Gosto de trabalhar com o termo fornicação porque ele significa toda pratica ilícita na área sexual que o homem pratica e que o Senhor abomina.
Aprofundando-me mais nas pesquisa não tem como negar que realmente as loucuras praticadas nessa festa, são as mesmas, e muito mais, como diria... sofisticadas, pela tecnologia e pela "sabedoria" humana, adquirida através dos milênios.
Como sempre já possuía uma apostila falando sobre O Carnaval, mais refiz tudo, com uma visão mais ampla e atual.
Etimologia – Segundo Antenor Nascente é duvidosa a origem do vocábulo Carnaval, “primitivamente designativo da terça-feira gorda, tempo a partir do qual a Igreja suprime (latim levare) o uso da carne. Petracchi dá como étimo o baixo latim carnelevamen, modificado depois em carne, vale! Adeus, carne! O velho pisano tinha carnelevare, o napolitano karnolevare, o siciliano karnilivari; é possível que tenha havido simples dissimulação. Stappers interpreta o baixo latim carnelevamen como carnis levamen, prazer da carne, antes das tristezas e continências da quaresma. A etimologia carrus navalis (Körting, 1697), se bem que foneticamente aceitável, não tem fundamento histórico”.
No dicionário de Aurélio: No mundo cristão medieval, período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no dia de Reis (Epifania) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais. Consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas oriundas de ritos e costumes pagãos, como as festas dionisíacas, as saturnais, as lupercais, e se caracterizava pela alegria desabrida, pela eliminação da repressão e da censura, pela liberdade de atitudes críticas e eróticas. Os três dias imediatamente anteriores à quarta-feira de cinzas, dedicados a diferentes sortes de diversões, folia e folguedos populares, com disfarces e máscaras; tríduo de momo. Bras. Pop. Confusão, trapalhada, desordem.
Acontece muita confusão e muito mais desordem de todo tipo.
O termo carne no latim significa o corpo, a matéria, em oposição ao espírito, à alma; a natureza animal ou física do homem, em oposição à natureza moral ou espiritual. Ainda pode ser sensualismo, concupiscência.
A palavra carne no hebraico é "ba.sár" e no grego "sarx".
A palavra carnaval é simplesmente: A festa da Carne. Período em que o ser humano solta tudo que está preso dentro dele, alguns de cara limpa, outros precisam do álcool e das drogas, outros através das maquiagens e mascaras.
Mas digo-lhe que atualmente não precisa do período carnavalesco para acontecer tudo isso. Também principalmente aqui na Bahia, tudo é motivo para acontecer um carnaval. Você entendeu? Não vou me prender a cronologia do carnaval pois o que quero mostrar-lhe é o início de tudo a visão mitologia. O Carnaval é uma festa pagã, todo mundo sabe. Agora quais os seres, entidades, demônios ou ainda deuses que estão por trás dessa festa atuando e destruindo o ser humano, o que participa ou é conivente com ela, quase ninguém sabe.
Vou dividir em três partes: Primeira a Mitologia Egípcia (Ápis, Ísis e Hator), Cananea (Baal e Asterote) Grega-Romana (Dionísio/ Baco, Pã e Momo).
A história do carnaval começa no princípio da nossa civilização, na origem dos rituais, nas celebrações da fertilidade e da colheita nas primeiras lavouras, às margens do Nilo, há seis mil anos atrás. Os primeiros agricultores exerciam a capacidade humana, que já nas cavernas se distinguia em volta da fogueira, da dança, da música, da celebração... Há milênios antes de Cristo, homens, mulheres e crianças se reuniam no verão com os rostos mascarados e os corpos pintados para espantar os demônios da má colheita, dançavam e bebiam. Eram principalmente eventos relacionados a acontecimentos religiosos e rituais agrários, na época da colheita de grandes safras. As origens do carnaval têm sido buscadas nas mais antigas celebrações da humanidade, tais como as Festas Egípcias que homenageavam a deusa Ísis e ao Touro Ápis. Na mitologia egípcia, a deusa Ísis e o touro Ápis, a quem o povo creditava a fertilidade da terra e das margens do rio Nilo, eram saudados com danças e músicas em volta de fogueiras.
egípcio). Os antigos egípcios consideravam-no como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e represetaram-no muitas vezes como, por exemplo, nesta estatueta que se vê ao lado. Diferentemente de outras divindades, era sempre representado na forma animal e nunca na forma humana com cabeça animal. Ele encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptah. O culto do touro Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos.Antiga divindade agrária simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora. Dizia a lenda que Ptah, sob a aparência de fogo celeste, engravidou uma vaca virgem que concebeu um touro preto, o qual se tornou o porta-voz ou o duplo de Ptah. Esse touro negro sagrado de Mênfis deveria ter certos sinais ou manchas: na fronte, uma mancha branca quadrada; no dorso, a figura dum abutre ou duma águia; sob a língua, um nó em forma de escaravelho; os pêlos da cauda numa mescla de branco e preto e, enfim, um crescente branco sobre o lado direito do corpo. Encontrado um bezerro com tais características pelos sacerdotes especiais chamados os Bastões de Ápis, o animal era conduzido a Mênfis em uma barca dourada e em grande pompa, depois de ter sido nutrido unicamente por mulheres durante 40 dias. Uma vez entronizado cerimoniosamente, vivia no seu santuário, ao lado do deus Ptah, a mais importante divindade menfita, da qual era tido como o arauto, a imagem viva. Sua mãe, um animal também reverenciado, era sua esposa legítima, mas tinha também vacas concubinas cuidadosamente escolhidas.
A deusa ÍSIS foi uma deusa da mitologia egípcia, cuja adoração se estendeu por todas as partes do mundo
greco-romano. Foi cultuada como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Era a amiga: dos escravos, pecadores, artesãos, oprimidos, assim como a que escutava as preces dos opulentos, das donzelas, aristocratas e governantes. Ísis é a deusa da maternidade e da fertilidade. A estrela Spica ("Alpha Virginis") e a constelação que modernamente corresponde aproximadamente à de Virgo, surge no firmamento acima do horizonte em uma época do ano associada à colheita de trigo e grãos e, desse modo, ficou associada a divindades da fertilidade, como Hathor. Ísis viria a ser associada a esses astros devido à posterior fusão de seus atributos com os de Hathor.Ísis também assimilou atributos de Sopdet, personificação da estrela Sirius, uma vez que este astro, ascendendo no horizonte um pouco antes da cheia do rio Nilo, foi interpretado como uma fonte de fertilidade, como Hathor o havia sido também. Sopdet manteve um elemento de identidade distinto: uma vez que Sirius era visivelmente uma estrela, ou seja, não vivia no submundo, o que poderia ter conflitado com a representação de Ísis como esposa de Osíris, senhor do submundo.
É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza.
A deusa HATHOR era homenageada com grandes festividades, notadamente no dia de Ano
Novo, que era o aniversário de seu nascimento. Antes de amanhecer as sacerdotisas conduziam a imagem de Hathor ao terraço, a fim de expô-la aos raios do sol nascente. A alegria que se seguia era um pretexto para um verdadeiro carnaval, e o dia findava com cantos e embriagues... Como em nossos dias.A Deusa Hathor, conforme revelado, é uma deusa. Compõem-se como deusa tríplice, sendo que partes de cada um de seus aspectos foi desmembrado e reformulado aos egípcios como Hathor, Ísis e Nut. Hathor, a deusa da alegria e da dança; Ísis, o trono sobre o qual se sentava o faraó, a verdadeira sede de seu poder; Nut, o céu sob o qual o mundo foi criado, o firmamento onde a criação se deu. Na Veneração Ancestral, Hator (repare a grafia sem h, conforme revelado) é a amante e menina, a mulher e a terra, a mãe e o céu; é a alegria que muitos esquecemos na infância, a responsabilidade e o amor maternos, ao mesmo tempo é a sensualidade desprovida de malícia, a dedicação não submissa, o calor envolvente de um abraço sincero. É Hator que dá a vida, é dela que tudo provém. Dela nasceu o próprio deus, em seu ventre Ele se deita, em seus seios se alimenta e do vazio de seu útero Ele ressurge.
Na Veneração Ancestral, Hator costuma se apresentar na forma humana da Hathor egípcia (imagem acima), uma mulher de pele morena e quente, magra com belas formas, olhos escuros e olhar muito vivo. Não cheira a perfume ou a incenso, mas a feromônios. Suas feições, diga-se de passagem, são muito semelhantes às representações de Ísis e, assim como ela, porta sobre a cabeça o disco solar dentro do arco lunar. As formas alternativas da deusa egípcia Hathor, por outro lado, seja como vaca ou como mulher com orelhas de vaca, evocam apenas uma das três faces primárias da Hator ancestral.
Hator deusa da sensualidade e embriaguez - Hator é uma das deusas mais veneradas, conhecida como “Dama da embriaguez e do êxtase", padroeira dos ébrios. O "Mito da Destruição da Humanidade" contém referências específicas aos procedimentos a observar nas festas da embriaguez comemoradas em sua honra, durante cinco dias, com início a 20 de Thot, estação Akhet, primeiro mês do calendário egípcio, equivalente aos meses de Julho-Agosto no calendário gregoriano. Era um momento em que a cerveja era bebida em grandes quantidades e se recitavam poesias eróticas. Hator era também padroeira do terceiro mês dessa estação, Athir.
O êxtase-euforia causado pela bebida era entendido e usado como meio privilegiado para entrar em contato com "Ade Dendera" e o copo de bebida era, por isso, outro dos seus emblemas sagrados.
Na mitologia Egípcia é a deusa do céu, filha do deus Sol, Ra, esposa de Hórus, deusa da fertilidade, protetora das mulheres, da astrologia, do casamento, dos vivos e dos mortos, também era deusa do Amor e da Beleza, muito semelhante à deusa grega Afrodite ou à Vênus dos romanos. Muitos elementos na maquiagem da deusa Afrodite é modelado no estilo do Egito de Hator.
A deusa Hator representava o amor e sexualidade e é ainda, associada com os aspectos eróticos do vinho, da dança e da música. O sitro, junto com a voz da sacerdotisa, proporcionava o principal acompanhamento musical nos rituais culturais, um aspecto próprio de Hator em seu papel como deusa da sensualidade. Em conseqüência, as vezes, era decorado com o rosto feminino de Hator com orelhas de uma vaca. Simultaneamente, Hator, é o modelo divino da feminilidade, dos caracteres gentis, amáveis, ternos e sensuais associados ao feminino, sendo, no fundo, a deusa protetora das mulheres. Corporiza tudo o que há de bom e de autêntico na Mulher: a beleza juvenil, a maternidade, a emoção, a alegria. Dessa forma era o Carnaval no Egito.
BAAL/ ASTOROTE “Portanto deixaram ao SENHOR e serviram a Baal e a Astorote”. (Jz 2.12,
13) O supremo deus dos fenícios e dos cananeus o mais importante para eles. No hebraico “Baal” = “senhor, dono, possuidor, marido da nação”. Correspondendo a “Bel”, = “senhor” dos babilônios. O deus sol, responsável pela germinação e crescimento da lavoura o aumento dos rebanhos responsável pela abundância da terra e pela fecundidade das famílias, fertilidade do ventre. Deidade do céu, da chuva, da tempestade, deus grosseiro, forte, cruel e vingativo. O seu culto era marcado pela crueldade e devassidão, a mais que em Sodoma e Gomorra. Em tempos de seca e de peste, sacrificavam-lhe vítimas humanas, para apaziguar a sua ira. Nestes holocaustos, a família, geralmente, oferecia o primogênito, sendo a vítima queimada viva. (1.) Baal era adorado nos lugares altos de Moabe, desde os dias de Balaão e Balaque (Nm 22.41). (2.) No tempo dos Juízes tinha altares dentro dos limites doa israelitas (Jz 2.13; 6.28-32). (3.) Quando o rei Acabe casou com Jezabel, filha de Etbal, rei dos sidônios, o culto de Baal quase suplantou o do Altíssimo. A luta de vida ou morte entre as duas religiões culminou no alto do Carmelo, quando o profeta Elias enfrentou os profetas de Baal (1 Rs 16.31, 32; 18.17-40), que nessa ocasião foram todos mortos, mas em breve ressurgiriam de novo. (4.) Através de Jeú houve nova matança neles (2 Rs 10.18-28). (5.) Atalia filha de Jezabel rainha de Judá esposa de Jorão (2 Cr 17.3; 21.6; 22.2) fez ressurgir a adoração a Baal, mas o povo da terra entrou no templo de Baal e derrubou o seus altares, fizeram as suas imagens em pedaços e mataram a Matã, sacerdote diante do altar (2 Rs 11.18). (6.) Mas tarde reviveu o culto a Baal em Judá e em Israel (Os 2.8; 4.13). (7.) Acaz mandou fundir estátuas de Baal (2 Cr 28.2). (8.) Ezequias promoveu uma reforma, que Manasses anulou erigindo altares a Baal (2 Rs 21.3). (9.) Josias destruiu todos os vasos feitos para Baal em Jerusalém e fez cessar o seu culto (2 Rs 23.4,5). (10.) Jeremias e os demais profetas proferiam veementes denunciações contra tais apostasias (Jr 19.4, 5). Estes cultos idolatras eram acompanhados de ritos lascívios (1 Rs 14.24). (11.) Os pais sacrificavam os seus filhos, passando-os pelo fogo (Jr 19.5). (12.) Osculavam = beijavam as imagens de Baal (1 Rs 19.18). Este deus estava associado a Astarote (Jz 2.13), e nas proximidades de seu altar, havia freqüentemente uma imagem da deusa Aserá (Jz 6.30; 1 Rs 16.32, 33).
de Baal de Peor. Uma religião extremamente vil, cruel e sangüinária, praticantes de fornicação, embriagues e sacrifícios humanos. A liturgia desses cultos era de baixa moral, e a imoralidade conflitava com a ética dos hebreus, prevista na lei do Altíssimo. No baalismo se praticava, em seus rituais, a chamada “prostituição sagrada” e o culto à fertilidade.A prática sexual era cultuada por ser o sexo o responsável pela reprodução dos seres humanos (Jz 8.33). A prostituição era física e espiritual (Os 4.13, 14). Os israelitas, enquanto acampados em Sitim, nos altiplanos de Moabe, foram engodados à imoralidade e à idolatria pelos adoradores desses deuses. “Os vossos olhos têm visto o que o Senhor fez por causa de Baal-Peor; pois a todo homem que seguiu a Baal-Peor o Senhor, teu Pai Eterno, consumiu do meio de ti” (Dt 4.3). O culto a Baal era marcado pela devassidão que envergonharia até Sodoma e Gomorra. Em suas cerimônias havia: (1.) Sacrifício de vítimas humanas; (2.) orgias e os mais inimagináveis desregramento; (3.) e, logicamente, louvores e adoração a Baaal. A tentativa de separar o Senhor dos israelitas fracassou então os moabitas foram aconselhados a separar os israelitas do Altíssimo, seduzindo-os à imoralidade e ao culto sensual dos falsos deuses dos moabitas como castigo Balaão foi morto à espada. (7)Baal continua atuando em nossos dias principalmente dentro das Igrejas vejamos um exemplo citado pela irmã Neuza Itioka, A Noiva Restaurada, 2005, p. 151-152: “Muitas igrejas começam com um tipo de controle, com as melhores intenções, mas com a maior ingenuidade. Esquecem-se de que o próprio homem que assim está controlando e, inconscientemente, dando lugar aos espíritos de controle, ou, para deixar bem claro, aos demônios. Esse espírito de feitiçaria e controle pode atuar através dos dons espirituais, principalmente através dos dons de revelação: através de visões e profecias. As visões podem ser usadas para controlar vidas e ministérios.
Isso acontece com aqueles que não estão em comunhão íntima com Deus, que não estiveram no conselho do Senhor, mas que dizem ter visto isso e aquilo, confundindo as pessoas ou lhes dando uma direção falsa, não de Deus, para a vida delas.“Porque quem esteve no conselho do Senhor, e viu, e ouviu a sua palavra? Quem esteve atento à sua palavra e a ela atendeu? Mas, se tivessem estado no meu conselho, então, teriam feito ouvir as minhas palavras ao meu povo e o teriam feito voltar do seu mau caminho e da maldade das suas ações” (Jr. 23.18, 22).
São pessoas que dizem: “Deus me falou assim e assim, através de visões. Você deve fazer expandir o seu ministério, chamando tais pastores e irmãos para participar desse ministério”. Os que têm o dom de visão nem sempre têm a interpretação. Muitas vezes Deus traz outras pessoas para interpretar a visão, e para completá-la, usando assim outros membros do corpo. Um órgão ou um membro não opera sozinho, mas no meio dos demais.
Freqüentemente pode ser o caso de que a pessoa, que teve a visão, além de não ter estado no conselho do Senhor, está ainda contaminada por experiências anteriores em sua vida, em razão do seu passado não ter sido limpo, não tendo ela sido liberta de todos os espíritos com quem tinha convivido na feitiçaria antes da sua conversão.Um profeta pode profetizar por Baal ou pelo seu coração. Por Baal, se está debaixo de uma forte influência desse deus, do espírito mundano. Disse Jeremias que muitos profetas de Samaria profetizavam por Baal, enganando o povo e sendo enganados. “Os sacerdotes não disseram: Onde está o SENHOR? E os que tratavam da lei não me conheceram, e os pastores prevaricaram contra mim, e os profetas profetizaram por Baal e andaram após o que é de nenhum proveito” (Jr 2.8).
Esta é uma das características de atuação de Baal dentro das igrejas evangélicas, a adivinhação e falsas línguas estranhas. O próximo livro abordaremos este tema já está pronto. Faltando só uns ajustes.
Queremos dar mais alguns exemplos dos deuses caprinos como os “Silvanos”, “os “Faunos”, “Cauchemar”, os “Incubi” os “Sucubis” os “Silenos”, os “Pãs”, os “Egipãs” e os “Sátrios”, Lares”, “os Penates”. São demônios que tomam formas ou através de espíritos para atuarem no meio da sociedade nas famílias e nas Igrejas. Essa é uma realidade nua e crua. Só muda os nomes conforme a cultura de cada povo.
Silenos, Pãs, Egipãs, e várias divindades tidas como "campestres", ligadas aos ciclos da natureza, à música e ao sexo. Geralmente representados com a parte superior humana, chifres e parte inferior animalizada.Para os romanos, os Silvanos eram filhos de Silvano e viviam nos bosques e nos vergéis. Eram divindades tipicamente itálicas. (1) Silvano era o deus campestre dos romanos. Protegia a agricultura, presidia às florestas, silva = floresta. Talvez fosse um filho de Fauno. Indentificaram-no como Fauno, Pã e Termo. Silvano possuía vários templos em Roma, particularmente um sobre o Aventino, que era muito famoso; outro erguia-se no Vale do Viminal. Tinha também templos ou santuários às bordas do mar, onde era adorado com o nome de Litoral, Litoralis = divindades do mar. Esses deuses causavam pavor às crianças que costumavam quebrar ramos de árvores ou destruir a vegetação. Dele faziam uma espécie de bicho-papão, que não permitia que fossem as coisas confiadas à sua guarda destruídas ou quebradas impunemente. Era representado sob a forma de um Fauno, meio homem e meio bode. Costumavam enfeitar seus altares com ramos de pinheiro e cipreste. (2) Silvano também nome dado a Marte. (10)
Fauno uma divindade do panteão itálico, mas tarde confundida com Pã. Como deus das folhagem, eram-lhe atribuídos os sons misteriosos produzidos pelo rumorejar da folhagem, e por isso pôde receber os nomes de “Fatuculus e Fatuus”, ambos relacionados com o verbo latino “fari” = “falar” ou “fatuari” = “estar tomado de delírio profético”. Era ainda uma divindade que velava pela fertilidade dos gados, funções que estão contidas não só própria designação de Fauno da raiz de “fauere”, = “ser favorável”, como ainda na sua identificação com “Inuus” de “inire” = “fecundar”, “procriar”. Foi também identificado com INCUBO, DEUS DOS SONHOS PROFÉTICOS e guarda dos tesouros escondidos, papel igualmente atribuído a Hércules. Exímio tocador de siringe, Fauno gostava de perseguir as Ninfas, atemorizadas pelo seu aspecto estranho, e pelas suas gargalhadas sardónicas. (11)
sensualidade, lascividade.Eram comumente confundidos com os Faunos. Íncubo sobrenome de Pã, tirado da sua lubricidade.
São demônios que adotam uma forma masculina geralmente humana, a fim de ter relações sexuais com mulheres. INUUS, INO é um deus, como se pode ver na Eneida, 6, 775, identificado com Pã, e Fauno, e sinônimo de INCUBUS, mais cuja origem e nome são até o momento inexplicáveis. Etimologicamente, incubo provém do acusativo singular incubu, de incubus, e este do verbo incubare,“estar deitado sobre”, súcubo é formado à base do verbo succubare, “estar deitado sob, por baixo”. Donde, do ponto de vista mítico, Incubo é, um ser masculino, demônio que se deita sobre a mulher para usufruir dos prazeres do amor, Sucubo é o ser feminino, demônio que toma forma de mulher e que mantém relações sexuais com os homens enquanto dormem. Lato sensu, no entanto, e “popularmente” falando, do Incúbo seria uma espécie de demônio que se traveste de um corpo masculino para usufruir dos prazeres do amor com uma mulher adormecida ou transportada para assembléia das bruxas, e Súcubo o demônio que toma forma de mulher deitando-se por baixo do homem, e gozar os mesmos prazeres. “CAUCHEMAR” provém do verbo latino “calcare”, calcar com os pés, pisar e a raiz germânica “mar” o alemão moderno tem Mahr, fantasma noturno, vampiro, conforme o ingles “nightmare”, com o mesmo sentido. De qualquer forma, alguns traços do “cauchemar” são constantes no tempo e no espaço. Trata-se de um ser misterioso, sobrenatural, caracterizado como almas por suas exigências eróticas. Chamando-o INUUS, isto é “O que fez sinal com a cabeça para atrair sexualmente”, os latinos compreenderam-lhe bem as intenções. Santo Agostinho mostra com muita nitidez o perigo que os Silvanos e os Pãs representam para a castidade feminina. Se para o autor as confissões o povo chama os Silvanos e Pãs de incubos, fica bem explícito que nos fins do séc. IV d.C. esses monstros eram designados por sua função dominante e não por seu nome mitológico. Para São Tomás de Aquino tanto o incubo quanto o súcubo nada mais possuem de mitológico: São formas porque se manifesta o demônio, que, assim metamorfoseado, pode conseguir apossar-se sexualmente de suas vítimas homens e mulheres adormecido durante o dia 12:00 e a noite 24:00 são o horário melhor para eles atuarem. O cauchemar é representado como uma velha de seios caídos = opressão, enforcamento ou sufocamento por um fardo pesado que principalmente à noite, lhes comprime o corpo. “Velha opressora”. A sua aparência é a mais bela para impressionar. Os íncubus são demônios, ou espíritos que residem no baixo astral, que tomam a forma masculina, assim podem manter relações sexuais com as mulheres. Os súcubus, são demônios que assumem a forma feminina, desta forma mantém relações sexuais com os homens. Estes seres são estudados e combatidos desde a antiguidade. Com o passar dos séculos e, devido a grandes ocultistas, magos, padres e freis, santos, dentre outros, foram feitos vários estudos sobre eles, suas influências, o que causam aos seres humanos, como agem, e várias outras coisas, mas principalmente como combaté-los... Santo Agostinho, livro 15 Cap. 23 em DE CIVITATE DEI, diz: "É um fato de domínio público e que muitos afirmam have-lo experimentado ou escutado pessoas autorizadas que tenham experiência disso, que os Silvanos e os Faunos, vulgarmente chamados íncubus, tem atormentado com freqüência às mulheres e saciado suas paixões. Além disto são tantos e de tal peso os que afirmam que certos demônios chamados pelos Gauleses, Dusios, intentaram e executaram essa animalidade que, negá-lo parece imprudência". Alguns ocultistas, hermetistas, magos, estudiosos nestes assuntos, informam-nos que os incubus e súcubus são gerados por formas pensamentos, que estão correlacionadas com a luxuria e a necessidade de satisfazer apetites animalescos, em âmbito sexual. Que estes pensamentos energéticos, distoam, em muito do amor verdadeiro que existe entre um homem e uma mulher. Estas formas pensamentos são geradas pela vontade de satisfazer as necessidades sexuais bizarras, apetites eróticos de uma mente desequilibrada... Para celso afirma que a roupa suja com sémem e estendida ao sol, cria certas larvas (energéticas), ou espíritos lascivos que não só se alimentam deste fluído vital desprendido do próprio sémem, mas ainda tentam à pessoa por meio de sonhos eróticos ou de outra forma qualquer, para que nova expulsão de sémem se produza. Se compreendermos que os incubus e súcubus são formas mentais e, não são realmente espíritos, mas sim, demônios criados pelas mentes, podemos entender que estes seres são mais temíveis e mais perigosos que os espíritos maléficos, pois, objetos sagrados, orações, exorcismos em nada adiantam para eles, pois não temem Deus, muito menos as coisas que Dele provém.
O padre Sinistrari d'Ameno em DE DOEMONIALITATE, refere-se aos íncubus e súcubus, dizendo: "Para afastar o Espírito Maligno, para faze-lo tremer e rugir, é suficiente, como diz Guaccius, o Nome de Jesus ou de Maria, o signo da Cruz, a aproximação de santas relíquias ou de objetos bentos..., ao sinal da Cruz, formado por um dos assistentes e pronunciando simplesmente o Nome de Jesus, faz Diabos e Bruxas desaparecerem conjuntamente".
"Os íncubus, ao contrário, submetidos a essas provas, não fogem de modo algum nem manifestam o mínimo susto ou pavor; às vezes é mesmo uma chacota ou escarneo que recebem os exorcistas; há também alguns que, além de mofarem do exorcismo, ainda dão uma sova no Exorcista e rasgam-lhe as vestes sagradas..."
"... enquanto que os íncubus não manifestam nenhum medo das coisas sagradas, provocam e induzem ao pecado, é claro que esses íncubus não são nem maus Demônios nem bons Anjos; é claro, também, que não são criaturas humanas, embora sejam dotados de razão. Que serão estes espíritos?"
Bem, chegamos a uma questão: como se livrar dos íncubus e dos súcubus? Se eles não são demônios ou espíritos maléficos, em nada adiantaria o exorcismo. Se não são humanos, não adiantaria, por sua vez, em nada os julgamentos e as leis dos homens... Ora, vejamos o que escreve o padre Sinistrari acerca de como evitá -los ou, pelo menos, quais caminhos deveremos seguir: "Guaccius, Comp. Malef., diz: "... inconformado pelos conhecimentos que temos de muitas ervas, pedras e substâncias animais que tem a virtude de expulsar ou afugentar os demônios, incubus e sucubus, como a arruda, o hipericão, a verbena, a calaminta, a mamona, a centurea, o diamante, o coral, o azeviche, o jaspe, a pele da cabeça de um lobo ou de um asno, os mestruos das mulheres dentre centenas de outras coisas...""
Frei Zacharias Vicecomes em seu livro COMPLEMENTUM ARTIS EXORCISTICAE, editado em Veneza no ano de 1600, diz-nos algumas coisas para afugentar estes seres: "A pedra Azeviche, encontrada no rio da Sicília, levada com a pessoa, destrói os malefícios, fantasmas e perseguições noturnas de demônios íncubus e súcubus..." Este assunto pode parecer meio fantástico, ainda mais estando as portas do ano 2000, com toda a evolução científica e tecnológica... Todavia, devo ressaltar que tanto os íncubus quanto os súcubus existem. Já cuidei de pessoas que foram "atacadas" por esta classe de seres.
Estes seres não são de fácil compreensão, muito menos, tão fácil é livrar-nos deles, pois, os íncubus e os súcubos podem ter sua origem em vários sentidos... Expus o assunto a título de conhecimento para vocês, sem me aprofundar demasiadamente sobre eles.
Um fato curioso que não poderia deixar de expor é que, além de originarem-se de formas-pensamentos, existem várias outras origens. Alguns casos que vivenciei, os seres que falamos até agora eram, na verdade, espíritos desencarnados de maridos ou esposas que retornaram às suas práticas sexuais, com os que aqui na terra deixaram. Eles também podem pertencer a uma classe mutante dos elementais, quer sejam os gnomos, sílfos, etc.
Em suma, este assunto, sobre os íncubus e súcubus, é extremamente extenso e complexo. Espero que pelo menos eu tenha exposto a título de conhecimentos gerais, para vocês. Os íncubus e súcubus tentam as pessoas e sugam-lhes as energias, até o ponto de convalescença. Eles são extremamente perigosos. (12)
“PÔ = deus dos cultos pastorais, de aparência meio humana, meio animal; barbudo, chifrudo, peludo, vivo, ágil, rápido e dissimulado; ele exprime a astúcia bestial. Busca as Ninfas e as jovens, que assalta sem escrúpulos, mas sua fome sexual é insaciável e ele pratica também a masturbação solitária. Seu nome Pã, que significa “Tudo”, lhe foi dado pelos deuses, não somente por que todos se assemelham a ele, em uma certa medida, por sua avidez, mas também porque ele encarna uma tendência própria de todo o universo. Ele seria o deus do Tudo, indicando sem dúvida a energia genésica desse Tudo de Deus ou o Tudo da vida. Ele deu seu nome à palavra pânico, esse terror que se espalha em toda a natureza e em todo ser, ao sentir a presença desse deus que perturba o espírito e enlouquece os sentidos. Muitas foram às origens atribuídas ao deus Pã, cujo poder foi considerado imenso, não tendo faltado filósofos que pretenderam identifica-lo como o próprio Universo. Exagero. Nem Pã aspiraria tanto. Na verdade ele tinha uma missão sobremodo agreste, gostando de permanecer nos campos juntos aos rebanhos, junto aos pastores, com os quais gostava de conversar e principalmente junto das pastoras, que gostava de assustar. Pã era um deus travesso e namorador, com vícios e os defeitos do comum dos mortais. Um deles era pretender namorar todas as moças que lhe passassem ao alcance da voz. As moças assustavam-se, invariavelmente; nem era para menos, visto que Pã era incrivelmente feio e a julgar pela aparência tinha um cheiro bastante desagradável... Pelo menos sempre o representaram como algo de muito feio. Tinha o corpo de bode, da cintura para baixo, e em cima longa barba e cabeleira e era provido de chifres que lhe davam um aspecto realmente muito feio. Freqüentemente conduzia um cajado de pastor e uma flauta de sete tubos, que segundo parece ele havia inventado; pelo menos deram ao instrumento o nome de “flauta de Pã”. De acordo com os maiores estudiosos e especialistas no assunto, Pã foi uma alegoria, uma representação da natureza, sendo os chifres com que o representavam, simplesmente um símbolo dos raios do sol. Com as suas correrias pelos campos, eternamente perseguindo as pastoras, Pã, sempre foi muito estimado e reverenciado pelos gregos e pelos romanos, provocou muitas confusões entre os mortais despertou grandes invejas. Pã foi considerado, também, deus dos caçadores, provavelmente devido o fato de não terem mistérios para ele nos campos nem nos bosques. Mas Pã não foi a única divindade campestre da mitologia. Em honra a Fauno e a Pã, celebravam-se em Roma as Lupercas. Uma tradição romana contava que o rei Numa teria sido o primeiro a invoca-lo para pôr fim a esterilidade dos campos e dos rebanhos. Também o rei Latino consultou o seu oráculo para saber se devia dar a mão de sua filha, Lavínia a Turno. O seu principal santuário situava-se na gruta Lupercal, na encosta setentrional do monte Paladino, onde, segundo a lenda, a loba tinha amamentado Rómulo e Remo. Em 196 a.C., foi-lhe dedicado um templo na ilha do Tibre, construído com o produto das multas aplicadas aos usurpadores de pastagens pertencentes ao domínio público. Ele é tido como patrono dos verdadeiros poetas, e atribui à sua proteção o ter-se salvo do ocidente que por pouco lhe causou a morte. Os romanos viram também em Fausto um dos primeiros reis Lácio, anterior à vinda de Eneias. Oriundo, segundo uns de Marte, segundo outros, de Saturno, através de Pico foi casado com Fauna ou Fátua em algumas versões, sua irmã. Desta, ou da ninfa Marica, teve um filho, o futuro rei Latino, herói epónimo do Lácio.
“LUPERCO” = “O afastador dos lobos”, deus dos rebanhos identificado como o deus Pã, principalmente o Pan Lycaeus, o “Pã lupino”. Luperco é, pois, o Pã latino. Freqüentemente é confundido com Fauno, não raro com Silvano.
“LUPERCOS” = Sacerdotes que tinham a seu cargo o culto do deus Luperco e a celebração das Lupercais. Reuniam-se na gruta Lupercal, no Palatino. Distribuíam-se em três colégios, conforme às três famílias de onde os membros eram recrutados: Fabianos, Quintilianos e Julianos. Os Julianos foram admitidos a partir de César.
A origem desse estranho rito é a seguinte: Os romanos, tristes e preocupados por verem as mulheres sabinas, as quais tinham raptado, estéreis, invocam Juno na floresta ou bosque sagrado do Monte Esquilino. Mal haviam terminado suas preces, viram agitarem-se os cimos das árvores e ouviram o seguinte oráculo: Que as mulheres da Itália sejam fecundadas por um bode. Um adivinho etrusco interpretou o oráculo mitigando-lhe o rigor: Propôs às mulheres estéreis que se fizessem bater, nas costas e no ventre, com tiras de couro de bode. É o início das cerimônias das Lupercais. No dia 23 de fevereiro ou 15, jovens quase nus percorriam as ruas da cidade de Roma armados de cutelo, com o qual haviam sido sacrificados os bodes, e de látegos = chicote feitos de couro desses animais, com os quais fustigavam as mulheres estéreis, que lhes ofereciam o dorso e o ventre. (13)
Atuação desses demônios hoje na Igreja e no Mundo: Principalmente nas brigas entre casais a causa de tanta agressividade nas famílias, destruição dos lares. Se analisarmos bem chegamos a conclusão violência gera violência assim começou uma das formas da destruição dos relacionamentos.
“SÁTIROS” = palavra grega que talvez signifique o pênis em ereção. Os Sátiros eram gênios dos bosques e dos montes, divindades secundárias, companheiras de Baco. Semi deuses rústicos e maliciosos e petulantes, com o nariz arrebitado e chato, com o corpo peludo, cabelo eriçado, dois pequenos cornos e com orelhas bicudas, pernas, patas e cauda de bode e de pequena estatura. Segundo a fábula os primeiros sátiros nasceram de Mercúrio e da ninfa Iftimé (Iphtimé) ou de Baco e de uma das naiades, Nicéa. São representados tendo na mão uma taça, um tirso ou uma flauta. Espalhados pelos campos os Sátiros passavam os dias em correrias e também de per-seguir e assustar as moças e as ninfas. Freqüentemente escondiam-se atrás das árvores, deitavam-se entre os vinheidos, ou na relva, de repente, erguiam-se quando menos se esperava, divertindo-se a valer com o susto que pregavam em quem os via aparecer tão subtamente e inesperadamente. Profundamente viciosos, os Sátiros eram temidos pelos pastores e pelos agricultores que, para evitar que lhes pregassem peças e para conquistar-lhes as boas graças, adotaram o costume de oferecer-lhes as primícias dos seus rebanhos e das suas culturas. Para os Sátiros velhos, piores do que os moços reservavam, sempre alguns quartilhos de vinho da melhor qualidade, pois que esses Sátiros eram grandes amigos do bom vinho. Evoluindo, passam a apresentar, como único sinal de bestialidade, as suas orelhas. Dirigiam as danças das ninfas, tocando flauta e, por fim, adormeciam em bem aventurada embriaguez. Praticamente não havia campo na Grécia onde não vivessem Sátiros e onde Pã não aparecesse de vez enquanto... Todos eles faziam questão de assustar e intimidar os humanos e principalmente as mulheres sendo usadas em plena floresta. Em sua festa era a orgia o ponto alto, todo tipo de perversão. Personificavam as más paixões e os instintos sexuais e brutais do homem. Evoluindo, passam a apresentar, como único sinal de bestialidade, as suas orelhas.
Atualmente eles continuam fazendo a mesma coisa aqui no Brasil trocando os nomes mais a atuação é a mesma, através dos Exus e a Pomba Gira atuação na área sexual através das orgias, dos estupros de crianças, jovens e senhoras. São entidades que atua da mesma maneira que eles, ou até com muito mais intensidade pois o Brasil possui uma grande costa litorânea e de muito calor, isso faz os habitantes andarem com pouca roupa dessa maneira despertam a sensualidade. Atuação desses Demônios dentro da Igreja e no Mundo como POTESTADE: FAUNO – PÃ – SÁTIRO = Nome em Hebraico: JUGAL OU JUCAL Nome em Grego: Fauno Pan Sátiro Classificação: Potestade Origem: Foi banido da Grécia. Aparência: É um bode cinza de quatro patas, mas está em pé, isto é, anda firmado nas patas traseiras. Tem o rosto próximo ou parecido com um rosto do homem. Tem pequenos chifres. Diz que foi banido da Grécia. Diz que era visto entre os judeus como Beelzebub. Diz, porém que não é. Por causa da lenda de bater com cinto de couro nas mulheres essa forma se perpetuou, os demônios induzem o marido a discutir, a brigar chegando às agressões verbais e físicas. Esses demônios atuam em todas classes sociais, assim atinge das mais pobres as mais ricas famílias. Função: Tenta desviar do amor de Adonai, obrigando as pessoas a se interessarem por sortes, cartomantes, taró, runas e horóscopo. Ajuda fazer sermões. Dispensa ódio, ira, ressentimento, briga, rancor, mentira. Diz que se transforma em todos os tipos de Exus. Quando entrevistado perguntou se queria que ele se transformasse em Exu Caveira, Capa Preta. Vive nas encruzilhadas, onde recebe ofertas de animais e de homens. Está diretamente ligado a Lúcifer. É também chamado Exu do Lobo. Aparece junto com as pessoas que fazem pacto com Satanás, Maçonaria e outros. É do principado de Menguelesh. Diz ser potestade. Disse várias vezes: “Odeia os homens”.
DEMÔNIO CAPRINO – A palavra hebraica “sa’ir” literalmente: peludo, refere-se a bode ou cabritinho (Lv 16.18; Nm 7.16). No entanto, em quatro textos (Lv 17.7; 2 Cr 11.15; Is 13.21; 34.14), a palavra é geralmente considerada por tradotores como tendo um sentido além do significado comum de “bode” ou “cabritinho”. Tanto em Lv 17.7 como em 2 Cr 11.15, é claro que o termo “se’i.rím”, plural é usado para referir-se a coisas às quais é prestada adoração e são oferecidos sacrifícios, e isto em relação à religião falsa. “E nunca mais sacrificarão os seus sacrifícios aos demônios, após os quais eles se prostituem; isto ser-lhes-à por estatuto perpétuo nas suas gerações” (v. 7). A palavra traduzida por “demônios” é, literalmente, “cabeludos”, e provavelmente refere-se a demônios representados por ídolos em forma de bodes. O versículo estudado parece indicar que nos dias de Moisés, Israel ofereceu sacrifícios aos demônios do deserto a fim de obter a ajuda ou favor deles. Tal prática evidencia infidelidade espiritual de Israel para com o Senhor Eterno, pois que isso era rigorosamente proibido.“E três dos trinta chefes desceram à penha, a Davi, na caverna de Adulão; e o arraial dos filisteus estava acampado no vale dos “Refains” (v. 15). Já vimos esse nome no começo dessa narração.
Os tradutores das versões Septuaginta grega e da Vulgata latina, portanto, traduziram a palavra hebraica por “as coisas insensatas” (LXX) e “os demônios” (Vg). Tradutores e lexicógrafos modernos, em geral, adotam o mesmo conceito nesses dois textos, usando “demônios” (Al, So), “sátiros” ou “demônios caprinos” (NM; veja também Lexicon in Veteris Testamenti Libros [Léxico dos Livros do Velho Testamento], de Koehler e Baumgartner, Leiden, 1958, p. 926, e A Hebrew and English Lexicon of the Old Testament [Léxico Hebraico e Inglês do Velho Testamento], de Brown, Driver e Briggs, 1980, p. 927), sendo exceções a tradução da Liga de Estudos Bíblicos, a versão dos Missionários Capuchinhos, a Bíblia Vozes e a Versão Brasileira, que vertem o termo literalmente como “bodes” em 2 Cr 11.15. As palavras de Josué, em (Js 24.14), mostram que os israelitas tinham sido até certo ponto influenciados pela adoração falsa do Egito durante sua permanência ali. “Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deita fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito, e servi ao Senhor” (v. 14). Ao passo que Ezequiel indica que tais práticas pagãs continuaram a afligi-los por muito tempo depois (Ez 23.8, 21). “E as suas impudicícias, que trouxe do Egito, não as deixou; porque com elea se deitaram na sua mocidade, e eles apalparam os seios da suas virgindade, e derramaram sobre ela a sua impudicícia” (v. 8). Assim, trouxeste à memória a apostasia da tua mocidade, quando os do Egito apalpavam os teus seios, os peitos da tua mocidade”. (v. 21) Por esta razão, alguns estudiosos acham que o decreto divino, emitido no ermo para impedir que os israelitas oferecessem “sacrifícios aos demônios caprinos” (Lv 17.1-7), e constituir Jereboão sacerdotes “para os altos, e para os demônios caprinos, e para os bezerros que tinha feito” (2 Cr 11.15), indicam que havia alguma forma de adoração do bode entre os israelitas, tal como a que era proeminente no Egito, especialmente no Baixo Egito. Heródoto (II, 46) afirma que foi de tal adoração egípcia que os gregos derivaram sua crença em Pã e também nos Sátiros, deus de natureza lascívia que habitavam as florestas, posteriormente representados como tendo chifres, rabo e pernas de bode. Alguns sugerem que essa forma de meio-animal, desses deuses pagãos, e a origem da prática de retratar Satanás com o rabo, chifre e cascos fendidos, costumes prevalecente entre professos cristãos na Era do Obscurantismo.
Não se declara, porém, exatamente o que eram tais “peludos” = “se’i.rím”. Ao passo que alguns os consideram ser bodes literais ou ídolos em forma de bode, isto não necessariamente parece ser indicado; tampouco outros textos fornecem evidência desta natureza. O termo usado talvez simplesmente indique que a mente daqueles que os adoravam, esses deuses falsos eram concebidos como tendo forma caprina ou aparência peluda. Ou, pode ser que o uso de “bodes”, nessas referências, apenas seja uma forma de desprezo por todos os objetos idólatras em geral, do mesmo modo como a palavra para ídolos, em diversos textos, deriva dum termo que originalmente significa “bolotas de estercos”, não denotando, porém, que os ídolos fossem literalmente feitos de esterco (Lv 26.30; Dt 29.17). O sentido das palavras “as.’ír” e “se.’i.rím nos outros dois textos não goza de aceitação tão geral como tendo relação com a adoração falsa. “Mas as feras do desertos repousarão ali, e a sua casa se encherá de horríveis animais; e ali habitarão os avestruzes, e os Sátiros pularão ali”(Is 13.21). E os cães bravos se encontrão com os gatos bravos; e o Sátiro clamará ao seu companheiro; e os animais noturnos ali pousarão e acharão lugar de repouso para si” (Is 34.14).
Nesses textos, as ruínas desoladas de Babilônia e de Edom são representadas como habitadas por criaturas selvagens, inclusive por “se’i.rím”. Algumas traduções vertem o termo no seu sentido comum como “bodes” ou como “cabras selvagens”, ao passo que a versão Figueiredo, embora use “demônios” em Levítico e em Segundo Crônicas Paralipômenos, prefere “peludos” em Isaías 13.21. Aqueles que preferem tais traduções nesses textos indicam que a palavra aparece entre outras criaturas conhecidas como animais ou aves literais. Objetando à tradução de “sa.’ir” por “sátiro” em Is 34.14, G.R. Driver (Palestine Exploration Quarterly [Revista Trimestral Sobre a Exploração da Palestina], Londres, 1959, p. 57) e a [Bíblia Pentecostal Almeida Revista e Corrigida de 1995, ps. 1011 e 1032], salienta que o Sátiro em parte alguma era usado na mitologia como símbolo de desolação, mas, antes, de lascívia e folia; favorecendo considerar o “as.’ir” como bode literal, ele e que se relata que cabras selvagens são comuns na extremidade Sul do mar Morto, e assim na direção do desolado Edom, contra quem se proferiu a profecia de Isaías (34.14). Aqueles que favorecem a tradução em Isaías igual à indicada pelos textos de Levítico e Segundo Crônicas mostram que a tradução da Septuaginta usa “demônios” para “se’i.rím” em Isaías, e que João usa a mesma linguagem da Septuaginta (Is 13.21) ao descrever a desolada Babilônia, a Grande, como guarida de toda ave impura e de “demônios” (Ap 18.2). “E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, e abrigo de todo espírito imundo, e refúgiu de toda ave imunda e aborrecível!” (v. 2). Naturalmente, não se pode declarar definitivamente que o apóstolo João aqui citou realmente a Septuaginta. É digno de nota, porém, que conforme declarado no Theological Dictionary of the New Testament (Dicionário Teológico do Novo Testamento), “a LXX presume... que daí.mó.ni.on, = “demônio” seja um termo depreciativo aplicado a deuses pagãos”. Editado por Gerhard Kittel, 1971, vl. II, p. 12. Portanto, este assunto não permite uma certeza absoluta, Isaías talvez injetasse na sua lista os animais e aves referências literais a demônios, não querendo dizer que tais demônios se materializassem realmente na forma de bodes, mas, antes, que a mente dos pagãos em volta desses lugares imaginaria os sítios desolados povoados por tais habitantes demoníacos. A história mostra que o povo da Síria e da Arábia já por muito tempo tem associado criaturas monstruosas com ruínas similares, e os jinn dos árabes são representados como tendo monstruosas formas peludas. Por outro lado, os “se’i.rím” que ocupavam as ruínas desoladas de Edom e Babilônia bem que podem ter sido animais reais, peludos e talvez de uma aparência que induzisse os observadores a pensar em demônios. (14)
Os Silvanos compreende toda a linha dos deuses caprinos. Como exemplos Fauno, Pã, Sátiro todos esses deuses têm a aparência meio homem parte superior, meio bode parte inferior, com chifres, cauda e barba longa. Os Faunos trabalham juntos com a Linha dos Exus, dentro e fora da Igreja, muito interessante! Eles tomam forma e usam o nome de Exu por estarem atuando no Brasil. Como sabemos a linha de Exu é de milhares desses demônios. E são destruidores, devastadores essa é a sua função principal, para conseguir o seu objetivo destruir a raça humana ele usa até a natureza. O Pã trabalha no meio das famílias, por isso há tanta violência, briga e espancamentos nas famílias, como vimos na mitologia, mas eles continuam atuando só que de forma bem mais direta principalmente nas mulheres e crianças. Já vimos os Faunos trabalham através do meio da comunicação, e nas falsas profecias espírito de adivinhação a própria pesquisa diz que ele ajuda aos pregadores a fazer sermões, e na destruição total dos crentes que não estiverem na Palavra verdadeira. O espírito de Jezabel em atuação em nosso meio dentro da Igreja. (COUTO, Valmira Magna Souto, Animais Fabulosos, Vampiro, cap. 1 ps. 269-276)
Deus grego, DIONÍSIO, identificado a BACO, divindade romana, era filho de Zeus e da princesa
tebana Semele, filha de Cadmo. Ele foi o único ser divino gerado por uma mortal. Ela foi seduzida por Zeus, que se disfarçou de homem. Hera, irmã e esposa do Deus de todos os deuses, possuída pelo ciúme, armou uma cilada para a mãe de Dionísio. Fazendo-se passar pela ama de leite da princesa, ela a convenceu a pedir uma prova a Zeus de quem ele realmente era, ou, segundo outra versão, requerer-lhe que se apresentasse diante dela co
m suas vestes mais brilhantes.
Zeus foi obrigado a cumprir a promessa feita à amada, mesmo consciente do que aconteceria, porque havia jurado pelo Estige, o rio da imortalidade, voto este que nem mesmo uma divindade poderia romper. Como ele esperava, Semele transformou-se em pó, pois não suportou seu brilho. Tudo que ele pode fazer foi salvar seu filho, retirando-o do ventre materno e gerando-o em sua própria coxa, até seu nascimento. Após a concepção, a criança foi entregue à tia, que o educou com o auxílio das dríades, das horas e das ninfas. Algumas lendas também mencionam a possibilidade de Dionísio ser filho de Perséfone, a soberana dos Infernos. Ao crescer, o deus foi enlouquecido por Hera, inconformada com a traição de seu marido. Ele passou então a circular por todos os recantos do Planeta. Ao encontrar a deusa Cibele, na Frígia, ela lhe concedeu a cura e o formou dentro das cerimônias religiosas que ela cultivava.
Foi então que ele se tornou o deus do vinho e da vegetação, quando Sileno lhe transmitiu a arte de produzir o vinho, de semear a vinha, cortar os galhos e colher as uvas. Desta forma, ele assumiu o papel de revelar aos mortais os segredos do cultivo da videira. Assim, é sempre concebido como um jovem sem barba, alegre, embriagado pelo vinho que transborda do copo que ele segura, loiro, com os cabelos se derramando pelos ombros, nas mãos um cacho de uvas ou uma taça, na outra uma pequena lança adornada com folhas e fitas. Seu corpo é geralmente coberto por um tecido de pele leonina, pois nos mitos romanos ele se transforma em Baco, que se metamorfoseia em um leão, com a missão de derrotar e se alimentar dos gigantes que tentavam atingir o céu. Também é possível encontrar a imagem de Dionísio assentado sobre uma vasilha, com um copo na mão, o qual verte vinho embriagante, o que justifica seu andar vacilante. Os gregos ofereciam a ele bodes, coelhos e pássaros corvídeos. Este deus era também considerado um guerreiro, sempre vencendo os adversários, principalmente se livrando das armadilhas de sua rival maior, Hera.
Sua fama como deus do vinho e do prazer rendeu-lhe vários festivais teatrais em sua honra. É considerado também o deus protetor do teatro. Em sua honra faziam-se ditirambos na Grécia Antiga e festas dionisíacas.
Teria sido Pisistrato, governante de Atenas (605 - 527 a.C.) o responsável pela oficialização do culto a Dioniso na Grécia.
Pisistrato além de incentivar o culto a Dioniso entre os camponeses e lavradores organizou oficialmente as procissões dionisíadas onde a imagem do deus Dioniso era transportada em embarcações com rodas (carrum navalis) simbolizando que o deus havia chegado a Atenas pelo mar, puxadas por sátiros (semi deuses que segundo os pagãos tinham pés e pernas de bode e habitavam as florestas) com homens e mulheres nús, em seu interior. Seguindo o cortejo, uma multidão de mascarados, meio a um touro, que depois seria sacrificado, percorria as ruas de Atenas em frenéticas passeatas de júbilo e alegria. A procissão terminava no templo sagrado, o Lenaion, onde se consumava a hierogamia (o casamento do deus com a Polis inteira em procura da fecundação). A festa em louvor a Dioniso se desdobrava em quatro celebrações, em Atenas: as Dionísias Rurais, as Leneias, as Dionísias Urbanas ou Grandes Dionisias e as Antestérias, se estendendo de dezembro à março.
Estas festas que tiveram grande desenvolvimento no século VI a.C. acabaram por gerar o que se pode chamar “bagunça Dionisíaca”, por isso foram fortemente reprimidas no século V a.C., no auge do desenvolvimento artístico cultural da Grécia (governo de Péricles - 443 - 429 a.C.) quando a cidade foi embelezada por monumentos como Partenon espalhando seu brilho por todo Mediterrâneo. Nesse tempo mudou, inclusive, a excelência grega e a concepção do teatro. O século V a.C. foi o grande período da Grécia Clássica. Entretanto a influência política e cultural somente atingiu seu esplendor no século IV quando Alexandre, o Grande, expandiu as conquistas gregas formando colônia em lugares afastados como o leste do Afeganistão e as fronteiras da Índia. É a chamada época Helenista. Nessa ocasião foi introduzida na Grécia o culto a Isis (vide deusa Isis no Egito).
Em 370 a.C., quando Atenas perde a hegemonia da arte já se pode sentir a penetração do culto a Dioniso em Roma.
As BACCHANTES ou BACANTES, sacerdotisas que celebravam os mistérios do culto a Dioniso,
nesse tempo mais conhecido como Baco (é com o nome de Baco que Dioniso entrou em Roma, daí alguns estudiosos afirmarem a origem italiana da palavra), ao invadirem as ruas de Roma, dançando, soltando gritos estridentes e atraindo adeptos em número crescente, causaram tais desordens e escândalos que o Senado Romano proibiu as Bacanais, em 186 a.C..
Ele é sempre conectado também com atividades prazerosas, como o erotismo e as orgias. Segundo as lendas, ele era muito simpático com quem lhe rendia culto, mas podia proporcionar loucura e ruína para os que menosprezavam os festins devassos a ele ofertados, conhecidos como bacanais. Consta igualmente que ele sempre se recolhia na morte durante o inverno e voltava a nascer na primavera.
Segundo o mito, Dionísio ordenou a seus súditos que lhe trouxesse uma bebida que o alegrasse e envolvesse todos os sentidos. Trouxeram-lhe néctares diversos, mas Dionísio não se sentiu satisfeito até que ofereceram o vinho. O deus encheu-se de encanto ao ver a bebida, suas cores, nuances e forma como brilhava ao Sol, ao mesmo tempo em que sentia o aroma frutado que exalava dos jarros à sua frente. Quando a bebida tocou seus lábios, sentiu a maciez do corpo do vinho e percebeu seu sabor único, suave e embriagador. De tão alegre, Dionísio fez com que todos os presentes brindassem com suas taças, e ao som do brinde pôde ser ouvido por todos os campos daquela região. A parti daí, Dionísio passou a abençoar e a proteger todo aquele que produzisse bebida tão divinal, sendo adorado como deus do vinho e da alegria.As festividades Dionísiacas eram igualmente um meio de exploração social, no domínio da competição entre os concorrentes, e cultural, integrando a arte de expressão dramática.Havia na Grécia Antiga três grandes festivais em homenagem a Dionísio: as Dionisíacas Rurais, que se celebrava a meio do inverno e que se destinava a solicitar os favores de Dionisio à fertilidade das terras; o Festival de Lenaea, que decorria em janeiro, devotado aos casamentos; e o principal festival para o qual as peças gregas que chegaram aos nossos dias foram escritas: a Grande Dionísia celebrada em Atenas.Em 534 aC, Pisistrato, governante de Atenas, traz para a cidade um ritual dionisíaco e altera-o criando competições dramáticas, chamadas Grandes Dionisíacas. Téspis consegue o primeiro lugar nesse mesmo ano. Nos 50 anos seguintes as competições tornam-se eventos periódicos. Os preparativos da “Grande Dionísia” eram feitos com 10 meses de avanço. Os poetas que desejavam competir tinham, primeiro que submeter as suas obras à autoridade - Archon - e que escolhia uma trilogia, por cada autor - para ser representada. A cada poeta era então atribuído um ator principal e um patrono, o Coregos, um homem abastado que tinha como dever cívico pagar a produção. Os atores eram pagos pelo Estado.
Já na Grécia Antiga havia benefícios fiscais: o Corego que financiasse uma dessas produções não pagava impostos nesse ano. A essas representações assistiam não só os cidadãos atenienses de pleno direito, mas também os altos dignitários dos estados aliados de Atenas.
O autor compunha também a música para a sua peça e coreografava as danças. Também treinava o Coro. E até o número de actores ter crescido, representava igualmente o papel principal.O primeiro dia da Dionísia era dedicado a uma esplendorosa procissão (de que se pode ver uma representação escultórica no famoso friso do Partenon). Os atores participavam nela usando tarjes de palco, mas sem máscaras. Os três dias seguintes eram dedicados às tragédias e o quarto às comédias. Mais tarde as comédias passaram a ser representadas ao anoitecer a seguir às tragédias, que tinham início ao alvorecer.Cada autor de tragédias tinha pois que contribuir com três peças, ligadas ou separadas, e também com uma peça de sátiros, sobre a qual se sabe muito pouco. Parece que se tratava de um comentário jocoso ao tema principal das tragédias e ligava-se de certo modo às primitivas adorações a Dionísio.
No caso das comédias os autores limitavam-se a apresentar uma peça cada um. Havia prêmios para as melhores Comédias, para as melhores tragédias]], para as melhores produções e mais tarde para o melhor ator trágico (um pouco à semelhança dos oscares do cinema americano).
Muitos poetas escreveram peças para a Grande Dionísia, mas só chegaram até nós algumas obras de três deles: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.Os atores das Tragédias usavam provavelmente muito pouca maquilagem, mas em vez disso, usavam máscaras com expressões faciais exageradas. Calçavam igualmente umas botas de couro, com uns grandes saltos, apertadas nos joelhos por cordões, chamadas Cotorni (Cotornos, no singular). Havia pouco ou nenhum cenário.
Na mitologia grega, as MÉNADES, ou Mênades, (de mainomai, ”enfurecido”), também
conhecidas como BACANTES, tíades ou bassáridas, eram mulheres seguidoras e adoradoras do culto de Dioniso (ou Baco). Eram conhecidas como selvagens, loucas e endoidecidas, bêbadas e desvairadas de quem não se conseguia um raciocínio claro.Durante o culto, dançavam de uma maneira muito livre e lasciva, em total concordância com as forças mais primitivas da natureza. Os mistérios que envolviam o deus, provocavam nelas um estado de êxtase absoluto, entregando-se a desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e autoflagelação.
Normalmente são representadas nuas ou vestidas só com peles de veado, com grinaldas de hera e empunhando um tirso (bastão envolto em ramos de videira).Na obra intitulada Dionísiacas são citadas dezoito ménades.
EPITETOS - Dionisio era um deus de muitos nomes. Além da versão romana Baco (Baccus)também era chamado: Dendrites ("aquele das árvores", referente a fertilidade atribuída a ele),Bromios ( "aquele que faz trovejar" ou "aquele que grita alto"), Lesbos Enorches ou apenas Enorches ("nos testículos", em referência ao mito de que Dionísio, após a morte de sua mãe ainda grávida dele, terminou de ser gerado nas coxas de seu pai Zeus, ou seja, próximo aos seus testículos), Eleutherios ( "o libertador", epíteto tanto para Dionísio quanto para Eros).
Nos rituais de iniciação de Dionísio, os futuros bacantes gritavam um mantra invocando todos os nomes de Dionísio : "Io! Io! Bromios!", "Io! Io! Dendrites!" ...
A etimologia, por exemplo, conta com um "filho do céu" baseado no nome Dio(s), céu em origem trácia, e Nysa significando filho, até um "filho de Zeus" ou "o Zeus de Nisa". Quanto a seu outro nome Baco e seus vários derivados, também não se dão esclarecidas a sua origem, tentando-se uma analogia semântica com o verbo bakkheúein, que significaria "ser tomado por um delírio sagrado".
Sendo o nome "Dioniso" ou "Baco" apenas uma denominação majoritariamente conhecida para o deus do entusiasmo, do êxtase, do vinho, entre outros. Outros epítetos foram atribuídos a essa divindade, e três foram identificados pelas relações e características similares a Dioniso, sendo eles Iaco, Brômio e Zagreu:
"IACO é um avatar de Dioniso. Via-se nele o deus que conduzia a procissão dos iniciados nos Mistérios de Elêusis e que era identificado misticamente com Baco. Etimologicamente, Iaco provém de iakkhé, 'grande grito'. Trata-se, em princípio, de uma exclamação ritual, de que nasceu a idéia da presença, no cortejo dos Iniciados, de um daímon (gênio), o místico Iaco (o Iaco dos Mistérios), que projetava, de certa forma, a alma coletiva e a expressão do entusiasmo de que era tomada, como antegozo da iniciação, a multidão dos peregrinos em marcha para Elêusis.
BRÔMIO é um dos epítetos mais freqüente de Dioniso nos hinos que imitam os cantos litúrgicos, entoados em seu culto. Do ponto de vista etimológico Brómios se prende a bromos, 'estremecimento, frêmito, ruído surdo e prolongado', cuja fonte é o verbo brémein, 'fremir, agitar-se', donde Brômio é o 'ruidoso, o fremente, o palpitante', significação que se harmoniza perfeitamente com a agitação e o tremor, acompanhados de estertores e surdos rugidos, que assinalavam o estado de transe com a presença do deus que se apossou de seus adoradores.
ZAGREU é um dos nomes pelos quais é chamado o deus do êxtase do entusiasmo no mundo mediterrâneo e particularmente, ao que parece, na ilha de Creta. Talvez o deus designe uma divindade, que, por força de analogias de seu culto com o de Dioniso, com este se tenha confundido, em épocas difícil de se precisar." (BRANDÃO, 1999, p.144). O nome Zagreu, que teria sido uma divindade próxima de Dioniso, nos parece lembrar de sua origem pré-helênica, em que se contrapõe a crença anterior à década de 50, de que Dioniso seria um deus de origem trácia, e suas aparições nas epopéias foram feitas através de uma tradição mais recente do deus. Já no século XIV se encontram indícios da presença do deus em terra micênica, e que possivelmente em um território análogo à ilha de Creta, existia uma divindade tauromórfica, acólito de uma "Grande-mãe", representativa na própria natureza, força da vegetação, em que aparecem os ícones que nos remetem ao filho de Sêmele helênico. A manifestação do espírito dionisíaco e a estreita relação com a vegetação e a fertilidade são o que nos faz já remeter a aparição de um deus provocante e orgíaco como Dioniso, além da decifração de hieróglifos cretomicênicos por Michael Ventris atestar a sua presença na Hélade desde o século XIV ou XIII a. C. Essas reconstruções históricas nos fazem pensar que o caminho cultual e teológico de Dioniso de Tebas até Argos seria um regresso de um deus que já cultivava há séculos com o mundo pré-helênico uma relação que teria tido suas raízes arrancadas pela invasão dórica. Esse deus paciente viajante teria encontrado então com um outro Dioniso criação aristocrática helênica, que contrariando suas mais verídicas origens populares, quais sejam as datas cultuais relacionadas às colheitas, sua menção de divindade das potências geradoras, ou o êxtase da multidão, que quebrava as regras políticos e sociais, gerou uma dupla tradição a respeito do Deus do vinho. Esse deus de raízes populares foi então usado em Atenas, por governantes, para o contentamento geral e para petição de favores ao povo, e, principalmente a partir de Pisístrato, passaram a ser comemoradas grandes festas em honra a Dioniso.
As Dionísias rurais celebravam-se no mês Posídeon, que corresponde à segunda metade de dezembro. São as mais antigas festas áticas de Dioniso, realizavam-se nos demos e tinham como cerimônia central uma alegre e barulhenta procissão com danças e cantos, em que se carregava um grande falo, sendo que os participantes vestiam-se com máscaras ou disfarçavam-se de animais intentando provocar fertilidade no campo (BRANDÃO, 1999).Sobre as Lenéias apenas sabe-se que se celebravam no Lénaion, e que Dioniso era invocado pelo condutor de tochas, denominado caduco. Trata-se também de uma cerimônia para invocar a fertilidade e a hierofania de Dioniso, para presidir às solenidades, que se iniciavam com uma procissão de caráter orgiástico, a que se seguia um duplo concurso de tragédia e comédia (Ibid).
As Dionísias Urbanas celebravam-se na primavera, no mês Elafebólion, fins de março, e duravam seis dias. No primeiro era realizava uma procissão em que se transportava o deus do Teatro; nos dois dias seguintes realizavam-se concursos de dez Coros Ditirâmbicos; e nos três últimos dias os concursos dramáticos dominavam a cena (Ibid).E as mais antigas festas dionisíacas, as Antestérias, ou "festa das flores", eram celebradas no mês Antestérion, fins de fevereiro, inícios de março. Nessa festa Dioniso se manifestava por inteiro, com todo seu orgasmo e quebra de protocolos, sendo, no entanto, tolerada pelo estado pela sua menção à fecundidade e à fertilidade. No primeiro dos três dias das comemorações eram abertos os tonéis de vinho correspondentes à colheita do outono, e dessacralizando- se o vinho novo iniciava-se a bebedeira. Possivelmente também os escravos participavam deste evento. O segundo dia era consagrado a um concurso que premiava quem bebesse mais rapidamente um cântaro de vinho. Logo depois organizava-se uma procissão que comemorava a chegada do deus à polis, e quando esse cortejo chegava ao santuário do deus era feita uma cerimônia em que a rainha era desposada por Dioniso representado por um sacerdote, encenando a união do deus com a Pólis. No terceiro e último dia eram colhidos ramos com espinhos, e eram feitas variadas ornamentações representativas contra a influência maléfica dos mortos, que deveriam surgir nessa data com toda influência sobre a terra e à fertilidade, já que estes governam as forças ctônicas priorizadas por um deus da vegetação como Dioniso (Ibid). Cumpre observar a importância do vinho na festa, e sua relação com o êxtase que provocava nos populares, levando-os a cair fora de si, lembrando um estado que vai além do cotidiano, alcançando um estado que ultrapassava a simples condição humana. Esse estado extático interage fortemente com a embriaguez, a quebra de condições, a fuga das convenções políticas e sociais, o que explica a adesão em massa das mulheres, sufocadas pelo machismo humilhante que lhes restringia as condições de vida. Atualmente a situação é bem pior, com o passar dos tempos juntou as bebidas alcoólicas com as drogas o homem fica totalmente fora de si, e pratica atos de barbaridades não imaginados.
Aristóteles disse que existem quatrocentos e vinte epítetos para indicar os diferentes atributos de Dioniso.
Peço perdão por não citar todos eles. O número bem indica a natureza e as funções múltiplas desse deus que, apesar de tardiamente levado ao panteão grego, nele logo assumiu lugar predominante.
Deus do vinho, do verbo, do teatro, das danças, dos transes e da possessão, deus também da extrema loucura e da extrema lucidez, pode-se dizer que ele abrange quase todos os domínios religiosos não cultivados pelos outros deuses.
Pelo vinho e pela embriaguez, ele revela o nosso eu obscuro. Pelo verbo e pelo teatro, manifesta nosso parentesco com as forças ocultas do mundo, os grandes momentos da cidade, tudo aquilo que, no homem, desperta e vibra ao contato com o coletivo. E finalmente, pelos transes e pela possessão, ele faz de cada fiel o receptáculo efêmero mas grandioso de um deus. Pudesse dizer que, de certa maneira - eu diria, antes, de maneira certa -, ele foi o precursor daquilo que, séculos mais tarde, será chamado de libido e Inconsciente. Pois ele permite que nossas pulsões mais ocultas se revelem à luz do dia e que os mais inumanos se humanizem.
Dioniso, por sua vez, reinava sobre as zonas turvas e fronteiriças do ser, pelo vinho, pelo verbo, pela música e pela dança. Desse modo, ele permitiu àqueles que tentaram a mais arriscada, mas também a mais radical, das provas, a que leva ao êxtase ou à perdição, ao anjo ou ao demônio. É preciso sublinhar que o vinho e a embriaguez eram apenas meios para se atingir um estado acessível por muitas outras vias, como a dança, o transe ou o teatro, estado que consiste em estabelecer um contato mais amplo com o eu profundo, que a religião oficial ignorava totalmente.
Mas nem por isso esqueçamos que Dioniso foi também o deus dos séquitos alegres, dos bandos envoltos em hera, dos cortejos embriagados que percorriam as aldeias na época das vindimas. Entre os muitos textos antigos sobre esse deus, escolhi um dos sete hinos órficos que lhe são dedicados. 0 epíteto leneu de seu título - um dos quatrocentos e vinte! Indica que se trata, aqui, do deus da vindima, que era celebrado no outono, durante as festas chamadas Lenéias. Para ser fiel a esse aspecto de Dioniso - aqui chamado Baco -, e conforme suas exigências, aconselho vivamente que só se leia este hino com um copo de vinho grego nas mãos! (Do livro Grecia - Um Olhar Amoroso de Jacques Lacarrière)
O deus BACO nome latino de Dionísio, deus do vinho, da embriaquez, da colheita e da fertilidade
(fecundidade). Filho de Júpiter (Zeus) e Sêmele, foi educado pelas Ninfas.Auxiliou o pai na guerra contra os gigantes. Diz o mito que Júpiter o animava com o grito: “Evohe, Bacche, evohe!”. Entre os romanos, de três em três anos, celebravam-se festas em honra de Baco, as bacanais. Corria entre os latinos o juramento “per Bacchum!”. Correspondente, na mitologia grega, a Dionísio. Afirmavam que viajou pela Ásia Menor e Índia e representavam-no com a fonte cingida de folhas de parreira, num carro puxado por tigres e panteras. Deu poder ao rei Midas para transformar em ouro tudo aquilo que tocasse. Casou-se com Ariadne depois de esta ter sido abandonada por Teseu. Relata o mito que foi educado pelo mais velho dos Sátiros, Sileno, divindade dos bosques.
Celebravam os atenienses festas rituais em sua honra, os mistérios de Dionísio, de quatro em quatro anos. De tais festas deriva o teatro grego. Era considerado o protetor das belas-artes, em particular do teatro, que se teria originado das festas que os antigos gregos promoviam em sua honra.
BACANAIS festas religiosas realizadas na antiga Roma em honra ao deus Baco. Já adulto,
descobriu o vinho e iniciou-se no culto de Cibele. Presidia às bacanais, festas em que saia em cortejo, seguido por Sátiros, Silenos e as Bacantes.
Havia dois tipos de bacanais: as festas religiosas celebradas em época certa, em homenagem a Baco, que o mesmo deus celebrava perpetuamente, e as festas ou orgias do culto dionisíaco, famosas na história de Roma, em virtude da proibição com que as suspendeu o Senado, no ano 186, a.C.
Um minucioso relato do historiador Tito Lívio e o texto do "Senatus Consultus de Bacchanalibus", conservado numa prancha de bronze, permitem conhecer com exatidão a história das bacanais romanas e os motivos que determinam a rigorosa medida do Estado contra eles. Um grego, de baixa condição, espécie de sacerdote e adivinho ambulante, foi quem introduziu na Etrúria as práticas religiosas do culto a Baco, que até então só era conhecido na Magna Grécia. O culto se celebra durante a noite, admitindo-se homens e mulheres indistintamente, e essa promiscuidade, unida ao furor báquico, foi que deu origem a todos os excessos de libertinagem. Denuncias caluniosas, testamentos falsos, envenenamento, desaparecimento de homens e mulheres eram sempre o saldo das festas orgíacas. Foi da Etrúria que os mistérios dionisíacos chegaram a Roma, levados pela sacerdotisa Paculla Annia. No princípio, eram festas noturnas, assistidas apenas por mulheres, Paculla instaurou a promiscuidade, fazendo a festa cinco vezes por mês, na qual homens e mulheres se entregavam a todos os excessos do vinho e do amor, possuídos do furor sagrado de Baco. A orgia era em ambiente privativo dos iniciados, e seus participantes tinham o dever de guardar segredo sobre as práticas a que se entregavam.O segredo dos mistérios báquicos durou muito tempo, até ser revelado pela amante do cavaleiro Esbutius, a liberta Hispalia Fescênia, de cujo nome vem a palavra fescenino. Antiga participante do bacanal, Fescênia revelou ao amante, desejoso de iniciar-se também, os mistérios orgíacos. Horrorizado, Esbutius, denunciou tudo ao cônsul Postumius, a quem Fescênia, embora temendo a cólera dos deuses e dos irmãos de seita, contou tudo o que sabia. O lugar da reunião era o bosque sagrado de Simila, perto de Roma. Tito Lívio faz o relatório desse depoimento.
Os homens, possuídos de delírio, profetizavam, entre fanáticas contorções. As mulheres, vestidas de bacantes, com os cabelos soltos, lançavam tochas ardentes no Tibre. O mais alto grau da perfeição báquica era não considerar nada vedado pela moral. Os tímidos e os envergonhados, que se negavam a acompanhar os demais, eram sacrificados. O número de iniciados era tão considerável, que constituía um segundo povo, figurando entre eles mulheres e homens da mais alta sociedade. Em certa época, os iniciados passaram a exigir a idade mínima de vinte anos para os novos sócios.O inquérito feito por Postumius e levado ao Senado romano indicou que passava de sete mil o número de iniciados, sendo a maioria de mulheres. Tomaram-se medidas de grande rigor, diante das investigações que comprovaram a denúncia de Fescênia. As bacanais foram proibidas, sob as mais severas penalidades, como atentatórias à segurança do Estado. Figuravam entre as penas cominadas, a pena capital, sendo interditadas as festas não apenas em Roma, mas também em toda a Itália. Todas as províncias foram proibidas de celebrar bacanais. Mas a decisão não era drástica: quem quisesse promover um bacanal, tinha que ir a Roma, fazer uma declaração prévia ao pretor da cidade e aguardar a permissão do Senado, que devia ser dada em sessão com a presença de pelo menos 100 senadores. Além disso, não se permitia mais nenhuma bacanal com mais de cinco pessoas; dois homens e três mulheres.Mas apesar de todas essas providências oficiais de repressão, os devotos continuavam celebrando os ritos de Baco em bacanais mais ou menos clandestinas. E era tão grande o número de adeptos dessas orgias religiosas, que, no ano de 184 (a.C.), em Tarento, e em 181, na Apúlia, o povo promoveu uma rebelião para restaurar o direito de celebrar as bacanais. Há uma sátira de Varro, segundo a qual as bacanais se faziam em Roma sob disfarçada clandestinidade, enquanto no resto do Império havia uma razoável tolerância. De qualquer forma, nunca deixou de existir a festa pública celebrada todos os anos a 16 de março, chamada Liberalia. Liber era também o nome latino de Baco. Por fim, é interessante notar que o nome de bacantes, depois estendidos também aos homens, era inicialmente reservado às mulheres que se entregavam ao culto orgiástico do deus. Além disso, vale a pena lembrar que as bacantes eram senhoras da melhor origem patrícia, escolhidas entre elas as de mais ilibada reputação, pois as práticas da orgia religiosas constituíam não uma imoralidade, mas um ato de comunhão com a divindade.TITO LÍVIO (59-17 a.C.), foi um dos mais importantes historiadores romanos. Nasceu em Pádua. Escreveu um livro sobre de "Diálogos sobre a Filosofia", que serviu para recomendá-lo à confiança do Imperador Augusto. Mas sua grande obra é a: "História de Roma", escrita, segundo ele, "para esquecer os sofrimentos de seu tempo, lembrar os grandes feitos do passado e apontar exemplos excelentes para o futuro". Trata-se de um monumento da literatura nacional de Roma. O texto que publicamos hoje é adaptação de uma passagem de Tito Lívio, tirada do original latino do autor por Gerardo Mello Mourão.
BACANTES eram Mulheres que acompanharam Baco nas suas viagens. Ocupavam lugar de
destaque no culto a esse deus.
As bacantes formavam o corpo de seguidoras de Dionísio/Baco, deslocando-se para onde ele fosse. Vestidas com roupas de linho, tendo sobre os ombros peles de corças pintalgadas e a cintura cingida por uma serpente, traziam sempre junto de si o tirso - insígnia das adoradoras de Baco. Tratava-se de um cajado com uma haste ornada com hera coberta com folhas de parra e cachos de uvas, que, além de auxiliar nas caminhadas, era possuidor de recursos mágicos. Elas, acompanhadas ainda por sátiros e faunos, embalados pelos sons dos tamborins dos coribantes, formavam uma espécie de trupe que acompanhava o deus do vinho nas suas aventuras, atuando igualmente como chamariz na conversão de outras mulheres por onde a procissão passava, atraindo-as para a vida lasciva. Evidentemente que o comportamento livre e desregrado delas causava apreensão, senão pânico, nos lugarejos e cidades onde o cortejo báquico passava. Eram mulheres possuídas, como se estivessem dopadas, em transe permanente, que, quando assaltadas por um furor qualquer, não conheciam limites ao descarregar a sua cólera. Por isso mesmo, obrigavam-se a procurar refúgio no alto das montanhas, onde podiam exercer sua estranha liturgia sem a presença de olhares de censura ou reprovação.
O deus SATURNO - O nome Saturnus ou Sacturnus deriva da mesma raiz de screre, “semear”, “plantar”; o deus, na origem, tinha por atributos a foice do segador e o podão do cultivador das vinhas. Saturnus em latim, deus itálico da agricultura. Saturno, deus da agricultura dos antigos romanos, identificado como Cronos pelos gregos, pregava a igualdade entre os homens e foi quem ensinou a arte da agricultura aos italianos. Também expulso do Olimpo, Saturno chegava com os primeiros sopros do calor da primavera e era saudado com festas e um período de liberação das convenções sociais. Era um rei lendário que, acolhido por Jano, se estabeleceu sobre o Capitólio; civilizou os habitantes selvagens daquela região e introduziu entre eles a Idade de Ouro. Os romanos, mais tarde, o identificaram com o Cronos grego, apesar de não ter absolutamente nenhuma semelhança com este. Era muitíssimo venerado em Roma; no seu templo, ao pé do Capitólio, guardava-se o tesouro público; em sua honra celebravam-se as famosas Saturnais. Sua imagem estava ligada com cadeias, que lhe eram tiradas no mês de dezembro, época das Saturnais.
De época bem mais rescente é o mito que narra ter Júpiter expulso do céu o pai, Cronos; este, então, veio esconder-se no Lácio (Latium, de latere, “esconder-se”), onde foi muito bem recebido por Jano; outra tradição diz que, na qualidade de simples mortal, reuniu os homens ferozes que viviam sem lei e sem civilização, educou-os, deu-lhes leis e ensinou-os a viver em paz. Foi a Idade de Ouro, época feliz em que todos eram felizes; a igualdade de condições foi restabelecidas; nenhum homem servia a outro; ninguém possuía nada em propriedade, mas tudo era de todos; não havia guerras nem crimes; a terra, espontaneamente, produzia seus frutos. Para lembrar essa idade feliz, instituíram-se as Saturnais.
SATURNAIS – Festas de Saturno, Saturnalia. Realizavam-se no dia 17 de dezembro (16 das
calendas de janeiro). Inicialmente duravam um dia; depois da reforma do calendário por Júlio César, passou a festa a ter duração de três dias, que foi elevada para quatro sob Augusto e a cinco por Calígula. Durante estas festas populares, que lembravam a antiga Idade de Ouro, a época de felicidade que Saturno viera trazer à terra, suspendiam-se todos os negócios; as pessoas visitavam-se; enviavam-se presentes; entregavam-se todos à mais viva alegria, celebravam esplêndidos e ruidosos festins; Esses festejos eram de tamanha importância que tribunais e escolas fechavam as portas durante o evento, escravos eram alforriados, e viviam em pé de igualdade com seus senhores. Os escravos saiam às ruas para comemorar a liberdade e a igualdade entre os homens, cantando e se divertindo em grande desordem. Suetônio conta que no tempo das Saturnais todos os participantes e os escravos podiam dizer verdades a seus senhores indo até ao extremo de ridicularizá-los do jeito que bem entendessem. As pessoas saíam às ruas para dançar. A euforia era geral. As casas eram lavadas, após os excessos libertários que aconteciam de 17 a 19 de dezembro (no hemisfério norte correspondia à entrada da primavera. Na abertura dessas festas ao deus Saturno, carros buscando semelhança a navios saíam na "avenida", com homens e mulheres nus. Estes eram chamados os carrum navalis. Daqui deve ter dado origem aos “trios elétricos” e bem antes os “carros alegóricos”. Que desfilava pelas ruas de Salvador. A idéia é a mesma, o que você acha diante de tudo isso.
Muitos dizem que daí saiu à expressão carnevale. Atribui-se a instituição das Saturnais a Tulo Hostílio. Tarquínio o Soberbo construiu o primeiro templo em honra de Saturno, mas este só foi consagrado depois da expulsão dos reis.
Parece que as Saturnais, realmente, foram instituídas muito antes da fundação de Roma, a fim de representar a igualdade entre os homens que reinava primitivamente na antiga sociedade. O povo, em massa, subia o Aventini, como para respirar o ar puro das florestas e dos montes. Sob a República, as Saturnais deram lugar a incríveis licenças. Com a reforma do calendário e a inclusão de mais dois meses, julho e agosto, em homenagem aos imperadores romanos Júlio Cesar e Augusto formam empurrados para diante). REALIDADE - Quanto à realidade por este designada deve-se dizer o seguinte: As mais antigas notícias de pompas semelhantes às que hoje chamamos “Carnaval” datam, como se crê, do séc. VI antes de Cristo, na Grécia: as pinturas de certos vasos gregos apresentam figuras mascaradas a desfilar em procissão ao som de música as pompas do culto do deus Dionísio, com suas fantasias e alegorias, são certamente anteriores à era cristã. Entre os gregos, análogas festividades eram ocasionadas pela entrada de novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera e a conseqüente despedida do inverno. Elementos da religiosidade pagã e da mitologia costumavam inspirar essas celebrações; em geral os povos não-cristãos intencionavam, com seus ritos exuberantes, expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior e pedir aos seres superiores a fecundidade da terra e a prosperidade para a primavera e o novo ano. Disto dão testemunho os costumes vigentes ocasião de tais solenidades: para exprimir a expiação e o cancelamento das culpas passadas, por exemplo, encenava-se a morte de um fantoche ou boneco que, depois de “haver feito seu testamento” e após uma paródia de transporte fúnebre, era queimado ou lançado à água ou de qualquer modo destruído (rito celebrado geralmente no dia 1º de janeiro) Em algumas regiões procedia-se à confissão pública dos vícios: matava-se um peru, o qual, antes de morrer, proclamava pela boca de um dos cidadãos os malefícios da gente do país. A denúncia das culpas tomava não raro um caráter pilhérico e teatral: era, por exemplo, o cômico Arlequim que, antes de ser entregue à morte confessava os seus pecados e os alheios. Apesar das intenções sérias que inspiraram inicialmente tais manifestações públicas, compreende-se que elas tenham mais e mais dado lugar à licenciosidade e a deploráveis abusos, fomentados elo uso de máscaras, trajes alegóricos, pela exibição de préstitos, peças de teatro, etc. Em tese, as danças e o tripudiar característico dessas festas deviam servir de exortação ao povo para que cheio de alegria iniciasse a nova estação do ano. As religiões ditas “de mistérios” provenientes do Oriente e muito difusas no Império Romano, concorreram não pouco, pelo fato de seguirem rituais exuberantes, para o incremento das festividades carnavalescas. Estas, em conseqüência, tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”. Como vimos acima.
As demonstrações de alegria porém, tornando-se subversivas da ordem pública, o Senado Romano, no séc. II a.C. resolveu combater os bacanais por serem excessivamente licenciosas. Imaginem agora em nossa atualidade. Atos sexuais explícitos em todas as áreas, como também as bebidas (embriagues excessiva), drogas excessiva, violência excessiva chegando a morte excessiva. Tudo em último grau de tolerância para aqueles que têm uma visão espiritual voltado para o Reino do Altíssimo. Antigamente todos os adeptos dessas festas passaram a ser acusado de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado. Dado o motivo de tais festividades populares, entende-se que a data de sua celebração tenha sido vária: podia ser o dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano), ou 6 ou 17 de janeiro ou 2 de fevereiro (datas religiosas pagãs) ou algum termo pouco posterior.
MOMO - Na Mitologia Grega Momo era o deus do sarcasmo e do delírio. Usando um gorro com
guizos e segurando em uma mão uma máscara e na outra uma boneca, ele vivia rindo e tirando sarro dos outros deuses. Era a divindade responsável pelo sono e pela noite, mas ele não queria saber de dormir não. Na verdade o Momo era um brincalhão, cujo passatempo era azucrinar os outros deuses.
A mitologia grega trata Momo, filho do Sono e da Noite, como o deus da zombaria, do sarcasmo, da galhofa, do delírio, da irreverência e do achincalhe. Diante do seu costume de criticar e ridicularizar os outros deuses, a divindade maior do Olimpo perdeu a paciência com ele e o despachou para a Terra, onde o divino deportado passou a ser representado por um jovem tirando a máscara e mostrando o rosto zombeteiro, ao mesmo tempo em que sacudia guizos e apresentava o estandarte da folia que era a razão da sua existência. Uma vez na Terra, incorporou-se de carne e osso na figura soberba do Monarca da Folia, tornando-se o símbolo eminente do Carnaval brasileiro.
A coroação de um rei Momo na Terra vem de longa data, pois houve tempo em que o Império Romano da Roma antiga, eles aproveitavam a festa do deus Saturno, e escolhiam um soldado para ser o Rei Momo, o soldado escolhido como o mais belo de todos era quem recebia a coroa de monarca brincalhão, o que lhe dava o direito de comer, beber e brincar até esgotar totalmente suas forças, sem que ninguém o impedisse de fazer coisa alguma. Depois de finda a farra, e ao contrário do que acontece hoje em dia, ele era solenemente levado ao altar do deus Saturno e ali sacrificado com todas as honras que merecia.
Ainda antes da era cristã, gregos e romanos incorporaram essa figura mitológica a algumas de suas comemorações, principalmente as que envolviam sexo e bebida. Na Grécia, registros históricos dão conta que os primeiros reis Momos de que se tem notícia desfilavam em festas de orgia por volta dos séculos 5 ou 4 a.C. Geralmente, o escolhido era alguém gordinho e extrovertido - provavelmente vem daí a inspiração para a folia brasileira. Já nas bacanais romanas, os participantes selecionavam um Rei Momo entre os soldados mais belos do exército.
"Esse ‘monarca’ era o governante de um período de liberdade total e desfrutava de todas as regalias durante a festa, como comidas, bebidas e mulheres.Contagiando pelo seu humor e ritmo, sonho, fantasia, realidade e irrealidade, o alegórico reinado de Momo se fixou em vários países e, de acordo com a opinião dos cronistas da época, era "leviano e licencioso", na França; "quase triste", na Inglaterra; "monótono e feio", na Rússia; "pesado e sensual", na Alemanha; "tumultuoso e alegre", na Espanha e "insípido e porco", em Portugal, através do Entrudo. Nos tempos dos doges, o carnaval de Veneza era romântico e lírico, com serenatas e bailes mascarados. A festa veneziana tornou-se mundialmente famosa pela exclusiva comemoração nos canais, onde navegavam gôndolas iluminadas, além de contar com alegres arlequins, polichinelos e outros personagens da Comédia d'ell arte, que se concentravam na Praça de São Marcos.
Da Alta Idade Média, ficaram os registros das célebres Danças Macabras, quando homens e mulheres desfilavam perante a Morte que ouvia, impassível, as queixas dos desfilantes e depois lhes descarregava a foice.
CARNAVAL – CARNE PARA BAAL. O Carnaval é uma festa anual que promove desfiles suntuosos e arrebata multidões para as ruas percorrerem as principais avenidas atrás de um carro de som (trio elétrico) ou dentro de um clube, extravasando suas emoções e suas paixões carnais, promovendo comilanças, extravagâncias, sensualidade, erotismo, exibicionismo e culto ao corpo, liberalidade sexual (orgias = sexo desenfreado, sem compromisso, sem culpa e sem pudor), uso desenfreado de álcool e demais drogas (cocaína, êxtase, LSD, maconha, lança-perfume, crack, heroína, anfetaminas, alucinógenos, estimulantes, etc) e excessos em geral, além de muita violência e imoralidade.
Em suma, é um ato de total entrega, de transe e êxtase, de liberação de todas as tensões reprimidas e da envolvência absoluta entre o real e o fantástico. Nas luzes dos refletores e câmaras de TVs são focados os corpos desnudos das mulheres. Depois dessa imoralidade, há ainda os bailes funks onde igualmente ocorrem o uso de drogas e a prática de sexo livre. Tanto é assim que 99% dos resultados de pesquisa na Internet com a expressão “bailes funks” são pornografias.
O carnaval como uma performance de transgressão e inversão do sistema de signos urbanos, desfaz o código cotidiano de relacionamento do sujeito coma cidade, estabelecido pelo compromisso produção/consumo e inventa uma semiótica determinada pelo excesso, pela ironia e pelo grotesco. Na imagem da cidade do carnaval é determinante a sintaxe da obscenidade, da orgia, da perversão simbólica.O carnaval além de ser uma festa que contamina toda uma cidade, é uma forma de apropriação urbana que altera sensivelmente a imagem, a ordem e os valores que regem e fazem o estilo de vida dos outros dias do ano, fazendo da cidade o lugar de uma orgia coletiva. Se a cidade é o centro das operações mercadológicas do capitalismo, durante o ritual carnavalesco, ela é reorganizada, por um urbanismo perverso, para permitir a comercialização, consumismo e o desperdício do erótico, da libido, da violência, materialismo, supérfluo, luxúria e vaidade. A cidade é percorrida pelo lúdico, pela sedução e até pela apelação direta ao sexo livre, como registra as campanhas dos preservativos. Uma estranha cidade portátil é construída dentro da antiga, tendo as barracas de bebidas alcoólicas como principal serviço urbano. Uma multidão consumidora e espetacular e um território fantasmagórico se erguem, subvertendo momentaneamente a aparente racionalidade urbana. Neste audacioso ritual de libertinagem, patrocinado pelo poder e pelo "bom senso" de uma sociedade indiscretamente moralista, a cidade é o palco da sedução e de total entrega, sem pudor, aos prazeres da carne.
Na Pérsia, festas da deusa da Fecundidade Naita e de Mira, deus dos Pastores. Na Fenícia, Festa da deusa da Fecundidade Astarteia. Em Creta, festa da Grande Mãe, deusa protetora da terra e da fertilidade, representada por uma pomba. Na Babilônia, as Sáceas, festas que duravam cinco dias e eram marcadas pela licença sexual e pela inversão dos papéis entre servos e senhores, e pela eleição de um escravo rei que era sacrificado no final da celebração.
Com o cristianismo, a Igreja Católica transformou alguns desses rituais pagãos em homenagens aos santos, conferindo a eles um caráter sagrado de acordo com os princípios cristãos. Vários elementos das antigas festas pagãs, porém, foram preservados. No Brasil, a maioria das festas populares tem origem ibérica, africana e indígena e segue as datas do calendário católico. São comuns, nas festas populares baseadas no calendário religioso, manifestações de sincretismo afro-cristão, que fundem os orixás do candomblé com os santos católicos. Às vezes as festas coincidem com o calendário laico/civil. O Carnaval tem sua origem no culto agrário praticado pelos povos da Antigüidade, em que homens e mulheres mascarados, com corpos e rostos pintados com carvão e cobertos de peles e plumas, saiam em bandos para afastar os demônios das casas.Quando o cristianismo chegou já encontrou as festas, ditas orgiásticas, no uso dos povos. Por seus caracteres libertinos e pecaminosos foram a princípio condenados pela Igreja Católica. Teólogos, doutores e Papas da Igreja Católica, como São Clemente de Alexandria (escritor e doutor da Igreja - 150 - 213 d.C.) TERTULIANO (teólogo romano - Cartago - 155 - 266 d.C., grande pensador polemista dos primeiros séculos da Igreja, combateu tenazmente o relaxamento dos costumes); SÃO CIPRIANO (Bispo e mártir. Padre da Igreja Latina, Cartago, iniciado no século III. Foi decapitado por ocasião das perseguições de Valério); Inocêncio II (Papa-Roma: 1130-1140), entre outros, foram contra o Carnaval.
O carnaval foi redirecionado e conduzido pela Igreja Católica durante muito tempo, mas aos poucos foi ficando fora de controle.
A história registra, em quase todas as culturas conhecidas, o emprego de máscaras durante cerimônias religiosas, folguedos de plantio e colheita e na representação das artes cênicas. Na África ela tinha função mística e terrífica. No Brasil era generalizado o seu uso entre indígenas, embora não tenha alcançado popularidade entre os colonizadores.Nas Caraíbas, o uso de máscaras, penas, fantasias e instrumentos de percussão, bem como o hábito dos desfiles, teve origem em rituais africanos de cura, exorcismo de maus espíritos, obtenção de sorte e felicidade. Nos Barbados, Jamaica, Granada, Republica Dominicana, Haiti, Cuba, Saint Martin, Ilhas Cayman, etc., onde os coloridos desfiles são uma constante, são muitas e variadas as celebrações de Carnaval que podemos encontrar, muitas delas resultantes da fusão entre rituais africanos e tradições Europeias.Pelo fato de muitas pessoas terem represadas em seu íntimo, inúmeras fantasias, ansiedades e desejos das mais diversificadas ordens (devido às imposições legais, religiosas, cristãs, morais, dos bons costumes, éticas, tabus, dogmas, etc), essas vontades incontidas, costumam ser exteriorizadas em momentos de maior permissividade, ou mediante o uso de máscaras para não serem reconhecidos, pois o indivíduo não se permite mostrar intimamente em função do medo/receio do julgamento alheio ou mesmo por conta do cerceamento promovido pela legislação humana em tempos ditos normais ou civilizados.
Dessa forma, é usual o abuso de bebidas alcoólicas (até como um agente "encorajador"), a atividade sexual infrene e irresponsável, assim como o uso de diversas substâncias estupefacientes, o que transforma esse período num "vencedor" disparado, em matéria de estatística do terror e do morticínio brutal: acidentes automobilísticos, assassinatos, suicídios, estupros e outros fatos lamentáveis comportam-se em um crescente nessas ocasiões. E essas estatísticas não costumam considerar outros infortúnios ocultos aos olhos da mídia em geral, tais como: a iniciação homossexual, o defloramento de adolescentes imaturas, as gravidezes indesejadas desaguando freqüentemente em abortos provocados, a disseminação das doenças sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS) e as ulcerações morais marcando profundamente certas almas desavisadas e imprevidentes. O fato é que se torna corriqueira a associação do desregramento sexual ao alcoolismo e outros tipos de toxicomania e destes com as desgraças mais mediatas ou mais tardias.
A dança sempre foi um acessório cultual, entre os índios, nas religiões afro, no antigo Egito e em inúmeros cultos antigos. Mircea Eliade, historiador das religiões, afirma que a dança e a música de tambores eram parte indispensável dos cultos antigos.Como vimos o carnaval é uma festa pagã que com o passar dos milênios foi ajustando-se a nova realidade da humanidade em suas diversas culturas. Mais uma coisa eu lhe digo com o conhecimento que tenho com a mitologia e os seus deuses, ou entidades, ou ainda podemos chamá-los de demônios, ou como queira chamar, eles continuam atuando com o propósito de destruir o ser humano que participe ou não do carnaval. Temos explicado como eles vêm atuando, abaixo fizemos alguns artigos de uma olhada para melhor entendimento.
As características da personalidade dos deuses influenciam na pessoa que os servem a apriore é a idolatria já falamos também dela abaixo. Depois vem a forma de culto ou adoração, os sacrifícios humanos e animais, a prostituição, atos sexuais explícitos em todas as áreas, a promiscuidade, a nudez, a imoralidade, a glutonaria, a bebedice, (embriagues excessiva), drogas excessiva, violência excessiva chegando a morte excessiva, a liberdade total, a libertinagem, os delírios, a euforia, o êxtase, a dança livre e com muita lascívia, atos selvagens, loucuras praticadas.
Os mistérios que envolviam o deus, provocavam nelas um estado de êxtase absoluto, entregando-se a desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e autoflagelação. Tudo em último grau de tolerância para aqueles que têm uma visão espiritual voltado para o Reino do Altíssimo.
Atualmente os métodos estão bem sofisticados mais os resultados também são assustadores, o requinte de crueldade, utilizados para destruir as pessoas são de doer a alma, e de entristecer o Senhor.
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Nós, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração que na verdade é em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos.Talvez você não concorde comigo, mais veja o que diz a palavra de DEUS: "Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o ESPÍRITO para as coisas do ESPÍRITO. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do ESPÍRITO é vida e paz. (Rm 8.5-6)
Temos um outro texto na palavra do SENHOR que nos explica com muita clareza esse assunto: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a cerca das quais vos declaro, como já, antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS. (Gl 5.19-20).”
Todas essas práticas que você acabou de ler está presente na festa da carne ou no (carnaval), e todas essas pessoas que participam dessa festa ou ainda celebração e também as que estão fora dela e que praticam tais obras, estão se afastando do Altíssimo, ou melhor, tornam-se inimigos do Altíssimo.No artigo anterior falei sobre a IDOLATRIA, agora vamos fazer uma analise sobre a FORNICAÇÃO. Esta palavra abrange toda deturpação na área sexual. E o pior para muitos, continuarão a fazer prática dessas obras carnais até à Visão Escatológica ou para melhor entendimento até o período da Grande Tribulação. Tanto na vida física como na vida espiritual e dentro da Igreja, principalmente através do Ecumenismo já falamos e também pela Globalização falaremos em outro artigo. Vejamos agora:
(1.0) A “FORNICAÇÃO” do latim “fornicatione”. A fornicação Mundial é praticada em todas as áreas. “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e de carne sufocada, e da FORNICAÇÃO; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá” (At 15.29). A palavra “fornicação” tem o significado de: (1.) É o ato de fornicar. (2.) Do latim “fornicação” = “fornix” que significa “abóbada, arco, bordel”. Fornice era o arco da porta sob a qual as prostitutas romanas exibiam a si mesmas. As meretrizes ficavam por lá porque, além de ligar o lugar ao sexo, a mulher romana devia, a não ser que não tivesse nem pai, nem marido, nem filho(s) do sexo masculino, sempre obediência a um homem (podiam também ser escravas). As mulheres deveriam ficar sempre dentro dos limites da casa/prédio de seu dono ou protetor - por isso, não podiam passar do arco (fornice).
O Dicionário da Língua Latina de Ernesto Faria diz que tal palavra significa: “Compartimento em forma de abóboda em que vivia a gente de baixa condição e, especialmente, as prostitutas, lupanar = prostíbulo lugar de prostituição”. A versão Almeida Corrigida usa a palavra “abóboda” e a Atualizada “prostíbulo”. Nossas versões, às vezes, traduzem tal palavra por “fornicação”. Tudo é imoralidade e prostituição. A palavra grega para “fornicação” é “por.néi.a”. termo técnico que designava um matrimônio inválido. Na época de Cristo, com a multiplicidade de leis judaicas, não era raro que um matrimônio fosse invalidado por algum impedimento jurídico. Surgia então o problema sobre se deviam ou não se separar os dois que estavam em “zonah” (casamento inválido). O verbo hebraico “za.náh” e suas formas aparentadas transmitem a idéia de: (1.) Libertinagem sexual. (2.) Relações sexuais imorais. A Fornicação também é a apostasia dos hebreus, que adoravam ídolos de outros povos. O fornicador é o que fornica. “Mas, quanto aos tímidos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idolatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte” (Ap 21.8). Quem se entrega a tal prática imunda é moralmente impuro, e se um membro da congregação cristã entrega-se a tal prática, está sujeito a ser desligado do rol de membros da denominação. Se o líder da igreja souber e não discipliná-lo será conivente com esse pecado diante do Altíssimo. A Bíblia descreve uma variedade de práticas sexuais, antes e depois do casamento. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos padrões morais do Altíssimo para o seu povo.O sexo é abençoado pelo Altíssimo, Satanás e o homem é quem desviou o seu objetivo principal da criação.
(2.0) A palavra grega para “FORNICAÇÃO” é “por.néi.a” (Gl.5:19-21; Ap.21:8) “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: Prostituição, impureza, lascívia,(v.19) idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, = (contenda de palavras; discussão; obstinação, teimar, competir, rivalizar, insistir: Porfiar no erro, brigas, oposição, luta por superioridade.) emulações, = ( competir, emparelhar, rivalidade) iras, pelejas, dissensões, heresias, (v.20) invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.” (v.21) (Gl.5:19-21) Quem se entrega a tal prática imunda é moralmente impuro, e se um membro da congregação cristã se entrega-se a tal prática, está sujeito a ser desassociado. “Mas a prostituição e toda impureza ou avareza nem ainda se nomeiem entre vós, como convém a santos; (v.3) nem torpezas, = (desonestidade obscena, infame, repugnante) nem parvoíces, = (tolices, bobagens, besteiras) nem chocorrices, = ( gracejos atrevidos, gírias, palavras torpes ) que não convém; mas, antes, ações de graças. (v.4) Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus.” (v.5) (Ef.5:3-5) “Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; (v.5) pelos quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência:” (v.6) (Cl.3:5,6)
(1.) ADULTERIO. Do latim “adulteriu”. Ato sexual fora do casamento, infidelidade conjugal, prevaricação. União destoante, aberrante. “Tamar, tua nora, adulterou e eis que esta pegada no adultério. Então disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada” (Gn 38.24). A palavra “adultério” derivou da expressão latina “ad alterum torum” que significa literalmente na cama de outro (a) que designava a prática da infidelidade conjugal e com o tempo se estendeu ao sentido de fraudar ou falsificar adjeta ao verbo “adulterar”.O adultério, como “ato de se relacionar com terceiro na constância do casamento”, é considerado uma grave violação dos deveres conjugais por quase todas as civilizações de quase toda a história.
Nos tempos atuais, esta violação ainda é punível severamente, inclusive com pena de morte, em algumas partes do mundo e em outras, notadamente na civilização ocidental mais brandamente, está em vias de se tornar mera reprovação embora ainda se constitua em causa eficiente para o divórcio ou rescisão do casamento.No Brasil, a prática do adultério já foi capitulada como crime, entretanto eram, na atualidade, raríssimos os processos penais em busca da penalização, embora seja, freqüente, fundamento factual para pedidos de divorcio e de indenizações por danos morais em processos cíveis.
(2.) CASAMENTO ILÍCITO. Ato sexual dos separados, várias vezes etc. (1 Tm 1.10) “para os fornicadores, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros e para o que for contrário à sã doutrina”.
(3.) ATO DE UM ESTRUPADOR. O ato de um estuprador é fornicação, mas não constitui a vítima como fornicadora. Estupro em Portugal o termo corrente é “violação”. É a prática não-consensual de sexo, imposta por meio de violência ou grave ameaça de qualquer natureza, ou ainda imposta contra pessoas incapazes de consentir com o sexo (como crianças). Estupro é definido, na maior parte das jurisdições, como um ato ou uma penetração sexual sem consentimento válido por um dos partidos (tanto o homem quanto a mulher).
Penalidade – De acordo com o Código Penal Brasileiro, estupro é a penetração do pênis na vagina sem o consentimento da mulher. Ao contrário do que acontece em grande parte do mundo, as outras formas de violência sexual, inclusive as praticadas contra homens, são classificadas como atentado violento ao pudor, apesar de algumas popularmente serem chamadas de estupro. Também é estupro a violência sexual praticada após o agressor fornecer drogas para a vítima, a fim de deixá-la inconsciente.O estupro é considerado um dos crimes mais violentos (crime hediondo).Estupro e Incesto na Bíblia, Amnom e Tamar filhos de Davi. “...Vem, deita-te comigo, irmã minha (v. 11b). Porém ela lhes disse: Não irmão meu, não me forces, porque não se faz assim em Israel; não faças tal loucura (v. 12). Porém ele não quis dar ouvidos à sua voz; antes, sendo mais forte do que ela, a forçou e se deitou com ela (v. 14) (2 Sm 13. 11-14).
(4.) INCESTO. Do latim “incestu”. União ilícita entre parentes consangüíneos, afins ou adotivos. Torpe incasto, incestuoso.
Ainda é a relação sexual ou marital entre parentes próximos ou alguma forma de restrição sexual dentro de determinada sociedade. É um tabu em quase todas as culturas humanas. Em alguns casos é punido como crime, em outros é considerado “pecado” (como o é para as maiores religiões do mundo) e em outros é simplesmente motivo de zombaria, existindo porém sempre um constrangimento acerca de um tipo de casamento. Na maior parte dos países o incesto é legalmente proibido – mesmo que haja consentimento de ambas as partes.São consideradas incestuosas, geralmente, as relações entre pais e filhos, entre irmãos ou meio-irmãos, ou entre primos, entre tios e sobrinhos.As relações entre primos, na maioria dos países, não são consideradas incesto, já que é permitido o casamento entre eles. Em alguns países ou jurisdições, entretanto, este tipo de casamento é proibido por lei, derivando daí o caráter incestuoso do ato, nestes casos.A procriação entre parentes próximos (inbreeding) tende a aumentar o número de homozigotos de determinada população, reduzindo, portanto, a variabilidade genética da mesma. Essa é talvez uma das explicações do tabu do incesto: o incentivo à mistura genética. Mais importante, no entanto, talvez seja o incentivo à exogamia pela razão de que ela amplia as relações positivas entre grupos sociais distintos.O termo também é freqüentemente utilizado para casos de abuso sexual de menores por parte de parentes. A Bíblia é clara. “Nenhum homem se chegará a qualquer parenta da sua carne para descobrir a sua nudez. Eu sou o Senhor (v. 6). A nudez de tua irmã, filha de teu pai ou filha de tua mãe, nascida em casa ou fora da casa, a sua nudez não descobrirás (v. 9) (Lv 18.6, 9)
(5.) PERVERSÃO SEXUAL. Do latim “perversione”. Ato ou efeito de perverter-se. “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis; nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus.” (1Co.6:10) “Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, a imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; (v.24) pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém! (v.25) Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. (v.26) “E semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.” (v.27) E, como eles se não importaram de Ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; (v.28) estando cheios de toda iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; (v.29) sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventadores de males, desobedientes ao pai e à mãe; (v.30) néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; (v.31) os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que a fazem. (v.32) (Rm.1:24-32) Corrupção, desmoralização, depravação. Qualquer anomalia do comportamento sexual.É um termo usado para designar o desvio, por parte de um indivíduo ou grupo, de qualquer dos comportamentos humanos considerados normais e/ou ortodoxos para um determinado grupo social. O conceito de normalidade, no entanto, varia no tempo e no espaço, em função de infinitas circunstâncias.O significado original “per vertido”, por sua vez derivado de “per vertere”, remete à noção de “pôr de lado”, ou “pôr-se à parte”.Historicamente, perversões de conceitos morais foram atribuídas a perturbações de ordem psíquica, que dariam origem a tendências afetivas e morais contrárias às do ambiente social do pervertido.Para essa visão, a perversão poder-se-ia constituir em uma única anomalia psíquica do indivíduo, ou fazer-se acompanhar por déficit intelectual, de instabilidade emocional, de doença mental intercorrente, etc. O comportamento do pervertido seria, então, determinado pelo seu nível intelectual: enquanto as perversões dos “idiotas” seriam impulsivas, brutais, praticadas sem rebuço, as dos “indivíduos de bom nível intelectual” seriam quase sempre astuciosas, dissimuladas, encobertas. Anomalias sexual. (1.) Sodomia = Sexo anal, alguns contatos “bucogenitais” são condenado, mas é errado o “fellatio” e “cunnilingus” como pervertidos, pois é raro que substituam a cópula, exceto entre homossexuais. (2.) Conceito ato sexual de homem com homem ou mulher. (3.) Contactos libidinosos entre pessoas do mesmo sexo, sem cúpula mas com orgasmo. (4.) Coito anal entre homem com mulher. (5.) Coito anal entre homem com homem ejaculação, pederastia (sodomitas).Sodomia é uma palavra de origem bíblica usada para designar o sexo anal entra homossexuais ou heterossexuais. Popularmente tal palavra é usada com mais freqüência para condenar as práticas homossexuais. Por essa razão se chama de sodomia a algum casal hetero, leva logo com um insulto, porque pensa-se que sodomitas são os homossexuais. A palavra sodomia tem origem na descrição bíblica da destruição de Sodoma e Gomorro. A Bíblia, no livro do Gênesis, narra que Deus enviou dois anjos para analisarem tais cidades, que seriam origem de diversos pecados.”Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis; nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (Co 6.10).
Na medicina moderna quando o comportamento individual de excitação sexual somente se dá em resposta a objetos ou situações diferentes das tidas como normais, e quando esse comportamento interfere na capacidade do indivíduo de ter relações sexuais e/ou afetivas tidas como normais, dá-se o nome a essa disfunção de parafilia.Entre os atos mais freqüentemente apontados como perversões, por se desviarem de forma mais grave do comportamento tido como normal do ponto de vista social, são atos tidos como “desvios” sexuais: sadismo, masoquismo, pedofilia, exibicionismo, voyeurismo, etc.
(5.1) HOMOSSEXUALISMO. Uranismo + o ato sexual homem com homem.“E
semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.” (Rm.1:27)“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus.” (1Co.6:10) Homossexualismo é o atributo, a característica ou a qualidade daquele ser – humano ou não – que é homossexual, define-se por atração física, emocional, estética e espiritual (caso especificamente humano) entre seres do mesmo sexo, com eventual inversão de papéis de gênero (caso especificamente humano, dado poder este compreender intelectivamente o que isso – gênero e sua inversão de papéis – significa). O termo homossexual foi criado em 1869 pelo escritor e jornalista austro-húngaro Karoly Maria Kertbeny. Deriva do gr. “homos”, que significa “semelhante”, “igual”. Em 1870, um texto de Westphal intitulado “As Sensações Sexuais Contrárias” definiu a homossexualidade em termos psiquiátricos como um desvio sexual, uma inversão do masculino e do feminino.
(5.2) LESBIANISMO mulher = ato sexual mulher com mulher. “Pelo que Deus os abandonou às
paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrario à natureza” (Rm 1.26). A homossexualidade feminina – origina-se o homossexual do prefíxo grego “homo” significando “igual”, correspondendo os termos: “lésbica” e “sáfica” ao mesmo sentido. Sáfica porque, a poetisa grega Safo era mulher homossexual.
O termo “lésbica” originalmente referia-se somente às habitantes da ilha de Lesbos, na Grécia. Na antiguidade, entre os séculos VI e VII a.C., morava naquela ilha a poetisa Safo, admirada por seus poemas sobre amor e beleza, em sua maioria dirigidos às mulheres. Por esta razão, o relacionamento amoroso entre mulheres passou a ser conhecido como lésbianismo ou safismo.
Muitos termos foram usados para descrever o amor entre mulheres nos últimos dois séculos, entre os quais: amor lesbicus, urningismo, safismo, tribadismo, e outros.
As mulheres homossexuais possuem profundo sentimento de insegurança de sua feminilidade, caracterizando uma forte dependência em suas relações lésbicas ou sáficas.
Essa insegurança ela procura compensar exigindo da companheira extrema dedicação, a qual, ao menor sinal de descuido, provoca, na mulher homossexual dependente, crises de ciúmes e exigências tão infantis, quanto de uma criança de três anos ou menos, em casos bem críticos.
Mas esses grupos crescem assustadoramente a cada dia. A Lei vem apoiando e incentivando o que antes era crime, em nossos dias é normal. Como casamento, adoção de crianças, divisão de bens, heranças e outros benefícios. Mas existem pessoas ou grupos que têm repulsa, ou melhor dizendo, odeia (homofobia) os homossexuais no geral masculino e feminino. Vamos conhecer melhor esta palavra. A homofobia (homo= diferente, fobia=do Grego φόβος "medo"), é um termo utilizado para identificar o ódio, aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais ou homossexualidade.
O termo é um neologismo criado pelo psicólogo George Weinberg, em 1971, numa obra impressa, combinando as palavra grega phobos ("fobia"), com o prefixo homo-, como remissão à palavra "homossexual". Phobos (grego) é medo em geral. Fobia seria assim um medo irracional (instintivo) de algo. Porém, "fobia" neste termo é empregado, não só como medo geral (irracional ou não), mas também como aversão ou repulsa em geral, qualquer que seja o motivo.
(6.) TRAVESTISMO. Travesti era originalmente alguém que se vestia com roupas do sexo
oposto para se apresentar em shows e espetáculos, mas essa prática passou a designar também o comportamento das drag queens e transformistas. O termo travesti hoje em dia se refere principalmente à pessoa que apresenta sua identidade de gênero oposta ao sexo designado no nascimento, mas que não almeja se submeter à Cirurgia de Redesignação Sexual - CRS. Travestilidade, enquanto transgeneridade, é uma condição identitária e não uma orientação sexual. Portanto, as pessoas que se autodenominam travestis podem se identificar como homossexuais, heterossexuais, bissexuais ou assexuais.
A prostituição entra no cotidiano de muitas pessoas transgêneros em virtude do preconceito e do estigma imputado pela sociedade, que não lhes abre as portas, em virtude da incompreensão à sua condição, e os marginaliza, restringindo-os a guetos e esquecendo que eles têm as mesmas necessidades sociais dos outros cidadãos. Para mudar isso, a palavra travesti, já muito estigmatizada em virtude de estar relacionada à prática da prostituição e com forte apelo erótico e fetichista, vem paulatinamente sendo substituída por transgênero pelas entidades de defesa dos Direitos Humanos, que vêem nesse neologismo uma idéia politicamente correta de uma pessoa que está entre os gêneros, não sendo nem macho nem fêmea, tampouco tendo que necessariamente viver da prostituição.
(7.) PEDOFILIA. Também chamada de paedophilia erótica ou pedosexualidade é uma parafilia
na qual a atração sexual de um indivíduo adulto está dirigida primariamente para crianças pré-púberes ou ao redor da puberidade. A palavra pedofilia vem do grego παιδοφιλια < παις (que significa "criança") e φιλια ("amizade"). A pedofilia é classificada como uma desordem mental e de personalidade do adulto, e também como um desvio sexual, pela Organização Mundial de Saúde. Os atos sexuais entre adultos e crianças abaixo da idade de consentimento (resultantes em coito ou não) são enquadrados como crime na legislação de inúmeros países. Em alguns países, o assédio sexual a tais crianças, por meio da Internet, também constitui crime. Outras práticas correlatas, como divulgar a pornografia infantil ou fazer sua apologia, também configuram atos ilícitos. A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, aprovada em 1989 pela Assembléia Geral das Nações Unidas, define que os países signatários devem tomar "todas as medidas legislativas, administrativas, sociais e educativas" adequadas à proteção da criança, inclusive no que se refere à violência sexual (artigo 19). Pedofilia é o desvio sexual "caracterizado pela atração por crianças ou adolescentes sexualmente imaturos, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de atos libidinosos" (Croce, 1995). Este mesmo autor acrescenta que: O pedófilo realiza uma identificação com a criança, fazendo-a experimentar aquilo que ele próprio gostaria. O pedófilo manifesta intensa ansiedade de castração, promotora de incapacidade de "assumir uma relação heterossexual normal, afasta o pedófilo do parceiro sexual adulto".
(8.) ZOOERASTIA, ZOOFILIA ou BESTIALIDADE. A Zooerastia [De zo(o)- + a term. De
palavras como pederastia. Relação sexual com animais. Zoofilia [De zo(o)- + -fil(o)-2 + -ia]. Qualidade ou sentimento de zófilo o que gosta de sexo com animais.Bestialidade é a qualidade ou ação bestial, bestidade. Prática de atos libidinosos com animais, bestialismo.
Por conseguinte é o envolvimento sexual de seres humanos com animais. Há duas variedades: a zoofilia em si, que é o envolvimento levando em conta o prazer sexual também do animal, e a bestialidade, que é a satisfação sexual sem levar em conta o bem-estar do animal, muitas vezes levando-o a maltratos, ferimentos e até a morte. A bestialidade equivaleria ao estupro humano. A zoofilia geralmente é apenas um meio de obter prazer sexual, uma fantasia. Mas há quem adote como estilo de vida, podendo até casar com o animal. Lembrando que, tudo que deixa de ser apenas uma fantasia, e passa a tomar conta da vida da pessoa, é perversão. É outra forma de sodomia proibida pela lei divina. Consiste no uso de animais como objeto sexual. Em nossos dias há homens e mulheres que chegam a conviverem com animais a meses até anos mantendo relações sexuais com seus animais de estimação.
Como exemplo o Ex. bruxo Tio Chico, hoje Pr. Francisco Vieira conviveu durante oito meses com a sua cadela fila e a vestia com roupas caríssimas e saía para passear no shopping, assumindo o seu relacionamento perante a sociedade. Ele conta no seu testemunho de conversão através de um CD e DVD ele diz que naquela época era totalmente apaixonado pelo animal. A Bíblia nos diz: “Nem te deitarás, com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para juntar-se com ele: confusão é” (Lv 18.23). “Quando também um homem se deitar com um animal, certamente morrerá; e matareis o animal (v. 15). Também a mulher que se achegar a algum animal, para ter ajuntamento com ele, aquela mulher matarás com o animal; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles” (v. 16) (Lv 20.15, 16).O próprio Minotauro foi gerado através de uma relação bestial. Por isso desenvolvi esse assunto a Perversão Geral do Ser Humano, no Mundo e na Igreja. Ou você pensa que não é verdade. Na Mitologia: Poseidon ficou bem furioso quando notou o que havia sido feito, e fez com que a esposa de Minos, Pasífae, fosse dominada por uma loucura em que ela se apaixonou pelo touro. Pasífae foi até Dédalo em busca de assistência, e ele inventou uma maneira dela satisfazer suas paixões. Ele construiu uma vaca oca de madeira, e encobriu Pasífae com pele de vaca para que o touro pudesse montar nela. O resultado dessa união foi o Minotauro.
(9.) PROSTITUIÇÃO ou INCASTIDADE. Ato ou efeito de prostituir-se. Comércio habitual ou
profissional do amor sexual. Vida desregrada, profanação, aviltamento.Ato sexual de pessoas solteiras, e noivas. “Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” (1Co 6.18). A prostituição pode ser definida como a troca consciente de favores sexuais por interesse não sentimentais ou afetivos. Apesar de comumente a prostituição consistir numa relação de troca entre sexo e dinheiro, esta não é uma regra. Pode-se trocar relações sexuais por favorecimento profissional, por bens materiais (incluindo-se o dinheiro), por informações, etc. A prostituição caracteriza-se também pela venda do corpo, seja em fotos ou filmes em que se deixam à mostra partes íntimas do corpo.A prostituição é praticada mais comumente por mulheres, mas há ainda um grande número de homens que têm na prostituição um trabalho quotidiano. A sensibilidade sobre o que se considera prostituição pode variar dependendo da sociedade, das circunstâncias onde se dá e do nível moral do meio em questão. Normalmente a prostituição é reprovada nas sociedades, devido à degradação moral que gera aos praticantes, à disseminação de doenças sexualmente transmissíveis (DST), e impacto negativo na estrutura social básica (família). Na cultura silvícola de algumas regiões, inclusive no interior da Amazônia, Brasil, e em algumas comunidades isoladas, onde não há a família monogâmica, não existe propriedade privada e por conseguinte não existe a prostituição: o sexo é encarado de forma natural e como uma brincadeira entre os participantes. Já onde houve a entrada da civilização ocidental o fenômeno da prostituição passa a ser observado com a troca de objetos entre brancos e índias em troca de favores sexuais. Na antiguidade, em muitas civilizações, a prostituição era praticada por meninas como uma espécie de ritual de iniciação quando atingiam a puberidade. No Egito Antigo, na região da Mesopotâmia e na Grécia, via-se que a prática tinha uma ritualização. As prostitutas, consideradas grandes sacerdotisas (portanto sagradas), recebiam honras de verdadeiras divindades e presentes em troca de favores sexuais. Mais adiante, na época em que a Grécia e Roma polarizaram o domínio cultural, as prostitutas eram admiradas, porém tinham que pagar pesados impostos ao Estado para praticarem sua profissão; deveriam também utilizar vestimentas que as identificassem, pois caso contrário eram severamente punidas. Na Grécia, existia um grupo de cortesãs, chamadas de “hetairas”, ou “heteras”, que freqüentavam as reuniões dos grandes intelectuais da época. Eram muito ricas, belas, cultas e de extrema refinação; exerciam grande poder político e eram extremamente respeitadas. Durante a Idade Média houve a tentativa massiva de eliminar a prostituição, impulsionada pela em parte pela moral cristã mas também no grande surto de DSTs (principalmente sífilis). Em contrapartida, havia o culto ao casamento cortês, onde a
política e a economia sobrepujavam aos sentimentos, e as uniões eram arranjadas somente por interesse (que por sí só já poder-se-ia considerar como prostituição), reforçam ainda mais a prostituição. Em muitas Cortes, o poder das prostitutas era muito grande: muitas tinham conhecimento de questões do Estado, tanto que a prostituição passou a ser regulamentada.“Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” (Ap.22:15) “Geralmente, se ouve que há entre vós fornicação e fornicação tal, qual nem ainda entre os gentios, como é haver quem abuse da mulher de seu pai.” (1Co.5:1) Prostituição Infantil (2.) Gravides na adolecência, (3.) Aborto, (4.) Turismo sexual, (5.) Garoto e garota de programa, (6.) Masturbação, (7.) Filmes pornográfico, (8.) Sexo via, (9.) Interne, (10.) Clube de Orgias.
(11.) FETICHISMO. Do fr. “fétichisme”. Adoração ou culto de fetiches. Fetiche do português “feitiço” que voltou à língua de origem atr. do fr. “fetiche”. Objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela natureza, ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto; ídolo, manipanso. Amuleto e talismã. Pessoa a quem se venera e obedece às cegas. Ainda pode ser culto de objetos materiais, considerados como a encarnação de um espírito, ou em ligação com ele, e possuidores de virtudes mágicas. Mas o fetiche ou encantamento vai mais além do que imaginamos, é uma forma de magia (mágica) inclusive adivinhação conforme (Dt. 18.10). É falar e cantar de modo monótono (cânticos palavras proferidas) alegremente tendo poderes mágicos. Esse tipo de encantamento é feito muitas vezes por meio de cânticos. É uma forma de influenciar de maneira injuriosa através de bruxaria (At 8.9-13). Fetiche ou encantamento também é usado no sexo. (Ver, v. II, capítulo 07, Moloque). Como perversão consiste em amar não à pessoa, mas a uma parte dela ou um objeto de seu uso. O objeto do amor deixa de ser o homem ou a mulher e passa a ser uma coisa e sem isso não há prazer. Vem dos primitivos, irracionalmente. Sente atração por objetos inanimados ou fascínio por qualquer parte do sujeito, sem ser seu órgão genital, ou ainda pela deformação do corpo. Desvio quase sempre limitado ao sexo masculino; é realmente um desvio quando substitui a pessoa. Origens do fetiche nos primeiros anos da infância fetichistas tendem a ser pessoas introvertidas, de fantasias ricas, mal ajustadas aos semelhantes e ao mundo exterior. Ele aparece principalmente no homem, por que este reage a uma maior quantidade de estímulos. Os fetichistas têm medo da castração. Criam um pênis para se tranqüilizarem. Revelam aversão pelos órgãos genitais femininos. Ocasionalmente provocam furtos. São pessoas tímidas e de existência retraída. Fetichismo é o desvio do interesse sexual para algumas partes do corpo do parceiro, para alguma função fisiológico ou para peças de vestuário, adorno, cabelo, talismã ou ainda amuleto enfeites que contém poderes mágicos, ou seja, acredita-se que eles têm poderes mágicos. Sabemos que mais do que nunca nessa área sexual são usados em grande escala. No fetichismo, o meio preferido ou único de atingir satisfação sexual é manipulando e/ou observando objetos, não animados, intimamente associados ao corpo humano (por ex. roupa interior) ou peças de vestuário feitas de borracha, cabedal ou seda, para mencionar apenas os mais comuns. A atividade sexual pode dirigir-se ao fetiche (masturbação enquanto beija, esfrega, cheira o objeto do fetiche) ou o fetiche pode ser incorporado na relação sexual, pedindo por exemplo ao parceiro que use sapatos de salto alto ou botas de cabedal. Aparentado com esta parafilia temos o parcialismo, caracterizado por impulsos sexuais e fantasias sexualmente excitantes dirigidas exclusivamente a partes do corpo humano como: pés, mãos, nádegas, veias, pomos-de-adão ou peito, excluindo todas as outras. É importante ter presente que para o diagnóstico desta parafilia não se faz se os fetiches são apenas artigos de vestuário feminino utilizados no travestismo (fetichismo travestido) ou instrumentos utilizados para a estimulação táctil vaginal, como um vibrador (DSM-IV-R, APA, 2000). Não se sabe ainda porque certos estímulos são mais condicionáveis que outros embora, possivelmente, isso tenha a ver com uma relação particular com objetos ligados a vínculos afetivos desde infância. É tentador assumir que o objeto fetichista tem um significado que vai para além do condicionamento de um estímulo qualquer.Filosoficamente, fetichismo é o processo pelo qual a mercadoria, um ser inanimado, passa a ser considerado como se tivesse vida. O conceito é muito bem utilizado por Karl Max em "A ideologia alemã".
Sadismo x Fetichismo - A imagem clássica do sadismo é a da dominante de máscara e espartilho de couro ou borracha, empunhando um chicote e gritando impropérios. Essa é uma imagem comercial, mais ligada ao fetichismo do que ao sadismo ou ao masoquismo. Sadismo é uma prática, não uma fantasia. Embora se confundam, o que os diferencia é a intenção. Ao fetichista, a indumentária. Ao sadista, a sensação de domínio e/ou de causar sofrimento ao parceiro/parceira. A dominação psicológica, onde raramente existem práticas disciplinares (palmadas, spanking, etc...) também é uma forma muito comum e nela existe, ou pode existir, a tortura psicológica.
(12.) EXIBICIONISMO. Mania ou gosto de ostentação ou exibição. Mania de exibir as partes
sexuais. O exibicionista é o amante do exibicionismo. Exibicionismo é um desvio sexual manifestado pelo desejo incontrolável de obter satisfação sexual no fato puro e simples de exibir os órgãos genitais a outros. O Exibicionismo não é patologia orgânica, e seu tratamento se faz pela psicanalise.O indivíduo procura mostrar seus órgãos sexuais, o seu corpo e tem mais prazer nisto que no próprio contato físico. Várias são as formas de desvios sexuais têm muito pouco em comum, a não ser colocarem a pessoa envolvida em conflitos com a lei. O mais comum é exibição indecorosa é expor publicamente os órgãos genitais. A exposição do pênis ereto, e o strip de mulheres de 16 anos é condenado por lei, pois exibição é geralmente seguida de masturbação. O exibicionismo é bem comum. As colegiais são sempre prevenidas contra elas. A mixoscopia é outro modo de obter gratificação sexual sem envolver as complexidades de uma relação verdadeira. O desejo de ver animais ou outras pessoas em atividades sexuais é tão generalizado que possivelmente, não pode ser considerado como anormalidade, exceto quando se torna o substituto principal de métodos mais convencionais de gratificação.
(13.) NINFOMANIA. É desejo excessivo na mulher de muito sexo. Furor uterino. A mulher que tem essa mania, nunca fica satisfeita em suas relações, sempre quer mais. A maioria das prostitutas profissional possui esse desvio. É o ato de espontaneamente apresentar um nível elevado de desejo e de fantasias sexuais, aumento de freqüência sexual com compulsividade ao ato, controle inadequado dos impulsos e grande sofrimento. Preocupa-se a tal ponto com seus pensamentos e sentimentos sexuais que acaba por prejudicar suas atividades diárias e relacionamentos afetivos. Pensa-se que uma mulher com ninfomania deseja ter atos sexuais interminantemente, mas a realidade não possui qualquer ligação com tal mito. Uma mulher considerada ninfomaníaca, na realidade, não consegue satisfazer seus desejos sexuais e por isso sente a necessidade de ter vários atos sexuais seguidos, para uma tentativa de gozo e/ou orgasmo.
(14.) VOYEURISMO. É prazer é obtido com a visão de trajes menores ou espionando pessoas tendo contato sexual. As pessoas sentem prazer olhar outros praticando o sexo.Voyeurismo é uma prática que consiste num indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas. Essas pessoas podem estar envolvidas em atos sexuais, nuas, em roupa interior, ou com qualquer vestuário que seja apelativo para o indivíduo em questão, o voyeur. A prática do voyeurismo manifesta-se de várias formas, embora uma das características-chave é que o indivíduo não interage com o objeto (por vezes não cientes de estarem a ser observados); em vez disso, observa-o tipicamente a uma relativa distância, talvez escondido, com o auxílio de binóculos, câmeras, etc., o que servirá de estímulo para a masturbação, durante ou após a observação.Pessoas que chegam ao prazer observando pessoas nuas ou relações sexuais, sem o consentimento dos envolvidos.
O risco provoca a excitação. Muitos voyeuristas - que, na maioria, são homens solteiros - masturbam-se enquanto assistem.
No Cinema - O mestre inglês Alfred Hitchcock foi quem primeiro deu mais destaque ao voyeurismo, principalmente em sua obra "Janela Indiscreta". Nos anos 80, Brian De Palma tocou novamente no tema, com o clássico Body Double (Dublê de Corpo). Recentemente, Michael Haneke trabalhou sua perspectiva da observação sexual em Caché.
(15.) INFANTILISMO. Antes de parafilia, diria que é um fetiche. Assim como alguns têm por lingerie, salto alto e outros objetos, os infantilistas têm fetiche por fraldas e calças plásticas na maioria das vezes. O infantilismo pode ser curtido a sós ou a dois. Há muitos casais infantilistas, que trazem esse prazer para dentro da relação sexual em si. O infantilismo jamais deve ser confundido com pedofilia, pois sua prática jamais envolve crianças, mas sim, o desejo de ser uma; um bebê, para ser mais exato. A maioria dos infantilistas prefere as fraldas e calças plásticas, embora alguns também gostem de chupetas, mamadeiras e outros objetos. Os que usam fraldas e calças plásticas, agem como os bebês (literalmente falando), fazendo nelas tudo o que um bebê faz (...). O fato disso ser comparado a um fetiche deve-se à ligação que há entre o contato do plástico (calça plástica) com o corpo; o que provoca uma enorme excitação. Embora o Brasil seja um país com um preconceito enorme e machismo acentuado, é cada vez maior o número de pessoas se identificando com essa prática e assumindo-se como infantilistas. Homens, mulheres, casais, enfim, pessoas em busca de um algo mais, um prazer diferente. Um raro prazer (...). Parafilia consiste na excitação do indivíduo ao ser tratado como criança (bebê), usando fraldas e outros acessórios infantis. Também pode ser conhecido como anacletismo ou autonepiofilia.
(16.) NECROFILIA. É fixação e tara por pessoas mortas. Principalmente nos hospitais e em necrotérios são locais preferidos para essa pratica. Mas também há pessoas que matam e depois mantêm relações com o cadáver. Necrofilia é a excitação sexual decorrente da visão ou do contato com um cadáver. O fenômeno da necrofilia é conhecido desde os mais remotos tempos da história humana, podendo ainda hoje ser observado como costume comum (às vezes até sacralizado) em certas tribos africanas e asiáticas, bem como em manifestações esporádicas na chamada civilização ocidental.
(17.) NARCISISMO. É o prazer encontrado com a exibição do próprio corpo ou contemplação do mesmo e não transfere para o parceiro. Narcisismo descreve a característica de personalidade de paixão por si mesmo. A palavra é derivada da Mitologia Grega. Narciso era um jovem e belo rapaz que rejeitou a ninfa Eco, que desesperadamente o desejava. Como punição, foi amaldiçoado de forma a apaixonar-se incontrolavelmente por sua própria imagem refletida na água. Incapaz de levar a termos sua paixão, Narciso suicidou-se por afogamento. Freud acreditava que algum nível de narcisismo constitui uma parte de todos desde o nascimento.
Andrew Morrison afirma que, em adultos, um nível razoável de narcisismo saudável permite que um indivíduo equilibre a percepção de suas necessidades em relação às de outrem.Em psicologia e psiquiatria, o narcisismo excessivo é reconhecido como um estado patológico.Os termos "narcisismo" e "narcisista" são freqüentemente utilizados como pejorativos, denotando vaidade ou egoísmo. Quando aplicado a um grupo social, o conceito tem relação com o conceito de elitismo.
(18) PODOLATRIA. È um tipo particular de fetiche cujo desejo se concentra nos pés. No Brasil,
um fetichista de pés é normalmente reconhecido pela expressão 'podólatra'. Já em Portugal não é incomum o uso do termo podófilo. Deve-se ter cuidado para não confundir o termo com outro muito parecido, mas de sentido completamente diverso: pedofilia, atração por crianças. São atos comuns que levam o podólatra a ter excitação e prazer sexual o ato de ver, tocar com as mãos, lamber, cheirar ou beijar os pés de outra pessoa, entre mui-tos outros; muito raramente um fetichista pode ainda ter prazer quando os próprios pés são objeto dessas ações. O fetichista responde ao pé de uma maneira similar à que outros indivíduos respondem a nádegas ou seios. Mas é de notar que, no caso do podólatra, esse desejo direcionado para uma parte específica do corpo adquire o caráter pronunciado de uma fixação. Alguns podólatras, por causa disso, sentem prazer em ter seus genitais manipulados pelos pés do parceiro até o ponto de atingir o orgasmo e a ejaculação (footjob, em inglês). Este é, provavelmente, o exemplo mais freqüente de excitação com o uso dos pés capaz de levar à satisfação completa sem que haja penetração, isto é, sexo genital (talvez por se tratar, também, de fato, de uma forma de masturbação). Outras fórmulas em que uso dos pés por si só acabam por levar ao orgasmo e à ejaculação também existem, todavia, variando de indivíduo para indivíduo.Como outras parafilias, o fetiche que se concentra nos pés varia enormemente e pode ser altamente especializado. Assim, um fetichista pode ser estimulado por elementos que outro considera repulsivos. Alguns podólatras preferem pés com arcos pronunciados, outros, de dedos longos, unhas longas, alguns preferem pés descalços, outros, pés calçados em certos tipos de calçados ou meias, alguns preferem pés muito bem cuidados, outros, sujos, de plantas incrustadas de terra, etc. Um fetichista de pés pode ser homem ou mulher, embora estime-se que o contingente masculino passe de 70%. Outras práticas sexuais como o sadomasoquismo freqüentemente acompanham a atração por pés. Um traço que permite distinguir o podólatra, no entanto, na comparação com o sadomasoquista submisso, é o fato de que o pé, para aquele, reveste-se de um valor estético, que por si só o excita. Há um profundo e ao mesmo tempo evidente potencial de significação sadomasoquista relacionado aos pés. Mas as fantasias que aproveitam esse potencial surgem a partir de uma excitação espontânea que os pés desencadeiam. Os pés não servem de mero instrumento para realização de fantasias de submissão, como acontece nos casos de sadomasoquismo típico. Eles, por si mesmos, desencadeiam a cobiça e o processo de desejo, que passa a orbitar em torno deles. O sadomaquismo encontra-se presente em segundo plano, provavelmente na origem da formação do desejo podólatra, numa etapa anterior.(19) PREGNOFILIA. É uma parafilia que consiste em se ter desejo sexual por mulheres
grávidas. Também conhecida como maieusofilia.Maieusofilia é uma parafilia que consiste em sentir excitação sexual com mulheres grávidas e/ou pela visualização de partos. Seria como torturar grávidas e visualizá-las no aborto.
(20) NUDISMO. É mostrar a sua nudez. O nudismo é uma prática integrada no conceito mais
vasto de naturismo que consiste na não utilização de vestuário para atividades recreativas em ambiente social. A nudez total é vista como uma forma de contacto com a natureza e sem conotações sexuais ou morais de modéstia.A prática do nudismo poderá ser efetuada em praias, lagos, piscinas ou outros espaços - usualmente ao ar livre - normalmente em áreas designadas para o efeito.Hoje para eles é normal em fotos, novelas, filme, ganha-se muito dinheiro, para mostrar as vergonhas, eles o chamam de “nú artístico”. (4)
O irmão Paulo, o apóstolo do Senhor explica que o cristão que comete fornicação peca contra o próprio corpo, usando seus membros reprodutivos para fins imorais. A imoralidade sexual é terrivelmente abominável diante do Altíssimo. Mais do que qualquer outro ato pecaminoso, que profana o corpo, que é o templo do Espírito Santo.
O Espírito Santo é o selo, o carimbo do Altíssimo em nós e significa que somos propriedade Dele, pertencemos a Ele.
(1.) O apóstolo explica que o cristão que comete fornicação peca contra o próprio corpo, usando seus membros reprodutivos para fins imorais.
“Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.” E é o que alguns têm sido, mais haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus.” (v.19) (1Co.6:18)
(2.) A imoralidade sexual é terrivelmente abominável diante de Deus.“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis; nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus.” (1Co.6:10)
(3.) Mais do que qualquer outro ato pecaminoso, profana o corpo, que é o templo do Espírito Santo. “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (1Co.6:19)
(4.) O Espírito Santo é o selo, o carimbo de Deus em nós e significa que somos propriedade Dele, pertencemos a Ele. “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus, habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós é santo.” (1Co.3:16,17) “Porquanto está escrito: Sede santos porque eu Sou santo.” (1Pe.1:16) “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá a glória de Deus.” (Hb.12:14)
Para aqueles que querem se libertar dessas anomalias é preciso muita determinação e amor ao Senhor Yeshúa Ha Mashíach é muito difícil mais não é impossível. Esta oração é só o principio para esta libertação.
UMA ORAÇÃO PARA ANDAR EM LIBERDADE
“Pai, obrigado por brilhar a luz do Espírito Santo no meu coração e me revelar às áreas de cativeiro onde preciso de libertação. Senhor Jesus, o orgulho não irá me impedir de receber cura e libertação. Eu me humilho e confesso o pecado da rebeldia (cite as áreas de pecado que deseja confessar. Fale o que o Espírito santo lhe revelar).
Renuncio ao pecado _____________________________ e declaro que ele não mais irá me dominar. Fecho todas as portas por onde o inimigo entra e peço que o Senhor sele as áreas com o sangue de Jesus. Espírito Santo, por favor ajuda-me a manter os meus olhos nas coisas de Deus e quebrar os velhos padrões de pensamento e ação.
Pai, perdoa _________________ por ter me magoado. Eu o/a liberto de todo julgamento para que o Senhor possa ministrar a seu/sua necessidade e eu libero meu desapontamento pelo que aconteceu. Decido obedecer à Palavra que diz: longe de vós toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia (Ef 4.31). Obrigado, Senhor, por me purificar do pecado.
Obrigado, Senhor, porque fui chamado para ser livre e não escravo, e que eu não seja novamente amarrado com o jugo do cativeiro (Gl 5.1, 13). Andarei em liberdade, no poderoso nome de Jesus. Amém!” (Quin Sherrer, Manual da Mulher para a Batalha Espiritual, 2001, 121).
O capitulo do Minotauro é muito longo, em outros artigos falaremos separadamente de cada distúrbio. Tiramos do nosso livro: (COUTO, Valmira Magna Souto, Animais Fabulosos, Minotauro, v II, cap. 09, ps. 57-114)
Shalom Adonai.
1 comentários:
PARABENS. Fiquei feliz por ter encontrado exatamente as informações que procurava.
Um excelente trabalho.
Como cristão reconheço a importância da adoração ser exclusiva a Jeová Deus e do perigo de fazermos a vontade de Satanás em buscar prazeres carnais.
Um grande abraço e mais uma vez. Parabens.
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