sexta-feira, 5 de março de 2010

PIMENTA AROEIRA

Na minha primeira pesquisa encontrei 93 espécies de pimentas expliquei às 92, deixei a 93 por último pois ela é de grande importância para o ser humano e gosto de escrever muito mesmo sabendo que muitos não gostam de ler, se um for como eu já valeu a pena a minha dedicação, lhe digo que depois que edito leio tudo de novo e quando tem uma mínima falha fico aborrecida. Segue a explicação da nossa Pimenta Aroeira ou Rosa ou outros, deixei por último por causa da sua importância medicinal, veja abaixo:

Pimenta Aroeira Aroeira Mansa – Rosa
Nome Científico: Schinus terebinthifolius
Sinonímia: Schinus mucronulata, Schinus weinmanniifolius, Schinus riedeliana, Schinus selloana, Schinus damaziana, Schinus raddiana.
Nome Popular: Aroeira mansa, aroeira brasileira, aroeira vermelha, cambuí, Cambuí, fruto de sabiá, aguaraíba, aroeira da praia, aroeira do brejo, aroeira pimenteira, bálsamo, corneíba, aroeira do Paraná, aroeira do sertão, pimenta rosa.
Nome em outros idiomas
Espanhol: Lentisco; Francês: Lentisque, poivrier d’ Amerique, poivrier du Perou; Inglês: Califórnia peper tree; Alemão: Pimenteira bastarda, Pfefferstrauch
Família: Anacardiaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Argentina, Paraguai e Brasil
Ciclo de Vida: Perene
A aroeira-mansa é uma árvore de pequeno a médio porte, capaz de alcançar de 5 a 9 metros de altura. Seu caule é um pouco tortuoso e a casca escura e fissurada. As folhas são imparipinadas, com 8 a 12 centímetros de comprimento e 7 a 13 folíolos verdes, elípticos a obovados, com nervuras claras. A aroeira mansa é dióica, isto é, há árvores fêmeas e árvores machos. As flores são pequenas, branco-esverdeadas, dispostas em inflorescências axilares e terminais do tipo rácemo, e são muito atrativas para abelhas. Os frutos são pequenas drupas, esféricas, rosadas a avermelhadas, que servem como condimento e alimentam as aves silvestres. O florescimento ocorre na primavera e no outono e o pólen abundante pode provocar reações alérgicas e irritações em pessoas sensíveis.
A aroeira-mansa é uma árvore bastante interessante para arborização urbana. Seu porte médio e a frutificação ornamental, aliados à rusticidade da planta, fazem com que ela seja uma excelente escolha para o paisagismo, prestando-se como arvoreta e cerca-viva. Ela também é indicada para reflorestamento de áreas degradas, pois é uma árvore pioneira. A pimenta-rosa, o fruto da aroeira-mansa, é muito popular na França, onde é utilizada na ornamentação e tempero de preparações culinárias. Seu sabor é levemente picante e adocicado. Da aroeira ainda se pode ser extrair madeira, própria para moirões e lenha, e óleos essenciais, utilizados em fitoterapia.
Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado nos primeiros anos de implantação. As podas de formação estimulam uma copa mais densa, arredondada e bonita. Para a formação de cercas-vivas as podas devem ser efetuadas cedo para estimular o surgimento de múltiplos caules. A aroeira-mansa é considerada planta invasiva em muitos países onde é exótica, devido a facilidade de propagação. Multiplica-se facilmente por estacas e sementes.
A Pimenta Rosa – Sob o ponto de vista botânico, a pimenta rosa (Schinus terebinthifolius Raddi), uma espécie pioneira e nativa do Brasil, não tem qualquer parentesco com a família das pimentas. Na verdade, ela é um parente do caju, da manga e do cajá-mirim, dentre outras conhecidas anacardiáceas frutíferas. O que lhe confere esse nome são seus pequenos frutos (bagos), que durante a maturação apresentam coloração brilhante e lustrosa, que vai do rosa claro até o vermelho escarlate, tornando-os assim, semelhantes a uma pequena pimenta. Em Santa Catarina a planta é conhecida como aroeira ou aroeira-vermelha. Em outras regiões do Brasil é conhecida por aroeira-pimenteira, pimenta do Brasil, aroeirinha, pimenta brasileira, entre outros, já que ocorre desde o Rio Grande do Sul até Pernambuco, nas restingas do litoral e em terrenos profundamente alterados pela ação do homem. No exterior foi introduzida na cozinha européia, pelo seu sabor suave, adocicado e levemente apimentado, com o nome de “poivre rose”. Dizem que a aroeira-vermelha acrescentou um gostinho tropical à “nouvelle cuisine”. O plantio da pimenta-rosa desponta como uma das alternativas para a diversificação agrícola, principalmente por ser um produto orgânico. Na atualidade a exploração de seus frutos se restringe à coleta manual em populações naturais, presentes principalmente em áreas de restinga do litoral brasileiro, em especial no estado do Espírito Santo. Esse estudo foi pioneiro na caracterização funcional do sistema reprodutivo da espécie, sendo desenvolvido em uma área natural de vegetação de restinga e noutra área alterada antropomorficamente. Os resultados demonstraram que apenas, os tratamentos de polinização livre e polinização cruzada manual em flores femininas resultaram em frutificação, confirmando a dioicia da espécie. Desta forma, sua estratégia é a polinização cruzada (xenogamia/alogamia), portanto necessitando de agentes bióticos para o transporte dos seus grãos de pólen. Sabe-se agora, que essa transferência de pólen está sendo mediada exclusivamente por insetos polinizadores, que se constituem, na sua maioria, de abelhas (Apidae, Halictidae, Colletidae e Megachilidae), de moscas (Syrphidae, Calliphoridae, Muscidae, entre outras) e de vespas (Vespidae, Pompilidae e Sphecidae), que visitaram as flores de ambos os sexos ao longo de todo o dia. As maiores taxas de frutificação encontradas foram da ordem de 56,25% e 51,25% (nos tratamentos de polinização manual), entretanto, os resultados da polinização livre também apresentaram taxas de frutificação relativamente altas (43,75% e 41,25% em dois locais). A redução no número de polinizadores ocasionou uma redução nas taxas de frutificação, principalmente na área alterada. Entretanto, nesta área, esse problema parece ter sido atenuado, com o aumento da presença de abelhas Apis mellifera, as quais também se mostraram eficientes polinizadoras da espécie. Concluiu-se assim, que a polinização livre (mediado principalmente por abelhas) é o método mais indicado para aumentar a frutificação da aroeira-vermelha, devido ao pequeno tamanho de suas flores 5 mm) e à grande queda das mesmas, durante a manipulação por ocasião de polinizações manuais. Nesse sentido, os resultados obtidos nesse estudo, tornam-se um indicativo inédito para a conservação dos remanescentes de restinga e daqueles próximos às áreas de cultivo, como garantia da sobrevivência de inúmeras espécies animais e vegetais e, por conseguinte das próprias populações de aroeiras-vermelhas. Princípios ativos Óleo essencial: rico em mono e sesquiterpenos, em teor de 1% para as folhas e 5% para os frutos. Taninos, Resinas, Alcalóides, Flavonóides, Saponinas esteroidais, Esteróides, Triterpenos. Para as sementes é citado um teor de óleo fixo da ordem de 14%. O óleo essencial da Schinus terebinthifolius contém: cis-sabinol, p-cimeno, limoneno, simiarinol, alfa e beta pineno, delta-caroteno, alfa e beta felandeno, triterpenos como o ácidomasticodienóico, 3 hidroximasticodiênomico, schinol, terechutona, baicremona e ácido terebentifólico. Uso medicinal Indicações: Afecções respiratórias, candidíase, micoses, tumores, afecções da pele, febres, artrite, erisipela, hipertensão, dor-de-dente, hemorragias. Propriedades: Antibiótica, antifúngica, cicatrizante, balsâmica, depurativa, hipotensiva. Partes usadas: Óleos essenciais e extratos de folhas e frutos, cascas e folhas secas em chás. As cascas e folhas secas da aroeira são utilizadas contra febres, problemas do trato urinário, contra cistites, uretrites, diarréias, blenorragia, tosse e bronquite, problemas menstruais com excesso de sangramento, gripes e inflamações em geral. Sua resina é indicada para o tratamento de reumatismo e ínguas, além de servir como purgativo e combater doenças respiratórias. Emprega-se também contra a blenorragia, bronquites, orquites crônicas e doenças das vias urinárias. Seu óleo resina é usado externamente como cicatrizante e para dor-de-dente. A resina amarelo-clara (a qual endurece ao ar tornando-se azulada e depois pardacenta), proveniente das lesões das cascas, é medicamento de larga aplicação entre os sertanejos, como tônico, nos casos em que usam cascas. Em outros tempos, a aroeira foi utilizada pelos jesuítas que, com sua resina, preparavam o "Bálsamo das Missões", famoso no Brasil e no exterior. A planta inteira é utilizada externamente como anti-séptico no caso de fraturas e feridas expostas. O óleo essencial é o principal responsável por várias atividades desta planta, especialmente à ação antimicrobiana contra vários tipos de bactérias e fungos e contra vírus de plantas, bem como atividade repelente contra a mosca doméstica. Este óleo essencial, rico em monoterpenos, é indicado em distúrbios respiratórios. É eficaz em micoses, candidíases (uso local) e alguns tipos de câncer (carcinoma, sarcoma,etc.) e como antiviral e bactericida. Possui ação regeneradora dos tecidos e é útil em escaras, queimaduras e problemas de pele. Externamente, o óleo essencial da aroeira brasileira utilizado na forma de loções, gels ou sabonetes, é indicado para limpeza de pele, coceiras, espinhas (acne), manchas, desinfecção de ferimentos, micoses e para banho. Em muitos estudos in vitro, extratos da folha da aroeira brasileira demonstram ação antiviral contra vírus de plantas e apresentam ser citotóxicos para 9 tipos de câncer das células. Em banhos é utilizado o decocto da casca de aroeira para combater úlceras malignas. Dosagem indicada – Gota, reumatismo e ciática. Banho- ferver 26g de cascas de aroeira em um litro de água. Tomar, diariamente, um banho de 15 minutos, tão quente quanto possível. Um ensaio clínico feito com extrato aquoso das cascas de Schinus terebinthifolius na concentração de 10% aplicado na forma de compressas intravaginais em 100 mulheres portadoras de cervicite e cervicovaginites promoveu 100% de cura num período de uma a três semanas de tratamento. Gargarejos, bochechos, compressas, tratamento tópico de ferimentos de pele ou mucosas, infectadas ou não, cervicite, hemorróidas inflamadas, gengivas inflamadas. Cozinhar em 1 litro de água, 100g da entrecasca limpa e seca da Schinus terebinthifolius, quebrada em pedaços pequenos. Azia e gastrite. Utilizar os frutos cozidos de 2 vezes, cada vez com meio litro de água. Beber em doses de 30 ml duas vezes ao dia. Uso culinário: A pequena semente do fruto da aroeira vermelha, redondinha e lustrosa, inscreve-se entre as muitas especiarias existentes e que são utilizadas essencialmente para acrescentar sabor e refinamento aos pratos da culinária universal. O sabor suave e levemente apimentado da aroeira vermelha, bem como sua bonita aparência, de uso decorativo, permite o seu emprego em variadas preparações, podendo ser utilizada na forma de grãos inteiros ou moídos. No entanto, a aroeira é especialmente apropriada para a confecção de molhos que acompanham as carnes brancas, de aves e peixes, por não abafar o seu gosto sutil. Introduzida na cozinha européia, com o nome de aroeira poivre rose (pimenta-rosa), a aroeira vermelha acrescentou um gostinho tropical à nouvelle cuisine. Outros usos: Devido ao alto teor de tanino, é empregada nos curtumes para curtir peles e couros. As folhas maduras passam por forrageiras. No Peru, a aroeira é utilizada após fermentação para se fazer vinagre e bebida alcoólica. Contra-indicações: Em todas as partes da planta foi identificada a presença pequena de alquil-fenóis, substâncias causadoras de dermatite alérgica em pessoas sensíveis. Sentar-se à sombra desta aroeira implica grandes riscos, pelos efeitos perniciosos que pode provocar. As partículas que se desprendem de sua seiva e madeira seca podem causar uma afecção cutânea parecida com a urticária, edemas, febre e distúrbios visuais. O uso das preparações de aroeira deve ser revestido de cautela por causa da possibilidade de reações alérgicas na pele e mucosas. Caso isto aconteça, suspenda o tratamento e procure o médico o mais cedo possível. Curiosidades: Seus frutos são utilizados na Flórida para decoração de Natal, o que lhe conferiu a denominação de Christmas-berry. Em 1996, uma patente americana foi criada para um produto feito com o óleo essencial de aroeira brasileira, Schinus Terbinthifolius, como um remédio tópico de ação bactericida utilizado contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus para seres humanos e animais (um preparado par nariz, ouvido e peito). A mesma companhia criou uma outra patente em 1997 para um preparado similar usado para limpeza de pele e de ação bactericida.
"E mostrou-me o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. (v. 1) No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações" (v. 2) (Ap 22.1-2)
Shalom Adonai para todos.

3 comentários:

Alcione Brandão disse...

Magna,
Sou estudante de gastronomia e uma apaixonada por pimentas. Um dia andando pelo condomínio onde mora uma amiga avistei um pé de aroeira, que conheço desde pequena e vi entre as folhas, cachos de uma sementinha vermelha e pensei: parece com a pimenta rosa. Mal terminei o pensamento, arranquei uma delas e levei ao nariz. Isso iniciou uma discussão entre eu e minha amiga, pois percebi na hora que meu pensamento estava correto e ela não acreditando me disse que eu estava doida e tal. Que ela conhecia aroeira e que nunca soube disso.Fui a pesquisa e aqui estou. Amando sua postagem e pensando que pouco sabemos das coisas todas da vida, mas que é muito bom aprender coisas novas. Parabéns e se puder, dê uma olhada no meu blog: http://cincosentidosemais.blogspot.com Ele está desatualizado, mas gostaria de postar sobre pimentas e quem sabe você não me ajuda com algum material? abraços

Anônimo disse...

Pimenta rosa onde encontrar:
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-202127571-arueira-pimenta-rosa-100-sementes-apenas-r-490-_JM

Nedi Diniz disse...

Alcione meu nome é Nedi Diniz moro em Sto. André tenho 75 anos e só agora a alguns dias fiquei sabendo que as aroeiras que povoavam as beiras de cercas da minha linda cidade de Mariana eram na verdade a famosa pimenta rosa com suas frutinhas que nenhum passarinho come, fiquei surpreso e hoje onde vou colho um pouco dessa maravilha da culinária franceza, pois é vivendo e aprendendo.

Diniz de Santo André