de solos pela água da chuva, comercialização de substrato ou vegetais contaminados, descarte de substratos contaminados. CONTROLE. O controle preventivo certamente é o mais eficaz e econômico contra esta praga. O uso de substrato livre de nematóides, bem como aquisição de plantas sadias, destruição de restos de plantas infectadas. Em áreas maiores como jardins, podem-se cultivar plantas antagônicas aos nematóides como crotalárias, que tem potencial uso ornamental e/ou Tagetes sp, que além de serem lindas ornamentais, liberam substâncias nematicidas nos substratos. Ainda, a falta de umidade interrompe o ciclo da praga, de forma que secar ao sol o substrato é uma eficaz medida de controle. Algumas plantas superiores produzem um número considerável de substâncias químicas ativas, também chamadas de aleloquímicos, capazes de influenciar a germinação, crescimento e desenvolvimento de outras plantas. Esta interferência é denomada alelopatia. A ação destes aleloquímicos não é muito específica, podendo uma mesma substância desempenhar várias funções. Sob o ponto de vista agrícola, estudos dos efeitos alelopáticos e a identificação de plantas que os possuem, torna-se assunto de grande importância, tanto na utilização de cultivares capazes de inibir plantas daninhas, quanto na determinação de práticas culturais, como na rotação de culturas, cobertura morta e outras. Segundo os pesquisadores, as substâncias alelopáticas liberadas por uma planta, poderão afetar o crescimento, prejudicar o desenvolvimento normal e até mesmo inibir a germinação de outras espécies vegetais. Também não visíveis, mas por viverem dentro do solo, são os perigosos nematóides. São vermes pequeninos, brancos, que perfuram as raízes das plantas, sugando a seiva. Atacam principalmente as hortaliças-frutos, como beterraba, rabanete, cenoura, nabo. Evita-se, plantando mudas de tagetes ("cravo de defunto") nas bordas do canteiro (duas mudas por canteiro, uma em cada extremidade). O sol ajuda a combatê-los. Caso surjam, será preciso arrancar todas plantas atacadas, retirar a terra e cobrir o canteiro com lona preta, deixando o sol agir. PERCEVEJOS. Algumas espécies de percevejos como Acroleucus coxalis (Hemiptera Lygaeidae), Phthia picta e Corecoris fuscus (Hemiptera, Coreidae), Corythaica cyathic ollis, C. monacha e C. passiflora (Hemiptera, Tingidae); e as espécies de cochonilhas Orthezia insignis e O. praelonga (Homoptera, Coccidae), eventualmente causam danos à pimenteira.O termo percevejo é a designação comum a diversos insetos da ordem dos hemípteros, da subordem dos heterópteros. O nome de sua subordem em latim, Hemiptera, refere-se ao fato de as asas anteriores serem parcialmente endurecidas e parcialmente membranosas (nas pontas posteriores). Em repouso, as asas anteriores cobrem as posteriores, formando uma superfície plana e, geralmente, colorida. A maioria é fitófaga (alimenta-se de sucos obtidos de vegetais, como a seiva), tendo, para esse efeito, um aparelho bucal perfurador e sugador, que já apresentam na fase de ninfa. Alguns, contudo, são hematófagos (alimentam-se de sangue) ou perfuram e sugam o interior de outros insetos. As ninfas são muito semelhantes ao inseto adulto, mas sem asas. São conhecidas cerca de 25 000 espécies, distribuídas em: (1.) Divisão Geocorisae (2.) Divisão Anphibicorisae (3.) Divisão Hydrocorisae.Percevejos: São mais conhecidos como “marias-fedidas”, pois exalam um odor desagradável quando se sentem ameaçados. Seu ataque costuma provocar a queda de flores, folhas e frutos, prejudicando novas brotações. CONTROLE. (1.) Vespas são suas predadoras naturais; (2.) Devem ser removidos manualmente, um a um; (3.) Se o controle manual não surtir efeito, a Calda de Fumo pode funcionar como um repelente natural; (4.) As aplicações de inseticidas para o controle de outras pragas de importância mantêm as populações de percevejos e cochonilhas abaixo do nível de dano econômico.PULGÕES. [De pulga + -ão1.] Zool. Inseto homóptero, afidóideo, especialmente da família dos afidídeos, de 1 a 5mm de comprimento, corpo piriforme, ovalar ou túmido, uniformemente colorido de verde-alaranjado, pardo e outras cores, de consistência muito delicada, polimórfico, provido de tecas, alares ou ápteros. Alimentam-se dos vegetais, aos quais podem transmitir várias doenças. [Sin.: afídeo, piolho-de-planta, piolho-dos-vegetais, pulgão-de-planta.]. Nome Popular Pulgão, piolho, afídio, afídeo. Ordem: Hemíptera. Família: Aphididae. Nome vulgar: Pulgão, afídeo. Tamanho: Variável de 3mm a 30mm. Coloração Variável, de acordo com a espécie.
Esverdeados, esbranquiçados, marrons. Postura: 50 a 100 ovos ou filhotes. Reprodução: Sexuada e assexuada. Esta última através da partenogênese, onde as fêmeas depositam ovos férteis sem a necessidade de cópula. Alimentação: Seivas das plantas. Partes Afetadas: Toda a planta, principalmente folhas e botões. Sintomas: Descoloração, amarelamento, enrolamento e enrugamento das folhas, subdesenvolvimento de flores, frutos e de toda a planta.Os pulgões são insetos sugadores capazes de se multiplicar rapidamente, causando sérios prejuízos econômicos para agricultores em geral. Das cerca de 4.000 espécies conhecidas, pelo menos 250 causam perdas agrícolas. Eles se alimentam da seiva das plantas, perfurando os vasos condutores. Além dos prejuízos diretos, os pulgões ainda são transmissores de doenças entre as plantas e favorecem o surgimento de fungos. Seu ciclo reprodutivo é bastante interessante, sendo que nos meses mais quentes do ano as fêmeas produzem outras fêmeas partenogeneticamente, isto é, sem fecundação e de maneira vivípara; enquanto que no outono, ocorrendo o acasalamento entre machos e fêmeas, e tornam-se ovíparos. Os pulgões podem apresentar diversas cores, de acordo com a espécie, entre o marrom, o verde, o amarelo, o vermelho, o cinza, o vinho e o preto. Alojam-se nas folhas mais tenras, brotos e caules, sugando a seiva e deixando as folhas amareladas e enrugadas, principalmente das hortaliças e da erva-doce. Abrigos dos pulgões: Jardins, Plantas ornamentais, Holerícolas, Frutíferas, Plantas daninhas. Os principais predadores naturais dos pulgões são as joaninhas, sirfídeos (moscas-das-flores), besouros e vespas, mas há inúmeros outros animais capazes de predá-los. Algumas formigas utilizam-se de uma solução aquosa rica em açúcares, que os pulgões excretam e por este motivo protegem-nas dos predadores. Em grande quantidade podem debilitar demasiadamente a planta e até transmitir doenças perigosas. CONTROLE. Verificar a presença de pulgões nas brotações, botões florais e folhas. Podar o local infestado com queima posterior ou realizar limpeza com algodão embebecido em água com sabão de côco. Eles podem aparecer em qualquer época do ano, mas os períodos mais propícios são a primavera, o verão e o início do outono. Precisam ser controlados logo que notados, pois se multiplicam com rapidez.Se forem poucos, devem ser retirados manualmente. Se, quando percebidos, já forem muitos, a saída é aplicar calda de fumo ou emulsão de sabão e querosene. É muito difícil fazer catação manual, a melhor maneira de combatê-los é pulverizando inseticidas naturais. Calda de fumo: pique 20 gr de fumo de rolo, coloque em 1 litro de água e deixe ferver durante meia hora. Coe em pano fino e dilua a mistura em 4 litros de água. Depois é só pulverizar sobre as plantas, em especial nas partes afetadas pelos insetos. Métodos de controle. Pode ser feito naturalmente com a introdução de predadores e parasitas. Outras formas de combate tradicionais e eficientes, são a calda de fumo e o óleo mineral. Inseticidas comerciais devem ser usados apenas em último caso, pois matam também insetos benéficos às plantas como joaninhas e abelhas. Produtos para controle. Para controle residencial existem vários produtos de venda livre encontrados no comércio em geral: A cultura popular brasileira é rica em dicas para o controle de pragas de plantas. A maior parte delas ataca geralmente na primavera, período de fertilidade e de grande atividade na natureza. E elas causam vários estragos nas plantas, além de favorecer o surgimento de doenças, principalmente fúngicas. As pragas geralmente se tornam um problema sério quando há um desequilíbrio ecológico no sistema onde a planta está inserida. Outras situações que podem favorecer o seu surgimento são desequilíbrios térmicos, excesso ou escassez de água e insolação inadequada. (1.) As joaninhas são suas predadoras naturais; (2.) Um chumaço de algodão embebido em uma mistura de água e álcool em partes iguais ajuda a retirar os pulgões das folhas e isso pode ser feito semanalmente, Depois de removidos os pulgões é que você deve aplicar o repelente, para evitar novos ataques. (3) Aplique Calda de Fumo ou Macerado de Urtiga. RASPADOR. Raspador-do-folíolo, Delocrania cossyphoides Guérin, 1844. (Coleoptera: Chrysomelidae). Características. Larva esbranquiçada, semitransparente e achatada, com expansões laterais semelhantes a espinhos em cada segmento abdominal. Adulto o besouro pequeno, de coloração vermelho-clara, corpo achatado ventralmente, com bordos laterais prolongados cobrindo as patas.Injúrias, larvas e adultos alimentam-se raspando a epiderme da face inferior dos folíolos das folhas mais novas, as quais secam e adquirem coloração marrom-prateada. Ataques dessa praga são mais comuns em coqueiros jovens, muito embora, danos severos possam também ocorrer em plantas adultas. O secamento causado nos folíolos das folhas novas de uma planta jovem provoca redução da área foliar, e, em conseqüência, atraso no desenvolvimento da planta e retardo no início da produção do coqueiral. Na planta adulta, reduz a produção chegando a anulá-la completamente, ao tempo que predispõe a planta a outros fatores que culminam em sua morte. CONTROLE. Controle químico - Quando atingir o nível de controle determinado, utilizar produtos de contato ou sistêmicos dirigindo-se o jato da solução para a face inferior dos folíolos das folhas danificadas. No caso de uso de produtos sistêmicos, a colheita dos frutos para consumo in natura deve ser realizada no mínimo 30 dias após a última aplicação do produto. Realizar aplicação localizada somente para as plantas ou áreas altamente infestadas.Em coqueirais safreiros, localizados em áreas povoadas e de turismo, o uso de produtos sistêmicos deve ser feito com muita cautela, sendo mais indicado o tratamento, via “injeção caulinar” ou “raiz”, devendo a colheita dos frutos para consumo in natura ser realizada somente 90 dias após tratamento das plantas. TATUZINHOS. [De tatu + -zinho.]. Bras. Zool. Designação de crustáceos isópodes, terrestres, armadilidiídeos (Armadillidium vulgare e outras espécies próximas). O seu aspecto e maneira de enrolar o corpo, como se fossem um tatu-bola, valeu-lhes o nome popular. Quando em grande número, podem causar dano às plantas. [Sin.: bicho-de-conta, papa-breu.] Nome comum: tatuzinho. Nome científico: ligia oceânica. Nome em inglês: common sea slater or quarry-lice. Outras espécies: philoscia muscorum; armadillidium vulgare; armadillidium nasatum; Porcellio scaber; trichoniscus pusillus; oniscus asellus; Filo: arthropoda. Classe: crustácea. Subclasse: malacostraca. Família: ligiidae. Comprimento: até 2 cm. Alimento: vegetação apodrecida. Características: O tórax tem 7 placas duras. 7 pares de pernas.Os tatuzinhos não são nem insetos, nem moluscos. São crustáceos que se adaptaram à vida em terra firma, mas necessitam viver em um ambiente úmido e escuro. Por isso, procuram as cavernas, onde podem esconder-se sob pedras ou paus. Para conservar a umidade indispensável à sua sobrevivência, eles vivem em colônias. Empilhados uns sobre os outros, protegem-se do ressecamento por evaporação. Esses animais possuem órgãos dos sentidos, fora da sua carapaça, que os ajudam a encontrar locais úmidos. O tatuzinho é encontrado em todo o mundo. Um das espécies mais difundidas na Europa é o tatuzinho-das-cavernas, comum nos lugares arenosos e nas florestas de pinheiros. Seu corpo cinza-azulado é mais chato do que o corpo das demais espécies. As manchas brancas que aparecem no corpo, na altura das duas primeiras pernas, são as extremidades de finos tubos, pelo quais o animal respira. Nas regiões de clima temperado, a reprodução ocorre em abril e junho. O tatuzinho é uma espécie de bicho-de-conta que se enrola em forma de bola quando se toca nele.

Vivem sob pedras e matéria orgânica, tais como galhos e folhas. Alimentam-se de matéria orgânica em decomposição. Estes animais causam danos às raízes e às folhas das plantas, entretanto são muito eficientes como decompositores. São comumente encontrados em jardins cujo solo apresenta grande umidade. É comum que estes pequenos animais freqüentem a horta, mas se houver desequilíbrio podem causar muitos danos à horta. CONTROLE. Isca: espalhar pedaços de chuchu ou abóbora pela horta, para atraí-los e depois pegá-los. Latas de pouca espessura contendo sal e cerveja também são bastante atraentes para estes pequenos insetos. Lesmas, caracóis e outros bichinhos que podem invadir a horta. Estes moluscos adoram a umidade. Aí, eles aparecem à noite, para devorar as folhas de hortaliças (formam-se buracos nelas). De dia, escondem-se em lugares úmidos e sombreados, como pedras e folhas caídas. São fáceis de combater, se descobertos logo que aparecerem. É só fazer a coleta manual. TRIPES - Thrips tabaci, T. palmi e Frankliniella shulzeiNestas espécies, as formas ápteras têm corpo alongado medindo aproximadamente 1 a 2 mm de comprimento e mostram coloração branco-hialino ou amarelo-claro. Os insetos podem ser encontrados na face inferior das folhas, brotações, primórdios florais e flores. Os tripes causam danos diretos às plantas pela sucção da seiva. Estes, porém são infinitamente menores do que aqueles produzidos indiretamente através da transmissão do vírus de vira-cabeça do tomateiro. Os tripes adquirem o vírus somente na fase larval, tornando-se capaz de transmiti-lo pelo resto da sua vida. Os sintomas mais comuns de vira-cabeça na cultura da pimenteira são: mosaico amarelo, faixa verde nas nervuras, anéis concêntricos, paralisação do crescimento e deformação dos frutos. As plantas infectadas na sementeira ou logo após o transplante têm sua produção totalmente comprometida. Quando a contaminação ocorre tardiamente, a produção é menos afetada em quantidade e qualidade.Os insetos, particularmente o T. palmi, causam danos diretos nas plantas, levando a seu ‘enfezamento’ e retardando seu desenvolvimento. As folhas mostram-se ‘lanhadas’, retorcidas, de tamanho reduzido e, sobretudo, disformes. Os frutos apresentam-se com manchas de escurecimento, cicatrizes de vários tipos, deformações diversas e redução de tamanho. As flores sofrem danos diretos que causam abortamento que implica na redução da produção de frutos por planta sendo associada à presença do tripes com a incidência de vírus do vira-cabeça. CONTROLE. (1.) Produzir mudas em viveiros construídos em local afastado dos campos de produção e protegido por telas que evitem a entrada dos tripés. (2.) Erradicar plantas hospedeiras nativas, solanáceas silvestres e solanáceas cultivadas voluntárias; Evitar plantios novos em área adjacente a plantios mais antigos. (3.) Incorporar ou queimar restos culturais. (4.) Se registrado o produto, recomenda-se o uso de inseticida de solo somente na fase de sementeira, além de pulverizações periódicas com produtos de ação sistêmica ou de contato, na sementeira e na fase inicial da cultura. (5.) Intensificar as pulverizações durante os períodos imediatamente anterior e posterior ao transplante, quando as plantas são mais susceptíveis ao vírus. VAQUINHAS ou DIABRÓTICA. Zool. Designação comum a coleópteros da família dos meloídeos, crisomelídeos e escarabeídeos, e da subfamília dos melolontíneos. São besouros alongados, de pernas muito compridas, tarsos muito desenvolvidos, sobretudo no gênero Ecauta, e atacam as folhas e flores das plantas. [Sin.: burrinho.] São semelhantes a um besourinho, sendo que uma das principais tem a coloração verde e amarela. A vaquinha (Macrodactylus pumilio) ou (Diabrotica especiosa) é um besouro da família dos sscarabeídeos da ordem coleoptera. Possui cerca de 9 mm de comprimento, corpo recoberto de densa pubescência verde manchada de amarela e pernas longas. Ataca flores e frutos maduros de diversas árvores e Gramineas cultivadas. Também é conhecido pelos nomes de besouro-amarelo, vaquinha-amarela e vaquinha-das-flores. Nome Popular Vaquinha, brasileirinho, patriota, larva alfinete. Ordem: Coleóptera. Filo: Arthropoda. Partes Afetadas: Folhas verdes, frutos, flores, raízes incluindo tubérculos. Sintomas: Desfolhamento, tombamento, morte repentina, apodrecimento de frutos e tubérculos, queda de flores e frutos. Larva alfinete (Diabrotica speciosa) (Germar, 1824) (Coleoptera: Chrysomelidae).

As larvas são de coloração branca-leitosa e de formato afilado. O adulto é vulgarmente conhecido como vaquinha. A larva perfura as vagens ainda não completamente formadas, além facilitar a penetração de patógenos. O adulto alimenta-se do limbo foliar, provocando perfurações circulares. Esse besouro é conhecido como brasileirinha ou vaquinha, dependendo da região do País. Possui coloração verde e manchas amarelas, motivo pelo qual também é conhecida como "patriota". Seu nome científico é Diabrotica speciosa e é praga de diversas plantações em toda a América Central e do Sul.A fase larval do inseto é subterrânea sendo que se alimenta principalmente de raízes de diversas espécies. O inseto adulto alimenta-se de partes vegetativas e pólen de flores, causando grande destruição quando em alta densidade. Além do dano direto, a vaquinha é vetor de doenças viróticas e bacterianas. O ciclo leva aproximadamente um mês para completar-se, sendo que cada fêmea pode colocar até mais de 2000 ovos, podendo, dessa forma, atingir grande população em pouco tempo caso não seja detectada precocemente. CONTROLE. Das culturas mais atacas podemos citar a soja, o milho, as cucurbitáceas, o amendoim e a batata. Muitas ornamentais também são atacadas. Em princípio, o controle químico é mais usual. Existe, no entanto, feromônios sexuais que atraem os machos para armadilhas feitas de garrafas pet contendo água e detergente. Como inimigos naturais a vaquinha possui os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, que infectam naturalmente larvas e adultos de D. speciosa no campo, e a mosca Celatoria bosqi que parasita essa praga. Aranhas e algumas espécies de formigas também são inimigos naturais. Porém, algumas espécies do gênero Diabrotica, ao consumirem partes de plantas cucurbitáceas, não são parasitadas pelo fato de ingerirem uma substância chamada curcubitacina, que é tóxica a alguns inimigos naturais.Diabrotica speciosa. Os adultos têm 5-7 mm de comprimento, corpo ovalado e coloração geral verde brilhante, mostrando três manchas amarelo-alaranjadas em cada élitro. As fêmeas fazem a postura no solo, próximo ao caule das plantas. As larvas são brancas e possuem no dorso do último segmento abdominal uma placa quitinosa de cor marrom ou preta. Os danos causados pelas larvas às raízes de pimenteira são em geral pouco importantes. Os adultos, contudo, podem produzir injúrias sérias quando se alimentam das folhas, principalmente em plantas nas sementeiras ou recém-transplantadas para o campo. Outros crisomelídeos como Systena tenuis, Epitrix parvula, Symbrotica bruchi e Diabrotica spp. são mencionados na literatura como pragas da pimenteira, principalmente das mudas recém-transplantadas, de cujas folhas se alimentam. Estes insetos perfuram as folhas causando atraso no desenvolvimento ou morte das plantas. Extrato de Pimenta - bater 500 gramas de pimenta e dois litros de água no liquidificador até a maceração total. Coar e misturar sabão, acrescentando por fim os 2 litros de água restantes.
VIRÓIDES. São fragmentos de RNA que causam doenças apenas em plantas. Viroides são os menores sistemas genéticos capazes de se replicar no interior de uma célula e encontram-se confinados ao Reino Vegetal (abril de 2010). Considerados os menores patógenos de plantas, são constituídos por um minúsculo RNA de fita simples, circular, com tamanho que oscila entre 246 e 401 nucleotídeos (10 vezes menores que a maioria dos genomas dos menores vírus de plantas conhecidos). Os viroides não codificam proteínas e, diferentemente dos vírus, não possuem capa proteica (envoltório de proteína que envolve e protege o ácido nucleico viral), sendo totalmente dependentes da maquinaria transcricional da célula do hospedeiro para cumprir as diferentes etapas do seu ciclo infeccioso que inclui: replicação, movimento (intra- e inter-celular) e patogênese. Os viroides são denominados "Agentes Subvirais" pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV) e, de acordo com suas propriedades biológicas e moleculares, são classificados em duas famílias: pospiviroidae e avsunviroidae. À família pospiviroidae pertencem os viroides que se replicam no núcleo das células, apresentam uma região conservada na molécula de RNA denominada de CCR (região central conservada) e não possuem ribozimas (estruturas com sequências específicas da molécula de RNA que permitem seu auto-corte). Diferentemente, os viroides que pertencem à família avsunviroide replicam-se nos cloroplastos, não possuem CCR e possuem ribozimas associadas à replicação.Os viroides podem induzir doenças em plantas cultivadas de importância econômica como o "afilamento do tubérculo da batatinha" causado pelo Potato spindle tuber viroid (PSTVd), a "exocorte dos citros" (Citrus exocortis viroid, CEVd), a xiloporose dos citros (Hop stunt viroid, HSVd), o "nanismo do crisântemo" (Chrysanthemum stunt viroid, CSVd), o "cadang-cadang do coqueiro" (Coconut cadang-cadang viroid, CCCVd), o "calico do pessegueiro" (Peach latent mosaic viroid, PLMVd), entre outras. O mecanismo de fabrico dos viroides é dependente do hospedeiro que infectam. Plantas infectadas podem apresentar crescimento distorcido. Cerca de 33 espécies já foram identificadas. Os viróides foram descobertos pelo patologista Theodor Otto Diener, em 1971. Características Gerais.VÍRUS é uma palavra de origem latina que significa veneno. É utilizada para se referir a um grupo de agentes infecciosos microscópicos, com tamanho entre 20 e 30 mm, constituídos basicamente por ácidos nucléicos recobertos por uma capa protéica (podendo haver também, um envoltório membranoso, originário da célula alvo onde foi produzido). A capa protéica que recobre o material genético é chamada CAPSÍDIO. Ao conjunto material genético mais capsídio, dá-se o nome NUCLEOCAPSÍDIO. No que diz respeito ao seu material genético, o vírus pode ser de RNA OU DNA (nunca ambos), de cadeia simples ou dupla (sendo que os RNAs de cadeia simples podem funcionar como mRNA ou não, e são respectivamente denominados de RNA de cadeia positiva e de cadeia negativa). Os vírus não apresentam organização celular, ou seja, são ACELULARES. Em decorrência disso, não apresentam metabolismo próprio e são considerados sistemas moleculares replicativos NÃO VIVOS, e PARASITAS INTRACELULARES OBRIGATÓRIOS (pois dependem da maquinaria de replicação da célula que infectam para poderem ser produzidos). Existem vírus capazes de infectar organismos de todos os reinos de seres vivos, das bactérias aos animais e plantas.
Uma boa analogia para se referir aos vírus e às células que eles infectam seria compará-los com um cd-rom e um computador. O cd-rom, assim como um vírus, contém informações, um jogo, por exemplo, mas para que essas informações sejam lidas e executadas, é necessário o hardware e software celulares, neste caso, do computador, fazendo o papel de célula. Para que haja a produção e montagem de novas partículas virais, a REPLICAÇÃO VIRAL, o vírus deve invadir uma célula alvo, processo denominado INFECÇÃO. A replicação como um todo, normalmente se dá da seguinte forma: (1.) ADESÃO: É o processo pelo qual o vírus se liga à célula alvo que irá infectar. Na superfície da célula alvo existem proteínas chamadas RECEPTORES, que se ligam as proteínas presentes na superfície do vírus (que podem ser chamadas antireceptores ou ligantes).(2.) PENETRAÇÃO: É a internalização da partícula viral e/ou do material genético viral pela célula alvo. (3.) BIOSSÍNTESE: A partir dos ácidos nucléicos virais, inicia-se a síntese de mais ácidos nucléicos e proteínas virais. Os genes dos vírus também atuam no sentido de alterar todo o metabolismo e recursos celulares em direção à biossíntese dos novos vírus. (4.) MONTAGEM: É a montagem de novas partículas virais a partir dos componentes sintetizados pela célula alvo. Pode haver a produção e montagem de centenas de novos vírus. (5.) LIBERAÇÃO: Os VÍRUS já montados são liberados pela célula. Pode ocorrer por exocitose ou pela lise celular.Dá-se o nome de VÍRIONS às partículas virais capazes de infectar uma célula alvo e direcioná-la a produzir novos vírus (basicamente, é o vírus completo). No caso de alguns vírus, como os que infectam as bactérias (BACTERIÓFAGOS), pode acontecer de o material genético viral incorporar-se ao genoma da célula alvo e permanecer em estado latente. Neste caso, ele passa a ser chamado PROVÍRUS. No caso dos bacteriófagos, seu ciclo de replicação pode seguir dois caminhos: (1.) O CICLO LÍTICO: Neste caso, não ocorre a integração do material genético do vírus no genoma da bactéria, há a produção e montagem de novas partículas virais, que vão promover a lise da bactéria, quando da liberação dos vírus. (2.) O CICLO LISOGÊNICO: Neste caso, o material genético do vírus é integrado ao genoma da bactéria, e lá permanece latente, até o momento em que é liberado do genoma bacteriano, e então inicia um ciclo lítico. DOENÇAS VIRAIS. Os vírus causam doenças, pois para a célula alvo, o resultado da infecção geralmente é a morte, podendo ser causada pela própria ação viral, como no momento da fase de liberação (lise), ou o reconhecimento e destruição pelo sistema imunológico. Se um tecido ou órgão perde suas células, perde sua função. Além desse mecanismo, os vírus também podem originar cânceres, pois como vimos, são capazes de integrar seu material genético no genoma da célula alvo transformando-a em uma célula tumoral. OUTROS PARASITAS ACELULARES. VIRÓIDES: Moléculas de RNA fita simples e circulares que infectam células de plantas. Não produzem proteínas. VIRUSÓIDES: Praticamente iguais aos viróides, exceto pelo fato de que só se multiplicam se a célula estiver sendo infectada simultaneamente por determinados tipos de vírus.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Vamos conhecer mais sobre o CONTROLE BIOLÒGICO. Controle biológico é um fenômeno que acontece naturalmente na natureza que consiste na regulação do número de plantas e animais por inimigos naturais. É uma estratégia que o homem há muito tempo vem utilizando, explorando inimigos naturais para o controle de patógenos, pragas e ervas daninhas - ação considerada uma arte por muitos cientistas, embora vários esforços tenham sido feitos para transferir o controle biológico para o domínio da ciência. O termo Controle Biológico foi empregado pela primeira vez em 1919, por H.S. Smith, para designar o uso de inimigos naturais para o controle de insetos-praga. Posteriormente essa expressão foi usada para designar todas as formas de controle, alternativas aos produtos químicos, que envolvessem métodos biológicos. Assim, o Controle Biológico denominava técnicas tão diversas como o uso de variedades resistentes, rotação de culturas, antecipar ou retardar as épocas de plantio e colheita, queima de restos de culturas, destruição de ramos e frutos atacados, uso de atraentes e repelentes, de feromônios e de armadilhas. Entretanto, esta denominação para os métodos citados não é unanimemente aceita pelos especialistas da área. Estes consideram o Controle Biológico como uma ciência que trata da ação de inimigos naturais na regulação das populações de seus hospedeiros e suas presas, sejam eles insetos pragas ou ervas daninhas.
O controle biológico é o componente fundamental do equilíbrio da Natureza, cuja essência está baseada no mecanismo da densidade recíproca, isto é, com o aumento da densidade populacional da presa, ou do hospedeiro, os predadores, ou parasitos, tendo maior quantidade de alimento disponível, também aumentam em número. Desta maneira, os inimigos naturais causam um declínio na população da praga. Posteriormente, a população do inimigo natural diminui com a queda no número de presas, ou hospedeiros, permitindo que a população da praga se recupere e volte a crescer. Neste caso, os parasitos e predadores são agentes de mortalidade dependentes da densidade populacional da praga. Por outro lado, os fatores físicos de mortalidade, como a temperatura e a umidade, podem impedir, temporariamente, o aumento no numero de indivíduos da praga, independente do tamanho da população desta. Estes são os fatores de mortalidade independentes da densidade. Portanto, é possível detectar o efeito da mudança de diferentes fatores ambientais, dependentes e independentes da densidade populacional, na densidade de uma população, em diferentes tipos de ambientes. Em comparação ao CONTROLE QUÍMICO o CONTROLE BIOLÓGICO apresenta vantagens e desvantagens. Entre as vantagens pode-se citar que é uma medida atóxica, não provoca desequilíbrio, não possui contra-indicações, propicia um controle mais extenso e é eficiente quando não existe maneira de se utilizar o controle químico. Em compensação requer mais tecnologia, possui um efeito mais lento, não é de tão fácil aquisição, nem sempre pode ser aplicado em qualquer época do ano e, geralmente, é mais caro. Para alcançar resultados, todo programa de controle biológico deve começar com o reconhecimento dos inimigos naturais da "praga-chave da cultura" (principal organismo que causa danos econômicos à lavouras). Uma vez identificada a espécie e o comportamento da "praga" em questão, o principal desafio dos centros de pesquisa diz respeito a reprodução desse inimigo natural em grandes quantidades e com custos reduzidos.Dentro do controle biológico podemos constatar duas fases distintas: o controle biológico sem a interferência (ou seja, na forma como é encontrado na natureza) e aquele que é feito mediante introdução, manipulação e aplicação de organismos capazes de agir de forma contrária a pragas. Tipos de Controle Biológico: Controle biológico artificial é quando o homem interfere de modo a proporcionar um aumento de seres predadores, parasitos ou patógenos, podendo esses serem: insetos (mais atuantes no controle biológico natural), fungos , vírus, bactérias , nematóides e ácaros. Controle biológico clássico. Importação e colonização de parasitóides ou predadores, visando ao controle de pragas exóticas (eventualmente nativas). De maneira geral, as liberações são realizadas com um pequeno número de insetos por uma ou mais vezes em um mesmo local. Neste caso o controle biológico é visto como uma medida de controle em longo prazo, pois a população dos inimigos naturais tende a aumentar com o passar do tempo e, portanto, somente se aplica as culturas semiperenes ou perenes. Controle biológico natural. Refere-se a população de inimigos que ocorrem naturalmente. São muito importantes em programas de manejo de pragas, pois são responsáveis pela mortalidade natural no agroecossistema e, conseqüentemente, pela manutenção de um nível de equilíbrio das pragas. Controle biológico aplicado. Trata-se de liberações inundativas de parasitóides ou predadores, após criação massal em laboratório. Esse tipo de controle biológico é bem aceito pelo usuário, pois tem um tipo de ação rápida, muito semelhante à de inseticidas convencionais. O CBA refere-se ao preceito básico de controle biológico atualmente chamado de multiplicação (criações massais), que evoluiu muito com o desenvolvimento das dietas artificiais para insetos, especialmente a partir da década de 70.


"O fogo ali teconsumirá; a espada te exterminará; ela te devorará como a locusta. Multiplica-te como a locusta, multiplica-te como o gafanhoto. (v. 15) Multiplicaste os teus negociantes mais do que as estrelas do céu; a locusta estende as asas e sai voando. (v. 16) Os teus príncipes são como os gafanhotos, e os teus chefes como enxames de gafanhotos, que se acampam nas sebes nos dias de frio; em subindo o sol voam, e não se sabe o lugar em que estão. (Naum 3. 15-17)


Fonte:Dicionário Aurélio
http:// wikpedia.com.br
www.agrorganica.com.br - autor Eng. Agr. Silvio Roberto Penteado
(Publicado no URTIGA 154 - janeiro/fevereiro 2003 - pág. 7)
(Publicado no Urtiga 136 - jan/fev 2000 - pág. 2)
(In Diário Insular) Etiquetas: biofábrica, Ceratitis capitata, David Horta Lopes, esterilização por radiação gama, Félix Rodrigues, praga http://www.isca.com.br/novo/isca.com.php?menu=1504&page http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=29439 Data Edição: 28/07/2006 – Fundecitrus e outros
Proteção Florestal: http://www.floresta.ufpr.br/~lpf/contbio01.html

Shalom Adonai para todos.

1 comentários:

Seguir disse...

MUito bom! Agora já reconheci oque está atacando uma das minhas pitangueiras : percevejos !
Obrigado pelas dicasbramp