segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

PIMENTA COMO ARMA II

A PIMENTA MAIS ARDIDA DO MUNDO BHUT JOLOKIA TAMBÉM CONHECIDA COMO NAGA JOLOKIA.
Pimenta Naga Jolokia, Bhut Jolokia, Raja Mirchi, Dorset Naga, Saga Jolokia, Nagahari, Bih Jolokia ou Borbih Jolokia, Naga Morich. Toda essa confusão de nomes explica-se pelo fato de a Índia, seu país de origem, possuir várias regiões com muitas línguas e dialetos, daí existirem tantos nomes diferentes para a mesma variedade de pimenta.
Espécie: Existia debate sobre a espécie entre Capsicum frutescens Capsicum chinense. Alguns dizem tratar-se de C. frutescens, mas teste recentes de ADN revelaram tratar-se de um híbrido interespecífico, sobretudo C. chinense com alguns genes de C. frutescens.
A sua Origem: Índia.
Arbusto perene de alta produtividade.
Família: Solanaceae
A Naga Jolokia (do Sâncristo, Nãga: Cobra Rei. Jolokia: Pimenta ) — É uma pimenta que cresce, originalmente, no estado indiano de Nagaland, mas também é encontrada no noroeste da India (Assam, Manipur), em Bangladesh, e no Sri Lanka. Em 2007, ela foi confirmada pelo Guinness World Records como a pimenta mais picante do mundo, desbancando a pimenta Red Savina do primeiro lugar (título que manteve de 1994 até 2006).
Bhut Jolokia atingiu + de 1 Milhão SHUs , quase o dobro da SHUs da Red Savina, que tem uma medida simples de 577000. Dr. Paul Bosland, diretor do Chile Pepper Institute em Novo México State University’s Department of Plant e Ciências Ambientais, coletou sementes de Bhut Jolokia enquanto visitava a Índia em 2001. O nome Bhut Jolokia se traduz como" fantasma do chile ’ ", Bosland disse:" Acho que é porque o Chile é tão quente, que você espanta os fantasmas quando você a come! " Bosland acrescentou que a concentração de calor intensa presente na Bhut Jolokia poderia ter um impacto significativo na indústria alimentar como um tempero econômico em alimentos embalados.
A notícia da existência dessa pimenta caiu como uma bomba no meio dos “pimenteiros”, pois seus cultivadores alegavam que ela possuía uma pungência maior que a lendária Red Savina Habanero, que entrou para o livro dos recordes em 1994 com 577.000 SHU. Recentemente essas suspeitas se confirmaram com as análises feitas pelo Chile Pepper Institute of New Mexico State University, que acusaram um nível de capsaicina de 1.001.304 SHU. Em 5 de fevereiro de 2007 recebeu do Guinness World Records, Ltd. o título de pimenta mais ardida do mundo. Pode-se obter mais detalhes em:http://www.fiery-foods.com/dave/sagajolokia.asp.A planta, como a grande maioria das C. chinenses, gosta de climas úmidos com noites quentes, podendo atingir até 120 cm de altura. Possui hastes verdes com presença de antocianina nodal. As folhas possuem o aspecto estampado típico das C. chinenses, verde-escuras, com formato oval, nas dimensões de 10 a 14 cm de comprimento por 5 a 7,5 cm de largura.
Suas flores, em número de 2 a 5 por nó, com pedicelo inclinado na antese, possuem anteras azuladas e corolas branco-esverdeadas sem manchas na base dos lóbulos. Um aspecto interessante sobre essa variedade é que suas anteras apresentam um número muito reduzido de grãos de polém, portanto em plantas isoladas da presença de insetos polinizadores, é imprescindível a polinização artificial com o uso de um cotonete, pois sem isso a produção de frutos será muito reduzida.
Possui frutos pendentes, alongados, de superfície irregular um tanto enrugada, nas cores verde escura (imaturo) a vermelho brilhante (maduro), apresentando constrição anular na junção cálice/pedicelo. Medem entre 5 e 7 cm de comprimento por 2,5 a 3 cm de diâmetro. Contêm poucas sementes (uma média de 15 por fruto) que germinam em um período de 10 e 14 dias, com a colheita dos frutos maduros iniciando entre 115 a 120 dias após a semeadura.
Deve-se tomar cuidados especiais ao se manusear os frutos, pois são hiper super picantes mesmo quando verdes. Aconselha-se usar luvas de látex com boa espessura e não tocar em nenhuma parte sensível do corpo, protegendo especialmente os olhos e mucosas. Evite o contato de crianças com os frutos e lave muito bem as mãos e os instrumentos de cozinhas usados.
Frutos assim com pungência tão alta têm pouco uso culinário e são mais usados pelas indústrias, na extração de capsaicina. Em sua região de origem algumas vezes á usado para produção de caril muito picante ou em molhos preparados a partir de um pedacinho da pimenta para uma grande quantidade de molho de tomates. Agora, se você é muito corajoso e deseja realmente usa-la em sua cozinha, pode utilizá-la como qualquer Habanero, lembrando apenas que ela pode ser até 5 vezes mais forte.

Fiz questão de apresentar melhor a Bhut Jolokia ou Naga Jolokia para vermos qual a grande potência que essa pimenta possui.
Eu mesma não a conhecia tão de perto: a poderosa, entre todas as pimentas, a numero um do mundo. Está sendo usada como uma arma não letal, mais de grande poder de imobilizar pessoas exaltadas ou até mesmo terroristas. Como nossos irmãos índios a usavam à tempos atrás para enfrentar seus inimigos “ a fumaça”. Vejam a reportagem que eu li.

CIENTISTAS INDIANOS DESENVOLVEM GRANADA DE PIMENTA - As forças de segurança indianas receberam um inusitado "presente" dos cientistas: uma granada carregada com uma pimenta moída tão picante que seu uso militar é mais indicado que o gastronômico.
"Será aplicada basicamente contra a insurgência. Não deixa ferimentos: quando explode, uma fumaça da pimenta moída [deixa o inimigo] temporariamente incapacitado", descreveu à Agência Efe um porta-voz da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO, em inglês), em Nova Délhi.
Pimenta indiana Bhut Jolokia, tida como "a mais forte do mundo", é usada em granadas cujo efeito é igual ao de gás lacrimogêneo
A Bhut Jolokia, uma pimenta vermelha que cresce no estado indiano de Assam, gerou a curiosidade deste organismo subordinado ao Ministério da Defesa indiano, que a descreve como "a mais picante do mundo".
Por enquanto, o uso dessa pimenta se limitou ao carregamento de granadas que, ao atingir o objetivo, lancem uma fumaça e que atuem como gás lacrimogêneo.
A fonte do DRDO, que pediu para não ser identificada, explicou que alguns corpos "paramilitares" da Índia os que normalmente realizam operações nas áreas de fronteira, algumas das quais o gigante asiático disputa com vizinhos já receberam a "bomba de pimenta", mas não confirmou se ela já foi usada.
A pimenta foi colhida em Assam e tratada com produtos químicos em um laboratório do DRDO em Gwalior, no centro da Índia, mas os responsáveis se recusaram a dar detalhes à Efe sobre os ingredientes desta espécie de arma militar.
Um porta-voz do DRDO em Assam constatou que a Bhut Jolokia é "a pimenta mais picante do mundo", e louvou a qualidade de suas sementes.
"A aplicação deste alimento é baseada no conhecimento tradicional", disse a fonte, por telefone, insistindo em que a bomba não é letal.
A função da pimenta não será agora dar mais sabores aos já picantes pratos indianos, mas reprimir distúrbios e ajudar na luta contra "o terrorismo", de acordo com este porta-voz.
A nova arma pode ser utilizada também para, em vez de invadir um esconderijo de insurgentes, optar por lançar "granadas picantes" e obrigar que os rebeldes saiam do local, mas as fontes reiteraram que as Forças Armadas serão responsáveis por determinar o uso.
Um cientista do DRDO citado pela agência indiana Ians fez especulações e disse que a Bhut Jolokia poderia servir também de alimento para os soldados posicionados em grandes altitudes como na Caxemira e atuar como termostato corporal.
"Estamos realizando experimentos científicos para saber se a Bhut Jolokia poderia ser incorporada ao menu dos soldados em grande altura, para mantê-los aquecidos", disse R.B. Srivastava, diretor da divisão de Ciências da Vida do DRDO.
Também foi explorada a possibilidade de que um pó elaborado a partir desta pimenta fosse usado como "repelente" contra elefantes, em alguns estados onde estes animais invadem povoados, segundo Srivastava.

“ Ele me faz repousar em pastos verdejantes.
Leva-me para junto das águas de descanso”. (Sl 23.2)

Shalom Adonai.

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