Estive na roça e quando olhei o pé da minha pimenta rosa ou aroeira fiquei contente está bem florida tirei várias fotos. Veja. Em breve terei uma safra ainda pequena, pois é a primeira produção. Mesmo assim farei conserva e utilizarei na comida.Consegui um material interessante sobre a utilização da madeira da aroeira. Já fiz a utilização na medicina, justo falar agora sobre a sua madeira. Vejamos:
UTILIDADES DA MADEIRA DA AROEIRA. A madeira é excelente para obras externas, como postes, moirões, esteios, estacas, dormentes, vigas e armações de pontes, moendas de engenho, na construção civil, como caibros, vigas, tacos para assoalhos, ripas, para peças torneadas, etc. A árvore, pela beleza de sua copa aproximadamente piramidal e, por outras qualidades ornamentais, é indicada para arborização em geral. Seu único inconveniente é a perda das folhas durante o inverno e o fato de provocar reações alérgicas a certas pessoas sensíveis que entrem em contato.
MADEIRA E ENERGIA. A madeira da aroeira é resistente, podendo ser utilizada como esteios e mourões, devido à sua durabilidade prolongada (REITZ, et al. 1978, SANCHOTENE, 1985). A lenha desta espécie é de boa qualidade, sendo muito procurada no meio rural. Em análise feita pelo laboratório do CNPF/EMBRAPA, foram obtidos bons resultados: Embora a literatura cite a madeira de aroeira como de alta densidade, não foram encontrados dados numéricos publicados sobre esta variável. Nas análises efetuadas, foi detectada uma densidade média, porém com características energéticas, comparáveis às de espécies como a bracatinga e alguns eucaliptos tradicionalmente utilizados para esse fim. Não existem reflorestamentos energéticos com a aroeira. No entanto, ela é aproveitada na exploração de matas naturais e muito procurada para usos domésticos, nas propriedades rurais e no pequeno comércio. Assim, ela poderá assumir papel importante como fonte energética nos sistemas integrados de produção, se for devidamente manejada para usos múltiplos.
FORRAGEM PARA ABELHAS. A aroeira é uma espécie de valor apícola para a produção de mel de qualidade e pólen. Com período de floração prolongado, estendendo-se desde outubro até abril (REITZ et al. 1983), parece haver preferência das abelhas pelas suas flores brancas e pequenas (que se reúnem em densos e grandes cachos terminais vistosos), devido à freqüência regular de visitação, principalmente quando outras espécies não estão em floração. CARVALHO (1987) observou que a aroeira floresce a partir de três meses de idade, podendo proporcionar receitas precoces ao apicultor.Recomenda-se ao apicultor o plantio de todas as variedades desta espécie existentes na região, pois seus períodos de floração são distintos.
FORRAGEM PARA CABRAS. Nas proximidades de Curitiba, Sul do Paraná, é comum o uso da aroeira como suplemento alimentar para caprinos. Esses animais comem avidamente as folhas e brotos desta espécie. A boa palatabilidade e disponibilidade desta forragem, mesmo em épocas críticas, estimulou um programa de fomento e plantio entre os associados da Cooperativa dos Caprinocultores do Paraná (CAPRIPAR). A análise bromatológica de uma amostra de folhas dessa espécie, efetuada pelo Instituto Tecnológico do Paraná (TECPAR), apresentou os seguintes resultados (Tabela 3). Pelo valor da digestibilidade in vitro da matéria seca, da ordem de 33%, determinado pelo Centro Nacional de Pesquisa (CNPC), considera-se a forragem da aroeira como razoável. A presença de taninos (CORREIA 1926), que limita o seu uso para outros animais, parece não ser limitante para as cabras, conforme informações dos produtores. No entanto, pesquisas devem ser desenvolvidas para avaliar o seu efeito ao longo do tempo.
CERCAS VIVAS. A utilização de palanques vivos (árvores) para fixação de arame é pouco comum no Brasil, ao contrário de muitos países, especialmente dos trópicos. Para a formação de cercas vivas, embora não seja requisito indispensável, são preferidas espécies que se propagam vegetativamente, por estacas de grande tamanho, o que viabiliza a utilização precoce da planta, como palanque vivo. Nesse caso, o arame pode ser fixado assim que a estaca enraize, o que leva de 3 a 6 meses, dependendo da espécie. Outro atributo recomendável é que as espécies possuam potencial para utilização múltipla e rebrotem, permitindo a exploração periódica da copa.A aroeira apresenta estas características desejáveis (SANCHOTENE, 1985). No meio rural, encontram-se árvores antigas que se estendem a partir de estacas enterradas como moirões. A aroeira é uma espécie muito utilizada para esse fim, devido à sua longa durabilidade no solo. Também constatou-se que nem todas essas estacas lenhosas enraizam, evidenciando a necessidade de estudos para este tipo de propagação.
ORNAMENTAÇÃO. Pela beleza de sua folhagem (perene, de cor verde a verde escuro, com brotos jovens avermelhados), da sua floração (prolongada) e frutificação (persistente), a aroeira é recomendada e utilizada como ornamental, principalmente em praças e parques municipais. Ela foi introduzida na Europa e Estados Unidos para esta finalidade. Esta espécie foi adotada na arborização de parques e avenidas de quase todas as cidades e núcleos de população da Côte D'Azur e da Riviera Liguriana (CORREIA, 1926). Na área rural, o melhoramento da paisagem contribui para a valorização da propriedade.
MEDICINAL. São atribuídas inúmeras qualidades medicinais à aroeira, restringindo-se o seu uso, no entanto, ao nível doméstico. Em Cuba, onde foi introduzida e recebeu o nome de copal, ela é usada como susbstituta do verdadeiro copal (Protium cubense) do qual se extrai uma resina terebintácea para uso em compressas (ROIG & MESA, 1945).
BALBACHAS (1959) recomenda o chá das cascas (100 g/l de água) para curar diarréias e hemoptises. Ela é utilizada também em banhos, com 25 g/litro de água, contra a ciática, a gôta, o reumatismo, e bactérias que se manifestam sob a forma de edemas do tipo erisipela.
CORREIA (1926-1978) descreve as propriedades da casca observando seus efeitos depurativos, febrífugos e contra afecções uterinas em geral. As folhas, segundo esse autor, são anti-reumáticas e valioso remédio na cura de úlceras e feridas. Aos frutos, atribui-lhes propriedades diuréticas e recomenda, ainda, precaução no uso da planta, devido às suas propriedades tóxicas, apesar de não haver dúvidas quanto às suas qualidades anti-nevrálgicas, adstringentes, tônica e estimulante.
Indicações: Afecções respiratórias, candidíase, micoses, tumores, afecções da pele, febres, artrite, erisipela, hipertensão, dor-de-dente, hemorragias.
Propriedades: Antibiótica, antifúngica, cicatrizante, balsâmica, depurativa, hipotensiva.
Partes usadas: Óleos essenciais: rico em mono e sesquiterpenos. Taninos, Resinas, Alcalóides, Flavonóides, Saponinas esteroidais, Esteróides, Triterpenos, cis-sabinol, p-cimeno, limoneno, simiarinol, alfa e beta pineno, delta-caroteno, alfa e beta felandeno, terechutona e extratos de folhas e frutos, cascas e folhas secas em chás.
ARBORIZAÇÃO DE PASTOS. A aroeira vegeta naturalmente em algumas áreas de pastagens, não sendo consumida nem assediada pelo gado. Ela pode ser plantada, com mudas gigantes ou estacas, sob proteção para fins de sombreamento aos animais. Ela apresenta as vantagens de ser perenifólia e de se adaptar a condições adversas (rusticidade), apresentando bom pegamento.
OUTRAS PROPRIEDADES. Fazendo jus a um dos seus nomes vulgares (fruto-de-sabiá), a aroeira é uma das espécies mais procuradas pela avifauna em nosso meio (SANCHOTE, 1985).
Outra qualidade dessa espécie é a sua capacidade de ocupação de áreas degradadas. O pioneirismo e a agressividade da aroeira permitem o seu estabelecimento em habitats tão adversos como à caatinga. Ela desenvolve raiz pivotante e profunda, merecendo estudos quanto à ciclagem de nutrientes e enriquecimento do solo.
Como fator negativo, a sua alta capacidade reprodutiva torna-a agressiva na invasão de áreas onde a sua presença não é desejável. Recomenda-se, portanto, Boletim de Pesquisa Florestal, Colombo, n. 17, p.25-32, dez. 1988.
Cautela no planejamento e manejo dos seus plantios, principalmente fora de sua região de origem. Embora, no Brasil, não se caracterize como tal, ocorrendo em proporções equilibradas na flora nativa, a aroeira introduzida na Flórida tornou-se invasora (SANCHOTENE, 1985). Outras qualidades indesejáveis são suas propriedades alergênicas para pessoas sensíveis, ocasionando lesões e edemas.
Ela é tida como tóxica também para o gado bovino (CORREIA, 1926). A aroeira é, também, resistente ao fogo, como foi constatado na região do cerrado, em exemplares que já resistiram a vários incêndios. Devido à sua capacidade de rebrota, a espécie pode ser utilizada em barreiras contra incêndios, desde que seja manejada em forma arbustiva.
Shalom Adonai para todos.
4 comentários:
Copyright - LEI Nº 9.610, de 19 Fev 1998
Tudo bem, Magna?
Venho lembrar que o site “Cleo Pimentas”, do qual alguns artigos e imagens foram copiados, está protegido pela lei de proteção aos direitos autorais Nº 9.610, de 19 Fev 1998. Portanto,para evitarmos problemas futuros, peço que remova o conteúdo clonado ou coloque os créditos do autor.
Mais informações:
http://www.labcon.com.br/livreto/copyright.htm
Shalom Cleômenes
Peço perdão por ter usado sem ter colocado a bibliografia.
Como vc viu eu faço uma pesquisa diversas, até as fotos s minhas
na maioria. Mas valeu pelo cuidado e atenção.
Obrigada Magna.
Obrigado pela atenção, Magna. De qualquer modo quero parabeniza-la pelo excelente blog. Muito interessante e instrutivo.
Shalom, Magda.
Com respeito e consideração,estou aguardando providências...
Cordialmente,
Cleômenes.
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